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Posts Tagged ‘Sondagem do Momento’

imagesMais um ano, mais um ranking das escolas que, sendo estrela de abertura dos telejornais por um dia, logo se desvanece na espuma mediática, sem que se responda definitivamente às eternas questões – estaremos a hierarquizar a qualidade académica ou a espelhar a desigualdade social? Serão os rankings uma ferramSem Títuloenta útil para estimular a melhoria dos desempenhos de cada escola ou apenas uma falácia que não reflete a qualidade de ensino, nem o mérito académico? Serão os exames um instrumento que afere os conhecimentos de todos os alunos por igual, ou apenas um penalti académico para o qual se treina durante todo o ano letivo, esquecendo o resto do jogo?
Certamente a questão é complexa e não terá uma resposta de preto ou branco, embora no inquérito que temos levado a cabo ao longo do ano,  e que decidimos manter, quase metade dos leitores considere que estes rankings não refletem a qualidade académica dos alunos e professores.

Porém, para quem quer aprofundar o assunto sob diversos ângulos, recomendam-se dois artigos de opinião de dois recentes responsáveis pela tutela da educação publicados no Público (edição online) ou a (re)leitura do artigo publicado pelo nosso colega Carlos Sant’Ovaia aqui no Bibliblog há quase um ano.

Fernando Rebelo

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Sobre a última sondagem – quais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas?

criseJá há dois anos que se tem mantido a mesma sondagem aqui no Bibliquais os efeitos dos cortes financeiros nas escolas. Primeiro, tornou-se difícil encontrar outra, quando tudo e todos à nossa volta tornavam praticamente este (ou a crise em geral) o único tema da atualidade; depois, desde que em finais de 2011 foi publicada até hoje, foi interessante observar a evolução do voto dos leitores: de uma vantagem clara inicial do quem gosta do que faz continuará a fazê-lo mesmo sob piores condições financeiras, foi-se passando para um pessimismo crescente, sendo hoje a maioria aqueles que sobrepõem uma grande desmotivação dos profissionais (34%) ao otimismo motivacional do item anterior, que acabou por se ficar por uns modestos 20%.

Ainda assim, 15% acredita que uma maior racionalização de recursos e soluções imaginativas para a sua falta poderão ajudar a superar os efeitos dos cortes, contra 12% que, pelo contrário, crê que a consequência será uma perca de qualidade no ensino e nos equipamentos. Finalmente, empatados em último lugar com 9,5%, os restantes votantes dividem-se entre os que acham que, apesar de tudo, os profissionais continuarão a dar o seu melhor pelos alunos, enquanto que outros tantos defendem que a vida nas escolas limitar-se-á às aulas e avaliação dos alunos.

No geral,  temos então um triunfo por 12% das perspetivas negativas sobre a visão mais otimista (ou terá ganho a abstenção?).

Nova sondagem – qual o acontecimento mais marcante de 2013?

Chegados ao final deste ano, que a muitos não deixará saudades, propomos agora aos leitores que escolham o acontecimento mais marcante de 2013 – nacional, 2013-clockinternacional, fica ao critério de cada um – será que a crise continua a ser o Tema dos Temas, ou outros acontecimentos como o apuramento para o Mundial de Futebol, a eleição do Papa, ou os ditos sinais de retoma já marcaram algum espaço nas nossas agendas de 2013? Estaremos quando chegados ao final de 2014 ainda encurralados no mesmo assunto? Esperemos que não… para darmos algum significado aos votos de Feliz Ano Novo.

E, para nos refrescar a memória, embora sem referências a Portugal (que se só parece ter tido relevo mediático global com o hat-trick the CR7 contra a Suécia ou com as ondas da Nazaré), aqui fica, com alguns tons de otimismo anglo-saxónico, 2013 em revista. (2013: what brought us together – o que nos juntou)

imagens: daqui e daqui

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Depois de 25% dos nossos leitores terem respondido que as férias eram essencialmente para descansar, 19% acharem que serviam para estar com familiares e amigos, 13% as preferirem para viajar, ou quebrar a rotina e 6%  as preferirem quer para porem os seus assuntos em dia, quer para se enriquecerem culturalmente ou dedicarem mais tempo aos seus hobbies, propomos-lhes agora um tema infelizmente incontornável – que efeitos terão os cortes financeiros nas escolas, quer pela diminuição dos recursos disponíveis, quer pelo agravamento das condições de vida dos seus profissionais?

