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Archive for the ‘Da Coroa para o Barrete’ Category


Local: Lisboa, Museu Nacional do Teatro
Inauguração: 25 de Novembro, 18h00
Período de exibição: 25 de Novembro de 2010 a 29 de Maio de 2011
Horários: 4ª Feira a Domingo, das 10h-18h. 3ª Feira, das 14h-18h. Encerra à 2ª Feira.

Em 1910, o Teatro era o centro de toda a actividade cultural, artística e lúdica da sociedade portuguesa e europeia. As artes do palco, do teatro de revista ao grande teatro lírico eram, ainda, a única “indústria do espectáculo” e de diversão “artística ou cultural” verdadeiramente existente (o cinema estava a dar os seus primeiros passos e os concertos de música ou os espectáculos de dança não tinham, ainda, a expressão que irão mais tarde atingir), nelas se reflectindo, directa e indirectamente, a vida social, as tensões e os problemas sociais, a intriga e o combate político e, até, a vida amorosa, mais ou menos clandestina.

Exposição com o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República

Mais informações aqui

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… Assim a anunciava o jornal A Capital nessa quarta-feira de 5 de Outubro de 1910, numa edição histórica a que pode aceder aqui, assim como assistir a uma cronologia da História Portuguesa, desde o regicídio de 1908 até à revolução de 1926, no vídeo abaixo.



Fonte do vídeo: Centenário da República

aceda ao programa

Finalmente, pode tomar conhecimento do  programa oficial proposto pela comissão para a comemoração do centenário, em todo o país, mas sobretudo reflectir sobre o que  a república representa hoje para os seus cidadãos.

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Outras sugestões no Bibli na gaveta Da Coroa para o Barrete:

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Interessante pela frequência das actualizações, está associado a uma série homónima de programas transmitidos pela RDP no âmbito do centenário, embora divulgue todo o tipo de inciativas e materiais multimédia relacionados com o tema. Merece sem dúvida uma visita.

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No âmbito das actividades levadas a efeito no passado dia 21 de Maio e também no âmbito das comemorações do Centenário da República, a convite do grupo de História, esteve presente na escola o Dr. Alexandre Flores, Director do Arquivo Histórico Municipal de Almada, que apresentou uma palestra subordinada ao tema Almada na revolução republicana. Alexandre Flores, bibliotecário-arquivista, ensaísta, professor e investigador em Património e História, é natural de Lamego, mas cedo se estabeleceu no Concelho de Almada, ao qual dedicou a maioria da sua obra de investigação, publicada em cerca de cinquenta artigos e livros.

Depois uma breve dissertação sobre as razões da queda da Monarquia e da implantação da República em Portugal, A. Flores passou a reflectir sobre a forma como estes acontecimentos foram vividos na então vila de Almada. Contextualizou o concelho nos princípios do século XX, caracterizando-o como uma região vincadamente agrícola, com quintas pertencentes a famílias sobretudo de Lisboa, e industrial, com uma população operária originária sobretudo do Alentejo. A República teve em Almada, de acordo com Alexandre Flores, o mesmo tipo de envolvimento e projecção que em todos os concelhos limítrofes de Lisboa. Não se deve pois enfatizar a precocidade ou dimensão do movimento neste concelho, onde o espírito republicano sustentava os ímpetos contestatários da classe operária e dos trabalhadores locais, mas cuja participação foi ganhando dimensão à medida que o movimento se ia consolidando a nível nacional. A relação de Almada com a revolução intensificou-se pela sua ligação à Marinha, por via do Arsenal do Alfeite. A Marinha foi a arma que funcionou como suporte do movimento republicano e, dado o envolvimento das populações das várias freguesias do concelho com esta instituição militar, foi pois natural a empatia com o movimento desde a primeira hora.

Ainda no âmbito das actividades do Dia do Encerramento do Ano Lectivo e das comemorações do Centenário da República, esteve em exibição na ESDS, uma exposição itinerante, cedida pelo Arquivo Histórico Municipal/Casa ParganaImplantação da República em Almada. Dez painéis, com dois núcleos distintos – o primeiro alusivo à Queda e à Implantação da República em Portugal e respectivos símbolos republicanos e outro referente a estes eventos em Almada estiveram expostos: Almada antes, durante e depois da Revolução, com evocação dos locais e das personagens ligadas a estas memórias.

