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Archive for Março, 2010

No âmbito das actividades que integraram o Dia da Escola, este ano subordinado ao tema  (Bio)diversidade, organizou-se um workshop,  patrocinado conjuntamente pelos grupos de História e Geografia e pela BE que visava celebrar a diversidade na sua vertente cultural.

O Mundo na Escola, assim se designou esta actividade, visava revelar aspectos dos universos culturais dos alunos da nossa comunidade escolar que são de origem estrangeira. Embora na sua maioria estes alunos sejam falantes de português, por serem oriundos de países outrora colónias portuguesas, com os quais se mantém laços privilegiados, (Palops e Brasil), não é menos verdade que outros há que são oriundos de regiões europeias bem distantes, historica e culturalmente, como as comunidades  dos Países de Leste. Outros, por enquanto poucos, são provenientes de outros continentes, como os chineses, e as dificuldades de comunicação tornam-se por vezes muito difíceis de superar.

Estamos porém a falar de comunidades razoavelmente integradas, por mérito próprio e por condições sociais, económicas e culturais favoráveis. No entanto, nem sempre se tem consciência do esforço que muitos destes alunos tiveram que fazer, ou fazem, para se integrarem na nossa escola. Basta lembrar que muitos dos curricula são assumidamente eurocêntricos, com tónica no lado ocidental da europa, se não mesmo tendicionalmente “nacionais” e que muitos destes seus destinatários em casa falam romeno, ucraniano ou crioulo.

Foi o reconhecimento desse esforço que se pretendeu revelar nas apresentações deste workshop. Somos uma escola que acolhe várias culturas mas muitas vezes estas ficam remetidas à rememoração dos seus portadores. A pluralidade deve ser conhecida, valorizada. Pretendeu-se dar visibilidade a esse encontro de culturas, torná-lo uma experiência de partilha, propiciadora de integração, de tolerância e enriquecimento. Simultaneamente foi uma experiência mobilizadora de competências para os alunos que nela participaram, pela pesquisa que exigiu a exposição das suas experiências, pela selecção e composição da realidade que apresentaram, como se reviram nelas, as representações que têm das suas comunidades. Foi também, e sobretudo, um momento grato para eles, por serem poucas as oportunidades que têm de partilharem que é mais significativo para si e do que os identifica no meio da comunidade escolar.

Tudo isto se revelou no empenho que dedicaram à actividade e  no número de alunos que aderiram à iniciativa, tornando escassos os noventa minutos que estavam programados, obrigando assim ao agendamento das outras apresentações para dia 21 de Maio (Dia da Escola II) e também Dia Mundial da Diversidade Cultural.

Cristina Teixeira e Fernando Rebelo

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A saga Casa da Noite é mais uma das muitas sobre vampiros. Apesar disso, é diferente de muitas das que li até agora.

Este primeiro livro da saga, Marcada, escrito por P.C. Cast e Kristin Cast conta o início da história de uma rapariga chamada Zoey que vive num mundo igual ao nosso mas com uma única diferença: os vampyros não só existem como são tolerados.

Ao contrário das histórias mais comuns sobre vampiros, não é necessário ser mordido para que ocorra a transformação. Nesta saga,  os humanos são “marcados” por uma espécie de caças, ou seja, vampyros cuja profissão é avisar as pessoas que irão ser transformadas dentro de pouco tempo e que terão de dirigir-se à Casa da Noite. Ou seja, irão viver num local para onde vão todas as pessoas que são marcadas para aprender a lidar com a sua nova vida. Lá, irão concluir a mudança ou acabar por morrer. Os vampyros que são marcados caracterizam-se pelo aparecimento de uma meia-lua na testa.

Na Casa da Noite Zoey acaba por encontrar não só amizade e amor como também mentira e inveja.

Gosto especialmente desta saga, não só pelo facto de ser diferente das histórias de vampiros comuns como também por desenvolver mais o lado psicológico das personagens, fazendo com que tenham de tomar decisões difíceis mesmo que nem sempre a escolha feita seja a melhor das opções, levando a que, por vezes, as suas vidas se tornem mais complicadas. Também a “amizade” tem um papel importante nesta saga, lembrando-nos que na adolescência os amigos fazem tudo uns pelos outros. É também uma história que deixa o leitor sempre à espera de saber a continuação do livro, imaginando as mais diversas situações que poderão suceder em seguida.

