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Archive for Janeiro, 2011

TERÇAS A LER

Programação especial de incentivo à leitura e reencontro com autores portugueses do século XX .

Este projecto, concebido e coordenado pela actriz Maria do Céu Guerra, vai realizar-se durante todo o ano de 2011 no Teatro A BARRACA – CINEARTE (Lgº. de Santos, nº2), todas as primeiras terças-feiras de cada mês às 19h, entrada livre.

Próximas “Terças a Ler”:

Correspondência – Outras Cartas Portuguesas

Correspondência de personalidades da cultura portuguesa.

1 de Março

Sophia e Jorge de Sena

5 de Abril

Manuel e Maria João Bessa Múrias – selecção de cartas trocadas durante o período da Guerra Colonial

Correspondência de Guerra

3 de Maio

Cesariny,  Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes

7 de Junho

Adolfo Casais Monteiro

Correspondência Familiar

5 de Julho

Luís Pacheco e Cesariny

6 de Setembro

A indicar

4 de Outubro

A indicar

1 de Novembro

Piteira e Stela –  cartas de prisão e exílio

Correspondência Familiar

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Atualmente, temos observado que as mudanças climáticas estão dando que falar. E se nós não nos preocuparmos agora com o futuro bem próximo, não estaremos colocando a vida dos nossos filhos e netos em perigo, mas a nossa própria vida. Este tema está na mira dos grandes filmes de Hollywood como: “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”.

Existem muitas maneiras de ajudar a preservar o meio ambiente e colaborar para um mundo melhor, como a promoção das energias renováveis, da agricultura sustentável, da reciclagem do lixo, etc. No caso das energias renováveis, existe a energia hidráulica, que provém da energia produzida pelas barragens, construídas em cursos de água;  a energia solar, que advém da energia produzida pela luz do sol, e geralmente é transformada pelos paineis solares; a energia eólica e provém do vento, por outras palavras, energia produzida pelas correntes aéreas;  a Biomassa, energia que provém  da transformação de produtos vegetais ou animais, que são transformados em energia calorífica e eléctrica; etc. O Sol é outra grande grande fonte de energia para o planeta Terra. O Sol é a estrela mais próxima do nosso planeta, fica cerca de 150 milhões de Km. Hoje em dia, existem muitos processos tecnológicos para o aproveitamento da energia solar. A energia solar está englobada no grupo das energias renováveis, ou seja, que não esgotam e estão a disposição do homem, de forma gratuita.

Portugal é um país extremamente rico no que diz respeito às energias renováveis; o que falta é um melhor aproveitamento, dado que é uma fonte de energia  pura, inesgotável e gratuita. Porém há alguns “senãos”:

  • Os custos de investimento são muito altos;
  • A disponibilidade de áreas, pois ocupam muito espaço;
  • A proximidade das urbanizações a abastecer.

“As energias renováveis são um investimento necessário e urgente em Portugal. A sua elevada insolação deveria ser melhor aproveitada com recurso à radiação solar, por exemplo. Assim, o desenvolvimento sustentável torna-se uma realidade mais próxima, produzindo energia sem que esta tenha consequências negativas ou que comprometa futuras gerações. É importante que esta sociedade tenha uma maneira de pensar mais inovadora e consciente, pois o nosso presente não pode constituir um obstáculo ao futuro. Desenvolvidos, mas consciente” (Raquel Pires).

As mudanças climáticas já estão causando impacto no nosso planeta: a subida da temperatura média, as alterações dos níveis de precipitação,  o espaço coberto de neve, o aumento do nível do mar, etc. O clima do nosso planeta está alterando-se, ano após ano. A subida média da temperatura global é de 0,76º C, contudo em alguns lugares o aumento é ainda maior. Estas mudanças climáticas têm algumas consequências como o descongelamento do árctico e da Gronelândia; a subida do nível do mar; o aumento das extensão dos desertos. Alguns países da América do Sul como o Brasil, até então com clima tropical, onde isto nunca tinha acontecido, entra na rota dos ciclones, e os furacões estão cada vez mais intensos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que em 2030, as alterações climáticas levarão à morte de 300 mil pessoas por ano.

A atividade industrial está relacionada com uma certa degradação do meio ambiente, dado que não há processos de fabrico totalmente limpos. Há vários níves de perigosidade das indústrias, depende do tipo de indústria, processos e substâncias. Em Portugal ela desenvolveu-se sem planeamento, o que provoucou poluição, em alguns casos específicos. Assim, isto implica uma maior fiscalização ambiental  é melhor organização no controlo da poluição.

Tornou-se então  indispensável às autoridades, tomarem medidas que visam eliminar ou diminuir o nível de poluição, cujas principais origens são:

  • As tecnologias utilizadas, muitas vezes envelhecidas e fortemente poluentes, com elevados consumos energéticos e de água, sem tratamento adequado dos afluentes com rara valorização de resíduos;
  • Localização das unidades em zonas ecologicamente sensíveis, perturbando e prejudicando a fauna, a flora; etc.

