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Posts Tagged ‘Química’

 

Nesta Semana  da Ciência e Tecnologia, registamos com satisfação o estabelecimento 6 parcerias de cooperação com centros de investigação e unidades do ensino superior na área da Ciência e Tecnologia. Ao abrigo do programa Cientificamente Provável , a escola, mediada pela BE, estabeleceu parcerias com o MOSMICRO ITQB NOVA, o CERENA- Centro de Recursos Naturais e Ambiente (IST-UL), o Centro de Química e Bioquímica (FC-UL), o CENIMAT/i3N (FCT/UNL) – Centro de Investigação de Materiais, o Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação (LIBPhys-FCT-UL) e o Departamento de Matemática da FCT-UNL.

Estas parcerias cobrem de uma forma, sempre que possível, interdisciplinar as áreas da Biologia, Química, Física e Matemática, e a sua execução estará a cargo das professoras Carla Vaz, Telma Rodrigues, Paula Paiva e Ana Cristina Santos. Terão como principais destinatários os alunos do Ensino Secundário de Ciências e Tecnologias e darão particular suporte ao novo projeto Erasmus+ KA229 da escola , que se propõe  partilhar boas práticas no ensino-aprendizagem das ciências, numa abordagem interdisciplinar, com escolas da Lituânia, Hungria e Turquia. 

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A atribuição dos prémios Nobel, neste ano, é marcada pela polémica pois, como é de conhecimento geral, o da Literatura não será entregue após cinco elementos do júri terem abandonado o comité devido a denúncias de fugas de informação e de abusos sexuais não havendo, assim, o quórum para avaliar e decidir quem seria o contemplado. Estes prémios começaram a ser entregues em 1901 e, desde então, 892 pessoas foram distinguidas, mas apenas 48 eram mulheres. No entanto, embora por motivos diferentes, nomeadamente o político, não é a primeira vez que um prémio fica suspenso como foi o caso do Nobel da Literatura que não foi entregue  nos anos de 1914, 1918, 1935, 1940, 1941, 1942 e 1943.

Em outubro começou a identificação dos laureados, anunciando o Instituto Karolinska, considerada uma das maiores faculdades de medicina da Europa, para o Nobel da Fisiologia ou da Medicina os imunologistas americano James P. Allison e japonês Tasuku Honjo pelos desenvolvimentos da imunoterapia como arma contra o cancro. James Allison estudou uma proteína que funciona como um travão ao sistema imunitário, após perceber o potencial de lançar células imunitárias para atacar os tumores no tratamento de doentes. Tasuku Honjo “descobriu uma proteína nas células imunes e revelou que ela também funciona como um travão, mas com um mecanismo diferente. As terapias inspiradas na sua descoberta provaram ser muito eficazes na luta contra o cancro” concluiu o comité.

medicina

O Nobel da Física foi atribuído ao norte-americano Arthur Ashkin dos Laboratórios Bell em Holmdel, EUA, ao francês Gérard Mourou da Escola Politécnica em Palaiseau, França e da Universidade do Michigan nos EUA e à canadiana Donna Strickland da Universidade de Waterloo, no Canadá, graças às suas invenções no campo da física do laser que conduziram à criação dos impulsos de laser de alta intensidade que são utilizados em aplicações industriais e médicas, nomeadamente nos milhões de cirurgias corretivas que são feitas aos olhos todos os anos. Donna Strickland foi a terceira mulher a ganhar este prémio depois de Marie Curie em 1903 e de Maria Goeppet-Mayer em 1963.

Fisica

O Nobel da Química distinguiu investigadores pelo trabalho desenvolvido com anticorpos que têm impacto em várias áreas nomeadamente a farmacêutica e a produção de biocombustíveis.  Frances H. Arnold, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena (EUA), é a quinta mulher a receber o Nobel da Química pelo trabalho desenvolvido com a “evolução dirigida de enzimas”, recebendo metade do prémio pecuniário. A outra metade será dividida entre George P. Smith, da Universidade do Missouri, em Columbia (EUA), e por Sir Gregory P. Winter, do Laboratório de Biologia Molecular do MRC (Medical Research Council), em Cambridge (Reino Unido), pelo trabalho desenvolvido com péptidos (fragmentos de uma proteína) e anticorpos em fagos, minúsculos vírus que apenas infectam bactérias.  O comunicado de imprensa do comité do Nobel tem o sugestivo título de “A (r)evolução na química” e começa por referir que o poder da evolução é revelado na diversidade da vida. Foi através da evolução dirigida, a evolução num tubo de ensaio, que os três laureados revolucionaram a química e o desenvolvimento de novos fármacos, mais eficazes e com menos efeitos secundários.

Quimica

As preocupações pelas alterações climáticas estiveram presentes na atribuição do prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel, mais conhecido por “Nobel da Economia”, aos norte-americanos William Nordhaus e Paul Romer. O prémio, que foi entregue pela primeira vez há exatamente 50 anos pelo Banco central sueco (que financia o prémio), não é formalmente um Prémio Nobel como são os prémios para a medicina, ciência, paz e literatura mas é a distinção mais prestigiante que um economista pode receber .William Nordhaus é um dos académicos mais respeitados na área da economia ligada ao meio-ambiente e, em particular, às alterações climáticas devido aos  modelos que criou e que calculam a interação entre a economia, o uso de energia e as alterações climáticas. Quanto a  Paul Romer, que foi economista-chefe do Banco Mundial de que se demitiu em janeiro passado, é conhecido por ter formulado a teoria do crescimento endógeno, decisiva para “integrar a inovação tecnológica na análise macroeconómica de longo prazo”.

