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Archive for Maio, 2012

Tomás Noronha, personagem central de Codex 632 de José Rodrigues dos Santos, é professor da Universidade Nova de Lisboa, leciona História e é perito em criptanálise e em línguas antigas. É casado com Constança e fruto desse casamento tem uma filha: Margarida Noronha de 8 anos. Margarida sofre de trissomia 21 ou Síndroma de Down.

Tomás é contratado para descodificar uma estranha cifra, deixada pelo professor Toscano antes de morrer, por parte da Fundação Americana de História. A Sociedade prometeu-lhe pagar 2.000 contos por semana e 500.000 de prémio caso conseguisse descodificar o cifra (o problema foi que foram impostas novas condições no final). Tomás é um curioso da história, não só a portuguesa, como também a mundial. Gosta de códigos e cifras e de codificá-las e, claro, descodificá-las constantemente. Através dessa sua astúcia consegue decifrar o estranho enigma deixado pelo professor Toscano.

A sua filha é vítima de uma doença incurável a que se associam outras complicações cardíacas. Tomás e Constança tudo fazem por ela, desde levá-la a inúmeras consultas a dispensarem-lhe todos os cuidados em casa. Há uma altura inclusive que eles lutam para conseguir um professor que possa ajudar Margarida (as crianças com algum tipo de deficiência têm  direito, à luz da legislação portuguesa, a um professor que as ajude e lhes dê um apoio suplementar). Concluindo, tudo fazem pela sua filha que, ao invés de ser um motivo de desunião, é antes um motivo de união.

O que acaba por ser um motivo de desunião é a “capacidade de observar a sala de aula” que revela Tomás Noronha (se é que me faço entender…) A dado momento, aparece uma jovem dos países nórdicos (Lena) que estava a estudar história e queria escrever uma tese sobre os Descobrimentos Portugueses. Tomás é então convidado a estudar em conjunto com Lena na casa dela e os dois envolvem-se sexualmente, acabando ela por se tornar sua amante. Quando Constança toma conhecimento disso, separa-se dele mas no final foi a sua filha que mais uma vez os acaba por unir (não pelos melhores motivos mas, enfim…)

José Rodrigues dos Santos

José Rodrigues dos Santos (o criador de Tomás Noronha) já recebeu diversos prémios. Não só no âmbito da sua carreira literária, como também na sua carreira jornalística. É uma referência para os portugueses enquanto jornalista e português. As opiniões sobre os livros deles divergem: uns afirmam que, partindo de sobrepostos falsos, nunca se poderá chegar a conclusões verdadeiras. Outros porém, dizem que acham a história credível visto que há a possibilidade espácio-temporal da realização da história (coisa que provavelmente não poderá acontecer em alguns livros de Dan Brown, onde a ação se desenvolve num só um dia). Para além da crítica, a sua escrita já foi alvo de prémios, nomeadamente Escritor de Confiança 2012.

Tiago Bernardino, 10º F

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Na sequência da leitura de Memorial do Convento e da visita de estudo que os alunos do 12º ano realizaram a Mafra, foi lançado aqui no Bibli um desafio literário sobre o tema. Durante as Jornadas do Livro e da Poesia os textos propostos pelos alunos foram apreciados por um júri e, como já anunciado, o 1º prémio foi atribuído por unanimidade à aluna, Ana Margarida Campos, do 12ºB. Parabéns à aluna que produziu o texto que agora partilhamos com os nossos leitores.

Fernando Rebelo

Quem nunca deu por si a imaginar como seria se fosse possível transportarmo-nos, não apenas através da imaginação, para os cenários onde decorrem as ações dos livros que lemos? Quem nunca imaginou como seria poder visitar a Terra do Nunca ou até mesmo o País das Maravilhas? A verdade é que a mera possibilidade de visitar os palcos fantásticos que oferecem lugar às histórias iria sem dúvida torná-las bastante mais reais para qualquer leitor: se esses lugares fossem não apenas palavras, mas sim espaços e construções reais diante os nossos olhos; não apenas tinta negra numa folha de papel branco, mas sim verdadeiras pedras, rodeadas de um verdadeiro céu, de um verdadeiro chão e de verdadeiras folhas, não brancas, mas verdes.