Ana Rita Marina, 10ºB

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Decorreu no passado dia 17 de Março de 2010, por volta das 17h30, na Fundação Calouste Gulbenkian, com a colaboração da Sociedade Portuguesa de Astronomia, a Sessão de encerramento do Ano Internacional da Astronomia 2009. O evento incluiu a inauguração da exposição “A Astronomia no Portugal de Hoje”, o lançamento do livro Mensageiro das Estrelas e uma conferência “Ano Internacional da Astronomia em Portugal: E depois do adeus”.

No âmbito desta área, as alunas Marta Serra e Ana Rodrigues estão a desenvolver um blogue de Astronomia, na disciplina de Área de Projecto, com o objectivo de divulgar a Astronomia junto da comunidade escolar e estimular o interesse pelo tema.

Skat – um blogue de Astronomia” vai desenvolver-se durante o corrente ano lectivo, com actualizações semanais. Proporcionará aos interessados uma visão atenta sobre o mundo da Astronomia e os desafios quotidianos dos cientistas desta área.

clique para aceder ao site

Ana Rodrigues e Marta Serra, 12º C

Orientação do projecto: Professora Laila Ribeiro

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No passado dia nove de Fevereiro, visitámos o Museu da Electricidade com o principal objectivo de aumentar o conhecimento acerca dos recursos energéticos, matéria que estava a ser leccionada. Ficámos a saber que o Museu da Electricidade, também conhecido como Central Tejo, começou a ser construído em 1913 com o objectivo de fornecer energia eléctrica à cidade de Lisboa. Apesar de nos dias de hoje não ter um papel tão importante na sociedade como tinha há cem anos atrás, este museu proporciona uma oportunidade de ‘revivermos’ o funcionamento desta antiga central termoeléctrica, que tinha como protagonista no seu funcionamento o carvão.

Nos dias de hoje, existem várias fontes de energia capazes de produzir electricidade, algumas delas são as chamadas Energias Renováveis que, tal como o nome indica, são capazes de se regenerar e, portanto, são inesgotáveis. Uma das principais energias utilizadas em Portugal, e no mundo, é a energia solar. Este tipo de energia provém do Sol e pode ser captada através de painéis fotovoltáicos. A energia geotérmica, proveniente do calor existente no centro da Terra, tem várias maneiras de ser captada, podendo ser transformada em energia eléctrica ou térmica. Outra é a energia hídrica, resultante da pressão da água, captada através de barragens e ou diques.

Todas estas Energias Renováveis têm tendência para evoluir no futuro, na medida em que, são uma fonte de energia mais barata, não prejudicam o ambiente, uma vez que não produzem dióxido de carbono ou outros gases com “efeito de estufa”, conferem autonomia energética ao país, visto que a sua utilização não depende da importação de combustíveis fósseis, que apenas existem em algumas regiões, e também permitem o desenvolvimento de determinadas regiões com menores acessos e população. Para que haja o perfeito equilíbrio entre a produção e o consumo é necessário que haja eficiência energética, ou seja, proporcionar o melhor consumo de água e energia, e introduzir instrumentos necessários para gerir tais recursos. Utilizar a iluminação apenas quando há necessidades específicas e a substituição de dispositivos de iluminação por outros mais eficientes são exemplos de medidas que, além de trazerem benefícios ao utilizador, visto que reduzem os custos, também são um benéfico para a sociedade, pois contribuem para um desenvolvimento sustentado. No entanto, é necessário ter alguns cuidados, como por exemplo, não abrir a janela quando o aquecimento está ligado. Reciclar, desligar completamente equipamentos electrónicos quando estes não forem necessários e aproveitar ao máximo a luz do sol, permitindo igualmente baixar o consumo de energia.

Através da visita ao Museu da Electricidade tivemos a oportunidade de verificar a importância das energias renováveis nos dias de hoje e também a importância que, na sua altura, esta fábrica teve para a sociedade portuguesa.

“ A protecção do clima, feita de maneira correcta, poderia na verdade reduzir os custos, não aumentá-los.”