Economia

Por fim, o muito aguardado Nobel da Paz, um dos prémios que gera mais especulação sobre os eventuais laureados – de acordo com a informação oficial, neste ano, havia 331 candidatos sendo que 216 são pessoas individuais e 115 organizações. O justo reconhecimento foi para o médico ginecologista congolês Denis Mukwege e a yazidi Nadia Murad “pelos seus esforços para acabar com o uso da violência sexual como uma arma de guerra e de conflitos armados”. Denis Mukwege, anteriormente galardoado com os prémios Olof Palme (2008), Sakharov (2014) e Calouste Gulbenkian (2015), é um dos maiores especialistas mundiais na reparação e tratamento dos danos físicos provocados por violações. No seu hospital em Bukavu tem tratado milhares de mulheres vítimas de violações durante a guerra civil na República Democrática do Congo. Nadia Murad , ativista de direitos humanos yazidi é, desde setembro de 2016, a primeira Embaixadora da Boa Vontade para a Dignidade dos Sobreviventes de Tráfico Humano das Nações Unidas. Em agosto de 2014, com 21 anos, foi sequestrada pelo grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante e mantida como escrava sexual na cidade de Mossul tendo conseguido fugir e chegar a um campo de refugiados no norte do Iraque e, em seguida, a Estugarda, na Alemanha. Desde então tem sido porta-voz da causa yazidi, tal como a sua amiga Lamia Haji Bachar, com a qual venceu, em conjunto, o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu em 2016. Estima-se que mais de três mil yazidis permaneçam desaparecidos e, por isso, a laureada refere que ser contemplada “significa muito, mas não somente para mim, mas para todas as mulheres do Iraque e do mundo inteiro”. Referiu, ainda, “em nome de todas estas pequenas comunidades perseguidas, este prémio diz-me que as suas vozes são ouvidas”.

paz

A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para 10 de dezembro, sendo  o da Paz entregue em Oslo City Hall pelo rei de Noruega e os restantes no Stockholm Concert Hall  pelo rei da Suécia.

Luísa Oliveira

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the-nobel-literature-prize-2016-bob-dylanA temporada dos prémios Nobel 2016 vai estar sempre ligada à polémica causada pela atribuição do galardão da Literatura a Bob Dylan pois é a primeira vez que um músico ganha o citado prémio. Na verdade, esta escolha não deixou ninguém indiferente desencadeando perplexidade que se manifestou tanto no apoio como no desacordo, sendo neste último caso o mais evidente o do escritor peruano Mario Vargas Llosa, Nobel da Literatura de 2010. Este, durante a cerimónia em que lhe foi atribuído o grau de Doutor Honoris Causa, pela Universidade de Burgos, em Espanha, criticou a “cultura de espetáculo” que impera na sociedade atual questionando se no próximo ano o prémio não será entregue a um futebolista. O escritor Gary Shteyngart, ironicamente, por seu lado, diz que entende que para o comité sueco, “ler um livro é difícil”. Entre os que concordaram com a atribuição o destaque vai para o escritor Salman Rushdie que considerou uma “ótima escolha”.

A polémica aumentou pelo facto de Bob Dylan, tardar a reagir à distinção, não atendendo telefonemas e mensagens da Academia Real Sueca reconhecendo, mais tarde, que se sentia honrado pela atribuição do prémio, embora não possa estar presente na cerimónia de entrega do mesmo em 10 de dezembro, dizendo que tinha “ compromissos prévios”. No entanto, nos seis meses seguintes à cerimónia terá de fazer o discurso de aceitação que é o único requisito exigido aos laureados e, como tal, aguardam-se novos desenvolvimentos, embora esta situação não seja inédita e já aconteceu, por diversas razões, nomeadamente com Doris Lessing, Harold Pinter e Elfriede Jelinek.  Em mais de um século de história dos Nobel da Literatura, apenas dois autores recusaram o prémio: em 1958, por pressão do poder soviético, Boris Pasternak, viu-se obrigado a rejeitar a honra, recebendo o prémio mais tarde e, em 1964, foi a vez do francês existencialista Jean Paul Sartre  não aceitar o prémio.

the-nobel-medicine-prize-2016-yoshinori-ohsumiMas, naturalmente, esta polémica não pode ofuscar o mérito dos restantes galardoados. Assim, o Nobel da Medicina, foi atribuído ao japonês Yoshinori Ohsumi, professor no Instituto de Tecnologia de Tóquio, por ter contribuído, de forma decisiva, para que fossem conhecidos os mecanismos da autofagia celular. Em comunicado, a Academia refere que o laureado “descobriu e elucidou sobre os mecanismos da autofagia, um processo fundamental para a degradação e reciclagem dos componentes celulares”. Yoshinori Ohsumi, especialista em biologia celular, conseguiu através de uma série de experiências com fermento de padeiro identificar os genes essenciais para a autofagia, no início da década de 90 do século passado. As suas descobertas abriram o caminho à compreensão da importância fundamental da autofagia em muitos processos fisiológicos, como a adaptação à fome ou a resposta à infecção concluindo-se, também, que as mutações nos genes da autofagia podem provocar doenças e o próprio processo autofágico está envolvido em diversos problemas, incluindo o cancro e a doença neurológica.

Quanto ao  Prémio Nobel da Física, foi atribuído a três britânicos: David Thouless, Duncan Haldane e Michael Kosterlitz, pois graças ao seu trabalho pioneiro  nas décadas de 70 e 80, revelaram os segredos da matéria exótica no mundo quântico contribuindo para a comunidade científica procurar novas e exóticas fases da matéria com  potenciais aplicações, tanto na ciência de materiais como na electrónica. Segundo o comunicado da Real Academia Sueca das Ciências, “os laureados deste ano abriram a porta para um mundo desconhecido onde a matéria pode assumir estados estranhos. Usaram métodos matemáticos avançados para estudar fases, ou estados, pouco habituais da matéria, como os supercondutores, superfluidos ou películas magnéticas finas”.

