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A invenção e construção dos telégrafos eléctricos é um dos factores que caracteriza os progressos da civilização moderna. Por meio deste instrumento maravilhoso, que o génio da Ciência e das artes colocou nas mãos da sociedade, os povos, as nações, os indivíduos ponderam estabelecer entre si todas as relações de ordem moral, política e económica, prescindindo quase da condição do tempo na transmissão do pensamento que as gera e fecunda (Preâmbulo Dec-Lei …)

O génio da ciência, que tanto maravilhou a sociedade oitocentista, período fecundo em inventos que mudaram o mundo, e de que a telegrafia eléctrica foi, sem dúvida, um dos seus mais espantosos resultados, representa a emergência da sociedade da informação, hoje na sua plenitude, e de que resultaram profundas alterações na realidade quotidiana. Dentro da aceleração turbilhão que caracteriza o mundo de hoje, uma das que mais ressalta é, precisamente, a do tempo aceite entre a necessidade de informação e a rapidez da sua entrega ao público, agora apenas o tempo do clic, isto é, o tempo do instante. Da transmissão que quase dispensava o tempo na transmissão do pensamento, àquela que já transmite à velocidade do pensamento – passaram mais de cento e cinquenta anos!

Foi para nos falar sobre esta inovação tecnológica, e sobre a sua introdução em Portugal, que, no passado dia 1, se deslocou à nossa escola a Dra. Ana Paula Silva, docente de Filosofia desta escola, doutorada em História das Ciências e Tecnologias, mas actualmente a leccionar na Universidade Lusófona, para uma conferência preparada para os alunos de História e de Físico-Química dos 11ºs anos.

Ana Paula Silva começou a sua comunicação, intitulada A introdução da telegrafia eléctrica em Portugal 1855-1880 – tornar-se ‘moderno’, construindo uma rede: Portugal e o telegrafo, por chamar a atenção para a importância dos fenómenos eléctricos, para a sua extensão e diversidade. Depois apresentou um quadro comparativo para demonstrar que, ao contrário das convicções que temos acerca do atraso crónico e atávico na adopção das “novidades” no nosso país, Portugal acompanhou de muito perto as grandes potências da altura, meados do século XIX, tanto no período da sua introdução, como na rapidez da expansão da sua rede. A sua introdução integrava justamente um dos objectivos da Regeneração, período da história de Portugal entre 1851 e 1868, e que visava, grosso modo, a modernização e industrialização do país. Para a viabilização deste “Portugal moderno” era fundamental dotar o país de infra-estruturas (rodoviárias, ferroviárias e marítimas), sem as quais, a industrialização, já tão atrasada entre nós devido, entre outros factores, ao complexo processo político da introdução do liberalismo na primeira metade do século, não se poderia realizar. Caberia ao fontismo (de Fontes Pereira de Melo, político da Regeneração que mais se identifica com este propósito) a sua materialização. Voltando ao quadro comparativo, Ana Paula Silva, chamou também a atenção para os dados sobre o sistema técnico de integração, em que se constata que só em Portugal a integração da telegrafia eléctrica precede a introdução dos comboios (na verdade o primeiro troço de via férrea é inaugurado por D. Pedro V no ano a seguir ao da telegrafia eléctrica), quando nos outros países (no quadro apresentado) se verifica exactamente o contrário, isto é, a introdução desta rede segue a ferroviária, enquanto que em Portugal segue a rodoviária; aliás o seu crescimento e desenvolvimento em termos de km2 foi muito superior à dos comboios (quadro 2). Este apport tecnológico ficou a dever-se aos engenheiros militares, que em Portugal constituíam um escol de grande prestígio (herança da necessidade de defesa de um vasto império que se estendia por vários continentes), e que em missão para tal constituída, se deslocaram ao estrangeiro, a fim de estudarem a aplicação desta inovação tecnológica, sendo de destacar que se prescindiu de auxílio técnico estrangeiro para a sua instalação. Ana Paula Silva destacou o facto da rede telegráfica estar já bastante desenvolvida, quando surge, em 1863, o primeiro Manual de Telegrafia Eléctrica, o que, a seu ver, demonstra uma perícia que não carecia da leitura de manuais. Foram de seguida apresentados vários gráficos e mapas para a análise da política de instalação e distribuição da rede, inicialmente apenas nas mãos do Estado, cabendo a prioridade à ligação à Europa, depois à ligação do norte do reino com a capital, sendo evidente a importância do  estabelecer contacto instantâneo entre os poderes públicos, ou melhor, da condução destes a partir de Lisboa. Só a seguir, e sobretudo devido à pressão da sociedade civil, esta rede se generalizou a todo o país, “na escala conveniente das suas relações”.