Nada de novo, no entanto, pois 13% dos respondentes do inquérito anterior sobre as férias já questionava: “que férias?”.

Aqui fica então o nosso desafio nesta nova Sondagem do Momento, em que poderá participar clicando numa das opções da barra lateral direita. Será que o “amor à camisola” se vai sobrepor à desmotivação? Será que a nossa disciplina ou imaginação conseguirá suprir a falta de recursos? Têm vocês a palavra…

imagem daqui

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Com  2011, iniciámos aqui no Bibli uma nova sondagem, já activa desde há algum tempo. Em vez de balanços de 2010, nestes tempos de crise, preferimos questionar os nossos leitores sobre o que de melhor nos pode trazer este ano, no campo da tecnologia e ciência ao serviço do bem estar, saúde e evolução do ser humano.

Assim, não em resultado de uma projecção mais própria da ficção científica, mas baseados nas inovações preconizadas já para este ano em artigos publicados no Jornal I e na Idea Connection, seleccionámos, das muitas descobertas e invenções elencadas, 9  que poderão vir a fazer a diferença e cuja importância deixamos ao critério dos nossos leitores. Não deixe então de participar nesta nova Sondagem do Mês, votando na caixa/widget do lado direito.

 

Quanto à sondagem que encerrámos – Qual o aspecto mais marcante das redes sociais, para o melhor e para o pior? os resultados deram uma ligeira primazia aos aspectos negativos desta nova forma de comunicação, que rapidamente se disseminou, constituindo um dos espelhos da globalização e que certamente produzirá forte  mudanças e novos padrões em quase todos os contextos de interacção humana.

Propusemos então aos nossos leitores que seleccionassem, dos seis propostos, o aspecto mais marcante, em três dimensões antagónicas, presentes na utilização das redes sociais:

  • capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente vrs.  excessiva exposição da intimidade
  • quantidade e velocidade na partilha de informação vrs. ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante
  • facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos vrs. perigo de confusão entre a relação real e a virtual

Contabilizados os resultados, a excessiva exposição da intimidade foi escolhida como a característica mais marcante por 21% dos leitores, tendo 17% contraposto a capacidade de nos podermos exprimir publica e livremente. Igual percentagem se verificou noutra dimensão, pois mais 4% dos leitores acharam que as redes socias se distinguiam mais pelo ruído produzido pelo excesso de informação irrelevante do que pela quantidade e velocidade na partilha de informação. Finalmente, 14% dos leitores acharam que as redes induziam principalmente o perigo de confusão entre a relação real e a virtual, enquanto 10% preferiram destacar a facilidade no contacto com pessoas de quem gostamos.

Sem quaisquer pretensões de validade científica, estes resultados são apenas uma curiosidade e um pretexto para manter um espírito aberto mas crítico em relação ao tema, que constitui igualmente o tópico de discussão da actividade da parceria ICARUS da nossa escola (Programa Comenius actualmente em curso na ESDS) e, ao leitor interessado, recomendamos vivamente a leitura dos artigos e comentários que alguns dos nossos alunos e dos seus parceiros de outras escolas europeias produziram sobre o assunto.

Fernando Rebelo

imagens daqui e daqui

 

Ler mais:

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – 11ºB

“O papel das redes sociais na nossa sociedade” – feedback dos alunos participantes no intercâmbio Sobreda-Budapeste, Dezembro 2010

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Perguntámos  no início do ano lectivo, na nossa Sondagem do Mês, que factores poderiam contribuir mais para o melhorar.