Camila Guimarães,  10ºF

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saiba mais no blog da RBE

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O beisebol, uma breve introdução

O jogo de beisebol é um dos desportos mais populares nos Estados Unidos da América, jogado por seis milhões de pessoas em campos e em jardins. Implementou-se também como um desporto de tradição, em Cuba, Japão, Tailândia, Canadá, Colômbia e Venezuela.

É também um desporto com grande expressão profissional e de grande dimensão na área do espectáculo.

Em Portugal, tem vindo nos últimos anos a ser introduzido nas escolas, quer no modo como formalmente está institucionalizado, quer numa forma muito semelhante dominando-se “softball”.

História

Diz-se que o jogo de beisebol, tal como está institucionalizado nos E. Unidos, derivou de um antigo jogo inglês, o “rounders” que foi introduzido na América do Norte no séc. XVIII, tornando-se conhecido como “townball”. Em 1854, um americano chamado Alexander J. Cartwrigh elaborou um conjunto de regras para este jogo, passando então a designar-se por “baseball” (beisebol em português).

Apesar da grande popularidade que há muito tempo tem nos Estados Unidos,  só recentemente foi introduzido nos Jogos Olímpicos: inicialmente como desporto de demonstração, tendo apenas ganho o estatuto olímpico em Barcelona, em 1992.

Em que consiste o jogo?

Joga-se com duas equipas, de nove elementos cada uma, num campo quadrado, constituído por uma “casa base”(home base) e mais três bases em cada um dos seus cantos.

O lançador (pitcher) arremessa a bola a partir do centro do campo, para o batedor (batter) situada na casa base. Este jogador bate a bola com um taco que larga em seguida e corre à volta do campo, tentando chegar à casa de onde partiu,  fazendo assim a sua equipa ganhar um ponto. Se conseguir fazê-lo por etapas, diz-se que marca um “run”, se o fizer de uma só vez, diz-se que faz um “homerun”.

A equipa defensora, por sua vez, tenta eliminar este jogador que vai a correr e após ter conseguido eliminar três adversários (batedores), passa ao ataque.

O jogo é constituído por nove entradas (innings) para cada equipa, saindo vencedora a que conseguir maior número de pontos (runs). Não existem empates, prologando-se o número de entradas (innings) necessárias até uma das equipas sair vencedora.

João Cristo, 10ºB

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aceda à galeria de imagens do "Público"

Até 4 de Abril no Museu da Electricidade – entrada gratuita.

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Com este artigo, iniciamos uma nova rubrica aqui no Bibli que esperamos poder manter com regularidade e diversidade até ao culminar do evento que  lhe serve de pretexto – o 5 de Outubro de 2010: o evento que elegemos como o tema nacional do corrente ano – o centenário da 1ª República Portuguesa.

Ao escolher este título, pretendemos tão somente exprimir metaforicamente o que eventualmente  essa grande transformação trouxe à sociedade portuguesa:  de súbdito a cidadão, a responsabilidade de eleger o representante de todos e do bem comum – a res publica. Deste modo, por um lado, a coroa pode representar ainda para muitos, não o contrário da democracia (muitas das monarquias europeias são das mais exemplares), mas  a projecção da identidade nacional na figura do rei, a continuidade cronológica e dinástica suprapartidária, um símbolo inquestionável ao lado do hino e da bandeira. Por outro lado, o barrete (frígio) evoca o povo (até mesmo o nosso tradicional campino ribatejano), o poder arbitral  da maioria, a legitimação do poder representativo, sufragada em cada 5 anos.

Não é pois a nossa intenção tomar qualquer partido: deixamos, sob  a capa da liberdade que a própria república advoga, o direito a cada um  de julgar os regimes que o regem, colocando assim ao lado do sítio comemorativo oficial a sugestão de visita a um outro sítio que nos permite a faculdade democrática do  contraditório.

E, porque da nossa biblioteca e da nossa escola se trata, não podemos deixar de recomendar a leitura de 4 obras que, sob diferentes formas, para diferentes públicos, nos permitem  um olhar menos apressado sobre este acontecimento.