Há muitas medidas que cada um de nós podemos tomar para tornar o mundo melhor:

  • Minimizar os gases da atmosfera;
  • Diminuir o uso de produtos químicos na agricultura, porque eles poluem e os solos e contaminam os lençóis de água;
  • Separar o lixo doméstico e fazer reciclagem;
  • Evitar o desperdício de água.

Enquanto os donos das indústrias só derem valor ao dinheiro, vai ser muito difícil o mundo conseguir vencer esse mal, porém, há muitas organizações para proteger a humanidade desses “monstros”, como a Greenpeace e a WWF. Mas a realidade, todo nós já sabemos, é que, enquanto houver muito dinheiro envolvido, é muito difícil de mudar a situação. Porém é certo que essas pessoas que ganham dinheiro fazendo isso, amanhã provavelmente irão gastar grande parte do que ganharam hoje, com os seus filhos e netos tentando sobreviver neste mundo que os seus pais e avós ajudaram a ficar doente. Vivemos num mundo em que o importante é ganhar, sem medir as consequências de tais actos.

Não podemos esperar mais para fazer a mudança, mesmo você que pensa que não pode fazer nada, você pode! Basta fazer pequenos gestos em casa, que você já estará contribuindo para um mundo melhor: reaproveitar a água da chuva para regar a relva, evitar o desperdício de água na hora do banho, de lavar a loiça, , usar produtos que sejam amigos do ambiente ou evitar o uso do carro em pequenas distâncias.

Ajude a salvar o planeta das mudanças climáticas, antes que elas mudem você e seu estilo de vida.

Luiz Monteiro, 11ºE

imagens seleccionadas pelo autor do post: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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Portugal continua a ser um tema divisório na Galiza: «Após solicitar a adaptação do horário ao do país vizinho e de pedir a recepção do seu sinal televisivo, agora os nacionalistas galegos querem que a Xunta (Governo Local) ofereça o português como segunda língua estrangeira nas escolas secundárias», noticiou a edição do Periodista Digital na segunda-feira.

Uma notícia contextualizada por este jornal digital como parte da «obsessão portuguesa» do Bloco Nacionalista Galego (BGN) e que surgiu na sequência de reivindicação por parte de uma deputada do BGN para que «não despreze» um idioma que pode «relacionar a população galega com mais de 200 milhões de pessoas». Como exemplo, o BGN lembrou que na região da Extremadura o número de crianças a aprender português é «dez vezes superior» ao da Galiza.

Também esta semana, o nacionalista José Manuel Barbosa assinou um texto escrito em português a defender a mudança de hora na Galiza para o horário de Portugal.

in  Sol, 23 Dez 2010

Notícia enviada por Rudolfo Pereira; imagem daqui

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Louise Bourgeois, Capela de Bonnieux

A história da relação da Igreja com a Arte não se enquadra no formato post, nem tão pouco nos objectivos desta rubrica. O mesmo se pode dizer sobre as relações entre a Religião e a Arte. A existência de uma ligação próxima entre estas duas manifestações é clara e remota, a comprová-la, lembremos as pinturas nas cavernas. Ambas as manifestações são universais, ainda que particularmente específicas. Há uma certa dimensão religiosa na arte, ou melhor, nas obras de arte, que tem a ver com aura, com beleza, com mistério. No Ocidente, desde que o império romano adoptou o cristianismo, as suas crenças, os seus ritos e narrativas tornaram-se na mais poderosa fonte de inspiração artística. A Igreja passou a ser, juntamente com a corte, o maior patrocinador dos artistas e das obras de arte. A ela se deve, sem dúvida, a riqueza patrimonial europeia e do Novo Mundo. Poucas religiões têm, como a católica, uma iconografia tão incisiva em termos visuais. Lembremo-nos que a maior parte das populações eram analfabetas, e a arte servia como veículo de divulgação e catequização, por isso se multiplicavam nas igrejas, nos conventos e nas iluminuras, as cenas da vida de Cristo, dos apóstolos e da Virgem, assim como os infinitos episódios bíblicos, os suplícios dos mártires, as hagiografias dos anjos e beatos. A História da arte ocidental ficou indelevelmente ligada ao cristianismo, pelo menos até à época contemporânea e à emergência do iluminismo e do laicismo. A partir de então, começa a ser mais esporádica a relação entre estas duas manifestações. Multiplicaram-se os “encomendadores”, e as fontes de inspiração diversificaram-se. Os museus, espécie de novos “templos”, adquiriram uma importância incontornável. “Ir a uma exposição” passou a ser uma liturgia, eventualmente com mais seguidores que a missa dominical.  Paradoxalmente, em ambiente de “descrença” e “profanização” generalizada, a arte e o artista prosseguem um percurso de sacralização, que embora não seja de agora, atinge na actualidade uma dimensão incalculável. Contudo a relação entre as duas manifestações – a arte e cristianismo – não se perdeu, mas transfigurou-se em função dos contextos actuais. Na linha de uma longa tradição, revelamos aqui algumas interpretações contemporâneas dos temas que continuam inspiradores, quer sublimados  em abstracções, como em Mark Rothko ou em Barrett Newman, ou dum realismo contundente, como em Paula Rego, ou ainda em obsessões materializadas, como em Louise Bourgeois.