Contabilizados os votos, há a destacar um razoável número de participantes, tendo 30% considerado que uma maior responsabilização das famílias seria o mais importante para melhores resultados. De facto, algumas mudanças sociais passaram a atribuir à escola, quase em regime de exclusividade, a tarefa de educar as crianças e os jovens, sentindo-se muitos pais desresponsabilizados pelo seu processo educativo, que certamente vai muito para além do que a melhor escola lhes pode dar. O outro lado da moeda talvez seja uma recente participação mais activa das associações de pais nos órgãos de gestão, tornando-os corresponsáveis pelas decisões da instituição que socialmente prepara o futuro dos seus educandos.

Sem grandes surpresas, a satisfação profissional dos professores, colheu o segundo lugar nas preferências, com 20% dos votos. As constantes reformas no ensino e alterações nas condições da carreira docente não têm  certamente criado um ambiente muito favorável ao seu desempenho. Mas este tema levar-nos-ia muito mais longe que um simples apontamento aqui no Bibli recomendaria…

Em terceiro, com 8%, uma maior preparação dos professores e uma maior autonomia na gestão das escolas leva-nos para o lado técnico-organizacional do ensino.. e quem sabe se estes factores não estarão de alguma forma associados ao anterior.

Finalmente, instrumentos jurídicos, como o Novo Estatuto do Aluno ou a melhoria dos recursos materiais, como a intervenção do PTE e do parque escolar nas escolas, recolhem 6% e 4%, respectivamente das preferências dos leitores.

Mas, mal ou bem,  o ano lectivo já está em marcha, é tempo de propor-vos uma nova sondagem sobre um tema que desde há algum tempo está na ordem do dia, pelas melhores ou piores razões: qual a característica mais marcante das redes sociais (blogues, marcadores sociais, Twitter, Facebook, etc.)?

Dificilmente esta forma de comunicação, disseminada a uma velocidade exponencial, levantaria mais dilemas, ambivalências em relação ao seu papel na nossa sociedade do que qualquer outra anteriormente experimentada. Se, por um lado, uns a diabolizam pelo excesso de exposição da intimidade, os perigos das amizades virtuais, o excesso de ruído e de informação, que não substituem o conhecimento,  a reprodução em vez da produção, outros há que defendem o dever moral da partilha, a multiplicidade de fontes de informação, a velocidade e a capacidade que alcançámos no acto comunicativo, e todo um novo paradigma de interacção social, ensino e aprendizagem que rapidamente se está desenvolvendo.

E você, leitor, o que acha?

(dê-nos o seu “clique” no painel lateral do blogue: Sondagem do Mês)

Fernando Rebelo

imagens: daqui e daqui

Outras sugestões:

 

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Durante as férias de Verão, perguntámos aos nossos leitores na nossa Sondagem do Mês, qual a obra de Saramago que consideravam mais marcante. Das várias opções apresentadas e da possibilidade de indicar outras, surgiram à cabeça, com um empate de 26%, Memorial do Convento e Ensaio sobre a Cegueira, logo seguidos de outro empate, com 13% dos votos cada, Evangelho Segundo Jesus Cristo, O Ano da Morte de Ricardo Reis e Caim. Um último empate resultou ainda de 4,5% (9% no total) dos leitores ter atribuído essa distinção ora a Jangada de Pedra ora a As Intermitências da Morte.

Como nota inicial, é de salientar que nenhuma das obras apagou por completo as outras e que provavelmente, apesar de alguns romances, por uma razão ou por outra se terem tornado mais emblemáticos, os leitores têm as suas preferências muito diversificadas. Não é de todo surpreendente que Memorial do Convento tenha ficado, ainda que ex aequo, em primeiro lugar. Tal como não é por acaso que o epitáfio que escolheram para o autor seja um excerto do último parágrafo dessa obra (Mas não subiu às estrelas se à terra pertencia). Desde que foi publicado em 1982, o “Memorial” tem vindo a tornar-se um “clássico” mundial da nossa literatura, ganhando honras de obra de leitura integral no 12º Ano e fazendo do Convento de Mafra um local de peregrinação internacional no roteiro saramaguiano.

Infelizmente, Saramago já não é o único autor vivo a ser estudado no Ensino Secundário e os alunos do 12º Ano, que em plena época de exames, se deram conta disso, comentam com emoção a notícia da sua morte no seu blog do Público Nota Final.