Começamos por sugerir História da Primeira República Portuguesa, coordenada por Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo (cota BE: 93.ROS), que reune artigos de diversos autores, cobrindo várias áreas temáticas, num percurso cronológico que vai desde os antecedentes do 5 de Outubro de 1910 até ao 28 de Maio de 1926, já no advento do Estado Novo, término histórico deste período que se convencionou chamar como Primeira República.

Para quem prefira uma abordagem mais iconográfica, recomendamos a belíssima obra Os Postais da Primeira República, de António Ventura (cota BE: 93.VEN), que nos dão uma perspectiva ora  naturalista, ora caricatural do ambiente da época e que, pela qualidade do material reproduzido, pode justificar o dito de que “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Para os mais jovens, sob a forma de uma narrativa ficcionada, mas focando dados históricos essenciais através da heroicidade de um homem que, nesse dia, defendeu os ideias que norteavam a sua vida, temos Machado dos Santos, O Herói da Rotunda, com texto de José Jorge Letria e ilustrações de Afonso Cruz (cota BE: 087.6.LET).

É um edifício mas, com o tempo, a sua designação acabou por ser sinónimo da instituição que acolhe: O Palácio de Belém, com seus hóspedes, os seus segredos e a vida quotidiana, de José António Saraiva (cota BE: 93.SVA), conta a história de uma antiga casa senhorial do séc. XVI que, depois de ter servido de residência a diversas gerações da Família Real portuguesa, alberga, desde 1910, o chefe de estado – O Presidente da República.

Finalmente, graças à iniciativa do Grupo de História , pudemos contar com uma interessante e exaustiva exposição, cedida pela Fundação Mário Soares, Da Monarquia à República, a decorrer ao longo deste mês na nossa escola, cuja versão digital disponibilizamos aos nossos leitores aqui no Bibli.

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Ivo Moura, 8º C

Leonor Fernandes e João Sousa, 8º C

Maria Alves, 8º A

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Durante muitos anos, a mulher foi vista como um ser humano inferior aos homens e sofreu imensas afrontas, violências e discriminações. A mulher já foi considerada por muitos escritores e até filósofos como um ser que nem alma possuía. Os anos passavam e a retaliação contra a mulher a desprovia de quase todos os privilégios, restando-lhe apenas as responsabilidades, entre elas, o cuidado com a casa e com os filhos. Quando trabalhavam, ganhavam imensamente menos do que os homens.

Mas em 1857, um grupo de operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque, reivindicaram a redução do seu horário de trabalho de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias recebiam um ordenado bem menor do que o dos homens. Como consequência, foram fechadas dentro da fábrica, onde se declarou ter havido um incêndio, em que cerca de 1.300 mulheres morreram queimadas, vítimas de mais esta retaliação. Morreram com um grito que talvez nunca alguém tenha ouvido: “Independência ou morte”. Uma frase, que embora sem nenhum som, ecoou nos séculos posteriores.

Felizmente, no século em que vivemos há uma incessante luta pela conquista dos mesmos direitos entre homens e mulheres (igualdade na educação, no emprego, no salário, no direito ao voto, etc). Grande parte desta “emancipação da mulher” se deve às alterações do código moral e social na sociedade no séc. XX, principalmente depois da Primeira Guerra Mundial.

No que diz respeito às religiões e imensas seitas, as mulheres também sofrem com o preconceito, não podendo assumir os mesmos cargos que muitos homens. No Islamismo, por exemplo, existe uma submissão cega ao homem. A Maçonaria também não aceita mulheres como seus membros. Na Igreja Católica, ainda hoje, a mulher não pode exercer o papel sacerdotal. Em algumas igrejas Evangélicas, por exemplo, a mulher porém já pode ser pastora e exercer os mesmos cargos que o homem, contrariamente a outras mais tradicionais onde ainda existe esta segregação entre homem e mulher.

O processo de direitos/liberdade da mulher (e do ser Humano), está evoluindo muito lentamente. Podemos dizer que o século XX foi um dos piores séculos da história da Humanidade: é como se o mundo tivesse retrocedido neste período, em termos de segregação, perseguição e injustiças, dentre muitas outras coisas. Neste período turbulento na história da Humanidade, a mulher foi ganhando seu espaço na sociedade e seus direitos/liberdades foram evoluindo, no meio dos movimentos, revoluções, guerras e com as mutações na estrutura social e nos costumes. Podemos dizer que a mulher foi “marcada” e “machucada” com o tempo.