Capela Rothko

Mark Rothko e Barrett Newman são dois dos mais importantes artistas do expressionismo abstracto, escola americana do após-guerra, e ambos, na década de 60, executaram trabalhos de índole religiosa. Rothko pintou catorze quadros (Via Crucis, os catorze episódios de sofrimento da Paixão e Morte de Cristo), telas com campos de cor praticamente monocromáticos, uma encomenda para a Colecção Menil, a denominada Capela Rothko, construída de acordo com instruções do artista. Esta capela, perto da qual se encontra a campa de Rotko, pertence à Universidade de Rice, em Houston, no Texas, e foi consagrada já depois do suicídio do artista em 1971.

Barnett Newman,  Via Sacra

Barrett Newman depois de um ataque cardíaco produziu um conjunto de obras, as “Estações da Cruz – Lema Sabachthani*” (Salomon R. Guggenheim Museum, magma s/ tela, 1966, N.Y.), catorze telas, as catorze estações da Via Crucis, instalação que os críticos consideraram a Capela Sistina da actualidade. Em 1966 acrescentou uma Ressurreição ao conjunto, e numa declaração então proferida, apresenta a obra como uma via dolorosa com dimensão auto-biográfica: “Lema Sabachthani- Porque me abandonaste? (…) No clamor de Jesus é mais terrível a pergunta sem resposta, que a própria Via Dolorosa”

Louise Borgeois, a artista plástica francesa sobre quem já aqui se

Louise Bourgeois, Capela de Bonnieux

escreveu, morreu em 2010 com 98 anos, e algumas das suas derradeiras obras foram realizadas para a capela do Convento d’Ô, um convento do século XVII, em Bonnieux, na Provença, pertencente ao banqueiro coleccionador Jean Claude Meyer. A artista não se pronunciou sobre as suas convicções, no entanto a sua obra está recheada de referências próxima da religião, como o tema do pecado, do sofrimento, da verdade, da indulgência e do perdão. Para além de umas enormes mãos de bronze, em forma de cruz, que fazem a vez de altar, pequenas figuras de Cristo e da Virgem, esculpidas em mármore rosa ou em pano, tal como as bonecas da sua infância, e encerradas em campânulas, decoram o interior abobadado da capela, onde não faltam também as célebres aranhas protectoras e várias mãos crispadas.

Paula Rego, Anunciação,  Palácio de Belém

Em 2005 foram instaladas na capela do Palácio de Belém as 8 telas que Paula Rego, emérita artista portuguesa radicada em Londres, pintou para este espaço a convite do presidente Jorge Sampaio. As telas relatam cenas do Nascimento de Cristo, da Anunciação à Assunção, mas com o excesso de realismo que caracteriza a sua obra, – “e com caras bem portuguesas”, pronuncia-se o presidente Jorge Sampaio, referindo-se às imagens nada idealizadas da Virgem Maria. Também para esta artista o sofrimento, a angústia, a punição e a redenção são temática central na sua obra, pelo que estas narrativas lhe são familiares.

São temas imemoriais e espiritualidades certamente diferentes, contudo é uma tradição que não perde actualidade.

* Eli, Eli, lama Sabachthani?Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste? Em aramaico, a frase que segundo São Mateus (Mateus 27:46) Cristo teria proferido na altura da Crucificação. Existem mais 6 versões diferentes da frase que Cristo teria pronunciado neste momento.

Cristina Teixeira

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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A Porta do Tempo, de Pierdomenico Baccalario, Editorial Presença

Jason e Júlia eram irmãos gémeos, e Rick era um amigo conhecido na escola.

Numa tarde, encontraram uma encomenda por levantar, da Vivenda Argo, em Inglaterra. Foram buscá-la e viram que eram as quatro chaves da porta que tinham encontrado atrás de um armário.

Depois de várias tentativas falhadas, para saberem a ordem das chaves nas quatro fechaduras, decidiram olhar para a quadra que tinham achado, e viram que estava lá a resposta. Entraram e, para grande surpresa, viram […]…

A parte de que mais gostei foi aquela em que descobriram o mistério da posição das quatro chaves, porque achei interessante a maneira como raciocinaram e, no final, verificaram que a resposta estava na quadra.

Bárbara Sá, 7.º F

O Outro Lado, uma Vida ao Contrário, de Gabrielle Zevin, Editorial Presença

O livro fala de uma rapariga de quinze anos chamada Elisabeth. Após ter acordado no camarote de um navio, descobre que morrera e se encontrava em ‘O Outro Lado’, um lugar belo e semelhante à Terra. Naquele sítio, ninguém adoecia nem envelhecia. As pessoas, pelo contrário, tornavam-se cada vez mais novas até serem novamente bebés e enviadas para a Terra.