Talvez por ter sido adaptado ao cinema, Ensaio sobre a Cegueira ganha um destaque idêntico. Escrito muito mais tarde (1995), impressionou já outra geração de leitores e ganhou uma dimensão de metáfora universal da miséria e crueldade humanas. Esta obra foi já tema de um post aqui no Bibli, da autoria de Joana Lopes, na rubrica Livro da Minha Vida, contando com 1240 visitas e diversos comentários, que atestam a sua popularidade.

Evangelho Segundo Jesus Cristo e Caim, pelas polémicas religiosas (e até políticas) que na altura da sua publicação suscitaram, foram também para alguns as obras mais marcantes, tendo sido curioso que  este derradeiro livro  de José Saramago revisite um dos  seus temas recorrentes: Deus e a Bíblia.

O Ano da Morte de Ricardo Reis é referido por muitos como a sua obra prima, particularmente por outros escritores e personalidades mais associados à literatura – a sua relação especial com o universo de Fernando Pessoa e com  a cidade de Lisboa, constiturão talvez uma das marcas da identidade literária, portuguesa e lisboeta do seu autor.

Ainda referidos por alguns leitores-votantes, Jangada de Pedra (também adaptada ao cinema, embora com menos mediatismo que Ensaio sobre a Cegueira) remete-nos para outra faceta do ideário de Saramago – o iberismo – sendo As Intermitências da Morte mais uma das suas fábulas, com raiz numa ideia inicial: “e se”…um dia ninguém morresse?

Mas porque esta sondagem apenas serviu de pretexto para lembrarmos o que ficou do homem  que partiu – os livros que escreveu – recomendamos aos nossos leitores que visitem a infografia publicada pelo jornal Sol, que permite uma rápida e fácil consulta interactiva de toda a sua bibliografia, quer por datas, quer por géneros literários.

Sugerimos ainda a leitura do caderno P2 do Público, Saramago, de 26 de Junho de 2010 (que pode ser acedido aqui), com imensos depoimentos e artigos de muitas personalidades nacionais e internacionais que com ele lidaram de perto ou que simplesmente o leram e quiseram deixar testemunho sobre o homem e a obra.

Finalmente, no limiar de um novo ano lectivo, gostaríamos de desejar que os alunos que iniciem a leitura de Saramago com o Memorial do Convento, venham também a apreciá-lo e que encontrem na sua escrita algumas das razões porque a tanta gente deixou saudades.

Fontes:

Sol, Público, Fundação Saramago e Outros Cadernos de Saramago

Nota: grande parte dos títulos da obra de José Saramago encontra-se disponível para requisição na nossa biblioteca

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Uma das razões para escrever sobre esta matéria foi a enquete (sondagem) do Bibliblog e as curiosas diferenças entre o português de Portugal (europeu) e o português do Brasil, que é popularmente chamado de “Brasileiro”, e principalmente, porque quando eu cheguei a Portugal não entendia quase nada do que as pessoas falavam comigo e as pessoas também não entendiam muito bem o que eu falava, até brincavam que eu precisava de um dicionário para falar com eles. É claro que surge sempre entusiasmo e curiosidade por parte das pessoas no que diz respeito ao modo de pronunciar certas palavras no português do Brasil.

Apesar de ser um dos filhos da globalização, sou contra o Novo Acordo Ortográfico, pois acho que cada país deveria manter a sua regra ortográfica. Sou contra essa ideia da globalização, sou a favor do encontro das culturas, do intercâmbio e da diversidade, mas contra a unificação de uma só cultura dita dominante, desta perda de identidade cultural. Mas, também devemos ter em conta, que num mundo globalizado a existência de várias versões do português é um facto limitador.

Os Romanos chegaram no Noroeste da Europa em 218 a. C., trazendo o Latim vulgar. Todas as províncias da Península Ibérica, à excepção dos Bascos, admitiram o latim como língua. A chegada dos Romanos à península marcou o inicio da nossa língua, o Latim, mas num estado corrompido, conhecido como latim vulgar.