Profª. Cristina Teixeira

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proclamação da república

Uma bandeira representa uma síntese de um povo, da sua história e tradições, mas também as opções políticas do regime que o governa. Só assim se percebe que as bandeiras mudem. Contudo essa mudança, não pode (ou não deve) ser radical, sob pena desse mesmo povo que representa não se reconhecer na bandeira que o representa. Posto isto, percebe-se a importância simbólica da bandeira. Foi exactamente por esse reconhecimento que, nos dias que se seguiram à revolução republicana, em Outubro de 1910, a escolha da bandeira originou uma enorme polémica. A “questão da bandeira” centrava-se sobretudo à volta da cor, assunto que se polarizou, entre os concordantes e discordantes da cor verde-rubro, as cores da actual bandeira, e os do azul-branco, cores da bandeira nacional durante a monarquia.

Os símbolos nacionais constituiram uma das prioridades do Governo Provisório, sobretudo sabendo do grande impacto que estes têm para a opinião pública. Apressaram-se a nomear uma comissão destinada ao estudo da bandeira e do hino nacionais.

Foram escolhidos para integrar a comissão figuras de relevo da vida nacional, entre eles o célebre pintor Columbano Bordalo Pinheiro, o romancista Abel Botelho, o jornalista e conhecido republicano João Chagas, e ainda dois combatentes do 5 de Outubro.

No dia 1 de Dezembro de 1910, em frente à Câmara Municipal de Lisboa, lugar onde fora proclamada a República em 5 de Outubro, uma parada militar prestou

"Tradição" e "Revolução"

homenagem, ao som de “A portuguesa” (outro assunto curioso), à bandeira “verde-rubra”, agora feita bandeira nacional. Ao desfile das tropas pela Baixa juntou-se uma multidão de populares, de acordo com os jornais da época, que, em “clima patriótico” subiu a Avenida até à Rotunda, e depois seguiu-se um espectáculo no Teatro Nacional. Este evento, A Festa da Bandeira, foi precedido de uma renhida polémica à volta do tema. A manutenção da esfera armilar e do escudo foi relativamente pacífico, mas a questão das cores moveu as principais figuras nacionais e a opinião pública. Em Lisboa e no Porto, assim como por todas as cidades de província, em clubes políticos e estabelecimentos comerciais expunham-se as maquetas das bandeiras, realizavam-se debates e conferências, e as páginas dos jornais enchiam-se de artigos prós e contra as propostas.

Guerra-Junqueiro, poeta e republicano, foi o grande tribuno da bandeira azul-branco, apresentando a sua defesa na Sociedade de Geografia. Para ele o “branco é candura, pureza perfeita, virtude sem mancha” e o vermelho” é um excitante da vida, dá-lhe ardor, impele a acção, provoca a luta”. O azul é “serenidade, bondade, graça ingénua, alegria cândida”. Tudo qualidades lusas! O Branco, defendia, não podia desaparecer da bandeira nacional porque foi a base de todas as bandeiras portuguesas desde a fundação da nacionalidade, e o Azul remetia para o céu e o mar, elementos indissociáveis da nossa História. E estas cores seriam, além do mais, as únicas a serem reconhecidas como representativa da soberania de Portugal, em África.

No entanto, para muitos adeptos do novo regime, o azul-branco estava irremediavelmente ligado “Monarquia corrupta dos Braganças”, motivo mais que suficiente para ser eliminado.

Teófilo Braga, filósofo positivista, republicano, e Presidente do Governo Provisório, era o grande defensor da proposta verde-rubro, juntamente com outras destacadas personalidades, como Afonso Costa e António José de Almeida. O vermelho, porque era a cor dos movimentos populares e revolucionários. como factor tradição, esta tinha também sido a cor da conquista do Algarve (Afonso III), “em que se integrou o território português”. O verde não deixava de ser também a cor da Ala dos Namorados, na Batalha de Aljubarrota. Verdade é que o verde e o vermelho tinham sido as cores usadas no primeiro pronunciamento republicano, o 31 de Janeiro de 1891 (a bandeira então içada na Câmara do Porto era toda vermelha com um círculo verde ao meio) no 5 de Outubro (desfraldada na Câmara, no castelo de S. Jorge e em todos os quartéis, a bandeira era bipartida, com vermelha junto à tralha e a parte maior verde; esfera armilar de ouro assente em fundo azul, estrela de prata com resplendor de em ouro). A verde-rubra era pois a bandeira dos republicanos.

Enfim, argumentos havia que chegassem para ambas as partes, mas a comissão optou pelo verde-rubro, para o qual apresentou as seguintes razões: “ o vermelho é a cor combativa, quente, viril (…) cor da conquista e do risco e que figura na bandeira desde D. João II, (…) O verde, que embora não tenha raízes na consciência nacional, foi uma das cores que preparou e consagrou a revolução”. Definitivamente, havendo quanto baste de simbolismo histórico na paleta cromática de todas as propostas, acabou por prevalecer o critério político.