O Prémio Nobel da Química  foi atribuído ao francês Jean-Pierre Sauvage, ao escocês J. Fraser Stoddart e ao holandês Bernard L. Feringa, pelo desenho e síntese de máquinas moleculares, a miniaturização da tecnologia, pelo desenvolvimento de moléculas com movimentos controláveis quando lhes é fornecida energia resultando na criação das máquinas mais pequenas do mundo – mil vezes mais pequena que um fio de cabelo. O comunicado da Academia salienta que “[Ainda assim,] em termos de desenvolvimento, o motor molecular está ao mesmo nível que o motor elétrico estava em 1830, quando os cientistas exibiam máquinas elétricas capazes de mover pedais e rodas, mas não sabiam que essas máquinas iriam tornar-se comboios, máquinas de lavar, ventoinhas e processadores de alimentos”. Esta área de investigação apresenta inúmeras aplicações, nomeadamente na Medicina.

O Prémio Nobel da Economia foi atribuído ao britânico Oliver Hart e ao escocês Bengt Holmström, dois professores de universidades norte-americanas de Harvard e MIT que estudam a teoria dos contratos, isto é, o estudo sobre a forma como os contratos de trabalho e outros são construídos para servirem de base às relações económicas. A Academia, em comunicado, refere que “as novas ferramentas teóricas criadas por Hart e Holmström são valiosas para compreender os contratos e as instituições na vida real, bem como potenciais fracassos na conceção de contratos”.

the-nobel-peace-prize-2016-juan-manuel-santosPor fim, o Nobel da Paz distinguiu o presidente colombiano Juan Manuel Santos pelos esforços de paz com a guerrilha marxista das FARC para pôr fim a 50 anos de guerra civil que causou mais de 220 mil mortos no país e que resultaram, no dia 26 de Setembro, na assinatura do acordo de paz negociado durante quatro anos em Cuba. E apesar da vitória do Não no referendo de 2 outubro, Kaci Kullmann Five, a presidente do Comité Nobel sublinhou que o resultado do referendo torna ainda mais importante que Santos e as FARC respeitem o cessar-fogo destacando que  “o facto de a maioria do povo ter dito não ao acordo não significa que o processo de paz esteja morto”.  Juan Manuel Santos tornou-se, assim, no 26.º chefe do Estado a receber um Nobel e a  América Latina volta a receber o galardão da Paz depois da vitória de Rigoberta Menchu em 1992, pela sua defesa das mulheres indígenas.

Luísa Oliveira

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Mantendo a tradição, o mês de outubro começou com a indicação dos laureados para os prestigiados Prémios Nobel. O primeiro anúncio foi para o de Medicina  e Fisiologia sendo  galardoados  os investigadores norte-americano William C. Campbell, japonês Satoshi Omura e chinesa Youyou Tu. Enquanto Campbell e Omura foram distinguidos pelas descobertas relacionadas com uma nova terapia para combater infeções provocadas por parasitas como lombrigas, Youyou Tu vai receber o prémio por uma inovadora terapia contra a malária. O contributo destes investigadores no combate de doenças mortais causadas por vermes parasitas e da eficácia dos medicamentos Avermectin no combate a doenças parasitárias e do Artemisinin, que contribuiu para reduzir a taxa de mortalidade entre os que contraíram malária foi enaltecido no comunicado do júri em que é referido que “as doenças provocadas por parasitas têm afetado a humanidade há milénios e constituem um problema sanitário global. Em particular, as doenças parasitárias afetam as populações das regiões mais pobres do mundo e representam uma grande barreira à melhoria da saúde e do bem-estar. Este ano, os laureados pelo Nobel desenvolveram terapias que revolucionaram o tratamento de algumas das mais devastadoras doenças parasitárias”. Realçaram, igualmente, que “as duas descobertas concederam à humanidade meios poderosos para combater este tipo de doenças debilitadoras que afetam anualmente milhões de pessoas em todo o mundo. São imensas as consequências para a melhoria da saúde humana e para a redução do sofrimento”.

medicina e fisiologia

Medicina e Fisiologia

Quanto ao Nobel da Física, os contemplados foram Takaaki Kajita e Arthur B. McDonald sendo que a investigação contemplada também tem participação portuguesa, porque a experiência liderada por McDonald integrava, na altura, dois físicos do LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas  de Coimbra  destacando-se que o grupo português continua a trabalhar com o cientista canadiano. Com investigações separadas o japonês Takaaki Kajita e o canadiano

Física

Física

Arthur B. McDonald solucionaram o enigma sobre os neutrinos (partículas elementares mais abundantes no universo) que emitidos pelo Sol não chegavam à Terra, tendo concluído que aqueles não se perdem, apenas mudam de “sabor”, e isso significa que, afinal, têm massa. Segundo o júri, o estudo “mudou a nossa compreensão dos mecanismos internos da matéria e pode ser crucial para a nossa visão do universo”.