Em 409, os germânicos invadiram a Península através dos Pirenéus. Inicia-se então o período mais sombrio da Península. Provocada a queda do Império Romano pelos Bárbaros, a língua dos Bárbaros misturou-se com o Latim, e originou as línguas nacionais europeias (latinas).  O latim popular evoluiu e transformou-se no proto-galaico-português. No entanto, os reis cristãos a partir do norte de Portugal foram conquistando o sul, povoado pelos Árabes , com isto o galaico-português sofreu diversas transformações e converteu-se progressivamente no português.

Os primeiros textos em português apareceram por volta do séc. XIII. Nesta época o galego e o português eram uma só língua. Com a expansão ultramarina, a língua portuguesa, foi transportada para “novos” continentes. Hoje os países distribuídos pela África, Ásia e América que constituem os PALOP, são independentes de Portugal porém a linguagem permaneceu; desses países destaca-se o Brasil, onde 191 480 630 (censo 2000) pessoas têm como língua materna o português.

Através dos Humanistas, deu-se a valorização das línguas nacionais europeias, pois estes traduziam obras clássicas e criavam obras inspiradas nos autores greco-latinos. Em Portugal, Luís de Camões cantava os feitos heróicos e a glória dos navegadores portugueses na sua famosa obra “Os Lusíadas”.

Camões cultivava a forma mais erudita da língua. Em toda a Europa, notou-se um movimento de afirmação das línguas nacionais, o que consequentemente, originou a sua uniformidade ortográfica, regras e um vocabulário mais rico. Shakespeare em Inglaterra e Maquiavel em Itália foram apenas alguns dos humanistas que ajudaram a construir as literaturas nacionais do Renascimento.

O português do Brasil tem uma certa particularidade, pois, sendo possuidor de um vasto território e diversidade geográfica, este país tem uma dimensão proporcional à sua variedade dialectal. Os especialistas distinguem os dialectos entre Norte e Sul. Eu mesmo, quando ouço uma pessoa oriunda de outra região do Brasil, sem ser o sudoeste, às vezes, sinto alguma dificuldade em entender, devido a algumas diferenças entre termos e na pronúncia. No Brasil, esta diversidade está no entanto mais relacionada com o aspecto sociocultural do que com o geográfico. A diversidade é bastante evidente no momento em que um homem culto fala com o seu vizinho, que é analfabeto. O “brasileiro” apresenta um vocabulário que, em parte, se afasta da “Língua de Camões”, como é possível conferir nas linhas abaixo.

“Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estágio conhecido atualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.”

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

A língua portuguesa é falada por mais de 240 milhões de pessoas, como língua nativa, e é também a quinta língua mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de alguns territórios africanos, da Índia Portuguesa e na América do Sul, o Brasil.

Em São Paulo, encontra-se o único Museu da Língua Portuguesa, que tem como objetivo criar um espaço vivo da língua portuguesa, revelando aspectos da língua quase desconhecidos.

Segundo os seus organizadores, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa. “O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua”.

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

No dia 1º de Janeiro de 2009 entrou em vigor no Brasil a nova ortografia do português, com base no acordo de 1990. Algumas palavras perderam o acento, mudaram as regras do hífen e o trema foi extinto.

O Português é um dos principais elos entre os países lusófonos, além disto existe a CPLP Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa – que tem como um dos objetivos a preservação da língua.

Datas do acordo:

  • Dezembro de 1990: Criação do Acordo;
  • Agosto de 1991: Portugal ratificou;
  • Janeiro de 1994: Implantação prevista (não aconteceu);
  • Abril de 1995: Brasil ratificou;
  • Janeiro de 2009: Implantação no Brasil (transição);
  • Janeiro de 2013: Obrigatório no Brasil.

Os países participantes do Acordo Ortográfico são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor -Leste.