Em pleno século XXI, ainda existem países em que a mulher ainda não tem nenhum direito, elas apenas fazem o trabalho de casa e servem para procriar ou são vistas somente como símbolo sexual. Mulheres que nos educam, e educaram muitos homens bem sucedidos, ainda hoje, não podem assumir os mesmos cargos que eles.

À medida que as mulheres foram conquistando o seu lugar e consequentemente, seus direitos e privilégios, e não mais apenas responsabilidades, elas provaram ser imensamente versáteis e habilidosas, podendo ao mesmo tempo ser mães, amigas, esposas, namoradas, professoras e apesar de tudo isto, ainda podem ser mulheres: femininas, modernas, vaidosas, bonitas e inteligentes.

Essas mulheres “guerreiras”, mesmo nos meios onde ainda há algum preconceito, continuam “firmes e fortes”, acreditando nos seus ideais, planos e propósitos. Hoje temos mulheres que são grandes personalidades como Angela Merkel, a Rainha Isabel II, Condoleeza Rice, Hillary Clinton, Oprah Winfrey, Tyra Banks, Angelina Jolie, entre muitas outras.

Pelo facto de reconhecer o imenso valor das mulheres e como um acto de gratidão, resolvi escrever, homenageando-as no seu dia. Às mulheres, que são mães, amigas, esposas, médicas, filhas, secretárias, advogadas, professoras, etc., o meu “muito obrigado”.

A história pode não ter sido benevolente com elas mas, apesar de tudo, nós amamos essas mulheres que nos educam, que nos criam, que nos amam, que namoramos, que dedicam a sua vida às nossas, que lutam pelos seus ideais, que acreditam que apesar de tudo, um dia, vamos viver num mundo melhor. Parabéns Mulheres!

Luiz Monteiro, 10ºE

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Fevereiro começou com as nomeações para os Óscares, prémios da Academia de Hollywood, que foram anunciadas pela actriz Anne Hathaway e pelo Presidente da Academia, Tom Sherak. Avatar e Estado de Guerra tiveram nove nomeações sendo que este ano há dez candidatos ao Melhor Filme em vez dos cinco habituais , pelo que a competição é mais renhida.

A 82ª edição da entrega destes famosos prémios decorrerá a 7 de Março , em Los Angeles, numa cerimónia transmitida em directo para mais de duzentos países e  apresentada pelos actores Steve Martin e Alec Baldwin. Claro que será o tema principal das Fitas do Mês de Março.

Mas há outros Festivais como  a 60ª edição do emblemático Festival de Berlim que decorreu de 11 a 20 de Fevereiro, com a apresentação de mais de 400 filmes. Entre os inúmeros prémios, destaco O Urso de Ouro para Melhor Filme atribuído à obra turca Bal ( Honey), de Semih Kaplanoglu e o Urso de Prata para Melhor Realizador a Roman Polanski pelo filme The Ghost Writer.

No dia 14 realizou-se a 24ª edição dos Prémios Goya, importantes galardões do cinema espanhol. O principal vencedor foi o filme Celda 211, de Daniel  Monzón que conquistou oito prémios, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Realizador.

No que respeita aos Prémios BAFTA da Academia de Cinema Britânico , cuja cerimónia realizou-se no dia 21, os grandes vencedores ( arrecadaram seis prémios) foram a realizadora Kathryn  Bigelow e Estado de Guerra, Carey Mulligan (Uma outra educação), Colin Firth  (Um homem singular) e Christopher Waltz (Sacanas sem lei), que ganharam nas respectivas categorias.

Quanto às estreias, o mês foi marcado pela excelente obra ( muito aclamada e favorita na corrida aos Óscares) Precious, de Lee Daniels. Este  emocionante filme ( adaptação de uma obra de Sapphire)  teve como produtora executiva Oprah Winfrey  e, merecidamente, tem sido muito apreciado pela crítica e pelo público .