Liz, que é como lhe chamam, fica muito confusa com tudo aquilo que acabara de descobrir e […]

Aconselho a leitura desta obra, porque é uma história comovente e, ao mesmo tempo, divertida, que obriga o leitor a reflectir sobre o verdadeiro significado da vida.

Francisca Paz, 7.º F

O Segredo do Rio, de Miguel Sousa Tavares, Oficina do Livro

Este livro conta-nos a história de um rapaz que vivia com a sua família no campo. Ao pé da sua casa havia muitas árvores de vários frutos e um lago, onde o rapaz tomava banho, nos dias quentes de Verão.

Certo dia, o rapaz estava a brincar ao pé do lago, quando apareceu uma carpa, que falou. O rapaz e a carpa combinaram ser amigos. […]

Passado algum tempo, a comida começou a escassear, e o rapaz ouviu uma conversa entre os pais, sobre pescarem a carpa. De seguida, o rapaz foi avisar a carpa, e ela fugiu. […]

Aconselho a leitura desta obra, porque é muito interessante e transmite, ao leitor, que devemos ajudar os outros.

Mário Moimenta, 7.º F

O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway, Livros do Brasil

Um velho pescador vai para o mar, com o objectivo de ter sucesso, mas para isso, teve que se estender mais para o largo.

Ele esperava que o seu peixe de sonho aparecesse. Quando, finalmente, o seu peixe aparece, dando grandes puxadas, o Velho e o seu inimigo começaram uma grande batalha. O Velho, já não sendo o que era, sofreu muito, pois o peixe tinha muita força. […]

Aconselho a leitura desta obra, porque é interessante. Parece que a estamos a viver e que sentimos a dor e a alegria da personagem.

Margarida Santos, 7.º D

Nota: Textos resultantes de uma actividade de leitura lúdica promovida  por Rosa Silva,  professora de Português da turma

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Duas turmas do 11ºAno de Humanidades da nossa escola, acompanhados por diversos professores, nomeadamente a directora do JEDS, Teresa Reisvisitaram o DN no dia 10 do corrente mês. Aqui fica a reportagem publicada no mesmo jornal (Edição online de 11-1-11) sobre essa experiência.

“Fazer a primeira página foi muito interessante”

por ANA MAIA  11 Janeiro 2011

Alunos de Almada escolhem temas e aprendem a fazer a manchete de um jornal nacional.

Filipa Bule, de 16 anos, e Luiz Filipe Monteiro, de 19 anos, deixaram ontem o edifício do Diário de Notícias com uma noção completamente diferente do que é fazer jornalismo. Antes de participarem na iniciativa Media Lab, pela Escola Secundária Daniel Sampaio, em Almada, não tinham sentido o peso da responsabilidade de escolher as notícias que marcam o dia.

“Fazer a primeira página foi muito interessante. Mais do que estava à espera. Destacar o que as pessoas vão poder ler, ter em conta o tipo de jornal e o público a que quer chegar foi muito interessante. Mostra o peso da responsabilidade que é a escolha”, disse ao DN Filipa Bule, que pensa em ser jornalista no futuro.

Um desejo partilhado por Luiz Filipe Monteiro, que chegou do Brasil há dois anos. Ambos fazem parte da equipa que escreve o jornal da escola, o que lhes permite ver como as coisas são diferentes. “Foi uma experiência muito boa. Os jornais têm um papel social, e esta experiência permitiu-me ter maior noção desse papel”, afirmou ao DN.

Rosa Silva e Carlos Amaral são dois dos professores que acompanharam os 33 alunos do 11.º ano nesta iniciativa. “A temática da comunicação social é quase sempre escolhida pelos alunos para debate. Esta iniciativa pode servir para despertar maior interesse pelos jornais”, disse o professor que lecciona filosofia.

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Inês Almeida, 7º B

Sofia Marques, 7º B

Diogo Sousa, 7º B

veja também:

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É com agrado que temos registado um aumento significativo da procura e requisição de leitura lúdica (especialmente de literatura dita juvenil) na nossa BE nos últimos 2 meses. Deste modo, esperamos que esta primeira remessa de aquisições (muitas delas por sugestão dos nossos leitores), que agora publicitamos, saia rapidamente  das estantes para as mãos de cada vez mais jovens entusiastas leitores da ESDS.

Em breve estarão disponíveis para requisição muitas outras em fase de catalogação. Estejam atentos ao painel de novidades e à Estante aqui no Bibli 🙂

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Tarde de 31 de Outubro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ias feliz
Ias acompanhada
Ias realizada
Querias correr com a estrada molhada
Tornaste o teu dia infeliz
Quiseste mostrar o que conseguias fazer
Quiseste mostrar que eras capaz
Quiseste mostrar que era fácil
Preferiste mostrar que eras ágil

Com as tuas amigas ias sorrindo
Com as tuas amigas ias a contar histórias
Com as tuas amigas sentias que eras capaz

Quiseste fazer algo de errado
Quiseste mostrar ao tal rapaz
Quiseste ir a correr
Quiseste ser a primeira de todas

E foste!

