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Archive for Maio, 2017

feira do livro dado

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eu values

No sentido de sensibilizar a comunidade escolar para a problemática dos valores da União Europeia, o Clube Europeu da ESDS, com a colaboração da disciplina de Inglês e da Biblioteca da nossa Escola, dinamizou um concurso de poemas subordinado ao tópico “Human Values”. Esta iniciativa insere-se no âmbito do tema lançado este ano pela Direção-Geral de Educação para os clubes europeus: “Por uma Europa de Valores”.

De entre os cerca de 200 poemas recebidos, procedeu-se à seleção dos três melhores em cada uma das categorias – 7º ano e 11º ano – e atribuídas as menções honrosas, que aqui se publicam.

Lurdes de Jesus, Ana Paiva e Fernando Rebelo

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(..) a gestação de um novo indivíduo é apenas possível com os centríolos provenientes do homem, pois sem eles ou o embrião não se desenvolve, ou o corpo rejeita-o (…)

Na sequência de estudos no campo da infertilidade, surge agora em Portugal uma centríolosdescoberta revolucionária que poderá permitir avanços significativos num possível tratamento. Juntamente com os seus colegas de equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência,  a investigadora Mónica Bettencourt-Dias, revela a importância da eliminação de minúsculas estruturas (centríolos) nas células da mulher, que permitem o normal desenvolvimento dos bebés.    

Desde o século XX que era do conhecimento da comunidade científica, que os centríolos da mãe eram eliminados no momento da formação do ovo e que, no seu lugar, ficavam os do pai, nomeadamente, os do seu espermatozóide, sendo os do novo ser exclusivamente deste.

  • Que implicações têm estas estruturas na fertilidade humana?
  • Por que razão os centríolos da mãe são eliminados?

De modo a responder a estas questões, foram feitas experiências com a “mosca da fruta”.

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Fig.1 – Experiências feitas por Mónica Bettencourt Dias

A experiência consiste na utilização de “moscas de fruta”, de modo a mostrar o papel que os centríolos têm na fertilidade. Para comparar, houve manipulação experimental. Primeiro, eliminaram-se os centríolos, onde foi possível observar o desenvolvimento do embrião. E segundo, mantiveram-se os centríolos. Aqui, foi possível observar que não houve desenvolvimento do embrião.

Observando os resultados foi possível afirmar que, sem o desaparecimento dos centríolos na formação do ovo, não se dava a gestação de uma nova mosca.

Assim, se os centríolos da mãe não forem eliminados, o que acontece é que, o ovo fica com estas estruturas a mais: “um céu estrelado de centríolos”.

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Fig.2 – Ovo onde os centríolos maternos foram artificialmente
mantidos, criando a imagem de um “céu estrelado”

Acontece que, na presença de centríolos a mais ocorrem divisões celulares anormais e o embrião ou não se desenvolve, ou é abortado/rejeitado pelo corpo da mulher, revelando infertilidade.

  • O que aconteceria se o ovo mantivesse os centríolos da mãe e dispensasse os do pai?

Antes da formação do ovo a célula feminina tem centríolos, o que levou os cientistas a pensar na possibilidade de uma mulher se reproduzir sozinha, tal como alguns animais o fazem.

Para verificar isso, foi realizada uma nova experiência com a “mosca da fruta”, mantendo os centríolos femininos: “Quando mantivemos os centríolos nas fêmeas, isso não foi suficiente para serem independentes na fertilidade (sem precisarem do macho) ”.

Concluiu-se que, o único momento em que o nosso organismo permite que uma célula perca os seus centríolos é no ovo e porque vai ser receber estruturas idênticas, que assegurarão a normal divisão das células e o desenvolvimento do bebé.

Caso contrário, se os centríolos da mãe permanecessem na célula, o embrião não se desenvolveria deixando então, as mulheres dependentes dos homens para se reproduzirem.

Em suma, a gestação de um novo indivíduo é apenas possível com os centríolos provenientes do homem, pois sem eles ou o embrião não se desenvolve, ou o corpo rejeita-o, revelando um impedimento na procriação sem o homem.

É de destacar a importância desta investigação na área científica, uma vez que trará a toda comunidade novas perspetivas sobre a reprodução, classificando-a como um avanço da ciência.

Marta Laranjeira e Olga Pantelei, 12ºB

Referências Bibliográficas

Informação/Artigo:

Imagens:

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No passado mês de março, o departamento de português organizou uma ida a Sintra, no âmbito do estudo de “Os Maias”, no 11ºAno, que incluiu, da parte da tarde, um roteiro fotográfico.

Os alunos, divididos em 26 equipas de 6-7 elementos,   tinham que realizar um percurso, sugerido pela ida de Carlos e Cruges a Sintra (cap.VIII), tirando fotografias indicadas no roteiro-guião.

O que se apresenta em seguida é o roteiro seguido pelos alunos e as 8 fotografias vencedoras.