O  Nobel da Química premiou Tomas Lindahl, Paul Modrich e Aziz Sancar, pelos estudos mecanicistas da reparação do ADN. Os três investigadores conseguiram mapear, a nível molecular, como é que as células reparam o ADN danificado e salvaguardam a informação genética. O sueco Tomas Lindahl, do Instituto Francis Crick e do Laboratório Clare Hall, em Hertfordshite, no Reino Unido, provou que o ADN se deteriora a uma taxa que faria com que a vida na Terra fosse impossível. Por isso, percebeu que tinha de existir um mecanismo que vai contra o colapso do nosso ADN: a reparação de excisão de base. Paul Modrich, do Instituto Médico Howard Hughes e da Faculdade Médica da Universidade de Duke, demonstrou como a célula corrige os erros ocorridos quando o ADN é replicado através da divisão das células. Ao mecanismo, chama-se excisão da incompatibilidade. O turco Aziz Sancar, da Universidade da Carolina do Norte, mapeou a reparação de excisão dos nucleótidos que é usada pelas células para reparar os danos dos raios ultravioleta no ADN. As pessoas que nascem com defeitos neste sistema desenvolvem cancro da pele se forem expostas à luz do sol.  Segundo o júri, os cientistas contribuíram para o conhecimento fundamental sobre o funcionamento de uma célula viva, o que pode ser crucial no desenvolvimento de novos tratamentos para o cancro.

química

Química

Literatura

Literatura

O 112.º laureado com o prémio Nobel de Literatura é a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Aleksievitch, a 14.ª mulher a receber o galardão. Alexievich foi escolhida pela sua “obra polifónica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”.  Esta nomeação não constituiu surpresa pois a escritora e jornalista bielorussa já era apontada antes, pela imprensa internacional, como a favorita para receber o galardão. Em Portugal, apenas uma das suas obras está publicada, O Fim do Homem Soviético – Um Tempo de Desencanto, livro vencedor do Prémio Médicis Ensaio e indicado pela revista Lire como Livro do Ano 2013 em França. Aguardam-se, por isso, novas publicações sobre a escritora de obras de não ficção e cujos temas estão ligados à história da URSS e há identidade russa.

O sempre aguardado  anúncio do Prémio Nobel da Paz surpreendeu todos com a atribuição ao Quarteto para o Diálogo Nacional na Tunísia pela contribuição para a construção de uma democracia pluralista após a Revolução de Jasmim de 2011. O Quarteto integra quatro “organizações chave” da sociedade civil tunisina: A União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT), A Confederação de Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia (UTICA), A Liga dos Direitos Humanos da Tunísia (LDHT) e da Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT) e  contribuíram  para que o país se mantivesse numa sociedade democrática  após a Primavera Árabe. Como tal o comité norueguês reconhece “Um factor esssencial para que revolução da Tunísia tenha culminado em eleições pacíficas e democráticas no Outono passado foi o esforço feito pelo Quarteto para apoiar o trabalho da Assembleia Constituinte e garantir que a população apoiasse o processo constitucional. O Quarteto abriu caminho para um diálogo pacífico entre os cidadãos, os partidos políticos e as autoridades e ajudou a encontrar soluções de consenso num vasto leque de divisões políticas e religiosas”. Destacou ainda “o contributo decisivo para a construção de uma democracia pluralista na Tunísia” e disse esperar que o prémio sirva para consolidar a democracia naquele que é hoje o único caso de sucesso das revoltas no mundo árabe. O Quarteto de Diálogo para a Tunísia é, segundo o comité de Oslo, a principal razão pela qual o país não caiu na mesma instabilidade e autoritarismo que foram o destino das revoluções árabes no Egipto e Líbia e “Mostra que movimentos islamitas e políticos conseguem trabalhar em conjunto e atingir resultados significativos no melhor interesse do país” acrescentando que  “tem esperança de que o prémio deste ano contribua para a preservação da democracia na Tunísia e que este seja uma inspiração para todos os que procuram promover a paz e a democracia no Médio Oriente, Norte de África e no resto do mundo”.

Paz

Paz

deaton_economia

Economia

Por fim o Nobel das Ciências Económicas, contemplou o professor de origem escocesa da Universidade de Princeton, Angus Deaton por “ projetar uma política económica que promova o bem-estar e reduza a pobreza, devemos primeiro entender as escolhas de consumo individuais e mais do que ninguém, Angus Deaton tem reforçado esse entendimento contemplando o seu  trabalho de pesquisa sobre os temas do consumo, pobreza e economia do bem estar”. Aquando da sua participação na conferência de imprensa em que foi anunciado o prémio, via telefone, foi questionado sobre crise dos refugiados e respondeu que esta é o resultado das “barreiras” que existem entre o “mundo pobre e o mundo rico”, ao cabo de “séculos de desenvolvimento desigual”. “A redução da pobreza nos países pobres pode resolver o problema, ainda que não por muito tempo”, respondeu o académico.

nobelprisutdelning_07_06_sthlmCumprindo a tradição no dia 10 dezembro, aniversário da morte do patrono Alfred Nobel, serão entregues aos laureados o diploma, medalha e importância monetária de acordo com as receitas da Fundação Nobel. E, como também é habitual, as cerimónias de entrega serão rodeadas de algum esplendor como reconhecimento do esforço dos contemplados para o progresso da humanidade.

Luísa Oliveira

imagens daqui e daqui

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Aminoacido: estrutura geral

Aminoácido: estrutura geral

As proteínas estão presentes em todos os seres vivos e participam em praticamente todos os processos celulares, desempenhando um vasto conjunto de funções no organismo, como a replicação de ADN, a resposta a estímulos e o transporte de moléculas. Muitas proteínas são enzimas que catalisam reações bioquímicas vitais para o metabolismo. As proteínas têm também funções estruturais ou mecânicas. Podemos encontrar proteínas no leite, nos ovos, na carne, no peixe…

Em termos da química, as proteínas encontram-se entre os compostos orgânicos ou  compostos de carbono, em que os hidrocarbonetos estão ligados quimicamente a átomos de azoto ou oxigénio, por exemplo.

As proteínas são polímeros naturais, ou seja são constituídas por grupo de átomos que se repetem. Cada um destes grupos, e portanto a unidade que se repete, designa-se por  monómero. As proteínas formam-se através da condensação de várias moléculas de aminoácidos. A ordem de distribuição dos aminoácidos numa proteína é importante para o desempenho das funções metabólicas. A alteração de um dado aminoácido ou a sua sequência na cadeia é o suficiente para mudar a função biológica da proteína em questão. Assim, o monómero de uma proteína é um aminoácido. A designação aminoácido deve-se à sua constituição:

o grupo  amino (NH₂)

o grupo  ácido carboxílico (COOH)

Existem cerca de 20 aminoácidos que entram na estrutura de várias proteínas. O mais simples, em termos de química, corresponde à glicina.