Mais consensual, mais ditada pelo nacionalismo do que pela política, foi a escolha das armas. O partido republicano era profundamente nacionalista e grande defensor do Império colonial, criticando inclusivamente aos monárquicos o desleixarem este aspecto da vida nacional. Foi portanto fácil a aceitação da esfera armilar, «padrão eterno do nosso génio», e o escudo branco com as quinas azuis «da fundação da nacionalidade» (armas de Afonso Henriques), de acordo com o parecer da comissão.

Nem todos se reviram de imediato nesta bandeira. E não só monárquicos. Foi só com o tempo que a verde-rubra passou de bandeira republicana a bandeira nacional. A consolidação desta referência como nacional foi conseguida graças à sua exposição repetida como símbolo de identidade nacional, em momentos em que o “nacionalismo” se tornou particularmente relevante, como na Grande Guerra, nas campanhas coloniais, no 25 de Abril, e mais recentemente, podíamos acrescentar, nas competições internacionais de futebol.

Profª. Cristina Teixeira

(Adaptado de “Do azul-branco ao verde-rubro. A simbólica da bandeira nacional” de Nuno Severiano Teixeira, in a Memória da Nação, Livraria Sá da Costa Editora, Colóquio F.C.G., Lisboa, 1987)

(para saber mais sobre a história das bandeiras de Portugal clique aqui.)

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Com este artigo, iniciamos uma nova rubrica aqui no Bibli que esperamos poder manter com regularidade e diversidade até ao culminar do evento que  lhe serve de pretexto – o 5 de Outubro de 2010: o evento que elegemos como o tema nacional do corrente ano – o centenário da 1ª República Portuguesa.

Ao escolher este título, pretendemos tão somente exprimir metaforicamente o que eventualmente  essa grande transformação trouxe à sociedade portuguesa:  de súbdito a cidadão, a responsabilidade de eleger o representante de todos e do bem comum – a res publica. Deste modo, por um lado, a coroa pode representar ainda para muitos, não o contrário da democracia (muitas das monarquias europeias são das mais exemplares), mas  a projecção da identidade nacional na figura do rei, a continuidade cronológica e dinástica suprapartidária, um símbolo inquestionável ao lado do hino e da bandeira. Por outro lado, o barrete (frígio) evoca o povo (até mesmo o nosso tradicional campino ribatejano), o poder arbitral  da maioria, a legitimação do poder representativo, sufragada em cada 5 anos.

Não é pois a nossa intenção tomar qualquer partido: deixamos, sob  a capa da liberdade que a própria república advoga, o direito a cada um  de julgar os regimes que o regem, colocando assim ao lado do sítio comemorativo oficial a sugestão de visita a um outro sítio que nos permite a faculdade democrática do  contraditório.

E, porque da nossa biblioteca e da nossa escola se trata, não podemos deixar de recomendar a leitura de 4 obras que, sob diferentes formas, para diferentes públicos, nos permitem  um olhar menos apressado sobre este acontecimento.

Começamos por sugerir História da Primeira República Portuguesa, coordenada por Fernando Rosas e Maria Fernanda Rollo (cota BE: 93.ROS), que reune artigos de diversos autores, cobrindo várias áreas temáticas, num percurso cronológico que vai desde os antecedentes do 5 de Outubro de 1910 até ao 28 de Maio de 1926, já no advento do Estado Novo, término histórico deste período que se convencionou chamar como Primeira República.

Para quem prefira uma abordagem mais iconográfica, recomendamos a belíssima obra Os Postais da Primeira República, de António Ventura (cota BE: 93.VEN), que nos dão uma perspectiva ora  naturalista, ora caricatural do ambiente da época e que, pela qualidade do material reproduzido, pode justificar o dito de que “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

Para os mais jovens, sob a forma de uma narrativa ficcionada, mas focando dados históricos essenciais através da heroicidade de um homem que, nesse dia, defendeu os ideias que norteavam a sua vida, temos Machado dos Santos, O Herói da Rotunda, com texto de José Jorge Letria e ilustrações de Afonso Cruz (cota BE: 087.6.LET).

É um edifício mas, com o tempo, a sua designação acabou por ser sinónimo da instituição que acolhe: O Palácio de Belém, com seus hóspedes, os seus segredos e a vida quotidiana, de José António Saraiva (cota BE: 93.SVA), conta a história de uma antiga casa senhorial do séc. XVI que, depois de ter servido de residência a diversas gerações da Família Real portuguesa, alberga, desde 1910, o chefe de estado – O Presidente da República.

Finalmente, graças à iniciativa do Grupo de História , pudemos contar com uma interessante e exaustiva exposição, cedida pela Fundação Mário Soares, Da Monarquia à República, a decorrer ao longo deste mês na nossa escola, cuja versão digital disponibilizamos aos nossos leitores aqui no Bibli.

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