Diferenças entre algumas palavras de Portugal e o “Brasileiro”:


Médio Oriente – Oriente Médio                             Dossier – Fichário

Palinha – Canudo                                                      Telefone Público – Orelhão

Dossie – Fichário                                                       Auto-carro – Ônibus

Telemóvel – Celular                                                 Este –  Leste

Comando-Controle Remoto                                 Centro Comercial – Shopping

Bombas – Posto de gasolina                                     Relva – Grama

Portagem – Pedágio                                      Pequeno-Almoço – Café da manhã

Preservativos – Camisinha                                      Conduzir – Dirigir

SIDA – AIDS                                                               Cancro – Câncer

VHI – HIV                                                                   ADN – DNA

Macacos – Meleca                                                   Ordenado – Sálario

Arrendar – Alugar                                                    Rato – “Mouse”

Colunas – Caixa de Som                                            Levantamento – Saque

Ecrã – Monitor                                         Desodorizante – Desodorante

Cuecas Femininas – Calcinhas                                 Fita-cola – Durex

Casa de Banho – Banheiro                                       Afiador – Apontador

Sumo s/gás – Suco                                                  Sumo c/ gás – Refrigerante

Lixívia – Água Sanitária                                             Gelado – Sorvete

Fato – Terno                                                  Banda Desenhada – Quadrinho

Cacifo – Armário da escola                                       Seleccionador – Técnico

Massa Instantâneo – Miojo                                      Fotocópia – Xerox

Equipa – Equipe                                                        Golo – Gol

Balisa – Trave                                                           Guarda-redes – Goleiro

Botija – Botijão de gás                                              Comboio– Trem

Boleia – Carona                        Líquido Correctivo – Liquipaper / Correctivo

Tabaco – Cigarro                                        Maquilhagem – Maquiagem

Pai Natal – Papai Noel                                            Mãe Natal – Mamãe Noel

Lava carros – Lava Jato                                             Talho – Açougue

Carne Picada – Carne Moída                                Dobragem – Dublagem

Mina – Ponta de grafite                                             Viola – Violão

Boxe – Cueca                                                              Coima – Multa

Camisola – Camisa de Jogador de Futebol              Chávena – Xícara

Pijama Feminino – Camisola                  Hospedeira de Bordo – Aeromoça

T – Shirt – Camiseta                                                 Cabular – Colar nas provas

Bilhete de Identidade – Carteira de Identidade         Natas – Creme de Leite

Carta de Condução – Carteira de Motorista                         Carocha – Fusca

Frigorifico – Geladeira                                                         Peão – Pedestre

Telemóvel – Celular                                                    Sebenta – Apostila

Eléctrico Bonde

Alguns filmes e Séries de TV também mudam de nome:

Portugal/Brasil

O Reino de Deus/Cruzadas

The O.C – Na Terra dos Ricos/The O.C – Um Estranho no Paraíso

A Idade do Gelo/A Era do Gelo

Tudo que uma Rapariga quer/Tudo que uma garota quer

Clube dos Poetas Mortos/Sociedade dos Poetas Mortos

Curiosidades:

Assim, como quando eu cheguei em Portugal, eu não entendia quase nada, por causa das “gírias”, e sei que se alguns dos meus colegas for ao Brasil também não vai entender quase nada, principalmente os jovens. Aqui vão algumas “gírias” do Rio de Janeiro:

Vamos jogar uma pelada?

Pelada, é um futebol, mas um futebol de rua, ou com pessoas que não sabem jogar muito.

Eu tenho um amigo que é maior “X-9”.

X-9 é uma pessoa pouco confiável, por exemplo, quando você conta uma coisa p’ra ela, ela conta para outra pessoa.

A sua “mina” é muito legal.

“Mina”, é uma rapariga, ao contrário de que em Portugal, que é ponta de grafite.

Podre de chique – elegantíssimo                            Por fora – desentendido

Quebrar o galho – resolver o problema                  Ragu – comida

Sacana – individuo sem caráter                                Vida mansa – vagabundo

Safo – sabido                                      Tirar de letra-livrar-se de uma dificuldade

Patricinha – Feminino de “Playboy”       Baranga ou Canhão – Mulher feia

Bufunfa – Dinheiro                       Destrambelhado – Desastrado, descuidado

Gringo – Estrangeiro                                 Estar duro – Estar sem dinheiro

Filé – Mulher bonita

Quando uma pessoa se machucou em Portugal fala-se aleijou. No Brasil aleijou-se é quando uma pessoa perde a perna. Quando a pessoa não tem uma perna ela é uma aleijada.

Luiz Felipe Monteiro, 10º E

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