Outro candidato aos prémios da Academia é Um homem sério, dos irmãos Joel e Ethan Cohen. É uma  comédia negra que, de certeza, agrada aos inúmeros fãs desta original dupla de realizadores. Uma outra educação, de Lone Schervig,  também  tem   nomeações para os Óscares. A acção decorre  no início dos anos 60  tendo a actriz principal, Carey Mulligan, arrecadado vários prémios pelo seu promissor papel de jovem indecisa. Um homem singular, do estilista Tom Ford, é um  belíssimo drama  sobre a fragilidade da vida  e do espírito humano com nomeações para os Óscares , assim como O Mensageiro, de  Oren Moverman.

É claro que o mês também foi marcado pela estreia da comédia de Woody Allen, Tudo pode dar certo, pois já era tempo de se ver uma obra típica deste consagrado realizador.   Quanto a Homens que matam cabras só com o olhar,  de Grant Heslov, apesar do excelente elenco, não passa de uma comédia absurda. Da Noruega, veio a  curiosa comédia Norte de Rune Denstad Langlo, que venceu o Prémio da Crítica Internacional no recente Festival de Berlim. À procura do homem ideal é uma comédia de Richard Loncraine e, neste mês, veio mesmo a propósito a comédia romântica Dia dos Namorados, de Garry Marshall.

O grande realizador Martin Scorsese está presente com Shutter Island, uma intrigante obra  de suspense.

No género de terror, Lobisomem, de Joe Johnston, é uma  produção  inspirada no tema clássico do homem amaldiçoado que se transforma em lobisomem.

Os apreciadores futebol devem ver O meu amigo Eric de Ken Loach que faz contracenar  a lenda de futebol, Eric Cantona , num filme  que explora a paixão futebolística e a forma como ela pode inspirar quem vive situações problemáticas .

De aconselhar o filme de Claire Simon, Consultórios de Deus sobre histórias reais num centro de aconselhamento familiar.

Como sempre, há filmes de animação, Chovem almôndegas, de Phil Lord e Chris Miller  e A princesa e o sapo de John Musker e Ron Clements que,  com uma versão moderna de um conto clássico, tem batido recordes de bilheteira. De fantasia/acção Percy Jackson e os ladrões do Olimpo, de Chris Columbo.

No que respeita a documentários, destaca-se Bobby Cassidy, de Bruno Almeida, sobre o homónimo boxeur profissional e  The CoveA baía da vergonha, de Louie Psihoyos, nomeado para o Óscar de Melhor Documentário que relata uma perturbante e dura realidade que envolve golfinhos na ilha de Taiji, no Japão.

No que respeita a  outras notícias do mundo do cinema, é de anotar que de  11 a 21 de Março realiza-se a Monstra – Festival de Animação de Lisboa que comemora dez anos.  Nesta edição, entre as várias iniciativas, destaca-se a retrospectiva histórica do cinema animado português a propósito do Centenário da República.

Está a decorrer até 12 de Março o prazo de entrega de candidaturas para o Festival Internacional de Cinema Jovem em Espinho que se realizará entre 20 e 27 de Junho.

Ainda sobre o Fantasporto realiza-se uma extensão deste Festival no Auditório Municipal do Seixal nos dias 5, 6 e7 de Março com a exibição de oito filmes o que constitui  uma excelente oportunidade para quem não pode deslocar-se ao Porto.

No âmbito  do cinema fantástico e de terror vai decorrer uma iniciativa interessante  no Auditório do Pavilhão Municipal do Alto do Moinho que recebe nos dia 26 e 27 de Março e, ao longo de 24 horas, uma maratona de doze filmes deste género.

Profª Luísa Oliveira

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O livro  Nómada, da autora Stephanie Meyer, conta a história de Melanie e de Nómada, a sua invasora.

A Terra foi invadida por extraterrestres invisíveis aos olhos da maioria dos humanos, pois eram pequenos seres que se alojavam no cérebro dos seus hospedeiros controlando todas as suas acções e pensamentos. Os humanos invadidos apenas podiam ser distinguidos pelo brilho metalizado dos olhos e uma pequena cicatriz rosada na nuca. Estes invasores, as Almas, acreditavam ser pacificadores e melhorar os mundos colonizados pela sua espécie. Julgavam que ao controlarem os piores instintos das espécies invadidas estavam a impedir a sua aniquilação e a contribuir para a criação de mundos melhores. Esta utopia levou-os a invadir silenciosamente vários mundos, acabando por chegar até nós. Estavam inconscientemente a acabar com a raça humana, pois quando uma Alma se apoderava de um corpo, normalmente, a mente humana desaparecia, pois duas mentes não conseguem habitar um mesmo corpo.