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Ponto de Partida  — Palácio da Vila (P. Nacional de Sintra)

Deixando o Terreiro da Rainha D. Amélia, com a serra pelas costas, seguimos para onde foi o famoso Hotel Nunes, que em 1980 deu lugar ao Hotel Tivoli.

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1ª FOTOGRAFIA — Cenário da Serra , visto do antigo Hotel Nunes.

Agora, andando de frente para a serra, passando o Paço à esquerda, o Central e o Paris à direita, saímos para a Praça da República seguindo em frente.

Continuamos a subir pela Rua Consiglieri Pedroso até ao famoso Hotel Lawrence, onde Carlos supunha que Maria Eduarda estivesse alojada.

«Defronte do hotel da Lawrence, Carlos retardou o passo, mostrou-o ao Cruges.

– Tem o ar mais simpático, disse o maestro.»

«Carlos não respondeu, os seus olhos não se despegavam daquela fachada banal, onde só uma janela estava aberta com um par de botinas de duraque secando ao ar. À porta, dois rapazes ingleses, ambos de knicker-bokers, cachimbavam em silêncio; e defronte, sentados sobre um banco de pedra, dois burriqueiros ao lado dos burros, não lhes tiravam o olho de cima, sorrindo-lhes, cocando-os como uma presa.»

 « – Isto é sublime! exclamou do lado o Cruges, comovido. “Sintra não são pedras velhas, nem coisas góticas…Sintra é isto, um pouco de água, um bocado de musgo… Isto é um paraíso.»

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2ª FOTOGRAFIA —  Uma janela do Lawrence’s onde se imagina que as botinas estivessem a secar.

Seguindo os sinais e passando o Largo Carlos França, vamos pela Av. Garrett. Respirem fundo que é a subir! O destino é Seteais, mas a meio caminho vai aparecer, à esquerda, uma romântica cascata e a famosa Quinta da Regaleira.

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3ª FOTOGRAFIA —  A romântica cascata

A Quinta ainda não existia no tempo de Carlos da Maia, mas a sua beleza arquitetónica e paisagística é irresistível.

A Quinta da Regaleira foi mandada construir por António Monteiro, conhecido por “Monteiro dos Milhões”, que  chamou o arquiteto Luigi Manini para edificar esta singular Quinta, cheia de beleza e mistério, isto já no século XX.

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4ª FOTOGRAFIA — Quinta da Regaleira

 «Olha o Alencar! Oh! grande Alencar!… E vocês, que diabo? Para onde vão vocês com essas flores nas lapelas?

– A Seteais… Vou mostrar Seteais ao maestro.»

«Quantos luares eu lá vi!

Que doces manhãs d’abril!

E os ais que soltei ali

Não foram sete, mas mil!»

Cruges, porém, não teve a mesma sorte que nós, pois o Palácio teve obras recentemente.

«Mas, ao chegar a chegar a Seteais, Cruges teve uma desilusão diante daquele vasto reino coberto de erva, com o palacete ao fundo, enxovalhado, de vidraças partidas, e erguendo pomposamente sobre o arco, em pleno céu, o seu grande escudo de armas. »

«Cruges, no entanto, encostado ao parapeito, olhava a grande planície de lavoura que se estendia em baixo, rica e bem trabalhada, repartida em quadros verde-claros e verde-escuros, que lhe faziam lembrar um pano feito de remendos (…) O mar estava lá ao fundo, numa linha unida, esbatida na tenuidade difusa da bruma azulada.»

«No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso, de uma composição quase fantástica, como a ilustração de uma bela lenda de cavalaria e de amor. Era no primeiro plano o terreiro, deserto e verdejante, todo salpicado de botões amarelos; ao fundo, o renque cerrado de antigas árvores, com hera nos troncos, fazendo ao longo da grade uma muralha de folhagem num relevo nítido sobre o fundo do céu azul-claro, o cume airoso da serra, toda cor de violeta-escura, coroada pelo Palácio da Pena, romântico e solitário no alto, com o seu parque sombrio aos pés, a torre esbelta perdida no ar e as cúpulas brilhando ao sol como se fossem feitas de ouro…»

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5ª FOTOGRAFIA — «No vão do arco, como dentro de uma pesada moldura de pedra, brilhava, à luz rica da tarde, um quadro maravilhoso…»

«Declarando que realmente era tarde para subirem à Pena.»

«- Agora o que tu deves ver, Cruges, é o palácio. Isso é que tem originalidade e cachet! Não é verdade, Alencar?…

Depois de tanta beleza, há que voltar ao Largo Carlos França, ao Palácio da Vila. Temos de fazer o  percurso inverso, mas, tal como Carlos da Maia, também nós iremos seguir agora pelas ruas tortuosas. Assim, após a Cascata, tomamos o sentido obrigatório, em direção à Rua da Fonte da Pipa. Sempre a descer continuamos pela Rua das Padarias até ao Palácio da Vila.