Na análise da distribuição da rede no continente, verifica-se uma clara concentração de estações na região de Lisboa e uma maior densidade no norte do País relativamente ao sul. Depois de uma abreviada explicação sobre aspectos ligado à tecnologia da telegrafia eléctrica, mais dirigidos aos alunos e Físico-Química, entretanto ausentes, ficou combinado, uma futura comunicação sobre a ligação ao Portugal insular e colonial, isto é, sobre a introdução da telegrafia por cabos submarinos e a revolução que esta representou.

Cristina Teixeira

Apresentação da Conferência(pdf.)

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Satélites geoestacionários são satélites artificiais que se encontram parados relativamente a um ponto fixo sobre a Terra, porque o tempo que demoram a orbitar a Terra é igual ao seu período de rotação. Isto significa que um satélite geoestacionário tem que se mover com a mesma velocidade angular, pois move-se continuamente em torno do eixo da Terra com a frequência de uma volta por dia.

As órbitas descritas pelos satélites dependem da função a que se destinam. A órbita geoestacionária é normalmente usada pelos satélites geoestacionários que têm funções de comunicação, de observação de regiões específicas da Terra (por exemplo, para fins militares) e de monitorização do clima (necessária à meteorologia).

Todos os satélites possuem uma característica comum: a única força que actua sobre eles é a força gravítica que é responsável pela sua órbita em torno da Terra.

Os satélites geoestacionários efectuam um movimento circular e uniforme, cujas características são:

  • Trajectória circular;
  • Velocidade com direcção e sentido variável mas de módulo constante;
  • Força resultante (força centrípeta) sempre perpendicular à velocidade;
  • Aceleração (aceleração centrípeta) sempre perpendicular à velocidade.

Diogo Fonseca, 12ºA

Fotografias daqui

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O GPS é um sistema de posicionamento global, capaz de fornecer informação sobre localização de pontos, ou seja, o GPS pode dar-nos as coordenadas exactas de onde se encontra uma pessoa em qualquer parte do mundo.

Para o seu funcionamento, o sistema de GPS recorre a um conjunto de 24 satélites artificiais que se encontram em 6 planos de orbitais diferentes,  situados a cerca de 20 000 km de altitude, demorando cada um 12 horas a orbitar a Terra.

Em relação ao aparelho receptor, calcula as distâncias através da seguinte fórmula: d  =  velocidade  x  tempo

Para que o GPS funcione de uma forma precisa e exacta  tem de se reger pelo método de triangulação, que consiste na sincronização de três satélites a um quarto satélite fazendo assim com que o GPS tenha a precisão de um relógio atómico.

O GPS foi desenvolvido pelo departamento de Defesa do Estados Unidos da América, sendo inicialmente utilizado apenas para fins militares.

Desde 1995, o sistema encontra-se disponível gratuitamente, pelo que pode ser utilizado por qualquer pessoa que tenha um receptor que capte o sinal emitido pelos satélites.

O GPS pode fornecer informação sobre latitude, longitude e altitude em relação ao nível médio das águas do mar e, de acordo com o sistema de memória, permitir a reconstituição de um percurso efectuado.

Actualmente, o GPS tem aplicações muito importantes no dia-a-dia, nomeadamente localizar, orientar um percurso, navegar, mapear e medir tempos.

