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Archive for Junho, 2015

Chegou o verão!

IMG_1898imagem daqui

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Aminoacido: estrutura geral

Aminoácido: estrutura geral

As proteínas estão presentes em todos os seres vivos e participam em praticamente todos os processos celulares, desempenhando um vasto conjunto de funções no organismo, como a replicação de ADN, a resposta a estímulos e o transporte de moléculas. Muitas proteínas são enzimas que catalisam reações bioquímicas vitais para o metabolismo. As proteínas têm também funções estruturais ou mecânicas. Podemos encontrar proteínas no leite, nos ovos, na carne, no peixe…

Em termos da química, as proteínas encontram-se entre os compostos orgânicos ou  compostos de carbono, em que os hidrocarbonetos estão ligados quimicamente a átomos de azoto ou oxigénio, por exemplo.

As proteínas são polímeros naturais, ou seja são constituídas por grupo de átomos que se repetem. Cada um destes grupos, e portanto a unidade que se repete, designa-se por  monómero. As proteínas formam-se através da condensação de várias moléculas de aminoácidos. A ordem de distribuição dos aminoácidos numa proteína é importante para o desempenho das funções metabólicas. A alteração de um dado aminoácido ou a sua sequência na cadeia é o suficiente para mudar a função biológica da proteína em questão. Assim, o monómero de uma proteína é um aminoácido. A designação aminoácido deve-se à sua constituição:

o grupo  amino (NH₂)

o grupo  ácido carboxílico (COOH)

Existem cerca de 20 aminoácidos que entram na estrutura de várias proteínas. O mais simples, em termos de química, corresponde à glicina.

Apresentam-se, como exemplo, a fórmula de estrutura de alguns aminoácidos:

Ana Ramos e João Rodrigues,  9ºA

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Prote%C3%ADna

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Definir arte não tem sido consensual ao longo os tempos. Dominar técnicas e apresentar destreza manual na realização de uma obra era o bastante para assim ser considerado, mas, durante o Renascimento, foi necessário acrescentar o estudo e a experiência, e hoje, definimo-la como a  criação de objetos, imagens ou ações cuja finalidade é a fruição estética.

Mas a arte também tem sido usada para outros fins que não apenas o estético, e muitos são os casos de pessoas que a ela recorrem para aliviar o seu sofrimento como Bobby Baker, a quem foi diagnosticada uma perturbação borderline da personalidade e, num processo terapêutico, realizou muitas ilustrações que estiveram expostas em 2010, na fundação Calouste Gulbenkian, num total de 158 desenhos, que mostram as experiências em enfermarias psiquiátricas, centros terapêuticos, e retratam as situações angustiantes pelas quais a autora passou.

Outra situação é a de Jenny Schwarz, doente de fibromialgia, que se expressa através da arte para minimizar o sofrimento que a doença lhe causa, e é só nos momentos em que a doença se manifesta que Jenny Schwarz pinta.

Esta arte autêntica, que tanto interessou o pintor e teórico de arte Jean Dubuffet, produzida por  pessoas hospitalizadas com doença psíquica, crianças e também pelos pintores naïf, levou-o a criar, em 1945, a designação “Arte Bruta” para incluir todos os que expressavam uma arte pura, sem influências. Enquanto pintor, valorizou as técnicas e os materiais como parte essencial da obra às quais subordinava a forma ou até a cor. Inspirou-se na simplicidade da existência e produziu uma pintura matérica, pouco convencional, caracterizada por grossos empastes a que adicionava materiais não tradicionais e simples como areia, cartão, vidro triturado, entre outros.

Numa outra perspetiva, a arteterapia tem como objetivo o efeito terapêutico do trabalho artístico realizado por pessoas com doença psíquica, traumas e outras enfermidades, reconhecendo num fazer devidamente acompanhado, com recurso a metáforas e a um pensamento simbólico, uma maneira de aceder a camadas mais profundas onde existe o núcleo da criatividade e, aí, através de um trabalho artístico continuado, iniciar a mudança.

Fig. 6

Fig. 6

Inicia-se a representação com formas que mais não são do que projeções do eu. E, através dessas formas, o indivíduo vai tornando visível o que não compreende e iniciando a transformação.

Não se pretende ensinar arte, e muito menos formular juízos estéticos, aliás os trabalhos devem ser reservados ao sujeito e ao terapeuta e, portanto, preservados de exposições públicas porque o que se cria, naquele papel, ou em outro suporte, são partes de uma construção que se está a erguer.

Em arteterapia, são vários os recursos artísticos e técnicas das artes plásticas, bem como de outras áreas artísticas como a música, a representação, etc., e os terapeutas de acordo com a sensibilidade de cada pessoa utilizam a técnica adequada.