Apresentam-se, como exemplo, a fórmula de estrutura de alguns aminoácidos:

Ana Ramos e João Rodrigues,  9ºA

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prote%C3%ADna

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Eram outros tempos… Estávamos em 1995, eu tinha acabado de recusar fazer o Doutoramento em Engenharia Bioquímica depois de ter estado como bolseiro em investigação durante 2 anos na FCT e fiquei colocado na Escola Secundária da Sobreda, na altura conhecida como “Vale Figueira”, a dar aulas de Fisica-Química. Nesse ano tomava posse como Ministro da Ciência e Tecnologia do XIII Governo Constitucional o Professor José Mariano Pires Rebelo Gago. Licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, em 1971, doutorou-se em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em 1976. Foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura, no Laboratório de Física Nuclear e de Altas Tecnologias da École Polytechnique, de 1971 a 1976, e na Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, de 1976 a 1978. Agregado em Física, desde 1979, no Instituto Superior Técnico, foi presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, vulgo JNICT,entre 1986 e 1989. Foi presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, em Lisboa, e Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico.

mgago (2)A escola era muito diferente daquilo que é hoje. A nossa Biblioteca, por exemplo, tinha apenas 1 ou 2 computadores e eram poucas as pessoas que se “aventuravam” a mexer neles. Apesar de já existir internet, apenas as pessoas que tinham estado em contacto com ela nas Faculdades sabiam o que era isso. As escolas ainda não sabiam sequer o que era montar um sistema em rede… Os telemóveis eram coisas de “ricos” e estávamos ainda a começar com a tecnologia GSM, global system mobile. Ou seja, o telemóvel era apenas para…fazer e receber chamadas!

Pois bem, passado um ano, e já como Ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago começou a “revolução silenciosa” da Ciência em Portugal. Digo “revolução” pois quebrou o modo como a Ciência era vista em Portugal. De certa maneira, “democratizou-a” fazendo que todos pudessem ter acesso a ela e não apenas alguns. “Silenciosa” pois fez de um modo discreto, sem grandes alaridos e sem falsas arrogâncias.

Na altura, e a convite do Coordenador da Biblioteca da nossa escola, Prof. Fernando Rebelo, comecei a trabalhar como colaborador da Biblioteca. São tempos que guardo com saudade. Eu, o Fernando, o Filipe e o Sérgio, fomos pioneiros da revolução informática da nossa escola. Lembro-me, por exemplo, de gravar em disquetes de 3 ½ polegadas sites de interesse didáctico-pedagógico e de digitalizar artigos de revistas e jornais para que fosse criado uma espécie de arquivo…Sim, na altura não havia Google nem Yahoo e fomos uma das primeiras escolas a fazer este tipo de armazenamento. Fomos também uma das primeiras escolas a criar a Sala Nónio, com mais de uma dúzia de computadores “topo de gama” ligados em rede (lembram-se da formação, Fernando e Filipe, em que tínhamos a “fina nata” dos professores do concelho a aprender como é que se montava uma rede com as fichas RJ45?).

Mas não era apenas ao nível informático que se operava esta revolução. O Programa Ciência Viva, do qual fui colaboradorMarca_Ciencia_Viva durante alguns anos, permitiu que as escolas conseguissem ter acesso a diverso material laboratorial. Lembro-me, com saudades, do entusiasmo com que os meus alunos se inscreviam nos Cursos de Verão, onde passavam 1 ou 2 semanas numa instituição do ensino superior a aprender ciência.

Podia continuar com outros exemplos. Mas o que me interessa referir é que essa “revolução silenciosa” com tantos Programas teve na sua génese um denominador comum: o Professor Mariano Gago, e a sua visão daquilo que devia ser a Ciência em Portugal. Na primeira década mgago (1)deste milénio, Portugal foi o país que mais cresceu em número de doutorados e parte do mérito, como é óbvio, é dele. As pessoas passaram a apostar mais na sua formação, a querer valorizar-se profissionalmente e o resultado foi um crescimento abissal em termos de doutoramentos e mestrados (que não foi devidamente assimilado pelo tecido empresarial, mas isso é outra história). O que é certo é que houve um tempo “antes de Mariano Gago” e outro “após Mariano Gago”. Ele mudou o Paradigma da Ciência em Portugal e será, estou certo, lembrado por muito tempo por isso. Esta simples homenagem que lhe presto é de alguém que reconhece a importância do seu contributo para que hoje a ciência seja acessível a todos, seja através dos inúmeros Parques Ciência Viva, abertos a escolas e público em geral, seja através dos inúmeros programas de investigação científica que proliferam nos meios académicos e não só. O exímio professor de Física, pois é assim que gosto de recordar-me dele, e que enquanto Ministro sempre colocou todo o seu empenho em prol do serviço público, ou seja, o seu interesse sempre foi a divulgação e disseminação da ciência em Portugal, e não o “carreirismo político-partidário” de tantos outros, ficará para sempre recordado como alguém que contribuiu para o engrandecimento de Portugal enquanto Nação. E por isso curvo-me, respeitosamente, perante a sua memória…

homenagem a Mariano Gago no "Ciência Viva"

homenagem a Mariano Gago no “Ciência Viva”

Rudolfo Pereira (professor de Química da ESDS)

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Medicina

Medicina

Com a atribuição dos Prémios Nobel em 10 dezembro, data da morte do patrono Alfred Nobel, continua o reconhecimento internacional dos“ melhores entre os melhores”.