Bem, não direi que algum dia será possível visitar a Terra do Nunca ou o País das Maravilhas – esses são de facto lugares que terão de viver apenas no imaginário de cada um de nós. No entanto, digo com orgulho, que nem todos os lugares são como os anteriores. E digo-o com orgulho, não apenas por dizer, mas porque tive a recente sorte de me “transportar” para um dos mais imponentes palcos de histórias que Portugal conhece. Falo naturalmente do Palácio-Convento de Mafra, monumento esse que dá lugar à grande história do Memorial do Convento, da autoria de José Saramago.

Ao visitar, não apenas o Convento em si, mas também todo o espaço que o envolve, é sem dúvida possível dar vida a cada detalhe anteriormente lido na obra. Somos automaticamente envolvidos por aquele clima monárquico e absolutista, que nos faz rapidamente perceber a extravagância de D. João V de Portugal, através da evidente grandiosidade do monumento  e também da, talvez não tão evidente, pequenez de pensamento do próprio rei, uma vez que ordenou que se erguesse em Mafra um convento de tal forma grandioso que o seu contacto com a obra se ficou por  sonhá-la, financiá-la e, orgulhosamente, inaugurá-la mesmo ainda antes de estar concluída.

As pedras de Mafra contam ainda a história de todos os trabalhadores que foram de facto os responsáveis pelo erguer do sonho de D. João V, como se todo o esforço, suor, lágrimas e sofrimento de Alcino, Brás, Cristóvão, Daniel, Egas, Firmino, Geraldo, Horácio, Isidro, Juvino, Luís, Marcolino, Nicanor, Onofre, Paulo, Quitério, Rufino, Sebastião, Tadeu, Ubaldo, Valério, Xavier, Zacarias estivessem ainda de alguma forma conservados dentro daquelas muito mais do que quatro paredes.

Perante a grandiosidade da construção, sobressai ainda a famosa pedra fendida que se encontra tanto na frente da obra arquitetónica, como na obra literária de José Saramago. Todas as pedras, mas sem dúvida essa em particular, fazem com que todas as palavras usadas pelo autor ganhem vida e sentido próprio.

Aconselho vivamente todos os amantes e não amantes de literatura a visitar este pequeno grande palco de História e de histórias, este lugar onde é possível perceber a enorme cumplicidade que existe entre a pedra e a palavra.

Ana Margarida Campos, 12ºB

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No passado sábado dia 10 de Março participámos na masterclasses da Física das Partículas no IST (Instituto Superior Técnico). Esta iniciativa organizada a nível internacional, envolve um intercâmbio de várias escolas do país e tem como objetivo mostrar aos alunos como os físicos trabalham e que tipo de atividades é desenvolvido nas áreas da física de partículas.

As atividades começaram com uma aula teórica onde se referiram os fundamentos teóricos da Física de Partículas e as técnicas básicas utilizadas na análise aos acontecimentos.

A Física de Partículas é um ramo da Física que estuda os constituintes elementares da matéria e da radiação, e a interacção entre eles e suas aplicações. É também chamada de Física de altas energias, porque muitas partículas elementares só podem ser detectadas a energias elevadas. Falámos de partículas já conhecidas como os eletrões, protões e neutrões e abordaram-se novas partículas como os mesões, bosões e muões.

O bosão de Higgs é uma partícula elementar, que segundo a hipótese de Higgs formulada em 1960, surgiu logo após ao Big Bang e se a sua existência for confirmada permitirá validar o modelo padrão atual de partícula. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Enquanto esta partícula subatómica não for detetada, os cientistas não conseguem explicar a existência da própria matéria.