Dentro das artes plásticas, os materiais são fundamentais para o trabalho terapêutico, até porque eles próprios apresentam uma carga simbólica que facilita o processo de cura.

As tintas, por exemplo, propiciam a expressão e a desinibição, e mesmo o sujar as mãos ou a mesa ou seja o que for, liberta de repressões internas. E quando é realizada num suporte de grandes dimensões obriga a gestos mais amplos, a percorrer o espaço da pintura e, se o trabalho for coletivo, acentua atitudes mais soltas e extrovertidas.

No caso da aguarela, em que a tinta exige maior quantidade de água e por isso é maior a fluidez, os sentimentos e as emoções trabalhados em sessão de terapia, tornam-se também mais fluidos e difíceis de controlar. As pessoas mais rígidas ou racionais tendem a resistir à experimentação da aguarela.

Outras técnicas como a pintura a óleo propiciam outras interpretações. O solvente que se utiliza, nomeadamente a essência de terebintina, tem a função de proteger a tela, e os óleos com que se dilui a tinta, o preparar dos materiais e todo o fazer, remetem para um ritual mágico em que os óleos são utilizados para purificar e proteger.

O desenho, mais acessível a todos, mas ainda assim capaz de causar inibição, sobretudo aos adultos, é mais controlável do que a pintura. Num desenho começa-se quase sempre pelo contorno da figura, raramente se parte de dentro para fora, há a necessidade de a delimitar, de a aprisionar na linha.

Fig. 7

Fig. 7 – Henri Matisse

Outra técnica importante, em terapia, é a colagem. Inicialmente, foi levada pouco a sério, era vista como uma brincadeira, e só quando pintores como Picasso ou Georges Braque a utilizaram ou, ainda, Henri Matisse, que após uma doença grave recorreu a este “desenhar com tesouras” como lhe chamou, a colagem foi valorizada.

Dividida em duas partes: primeiro, o corte de papéis com tesoura, ou simplesmente o rasgar, que é libertador; depois, a criação com os fragmentos com a liberdade e o poder transformador que a ação sugere.

Uma outra versão de arteterapia é a moda dos livros de colorir que, segundo notícia do jornal Diário de Notícias, está a ser tão “viral”, a ponto de, entre os 12 livros mais vendidos nos Estados Unidos, metade são livros para colorir.

Johanna Basford, uma autora desses livros, é definida como “uma ilustradora que cria intrincados desenhos à mão, com inspiração na fauna e flora que rodeiam a sua casa na Escócia.” A autora de sucesso na Amazon considera que a arteterapia destes livros é parecida com a situação de se desligar do mundo: “É criativo e não assusta como uma folha em branco. Para muitas pessoas, um livro para colorir satisfaz a nível artístico e acrescenta um toque de nostalgia. Além de que, com o sucesso destes livros, o adulto não precisa de fazer como em criança, muitas vezes à noite antes de dormir e às escondidas dos pais, porque atualmente é uma prática socialmente aceite.”

Trata-se de uma atividade lúdica que requer apenas o preenchimento, com lápis de cor ou canetas de feltro, de figuras já desenhadas pelos autores dos livros. Não existe a preocupação com o desenho e com o não saber desenhar.

As pessoas que recorrem à arte como forma de tratamento de problemas mais ou menos graves ou como apaziguamento de inquietações, reconhecem, nesta atividade, uma necessidade não só de superar o sofrimento mas algo mais, inexplicável, que as transcende.

Por outro lado, há estudos que defendem a formação de símbolos como estando na base da estruturação psíquica e que, numa idade precoce, há a identificação do símbolo com o objeto, e só quando se dá a separação entre eles e se aprende a recriar novas formas se aprende, também, a lidar com a perda e o sofrimento de uma forma saudável.

Ana Guerreiro

Fontes das imagens:

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portugal

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WP_20150603_10_08_47_ProMais uma vez, alunos da professora Rosa Silva foram distinguidos pelo seu empenho no projeto Portefólio de Leituras, que pretende orientar e avaliar os projetos individuais de leitor dos alunos do Ensino Básico. O produto final inclui relatos de leitura, materiais de preparação de apresentações orais, assim como a autoavaliação do aluno dos seus progressos enquanto leitor: ler mais e melhor – aceitar o desafio de escolher obras mais complexas – relatar as leituras e entusiasmar novos leitores.

Desta vez, foram selecionados os trabalhos da Leonor Moura e, pelo segundo ano consecutivo, da Gabriela Godinho, ambas do 8º D, a quem oferecemos um livro pela distinção, e de quem publicamos aqui os trabalhos.

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Era uma vez o Convento de Mafra. Era uma vez a Pedra. Era uma vez o Memorial…

No dia quatro do mês de março embarquei numa viagem com os meus colegas e professores rumo à descoberta do Convento e Palácio Nacional de Mafra.