Desde a atribuição dos primeiro prémios em 1901 o anúncio dos laureados é acompanhado com muita expetativa pelos media começando com a indicação dos contemplados pelo prémio respeitante à Fisiologia e Medicina. Os contemplados foram o norte- americano John O´Keef, professor da University College de Londres e o casal de investigadores noruegueses, May-Britt e Edvard Mosel, pelas suas descobertas sobre as “células que constituem um sistema no cérebro de determinação da posição”, identificando células que explicam a capacidade de orientação do cérebro o que se pode considerar uma espécie de GPS interno.

Física

Física

O prémio Nobel da Física foi atribuído aos investigadores japoneses Isamu Akasaki e Hiroshi Amano e ao norte-americano e Shuji Nakamura reconhecidos pela invenção do díodo eletroluminescente (LED), que permite significativas poupanças de energia. O júri referiu o aspeto revolucionário desta invenção considerando que “enquanto as lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX, o século XXI será iluminado pelas lâmpadas LED”.

Química

Química

Os norte-americanos Eric Betzig e William Moerner e o alemão Stefan Hell venceram o Nobel da Química pelos melhoramentos que introduziram no microscópio. Os três químicos foram recompensados pelo “desenvolvimento da microscopia fluorescente em alta resolução”, o que permite visualizar “dentro das paredes das moléculas individuais em células vivas” tornando, assim, mais eficaz a compreensão de doenças como a de Parkinson, Alzheimer e de Huntington.

Literatura

Literatura

O Nobel da Literatura foi atribuído ao escritor intimista e misterioso Patrick Modiano reconhecido porque “através da arte da memória, evocou os mais inapreensíveis destinos da Humanidade”. O 15º autor de língua francesa a ser distinguido com este prémio já tinha recebido numerosas distinções nomeadamente os Prémios Marguerite Duras, Grande Prémio de Romance da Academia Francesa assim como o Prémio Goncourt.

Paz

Paz

O disputado Prémio Nobel da Paz, este ano, não teve contestação pois premiou figuras humanas ímpares como sejam a corajosa  ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o incansável ativista dos direitos humanos o indiano Kailash Satyarthi.  Foram premiados “pela sua luta contra a opressão das crianças e dos jovens e pelo direito de todas as crianças à educação”,conforme anúncio do presidente do Comité Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland, acrescentando ainda que “as crianças devem ir à escola enão serem exploradas financeiramente”. Malala foi atacada, no dia 9 de outubro de 2012, por fundamentalistas que invadiram o autocarro onde seguia para a escola, tendo acabado por ser baleada na cabeça. Tornou-se num símbolo de resistência aos esforços dos talibãs em negar educação e outros direitos às mulheres facto reconhecido internacionalmente com a atribuição de inúmeros prémios da área dos direitos humanos. Kailash Satyarthi, de 60 anos, é um ativista indiano dos direitos das crianças lutando há várias décadas contra o trabalho infantil e através da sua organização ‘Bachpan Bachao Andolan’ já libertou mais de 80 mil crianças da escravidão, ajudando-as na sua reintegração, reabilitação e educação.

Economia

Economia

Neste ano mais um cidadão francês foi distinguido, neste caso, com o Nobel da Economia atribuído ao economista da universidade de Toulouse, Jean Tirole, pela investigação sobre o poder de mercado das empresas e sua regulação. Jean Tirole foi o terceiro francês a receber este prémios sendo, há vários anos, um dos fortes candidatos pois é considerado um dos mais influentes economistas da atualidade. O júri destacou que “muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou um único monopólio. Sem regulação, estes mercados produzem resultados socialmente indesejados – preços mais altos do que os que resultam dos custos ou empresas improdutivos que sobrevivem porque bloqueiam a entrada de outras, mais novas e mais produtivas”. O prémio da Economia, entregue pela primeira vez em 1969, é o único que não estava incluído no testamento original do cientista e filantropo sueco, Alfredo Nobel, tendo sido criado em 1968 pelo Banco Central Sueco para celebrar o seu tricentenário.

cerimónia de entregue dos Nobel

Cerimónia do Nobel

Como é da tradição, os premiados recebem um diploma, uma medalha Nobel em ouro e uma importância que varia conforme as receitas da Fundação Nobel no ano a que os prémios dizem respeito. A entrega formal dos prémios é feita na Câmara Municipal de Oslo, Noruega, para o Nobel da Paz enquanto os restantes são entregues pelo rei sueco no Palácio de Concertos em Estocolmo.

Luísa Oliveira

imagens daqui e daqui

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Na sequência das atividades de divulgação do acervo da BE (incluídas no Plano de Melhoria), de janeiro a maio cada ciência/disciplina colaborará com a BE para fazer chegar aos alunos a informação (e os próprios livros) sobre o que a sua biblioteca tem para lhes oferecer. Janeiro foi o mês dedicado à Física e à Química.

Assim, professores dessa(a) disciplina(s) levarão para as suas aulas Bibliotecas Portáteis com obras adequadas ao nível académico de cada turma, que podem ser instrumento de alguma atividade de leitura/escrita posterior, como é o caso do BibliCiência, ou apenas sugestões de requisição domiciliária posterior por parte dos alunos.

Enfim, o mais importante é passar a mensagem de que nem só de manuais se fazem as aprendizagens, nem só de “matéria” se faz a ciência.

Fernando Rebelo (PB)

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A atmosfera terrestre é uma camada gasosa que envolve a Terra e que sofre alterações de acordo com a altitude, quer em composição química quer em propriedades como temperatura, pressão e densidade. É constituída, essencialmente, por uma mistura de gases, cada um dos quais com as suas propriedades físicas e químicas, mas também contém pequenas partículas sólidas e líquidas que se encontram em suspensão, na mistura de gases, em quantidades variáveis. Estas substâncias, na forma sólida e líquida, distribuem-se em suspensão na atmosfera.