Havia duas espécies de resistentes a esta invasão: os lunáticos que acreditavam na invasão antes de ela acontecer e que conseguiram mobilizar alguns familiares e amigos para locais seguros  e humanos que se aperceberam da invasão devido às estranhas mudanças de personalidade nas pessoas à sua volta.

Melanie tinha feito parte deste ultimo grupo mas foi capturada, e foi-lhe implantada uma Alma, e agora fazia parte de outro grupo, um grupo extremamente reduzido de pessoas que tendo-lhes sido implantada uma Alma conseguiam resistir ao seu domínio. A sua vontade de viver era tão grande que nem mesmo Nómada, uma das almas mais experientes a conseguia dominar.

A principal preocupação de Melanie não era a sua sobrevivência, mas sim a segurança do seu irmão e Jared, o grande amor da sua vida. Se ela cedesse perante Nómada as suas memórias seriam reveladas e a segurança do grupo comprometida.

A luta de Melanie pelo domínio do seu próprio corpo era constante, invadindo cada vez mais a mente de Nómada com as suas memórias e sentimentos revelando-lhe, aos poucos as suas memórias mais fortes e sentimentais, transmitindo-lhe emoções até então desconhecidas para a espécie de Nómada: amor, paixão, desejo, perda, saudade vergonha e raiva. Aos  poucos,  os sentimentos de Melanie transformaram-se também nos sentimentos de Nómada. Nómada, ao vasculhar as memórias de Melanie, apercebe-se da existência de um grupo de resistentes, escondidos  algures no meio do deserto de Sonora. Decide procurá-los não para os prejudicar mas para os proteger. Na procura pelo pequeno grupo de resistentes, Nómada e Melanie tornam-se amigas, companheiras. Quase mortas são encontradas e capturadas pelo grupo do tio de Melanie, Jeb. Quase todos as queriam matar pois acreditavam que Melanie já não existia e Nómada lhes preparava uma cilada. Só Jeb e Jaimie, o irmão de Melanie, acreditavam que Nómada poderia ser diferente das outras Almas, e como Jeb era o chefe do grupo Nómada manteve-se viva mas no entanto odiada pelo resto desta pequena sociedade.

É com o convívio com esta sociedade, que Nómada acaba por reconhecer que não se identifica com os ideais da sua espécie mas sim com a espécie humana. E que este foi o único planeta em que se sentiu feliz. Apesar dos sentimentos de Melanie por Jared, Nómada sente pela primeira vez o amor incondicional de Ian um dos que a tentou matar antes de a conhecer. Ian apaixonou-se, não pelo corpo de Melanie mas pelo ser azul prateado viscoso aconchegado dentro do seu cérebro. Nómada acaba por desprezar a própria espécie e desejar a própria morte para libertar Melanie. Acaba assim por convencer o médico do grupo a retirá-la do corpo de Melanie e enterra-la viva junto aos combatentes mortos na luta contra os Batedores da sua espécie.

Tinha encontrado a sua casa, a sua espécie, o único sito onde amou e foi amada. Preferia morrer a ter de deixar este planeta ou a prejudicar as pessoas que amava. Os amigos de Nómada impediram que ela fosse enterrada e encontram um novo corpo, substituindo uma alma invasora por Nómada. No final, o grupo descobre que não são os únicos resistentes e que Nómada não era a única alma a identificar-se connosco. Afinal ainda havia uma esperança…

Sara Fernandes, 10º B

Nota do editor: este livro pode ser requisitado na biblioteca, tendo sido adquirido por sugestão da autora deste artigo

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A ESDS prepara-se para comemorar mais um DIA da ESCOLA. Este ano, sob o tema Diversidade, contamos com várias actividades de acordo com o programa abaixo publicado.
A toda a Comunidade Escolar, o convite para festejar connosco!
Organização: Eulália Alexandre, Fátima Campos e Laila Ribeiro


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