Todos ouviam os teus sorrisos
Todos ouviam as tuas gargalhadas
Todos ouviam as tuas palhaçadas
Todos ouviam as tuas piadas

Tudo terminou amargurado
Tudo terminou a suspirar
Tudo terminou a chorar
Tudo terminou aflito
Tudo terminou em conflito

O sofrimento
O pânico
O susto
A preocupação
Que conseguiste causar por tentares mostrar
Aquilo de que eras capaz

Ninguém duvidou de ti

Ninguém queria ouvir
Ninguém queria ver
Ninguém queria sofrer

O horror que causaste na tarde
De 31 de Outubro de 2010

Ana Catarina, 10ºF

Nota: imagem seleccionada pela autora

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Stª Engrácia, mártir do séc. IV

O facto de ser o primeiro edifício em estilo barroco a ser construído em Portugal e certamente o último, dá à igreja de Santa Engrácia (actualmente Panteão Nacional) um certo protagonismo, ou não fosse a sua construção uma obra com mais de 350 anos.

A  igreja foi iniciada no ano de 1568, no local de um antigo templo de meados do séc. XII, por ordem de D. Maria de Portugal, filha de D. Manuel I, para receber o relicário de Santa Engrácia, tendo sido apenas concluída quatrocentos anos mais tarde, já no nos anos 60 do séc. XX, por ordem de Salazar, não já como igreja, mas como Panteão Nacional, onde repousam as figuras notáveis da História de Portugal, como Almeida Garrett, Guerra Junqueiro, Sidónio Pais, Humberto Delgado  e Amália Rodrigues.

Stª Engrácia, reconstrução (anos 60)

A expressão “como as obras de Santa Engrácia”, comum na língua corrente, é utilizada para referir-se a algo que não chegará a acontecer, ou que demorará muito a acontecer.

A história da atribulada construção do edifício está ligada uma estoria popular. Esta conta que a construção da igreja teria sido amaldiçoada como consequência de um amor impossível. Violante, filha de um importante fidalgo, ter-se-ia perdido de amores por um cristão-novo, Simão Pires Solis. O pai da jovem, que não via com bons olhos o amor dos dois apaixonados, conseguiu encerrar a filha no convento de Santa Clara que se situava ao lado da igreja de Santa Engrácia, ainda em construção. Simão Solis não negou o seu amor por Violante e continuou a cavalgar todas as noites até ao convento para se encontrar com a sua amada. Certo dia, propôs a Violante que fugissem edeu-lhe uma noite para se decidir, pois no dia seguinte viria buscá-la. Por coincidência, nessa noite, foi roubado o relicário  de Santa Engrácia, tão cara à infanta D. Maria. No dia seguinte, Simão Solis foi preso e acusado de ser o autor do roubo mesmo depois de se considerar inocente, não podendo revelar a razão pela qual rondava a igreja todas as noites,  pois comprometeria a sua amada.

Devido a tal facto e agravado pela sua ascendência judaica, Simão Solis foi condenado à morte na fogueira. Diz-se que no momento da execuação terá lançado uma maldição enquanto as labaredas envolviam o seu corpo: “É tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem!”.

Stª Engrácia (Panteão Nacional) hoje

Ainda, segundo a lenda, anos mais tarde, a noviça Violante terá sido chamada à presença de um moribundo quando este estava às portas da morte, pois queria confessar-lhe que tinha sido ele o ladrão do relicário de Santa Engrácia. Conhecedor da relação secreta de Simão Pires e Violante, tinha incriminado o jovem rapaz, que por ali era visto quase todas as noites, e queria agora pedir perdão à mulher que perdera o seu amor da maneira mais cruel e injusta que alguém poderia perder – mas o perdão foi aceite.

De facto, existem nos registos da paróquia referências ao “Desacato de Santa Engrácia”, ocorridos na noite de 15 de Janeiro de 1630, data em que um tal  Simão Pires Solis teria sido condenado a morte.

Se a estoria é total ou parcialmente verdade, não sabemos, mas isso também pouco interessa… a verdade é que, entre incêndios, terramotos e escassez de meios, a igreja de  Santa Engrácia acabou por  só ser concluida mais de 3 séculos depois, cumprindo assim, conforme “reza a história”, a profecia  do injustiçado Simão Solis, que acabou por providenciar à língua portuguesa uma expressão muito conveniente.

Luís Fernandes, 12º D

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clique para aceder ao site da comemoração (versão portuguesa)

Quem já estava nestas andanças das bibliotecas antes da era digital, lembra-se como ter uma boa enciclopédia – cara, com uma capa dura, austera, sustentada por uma editora clássica – era um elemento fundamental para credibilizar qualquer acervo. Esta prática  apresentava porém sérios problemas a quem defendia um paradigma mais dinâmico na gestão documental: como guardar um imenso conhecimento global, dinâmico e mutável por definição, num suporte estático, imutável, volumoso? Lá vinham então as actualizações, caríssimas, todos os anos, já que a solução alternativa apresentada pelas publicações periódicas de temática muito específica estava apenas reservada  a um público  muito especializado academicamente.