À medida que a altitude aumenta, existe uma menor concentração de moléculas na atmosfera e, portanto, a densidade da atmosfera diminui. Isto porque o aumento da altitude corresponde ao aumento da distância ao centro da Terra e, portanto, a uma diminuição da força de atração gravitacional que se verifica entre os constituintes da atmosfera e a Terra. Por outro lado, a pressão atmosférica (de um determinado local que corresponde à força exercida pelo peso do ar nesse local) também diminui à medida que a altitude aumenta, pois o peso de ar diminui.

Com base na variação da temperatura, os cientistas dividem a atmosfera em cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. E dividem também em quatro zonas de transição (a tropopausa, a extratopausa, a mesopausa e a termopausa).

camadas atmosfera terrestre bibli

– A troposfera é a camada que vai desde a superfície terrestre até a base da estratosfera, e portanto a uma altitude de 0 km a 12 km, onde se encontra cerca de 90% da massa total da atmosfera e quase todo o vapor de água. Com o aumento da altitude, a temperatura diminui até -56ºC. É nesta camada que ocorrem fenómenos relacionados com o clima como formação de nuvens, pluviosidade, vento entre outros. Junto à superfície terrestre, a composição do ar, limpo e seco, contém aproximadamente 78% de azoto (N2), 21% de oxigénio (O2) e uma pequena quantidade de outros gases.

– A estratosfera corresponde à camada onde se encontra a maior concentração de ozono, sendo por isso também designada por ozonosfera. Situa-se numa altitude que vai dos 12 km aos 50 km e a temperatura aumenta até aos 0ºC pois o ozono absorve a radiação ultravioleta do Sol levando ao aquecimento desta camada.

– A mesosfera, camada onde ocorrem fenómenos luminosos como os conhecidos por “estrelas cadentes”, situa-se a uma altitude de 50 km a 80 km e a temperatura volta a diminuir até aos -90ºC, uma vez que a quantidade de matéria, capaz de absorver a energia solar, é muito reduzida.

– A termosfera está numa altitude entre 80 km e 800 km. Nesta camada, a radiação solar que lá chega, leva ao aumento da temperatura e promove reacções químicas que ionizam os compostos. Assim, apresenta componentes gasosos na forma iónica e é nesta camada que devido a fenómenos de ionização ocorrem as auroras boreais e austrais. As regiões inferiores desta camada refletem as ondas hertzianas emitidas pela Terra que podem ser captadas pelas estações recetoras, sendo importante nas transmissões por rádio e televisão.

– A exosfera é a camada superior da atmosfera estando assim a mais de 800 km da superfície da Terra. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, devido a baixa densidade pois muitas moléculas de gases não são atraídas pelas forças do campo gravitacional da Terra.

A atmosfera fornece não só o ar de que necessitamos, mas também filtra a radiação solar fazendo com que radiações mais energéticas não cheguem a atingir a superfície terrestre, funcionando como um escudo protetor sem o qual a vida na Terra não seria possível.

Joana Frade, 10ºC

 (imagem daqui)

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Em 10 dezembro realizou-se  mais uma  cerimónia de entrega dos credenciados Prémios Nobel. Esta data assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite  e patrono destes galardões. Foi o culminar de um processo  iniciado em setembro do ano anterior que gera  muita expetativa quando em outubro  são anunciados os laureados.

Começo por referir o Nobel da Literatura para o qual há sempre um desfile de potenciais candidatos. A Academia Sueca atribuiu o prémio ao poeta lírico e tradutor sueco Tomas Transtromer por mérito das “imagens condensadas e translúcidas” expressas na sua obra. É o poeta sueco mais traduzido do mundo e conquistou, ao longo da sua carreira, inúmeros prémios literários. Embora hemiplégico e quase afásico devido a um acidente cerebral vascular  que sofreu em 1990, continuou a escrever e publicar obras. Na coletânea da editora Vega “21 poemas suecos”  consta um  poema deste autor com referências às zonas históricas da capital portuguesa.

O Prémio Nobel da Paz  causa, inúmeras vezes, muita polémica por parte de algumas organizações internacionais e de governos ditatoriais. Este ano, o universo feminino foi contemplado pelo Comité Nobel da Noruega com a escolha das liberianas Ellen Johnson-Sirleaf e Leymah Gbowee e da iemenita Tawakkul Karman que se distinguiram “na defesa da segurança das mulheres e na luta pelo seu direito a participarem na construção da paz”.

O prémio atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf  causou alguma contestação embora tenha sido  a primeira chefe de Estado eleita livremente num país africano.  Foi reeleita no passado mês de novembro numas  eleições manchadas pela violência mas que os observadores internacionais declararam legais.

Mas houve consenso geral em relação às restantes laureadas. Há muito que a pacifista Leymah Gbowee, “a guerreira da paz”, luta pela defesa dos direitos humanos tendo organizado uma “greve do sexo” das mulheres liberianas que contribuiu para pôr fim à segunda guerra civil em 2003. Para a galardoada, este prémio vem recordar ao mundo “o papel das mulheres, as suas necessidades e prioridades”.

A terceira premiada é uma figura da  Primavera Árabe, a jornalista iemenita Tawakkul Karman.  Esta dedicou o prémio ao povo iemenita que,  com a sua luta persistente,  contribuiu para a saída do ditador Ali Abdullah Saleh e para a futura realização de eleições livres.

Nobel da Paz

Em plena crise económica mundial o Prémio Nobel da Economia, criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, também despertou alguma curiosidade.Os norte-americanos Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent  foram premiados pelo trabalho efetuado no âmbito da investigação empírica sobre  causas e efeitos em macro economia. Estudaram as relações causais entre a política económica e as diferentes variáveis macroeconómcas como o PIB,  inflação, emprego e investimento concluindo sobre as relações bilaterais que estabelecem. Esperemos que as suas conclusões sejam analisadas pelos “ senhores do mundo” e  que tenham efeitos práticos no combate à crise.