Os trabalhos desenvolvidos com o equipamento LHC (Large Hadron Collider) que é o maior acelerador de partículas e o de maior energia existente do mundo, têm permitido descobrir estas partículas. O principal objetivo é obter dados sobre colisões de feixes de partículas pelo CERN (organização europeia para a pesquisa nuclear), que é o maior laboratório de física de partículas do mundo situado em Genebra.

Na parte da tarde, realizou-se a atividade experimental pela internet que consistiu na obtenção e análise de dados reais, obtidos no CERN, sobre colisões de partículas elementares como muões. Contactámos, via internet, com cientistas do CERN.

Esta experiência foi muito interessante e permitiu aprender mais sobre os tipos de partículas existentes no Universo.

José Carlos Castanheira, Oleg Vasylyev e Tiago Santo, 12ºC

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O conhecimento do funcionamento do cérebro pode ser usado para melhorar a aprendizagem. Apesar dos numerosos estudos sobre o funcionamento do cérebro humano, muitas das questões sobre esta matéria, continuam por responder. 

Sobre o funcionamento do cérebro humano, como sobre outros assuntos, factos falsos repetidos frequentemente são difíceis de corrigir. Assim persistem alguns equívocos sobre o nosso cérebro, afirmações que convencem muita gente, mas que os cientistas afirmam não serem válidas.

Ao longo de 6 semanas vamos desmistificar algumas dessas crenças. Aqui abordamos a quarta. Leia para descobrir a verdade por detrás dos mitos sobre o cérebro.

4. Temos apenas 5 sentidos: falso

Claro que temos 5 sentidos, mas não só… Visão, olfato, audição, paladar e tato são os sentidos mais valorizados no nosso quotidiano, mas também sentimos frio, calor, dor, pressão, movimento, aceleração, desequilíbrio. Todas estas sensações são fornecidas por um equipamento sensorial muito vasto, para além dos cinco órgãos de que toda a gente se recorda. Na verdade, estamos equipados com grandes conjuntos de neurónios sensitivos, que nos informam também, sobre a posição e movimentos do nosso corpo (sensibilidade propriocetiva), sobre o equilíbrio (sensibilidade vestibular), sobre a dor, sobre a temperatura. Os neurónios especializados na receção das sensações de dor e temperatura são inúmeros e encontram-se na pele, nas mucosas e nas paredes dos órgãos internos. O ouvido, por exemplo, não é apenas o órgão da audição, mas desempenha duas importantes funções sensoriais. No ouvido médio, no sistema coclear, estão os recetores dos estímulos sonoros que vão permitir a audição e no ouvido interno, no sistema vestibular, estão os recetores da sensação de equilíbrio.

Embora não tenhamos consciência de todas as informações recebidas pelo organismo, estamos permanentemente sujeitos a diversos tipos de estímulos provenientes do meio. Todos os recetores sensoriais proporcionam sensações valiosas que tratadas pelo sistema nervoso central, permitem reagir e interagir, adequadamente, com o mundo.

Teresa Alves Soares

(Psicóloga da ESDS)

imagens daqui e daqui

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A  exposição itinerante Tráfico Desumano está patente na nossa escola no âmbito da comemoração do Dia da Escola.

Esta exposição tem como objetivo sensibilizar a sociedade civil para a problemática do tráfico de seres humanos, desenvolvendo mecanismos de alerta e prevenção, bem como dar a conhecer o contributo do Observatório do Tráfico de Seres Humanos (OTSH) para os avanços na investigação e prevenção deste tipo de tráfico.

No dia 25 de maio, às 10 h 15 m, realizar-se-á um debate com alunos sobre o tema do Trafico de Seres Humanos moderado pela Dra. Rita Penedo do Observatório do Trafico de Seres Humanos e Dr. Pedro Assares Rodrigues da Direção Central de Investigação, Pesquisa e Análise de Informação do SEF.

Fátima Campos

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