Com o aparecimento do suporte digital, o CD veio resolver o problema do espaço, tornando em pouco tempo o clássico vendedor de enciclopédias numa figura anacrónica do passado. No entanto, foi só com o advento da publicação online que a  actualização  da divulgação documental do conhecimento começou a ganhar um ritmo que acompanhava a própria evolução da sua produção.

A Wikipédia surge no limiar da Web 2.0: não só é muito acessível  e está em constante actualização, como também permite  a mutabilidade de papéis, a interacção que caracteriza esta nova era – (quase) todos podem ser leitores e autores: o mundo tinha finalmente encontrado uma expressão democrática e global para a produção e difusão do conhecimento geral.

É evidente que a quantidade e facilidade no acesso à informação não garante por si só rigor  técnico e científico  e, com o passar do tempo, os próprios mentores da Wikipédia se foram apercebendo disso, tentando hoje equilibrar a ideia da partilha radical com a validação da informação por especialistas.

Mas, mesmo com todas as imperfeições de qualquer produção humana, a Wikipédia tornou-se praticamente sinónimo de enciclopédia, merecendo sem dúvida os parabéns por estes 10 anos online!

Fernando Rebelo

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Com  2011, iniciámos aqui no Bibli uma nova sondagem, já activa desde há algum tempo. Em vez de balanços de 2010, nestes tempos de crise, preferimos questionar os nossos leitores sobre o que de melhor nos pode trazer este ano, no campo da tecnologia e ciência ao serviço do bem estar, saúde e evolução do ser humano.

Assim, não em resultado de uma projecção mais própria da ficção científica, mas baseados nas inovações preconizadas já para este ano em artigos publicados no Jornal I e na Idea Connection, seleccionámos, das muitas descobertas e invenções elencadas, 9  que poderão vir a fazer a diferença e cuja importância deixamos ao critério dos nossos leitores. Não deixe então de participar nesta nova Sondagem do Mês, votando na caixa/widget do lado direito.

 

Quanto à sondagem que encerrámos – Qual o aspecto mais marcante das redes sociais, para o melhor e para o pior? os resultados deram uma ligeira primazia aos aspectos negativos desta nova forma de comunicação, que rapidamente se disseminou, constituindo um dos espelhos da globalização e que certamente produzirá forte  mudanças e novos padrões em quase todos os contextos de interacção humana.

Propusemos então aos nossos leitores que seleccionassem, dos seis propostos, o aspecto mais marcante, em três dimensões antagónicas, presentes na utilização das redes sociais:

  • capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente vrs.  excessiva exposição da intimidade
  • quantidade e velocidade na partilha de informação vrs. ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante
  • facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos vrs. perigo de confusão entre a relação real e a virtual

Contabilizados os resultados, a excessiva exposição da intimidade foi escolhida como a característica mais marcante por 21% dos leitores, tendo 17% contraposto a capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente. Igual percentagem se verificou noutra dimensão, pois mais 4% dos leitores acharam que as redes socias se distinguiam mais pelo ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante do que pela quantidade e velocidade na partilha de informação. Finalmente, 14% dos leitores acharam que as redes induziam principalmente o perigo de confusão entre a relação real e a virtual, enquanto 10% preferiram destacar a facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos.

Sem quaisquer pretensões de validade científica, estes resultados são apenas uma curiosidade e um pretexto para manter um espírito aberto mas crítico em relação ao tema, que constitui igualmente o tópico de discussão da actividade da parceria ICARUS da nossa escola (Programa Comenius actualmente em curso na ESDS) e, ao leitor interessado, recomendamos vivamente a leitura dos artigos e comentários que alguns dos nossos alunos e dos seus parceiros de outras escolas europeias produziram sobre o assunto.

Fernando Rebelo

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Ler mais:

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – 11ºB

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – feedback dos alunos participantes no intercâmbio Sobreda-Budapeste, Dezembro 2010

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AHERN, Cecelia (2004), p.s – eu amo-te, Editorial Presença

p.s. – eu amo-te , de Cecelia Ahern fala-nos da história de amor entre Gerry e Holly. Gerry, um homem extremamente atraente, morre com um tumor no cérebro e Holly, sua mulher, também ela uma mulher muito elegante, após a morte de Gerry sente-se completamente perdida num presente sem ele. Mas ele conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou uma forma de que a sua presença ficasse por mais algum tempo junto da mulher que amava, ajudando-a a aprender a viver de novo.