O Prémio Nobel da Física foi  atribuído aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, na área da astrofísica, “pela descoberta da aceleração da expansão do Universo, através de observações de supernovas  distantes”. Estes investigadores mediram a forma como a luz  das supernovas se distorcia para ver a rapidez como as galáxias estão a afastar-se uma das outras. Concluíram que todas as estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias movem-se cada vez mais rapidamente, acreditando que há outra força misteriosa por trás do comportamento inesperado do universo que denominam  energia escura.

O Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia foi desta vez atribuído a investigadores na área do sistema imunitário. Foi dividido entre  o norte-americano Bruce A. Beutler e o luxemburguês Jules A. Hoffmann “pelas descobertas sobre a ativação da imunidade inata” e o canadiano Ralph M. Steinman “pela descoberta das células dendríticas e o seu papel na imunidade adaptativa”. Infelizmente este último não assistiu ao importante reconhecimento público pois faleceu três dias antes do anúncio. O trabalho meritório destes investigadores trouxe mais dados sobre os mecanismos de resposta às doenças, pelo que, as suas pesquisas  são decisivas para o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para doenças autoimunes e neoplasias.

Por fim,  o Prémio Nobel de Química  foi  entregue  ao israelita Daniel Shechtman, investigador do Instituto de Tecnologia de Israel, responsável pela descoberta dos quasicristais. Foi o único das áreas científicas a não ser partilhado, tendo sido reconhecido pelo seu trabalho “notável, solitário, tenaz  baseado em sólidos dados empíricos”.  A sua descoberta alterou a forma como os químicos concebem a matéria sólida.

Cada laureado com um destes  prestigiosos  prémios recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são formalmente  entregues pelo rei da Suécia no Stockholm  Concert Hall com excepção do Prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega no Oslo City Hall.

Luísa Oliveira

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O Centro de Ciência Júnior é um projeto único e entusiástico, o mais recente espaço sob os auspícios do Biocant Park.
O Centro de Ciência Júnior é um conceito inovador entre os centros e museus de ciência. Criámos um espaço laboratorial modular, adaptável a várias tipologias, com o objetivo da formação diferenciada para cada ciclo de ensino.
Convidamos as Escolas a trazer os seus alunos até este espaço laboratorial, onde todos vão poder ser cientistas!

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Todos sabemos que o átomo é constituído por eletrões que orbitam o seu núcleo. Os eletrões dispõem-se em níveis com determinados valores de energia que corresponde ao estado fundamental do átomo. Quando um eletrão recebe energia, por exemplo, sob a forma de calor ou luz, ele salta para um nível com maior energia, originando um espetro de absorção. Do mesmo modo, ao regressar para um nível de menor energia, o eletrão emite energia sob a forma de radiação eletromagnética que pode ser luz visível, dando origem a um espetro de emissão. Todas as luzes que vemos devem-se às transições dos eletrões de uns níveis para outros.

Os espetros estão relacionados com a estrutura dos átomos e podem ser contínuos ou descontínuos. Os espetros contínuos apresentam um conjunto de radiações (cores) que se sucedem sem interrupções, e os espetros descontínuos um conjunto de radiações em que existem interrupções (espaços pretos) e por isso também se designam por espetros de riscas. Os espetros descontínuos de emissão têm interrupções coloridas (libertação de energia) e que os espectros de absorção têm interrupções pretas (absorção de energia).

Clique na imagem para aceder à simulação (onde pode selecionar um elemento para visualizar o respetivo espetro)

A cada elemento, no estado atómico, corresponde um espetro de riscas que o carateriza, isto é, a localização e o número de riscas diferem de elemento para elemento. Assim, diferentes substâncias e radiações originam espetros diferentes, o que permite aplicações muito diversas.

A descoberta de que a cada elemento correspondem riscas espetrais com determinados valores de energia levou ao desenvolvimento de processos e técnicas de análise de substâncias, a chamada análise espectral, que permite obter informações não só qualitativas mas também quantitativas, sobre as substâncias, o que conduziu à descoberta de novos elementos químicos e também ao conhecimento de estruturas moleculares.

Poderá também ver como os espectros característicos dos diferentes elementos são produzidos clicando na imagem para aceder à simulação

Atualmente, a observação de espetros de absorção permite recolher informação sobre a temperatura e a constituição das estrelas, a velocidade com que se movem relativamente à Terra, e também informação sobre campos eléctricos e magnéticos dos astros. Não só é possível conhecer quais os elementos que constituem a superfície dos astros como até as proporções em que se encontram.

Contudo, a identificação de elementos através desta técnica é dificultada pelo facto de certos elementos apresentarem a mesma cor no espetro.

José Ricardo Moreira, 12ºC

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Em pleno Ano Internacional da Química, o Pavilhão do Conhecimento-Ciência Viva recebe no próximo dia 2 de Março, quarta-feira, às 16h00, o Prémio Nobel da Química Robert Huber […] leia o resto aqui

faça a sua inscrição individual para o mail info@pavconhecimento.pt ou de grupo aqui

 

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A 3ª Edição do Concurso de Desenho da ESDS realiza-se este ano sob o signo do Ano Internacional da Química, tema para os trabalhos concorrentes, que deverão ser entregues até ao dia 2 de Maio. A Cerimónia de Entrega de Prémios terá lugar a 6 de Maio, durante a celebração  no Dia da Escola.

O regulamento poderá ser consultado na entrada do Pavilhão A no placard dos Clubes.

Laila Ribeiro, Ana Guerreiro e Leonett Abrantes

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