Quando estávamos a passar, de autocarro, pelo Terreiro do Convento, fiquei desde logo deslumbrado com a imponência do monumento, com o comprimento e altura da sua fachada principal, com os conjuntos de carrilhões, com a majestosidade e elegância, transmitidas não só pelas dimensões megalómanas do Convento, mas também pelos ricos ornamentos e decorações em pedra. Mais tarde, e já durante a visita ao interior da basílica, a guia forneceu-me os números que comprovam a grandiosidade desta obra: a capacidade para trezentos frades, os dois carrilhões compostos por um total de noventa e oito sinos e um peso total de duzentas toneladas, a área total de quarenta mil metros quadrados… Com base nas primeiras impressões e nestes números, rapidamente concluí que se este convento seria difícil de erguer, mesmo com recurso às tecnologias e técnicas de construção existentes atualmente, então os operários que o fizeram em pleno século XVIII, recorrendo a ferramentas e materiais de construção rudimentares, alcançaram um feito sobre-humano.

Contudo, eu já tinha uma ideia de como seria o Convento, não só por o ter visitado quando era criança, mas principalmente porque li recentemente a obra “Memorial do Convento”, do Prémio Nobel Português da Literatura José Saramago.

No “Memorial do Convento”, Saramago serve-se do pretexto de homenagear o Convento para denunciar as más práticas da sociedade do século XVIII e transpor essa crítica para a sociedade atual, pelo que não seria de estranhar que as referências a este convento ao longo do romance fossem escassas. Porém, este monumento é o centro dessa crítica social. Através dos episódios relacionados com o Convento de Mafra presentes no Memorial, como o da sua edificação, o do transporte da pedra Benedictione desde Pero Pinheiro até à vila de Mafra, a recolha forçada de operários por parte do exército para as obras do convento e os momentos passados por esses trabalhadores na Ilha da Madeira, Saramago expõe o luxo, ostentação e luxúria do Clero e do Rei, a pobreza extrema em que vivia o povo e as crueldades praticadas pelos mais poderosos sobre os mais fracos, o povo. No meu entender, a colocação das passagens que remetem para o Convento no Memorial foi bem idealizada por Saramago, pois fortalece esta crítica que era o seu objetivo principal.

Durante esta visita, pude também confirmar o que já suspeitava desde que comecei a ler o “Memorial do Convento”: José Saramago, antes de escrever este romance, levou a cabo uma investigação exaustiva, visitando por diversas vezes o Convento e consultando manuscritos na Biblioteca Nacional de Mafra, chegando até a morar nesta vila por curtos períodos de tempo. O rigor e a precisão de algumas passagens que se enquadram no plano da História fizeram-me colocar a hipótese de tal trabalho de investigação ter sido levado a cabo. A meu ver, a pesquisa revelou-se uma ferramenta bastante importante na construção da narrativa, na medida em que a dotou de uma credibilidade sólida e provocou uma interligação tão harmoniosa entre a dimensão histórica e a ficcional que o leitor é “iludido”, como eu fui, julgando tratar-se apenas de uma dimensão una.

O único aspeto que me “dececionou” foi a pedra da varanda. Trazida desde Pero Pinheiro por caminhos estreitos, inclinados e repletos de curvas apertadas, numa operação que envolveu duzentas juntas de bois e seiscentos homens, tendo custado a vida a um deles, Francisco Marques, foi a partir dela que se construiu a varanda do Rei. Por ter lido a narração dessa operação, por saber que a pedra tinha até um nome próprio, Benedictione, e que tinha o peso assombroso de trinta e um mil quilogramas, estava a contar com uma varanda que dominasse toda a fachada principal do Convento. Apesar de ter sido avisado pela professora de Português e por Baltasar Sete-Sóis, quando cheguei à entrada do Convento, deparei-me com uma varanda que, apesar de estar ricamente decorada, se enquadrava de forma subtil no monumento, sem fazer jus à grande empreitada que foi trazê-la de Pero Pinheiro. Mas depois, tomei consciência que Saramago procurou, com este episódio, enaltecer o herói coletivo do Memorial, o povo e, em simultâneo, criticar as excentricidades das classes altas, que só para terem uma varanda de pedra única obrigam os mais humildes a colocar em risco as suas vidas.

O balanço final desta visita de estudo é bastante positivo, na medida em que esta me permitiu conhecer o Convento Nacional de Mafra, um grande marco do património nacional, e comparar essa realidade com a ideia a priori que tinha deste monumento, concebida durante a leitura do “Memorial do Convento”!

André Boisseau, 12ºB

José Santa-Bárbara, Biblioteca Saramago, Lanzarote

José Santa-Bárbara, Biblioteca Saramago, Lanzarote

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