Gerry  já sabia há algum tempo que o seu prazo de vida era curto; assim, pouco antes de morrer, escreveu cartas para Holly receber após a sua morte. E foi o que aconteceu… Holly,  perdida no mundo, começou a receber as cartas do seu marido que a incentivavam a seguir em frente: cantar karaoke num bar em que ambos tinham frequentado no passado, comprar um candeeiro que há muito tempo desejavam, ir passar férias com as suas melhores amigas, desfazer-se de tudo o que lhe havia pertencido, deitando-o fora ou entregando-o a instituições de solidariedade social.

E em cada mês chegava uma nova carta de Gerry.

Passado algum tempo, Holly conhece um homem elegante, embora não tanto como Gerry, mas fica chocada ao ler uma carta em que Gerry lhe pedia que se deixasse apaixonar de novo. Mas nesta décima e derradeira carta, Gerry também lhe diz que não faz mal que ela se apaixone de novo, pois seria sempre a sua mulher.

Mesmo assim, apesar de Holly não ficar com o  novo homem que conhecera, festeja, no fim do livro, o casamento de uma das suas melhores amigas e  a gravidez de uma outra.

E a minha pergunta como leitora era: como se sobrevive à perda de um grande amor? Na primeira parte desta narrativa, Holly ter-nos-ia simplesmente respondido: não se sobrevive. Mas Holly sobreviveu, graças  ao “p.s. – eu amo-te” com que Gerry terminava todas as cartas à sua amada. Por isso, uma das minhas passagens favoritas é sem dúvida a seguinte:

– Não tenhas medo de te apaixonar outra vez. Abre o teu coração e segue para onde ele te levar…e lembra-te, pede a lua…

P.S: Eu amar-te-ei sempre

Susana Ruas, 11ºB

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fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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O Concurso Pessoas em Pessoa 2011 destina-se a alunos, professores e encarregados de educação das escolas do concelho de Almada e pretende incentivar a criação de projectos artísticos inovadores, a partir da leitura de textos de Fernando Pessoa e de outros Poetas da Literatura Portuguesa e Lusófona. Visa também promover a multidisciplinaridade da criação artística, propondo o desenvolvimento de projectos e produtos criativos que expressem formas multifacetadas inovadoras de ler e recriar os textos seleccionados por cada candidato.

Os trabalhos a concurso devem celebrar a Viagem, o Mar e o Mundo na obra do(s) Poeta(s), tendo como referência leituras e abordagens (re)criativas e poéticas de textos, sejam de Fernando Pessoa, dos seus heterónimos, ou de outros Poetas portugueses e lusófonos. Privilegia-se a diversidade e a riqueza de abordagens e leituras, expressas nas sete modalidades previstas a concurso: escrita criativa, fotografia, desenho, videoclip, coreografia, recital de poesia e estudo para mural.

Saber mais aqui

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Conta-se que Hieron, rei de Siracusa, encomendou uma coroa que pagou como se fosse de ouro puro, mas posteriormente suspeitou que o ourives o enganou, misturando ouro com outro metal menos nobre. Para descobrir a verdade, pediu a Arquimedes para verificar se a coroa era feita totalmente de ouro puro ou de outro metal menos nobre, sem partir nem danificar a coroa.

Arquimedes começou a reflectir na resolução do problema e, ao tomar banho, entrando  num recipiente completamente cheio de água, verificou que a quantidade de água que transbordava era aquela que correspondia ao seu próprio volume. Concluiu  então que, utilizando um método semelhante, poderia comparar o volume da coroa com os volumes de iguais pesos do outro metal menos nobre e o do ouro: bastava colocá-los num recipiente cheio de água e medir a quantidade de líquido derramado. Sabendo que tinha resolvido o problema do rei, Arquimedes saiu do banho a correr, nu, gritando: “EUREKA! EUREKA!”, que significa “Encontrei! Encontrei!”. Arquimedes acabara assim por encontrar a solução para o problema da coroa, averiguando a sua densidade e calculando a proporção de metal menos nobre que a ela continha.

Na sequência da resolução deste problema, Arquimedes:

  • apresenta uma importante conclusão: “Quando se mergulha um corpo

    I=impulsão e P= peso

    no interior de um fluído, o volume de água deslocada é igual ao volume do corpo que está mergulhado (fracção imersa do corpo)” ;

  • define a grandeza da impulsão :“A impulsão é igual à diferença entre o valor do peso do corpo no ar (força gravítica local) e o valor do peso do corpo dentro de água”; ou seja a impulsão é igual ao peso do volume de água deslocada. Impulsão = Peso(no ar) – Peso(na água) ou I = P Ar – P água
  • e enuncia a que ficou conhecida por Lei de Arquimedes: “Todo o corpo mergulhado num fluído está sujeito a uma força vertical, dirigida de baixo para cima, cuja intensidade é igual ao peso do volume do fluído deslocado.”

Nota:
Arquimedes, nascido cerca de 287 A.C., na cidade grega de Siracusa, foi um matemático, físico e inventor grego.

