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Archive for Março, 2019

Apesar dos resultados nacionais só serem tornados públicos em junho, na Escola Daniel Sampaio já temos vencedores escrutinados: O Principezinho, no Ensino Básico, com uma expressiva de um total igualmente expressivo de votantes; e a Culpa é das Estrelas, no Ensino Secundário, com um muito mais modesto número total de votantes.

A todos os votantes agradecemos a participação, especialmente aos entusiastas do 7º e 8º anos que fizeram campanha pelas suas obras favoritas!

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que este amor

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No dia 24 fevereiro a 91ª cerimónia de entrega dos Óscares da Academia de Hollywood, pela primeira vez em trinta anos, decorreu sem um apresentador principal mas o fausto e as expectativas sobre os vencedores mantiveram-se.

As estreias de fevereiro contemplaram alguns filmes oscarizados como Favorita de Yorgos Lanthimos que, apesar de ter dez nomeações, arrecadou só a estatueta para Olívia Colman como melhor atriz, num drama baseado em factos reais da corte inglesa no início do século XVIII, com os seus mexericos e pressões políticas.

Regina King foi considerada a melhor atriz secundária pelo seu papel em Se esta rua falasse de Barry Jenkins, uma belíssima, sensível e poética obra baseada no romance homónimo de James Baldwin.  Esta comovente história de amor e de crítica social decorre no bairro de Harlem na década de 70 do século XX quando o preconceito racial vigente na sociedade americana impedia realizações pessoais mas demonstrando também como o amor consegue ultrapassar todas as dificuldades impostas pelas injustiças.

“Roma” era um dos filmes com maior número de nomeações mas acabou por arrecadar três estatuetas douradas, incluindo a de Melhor Realizador a Alfonso Cuáron (pela segunda vez) entregue pelo compatriota Guillermo del Toro, que ganhou no ano passado com “A Forma da Água”. No discurso de agradecimento Cuarón agradeceu “à Academia por reconhecer um filme que gira em volta de uma mulher indígena”. Esta representa os vários milhões de trabalhadores que “não têm direitos”, uma personagem que tem sido renegada na história do cinema. O filme venceu também na Fotografia e foi considerado o Melhor Filme Estrangeiro, o primeiro do México e o primeiro produzido pela Netflix.

Entre os inúmeros prémios destaque para o de melhor ator atribuído a Rami Malek, por “Bohemian Rhapsody “de Bryan Singer e o de melhor ator secundário a Mahershala Ali de “Green book – um guia para a vida” de Peter Ferrelly que, como já era previsível, foi considerado o melhor filme. O Óscar para melhor caracterização foi atribuído a mais uma das estreias de fevereiro Vice o novo filme de Adam McKay que traça, com humor, um retrato implacável de Dick Cheney, o influente vice-presidente de George W. Bush.  Christian Bale transfigura-se, fisicamente, ao interpretar a personagem do polémico político num período bastante conturbado da história mundial e, como tal, é justa a atribuição do prémio.

Mas magia do cinema não contempla só as obras oscarizadas e outros filmes merecem referência como o que retrata o fim da carreira de uma das duplas mais emblemática do género de comédia, especialmente nos anos dourados do cinema mudo, Bucha e Estica de Jon S.  Baird. A história, verídica, refere-se ao período em que os dois atores, Stan Laurel e Oliver Hard, representados pelo ator britânico Steve Coogan e pelo ator norte-americano John C. Reilly tentam voltar aos palcos, em 1953, numa tournée na Grã-Bretanha.

Para toda a família e também baseado em factos verídicos, Mia e o leão branco de Gilles de Maistre aborda as relações parentais e a necessidade urgente de preservar a vida selvagem. Por seu turno, Os irmãos Sister de Jacques Audiard passa-se em meados do século XIX, durante a grande expansão para o Oeste americano e a febre do ouro, criando a ilusão perfeita de que estamos nas paisagens consagradas e mitificadas pelo “western”. John C. Reilly e Joaquin Phoenix interpretam Eli e Charlie, os irmãos do título com posturas de vida diferentes pois representam a tensão entre o velho Oeste da violência, do caos e da ausência de lei, e o novo Oeste que está a ser construído baseado na lei e no progresso, focando o filme a importância dos laços familiares e da ordem e paz.

Igualmente sobre a família, mas num ambiente degradado, Cafarnaum de Nadine Labaki é um filme dramático sobre a realidade libanesa que esteve em competição no festival de cinema de Cannes em que, num cenário de pobreza extrema e de destruição, um jovem pretende processar os pais por não terem condições económicas ou emocionais para terem filhos. Ainda sobre laços familiares, Liam Neeson protagoniza mais um filme de ação, neste caso num ambiente gélido das Montanhas Rochosas em Vingança perfeita de Hans Petter Moland combatendo cartéis de droga que assassinaram o filho.

O cinema de animação está sempre presente começando pelo terceiro filme de uma famosa saga inspirada na escritora Cressida Cowell Como treinares o teu dragão: o mundo secreto de Dean DeBlois e Lego 2 de Mike Mitchell, um filme animado de aventuras das famosas construções didáticas em versão dobrada. Para os que apreciam este género é de relembrar que a 18º edição do festival Monstra dedicado ao cinema de animação decorre entre 20 e 31 março com 550 filmes de animação de 50 países assim como exposições, retrospectivas, competições, workshops e momentos que juntam música, poesia e banda desenhada. Nesta edição o festival vai homenagear o cinema de animação do Canadá que como é referido “um dos países onde esta arte é mais forte e cultivada, e também onde estão reunidas todas as condições para a realização de filmes e muita experimentação”.

Realiza-se, igualmente uma homenagem ao realizador japonês Satoshi Kon que faleceu em 2010 com a reposição de quatro longas metragens da sua autoria, produzidas entre 1997 e 2006.  Em simultâneo, em diversos estabelecimentos dos vários níveis de ensino, decorrem as sessões Monstrinhas em que serão exibidos 26 filmes com dobragem em português. As crianças até aos três anos também poderão ter o primeiro contacto com os filmes de animação, neste festival, e de forma gratuita. Já nas cerca de 90 curtas pensadas para toda a família, exibidas aos fins de semana, o diretor artístico chama a atenção para a estreia nacional do filme “Tito e os Pássaros”, que fala sobre o medo infantil.

Também são de relembrar as iniciativas do Cineclube Impala Cine que continua com os ciclos de cinema dedicados a diversos temas sendo que em março o escolhido é relativo às gerações Rock`n Roll com sessões às quintas-feiras no Auditório da Costa de Caparica.

Luísa Oliveira

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