Finalmente, refira-se que o GPS foi uma invenção que veio ajudar o ser humano ao nível da sua orientação, facilitando a sua deslocação bem como permitir recolher, em pouco tempo, informações detalhadas que anteriormente eram desconhecidas, ou apenas obtidas por métodos que implicavam grandes cálculos e deslocações para a obtenção dos mesmos resultados.

Nuno Costa,  12ºB

Foto: Equipamento do Laboratório de Física da ESDS

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A fibra óptica foi descoberta inicialmente por Narinder Singh Kapany, um físico indiano, e consiste num fino tubo de vidro de característica flexível e comprido de diâmetro variável, consoante o fim que se pretende, podendo ir desde  poucos micrómetros até vários milímetros.

A sua estrutura divide-se entre parte interna, da qual faz parte o núcleo (vidro enriquecido com fósforo ou germânio que actua como um semicondutor), e parte externa, constituída pelo revestimento (ou interface), feito à base de vidro muito puro e de índice de refracção inferior ao do material do núcleo.

Como funciona? A luz entra no núcleo por uma  das extremidades da fibra, propagando-se até à outra extremidade devido a sucessivas reflexões internas totais nas superfícies de separação entre o núcleo e o revestimento, de modo a que os ângulos de incidência do que se esteja a transmitir sejam superiores aos ângulos críticos do material utilizado.

Pode ser utilizada nas mais variadas áreas, como por exemplo a medicina (endoscopias), na engenharia mecânica (inspecções), mas sobretudo no ramo das telecomunicações (TV, internet, telefone), pois, ao não sofrer interferência electromagnética,  as comunicações tornam-se mais nítidas, além disso é menor e mais leve quando equiparado com o cobre; porém tem também algumas desvantagens, como o (ainda) elevado custo de compra e manutenção.

Rogério Matos, 12º A

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Um painel fotovoltaico é um conjunto de células fotovoltaicas ligadas entre si. As células fotovoltaicas são constituídas por camadas de materiais semicondutores, tipo n e tipo p, por sua vez constituídos por cristais que incorporam átomos de fósforo e de boro, respectivamente. Nestes materiais, a energia luminosa é convertida em energia eléctrica do seguinte modo: a placa tipo n, com excesso de electrões, é o dador de electrões e placa tipo p, com defeito de electrões, é o aceitador de electrões; o movimento dos electrões, de uma placa para outra, inicia-se por acção da energia luminosa que ao atravessar a placa n desloca os electrões até a placa tipo p; este processo, origina uma diferença de potencial (d.d.p.) necessária à produção de corrente eléctrica.


A utilização de painéis fotovoltaicos apresenta vantagens como fornecimento de energia eléctrica a baixo custo e também a redução da dependência de combustíveis fósseis, como o petróleo.

Contudo, também tem desvantagens, pois contam ainda com elevados custos de aquisição. A própria produção do painel envolve também elevados gastos eléctricos e elevada poluição industrial. Há também factores que condicionam a sua utilização como o facto do rendimento do painel ser apenas de cerca de 25% e as condições atmosféricas que fazem com que a produção de energia seja bastante baixa por exemplo num dia de céu nublado.

texto: Filipe Vicente,  10ºC; esquema: Fábio Lourenço, 12º C; foto: Profª. Laila Ribeiro

nota do editor: sobre este tema pode ler também o artigo, publicado na Ciência Hoje, Moléculas orgânicas aumentam eficiência de células solares.

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Neste Verão, leve a Ciência na bagagem. Visite o interior de uma barragem, siga os trilhos do lobo ibérico, desça a uma mina e fique a ver estrelas com os amigos e a família. São milhares de acções gratuitas em todo o país, sempre na companhia de especialistas. Uma iniciativa da Ciência Viva, em colaboração com instituições científicas, museus, Centros Ciência Viva, associações, autarquias e empresas.

E sabia que Portugal integra uma das 25 regiões, a nível mundial, onde a conservação do património natural é essencial para preservar a biodiversidade do planeta? No Ano internacional da Biodiversidade a Ciência Viva no Verão dá-lhe a conhecer a fauna, a flora e os habitats do nosso país.

in: http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2010/

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