Joana Toco, 9ºA

(imagens fornecidas pelo autor e retiradas daqui)

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O Escritor fantasma, como já se previa, foi o grande vencedor dos Prémios do Cinema Europeu arrebatando seis estatuetas. O realizador Roman Polanski  agradeceu a distinção, por videoconferência, dado os problemas que vem enfrentando com a justiça americana. Nos restantes prémios, Sylvie Testud ganhou o de melhor actriz pela sua interpretação em Lourdes, o prémio Carlo di Palma para a melhor fotografia foi para Lebanon de Samuel Maoz , o de melhor montagem para Carlos de Olivier Assayas,  tendo O Mágico sido galardoado com o de melhor filme de animação.

Curioso é o  facto de Mistérios de Lisboa ter sido considerado o melhor filme de 2010 em França, pelo júri do prémio Louis Delluc, constituído  por um grupo de vinte personalidades e críticos do cinema francês. A RTP vai exibir o filme numa minisérie de  seis episódios. Ainda sobre o cinema português, a revista norte-americana New Yorker incluiu os filmes  O estranho caso de Angélica de Manoel de Oliveira, Aquele querido mês de Agosto de Miguel Gomes e Ne change rien de Pedro Costa na lista do Top 15.

O ano terminou com apresentação de duas preciosidades da cinematografia nacional, agora em formato digital. Assim, tivemos oportunidade de rever  Aniki Bóbó uma realização de 1942 do veterano Manoel de Oliveira e o documentário de 18 minutos Douro, faina Fluvial de 1929.

Mas como as festas natalícias são tradicionalmente  dirigidas ao público infantil, os filmes de animação dominaram as estreias do mês: Planeta adormecido de Manuel Abrantes, Lígia Ribeiro  e Luciano Ottani; Megamind de Tom McGrath; As aventuras de Sammy: a passagem secreta de Ben Stassen; a 50ª longa-metragem da Disney Entrelaçados de Byron Howard e Nathan Greno, o  belíssimo O Mágico de Sylvain Chomet, a partir de um argumento inédito de Jacques Tati, e  a magia das personagens de C.S. Lewis, que ganham vida em As crónicas de Nárnia: a viagem do caminheiro da Alvorada de Michael Apted. Também dirigida aos jovens,  a adaptação da banda desenhada, Scott Pilgrim contra o mundo de Edgar Wright  ganhou dois prémios da International Press Academy.

As comédias  estiveram presentes com os divertidíssimos A tempo e horas de Todd Phillips,  Não há família pior de Paul Weitz , o humor singular de Encontros em Nova Iorque de Nicole Holofcener, e os franceses Mammuth de Benoit Deléphine e Gustave de Kervern e O amor é melhor a dois de Arnaud  Lemoit e Dominique Farrugia. Também de assinalar a ficção científica  com Skyline de Colin e Greg Strause,  o musical Burlesque de Steve Antin, com Cher, e a produção conjunta da Alemanha e Casaquistão Tulpan de Sergei Dvortsevoy.

No campo dos filmes de acção, estrearam-se  Jogo Limpo de Doug Liman, e Stone- ninguém é inocente de John Cunan .

Por fim, o estranho documentário I’m still here de Casey Affleck sobre  o suposto abandono da carreira de actor de Joaquin Phoenix.

Porém, de todas as estreias, o meu destaque vai para os seguintes filmes : a obra espanhola Cela 211 de Daniel Monzón, um  intenso trhiller premiado com oito Goyas, Katalin Varga de Peter Strickland, um assombroso  filme sobre vingança, passado na Roménia e falado em húngaro, e A última estação de Michael Hoffman, a partir da adaptação do livro de Jay Parini sobre os últimos dias do carismático Leo Tolstói, com excelentes interpretações de Hellen Mirren e Christopher Plummer.

Continua o período da entrega de prémios, neste caso, das Associações Nacional de Críticos de Cinema dos EUA  e de Críticos de Cinema de Los Angeles que distinguiram  o filme Rede Social de David Fincher com os prémios de  melhor filme, realização, actor e guião. Já se conhecem também os nomeados para a 68ª edição dos Globos de Ouro com The King’s  Speech a liderar com sete nomeações. Em Janeiro saberemos quem irão ser os vencedores.

Quanto ao balanço de  2010, as preferências nos cinemas portugueses foram para  os filmes  em 3D, liderados por Avatar, obras de  animação como Shrek e a saga Twilight.  Mas eu relembro Precious, Invictus, O laço branco, O segredo dos seus olhos, Vão-me buscar alecrim, Uma outra educação, Lola e muitos outros que nos fazem sonhar e passar bons momentos  de alegria e emoção.

Termino com referência  a um movimento de curtas-metragens que pretende revolucionar os hábitos culturais, Shortcutz,  que integra o LABZ, uma plataforma internacional para a  promoção de talentos na área da cultura urbana. Em Lisboa, o encontro é no bar Bicaense, na Rua da Bica às 3ª feiras à noite .

Para manter a tradição, esperemos que 2011 traga bons filmes para amenizar a época de crise .

Luísa Oliveira

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