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6ª FOTOGRAFIA – Ruas tortuosas

«Olha não te esqueçam as queijadas!» (…)

«- E eu tenho de comprar as queijadas—murmurou Cruges.»

– Com mil raios! exclamou de repente o Cruges, saltando de dentro da manta, com um berro que emudeceu o poeta, fez voltar Carlos na almofada, assustou o trintenário.

O break parara, todos o olhavam suspensos; e, no vasto silêncio da charneca, sob a paz do luar, Cruges, sucumbido, exclamou:

– Esqueceram-me as queijadas!»

Não esqueçam, como o Cruges, as inigualáveis queijadas da Piriquita. No tempo de Carlos da Maia e de Cruges esta hoje famosa pastelaria não passava de uma simples padaria, mas a fama das queijadas de Sintra vai longe.

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7ª FOTOGRAFIA – Pelo caminho, documentar uma expressão de alegria

«…Voltava do palácio com um ar murcho, fatigado daquele vasto casarão histórico, da voz monótona do cicerone mostrando a cama de S. M. El-Rei, as cortinas do quarto de S. M. a Rainha, «melhores que as de Mafra,» o tira-botas de S. A; e trazia de lá uma pouca dessa melancolia que erra, como uma atmosfera própria, nas residências reais.»

«E foi o que mais lhe agradou – este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres, patriarcalmente assentado entre o casario da vila, com as suas belas janelas manuelinas que lhe fazem um nobre semblante real, o vale aos pés, frondoso e fresco, e no alto as duas chaminés colossais, disformes, resumindo tudo, como se essa residência fosse toda ela uma cozinha talhada às proporções de uma gula de Rei que cada dia come todo um reino…»

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8ª FOTOGRAFIA – «Este maciço e silencioso palácio, sem florões e sem torres[…] e no alto as duas chaminés colossais»

autor do texto: Dulce Sousa

autores das fotografias:

  • 1ª fotografia – Mariana, Bárbara, Jéssica, Beatriz Nabais, Gonçalo e André, 11ºC
  • 2ª fotografia – Beatriz Coutinho, Raquel Pereira, Marta Peres, Afonso Salgado, André Lopes, João Sousa, 11ºG
  • 4ª fotografia – Catarina Abreu, Madalena Monteiro, Ana Margarida Rodrigues, Sara Nascimento, Sofia Correia, 11ºG
  • 6ª fotografia – João, Tiago Batista, Frederico, Bernardo e Sofia, 11ºC
  • 7ª fotografia – Ana Rita Mariano, Margarida Pires, Margarida Fonseca, Sofia Oliveira, Maria Inês Garcia, Telma Caneca e Rafael Ribeiro, 11ºA

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Ao fim de 6 meses, a nossa sondagem sobre o acontecimento mais marcante no ano de 2016 deu uma nova vitória à vitória da equipa nacional de futebol no campeonato europeu, com 39% dos votos. Em 2º lugar, não muito atrás (34%), a eleição de Donald Trump continua a ser considerada, provavelmente não pelas melhores razões, o “acontecimento” do ano que passou. Outra vitória portuguesa, a eleição de Guterres para Secretário geral da ONU ficou em 3º, já um pouco distante dos anteriores, com 13,6% das escolhas. Também o Brexit mereceu a preferência de 6,8% dos leitores, enquanto 3,9% destacaram a “inesperada” atribuição do Nobel a Bob Dylan. Finalmente, a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa para presidente e o golpe de estado na Turquia apenas recolheram 1,7% dos votos, sendo que a Web Summit em Lisboa não foi alvo de nenhuma escolha.

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Agora que mais um ano letivo se aproxima do fim, após a introdução de alterações, como o fim dos exames para alguns ciclos de ensino e a reintrodução de provas de aferição, num momento em que se fala de alguma flexibilização dos curricula e da retoma do programa de reabilitação do parque escolar, perguntamos aos nossos leitores com vista ao próximo ano – Que medida teria maior impacto na melhoria do ensino/aprendizagem nas escolas portuguesas?

Não deixe de dar a sua opinião no quadro disponível nos painéis do lado direito da página.

imagem editada daqui

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Conforme tinha sido anunciado aqui no Bibliblog, realizou-se hoje, pelas 10:15, o encontro com Hugo Teixeira. O ilustrador e autor de BD explicou e demonstrou a turmas do 8ºe 9ª ano a sua técnica de desenho, desde o esboço até à prancha de BD e finalmente à impressão.

Os alunos puderam questioná-lo sobre a sua a sua técnica e o seu percurso como artista, as suas influências e gostos em termos de BD, a relação entre a o argumento e a ilustração. Perguntas que o autor foi respondendo, ilustrando muitas vezes as respostas com imagens do seu processo de trabalho.

No final, como havia sido prometido, os que adquiriram os seus livros tiveram direito a autógrafo-desenho personalizado.

Fernando Rebelo (PB)

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