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Posts Tagged ‘Ética’

Acerca deste tema, defendo que a pena de morte é inadmissível, independentemente das circunstâncias, pelas razões que serão seguidamente explicadas.

    pena-de-morte Em primeiro lugar, no artigo 24º da constituição portuguesa e na Declaração Universal dos Direitos Humanos, está expresso o direito inalienável e inviolável de todos os indivíduos à vida. A pena de morte viola este direito, sendo moralmente condenável.  Além disso, creio que deve ser fornecida a hipótese ao indivíduo de se regenerar e de se reintegrar na sociedade, após cumprimento do seu castigo, possibilidade negada pela pena de morte. Assim, é nosso dever, enquanto sociedade civilizada, não permitir o retrocesso à mentalidade do “olho por olho, dente por dente”, que leva à confusão entre vingança e justiça.

Também é importante realçar que o efeito dissuasor normalmente associado a esta condenação, na prática, não se verifica. Nos Estados Unidos, por exemplo, as taxas de homicídio em estados nos quais a pena capital é legal são superiores às dos estados onde esta é ilegal (5,63 e 4,49, respetivamente).

Acrescento ainda que pessoas de classes sociais mais baixas estarão mais expostas a esta condenação, aumentando a desigualdade, por não terem posses para contratar advogados de renome, estando sujeitos à nomeação de defesa por parte da Ordem dos Advogados, existindo a hipótese de serem defendidos por profissionais com menos experiência ou capacidades.images

Por fim, apresento um exemplo proveniente dos Estados Unidos, onde 1,6% dos condenados à morte são libertados por se provar a sua inocência, sendo que um estudo publicado por uma revista científica, a Proceedings of the National Academy of Sciences, permitiu concluir que 4,1% dos réus que aguardam ou aguardaram no corredor da morte neste país são inocentes. Desse modo, podemos inferir que já existiram casos de execução de pessoas isentas de culpa, o que é inadmissível.

Tomás Noválio, 12ºC

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A pena de morte como todos sabem é uma punição para crimes capitais. Portugal foi praticamente o primeiro país da Europa e do Mundo a abolir esta pena, sendo o primeiro estado do mundo a prever a abolição da pena de morte na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867. Nos dias de hoje ainda é aplicada em alguns países como a China, Arábia Saudita e em muitos dos estados federais dos EUA; sendo nestes países aplicada segundo as regras do direito e da lei (não é arbitrária). Quando falamos na aplicação da pena de morte é importante frisar que estarão em causa casos muito específicos configurados no quadro legal vigente do pais em causa.

pena-de-morte.jpgCom este texto vou apresentar argumentos que universalmente podemos encontrar a favor da pena de morte, não como uma banalidade face a todos os tipos de crime, mas sim em condições muito específicas, sempre no enquadramento  legal e no pressuposto absoluto que não existem dúvidas sobre a autoria do crime.

Na defesa desta tese são normalmente utilizados os seguintes argumentos:

  • argumento dissuasor que defende que, ao existir a pena de morte no quadro legal e sendo esta a mais pesada, poderá levar a uma potencial diminuição dos crimes uma vez que poderá criar alguma intimidação aos potenciais criminosos levando assim a uma maior segurança dos cidadãos;
  • argumento da proporcionalidade do sofrimento, em que é defendido que quem impõe sofrimento de grau elevado deverá ser punido com grau de sofrimento o mais idêntico possível;
  • argumento do castigo final (morte) que de alguma forma é controlado pela justiça e poderá impedir vinganças futuras que podem ser muito mais dolorosas;
  • argumento de garantia de que o criminoso não voltará a cometer crimes.

Surgem muitas vezes contra-argumentos relativos a este último, designadamente no sentido da pena de prisão perpétua, em que também pode ser alegado que o criminoso não voltara a cometer crimes. No entanto, esta afirmação será apenas válida em teoria, porque para além do criminoso dentro da cadeia poder continuar a promover o crime também pode ser sujeito a atenuantes legais da pena que o façam sair mais cedo ou até ser libertado.

Mais uma vez, será de frisar que a pena de morte para ser aplicada deverá ser sempre em casos muito específicos, sempre no quadro legal e no pressuposto absoluto que não existem dúvidas sobre a autoria do crime. Não posso também deixar de referir que atualmente a questão da pena de morte possa estar a ganhar  algum relevo face aos atos terroristas que tem vindo a ser praticados.

Tomás Gaspar, 12ºC

imagens: daqui, daqui e daqui

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Filosofia, para maio: mais um mês, mais uma série de Bibliotecas Portáteis (para uso em sala de aula) temáticas-curriculares, selecionadas pelos docentes da especialidade. Pouco a pouco, vamos conseguindo divulgar o acervo da BE junto de professores e alunos em áreas mais específicas, rentabilizando os recursos documentais, mesmo em estantes mais recônditas.

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camus

           (caricatura editada daqui)

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 O direito à morte sem sofrimento

A eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade

eutanásia 4Eutanásia é a prática pela qual se abrevia a vida de um doente incurável, de maneira controlada e assistida por um especialista. Em sentido amplo, é a morte sem sofrimento físico; em sentido estrito, é a ação de pôr termo voluntariamente e de forma indolor à vida de uma pessoa. Esta palavra deriva do grego euthanatos, onde eu significa “bom” e thanatos, significa “morte”. Traduzido como “boa morte”, o termo é sinónimo de morte pouco dolorosa.

Eu defendo a prática e legalização da eutanásia, pois esta permite evitar a dor e o sofrimento de pessoas em fase terminal e sem qualidade de vida. Na minha opinião, a eutanásia deveria ser legalizada, pois cada um de nós deveria ter o direito de decidir aquilo que pretende fazer com a sua vida. O Homem é proprietário do seu corpo, logo deveria ter liberdade de escolha, pois sabe melhor do que ninguém aquilo que deseja. No entanto, defendo que só o doente deve tomar essa decisão. E tem de ser uma decisão consciente e informada.

Quem condena a prática de eutanásia utiliza frequentemente o argumento religioso de que só Deus tem o direito de dar ou tirar a vida e, portanto, o médico não deve interferir nesse dom sagrado. No entanto, se Deus criou o Homem como um ser inteligente e livre ele devia, para além de ter o direito à vida, também ter o direito à morte. Assim, não lhe pode ser negado o direito de escolher a forma como quer morrer e o dia da sua morte. Outra ideia ainda a ter em conta é que, para os crentes, a vida na Terra é apenas uma passagem, logo a morte não é vista como um fim, mas sim como o início de uma vida melhor.

Relativamente ao facto da lei em Portugal não permitir a prática da eutanásia, através de vários estudos e sondagens realizados, verificou-se que grande parte da população gostava que aeutanasia lei fosse alterada. Por exemplo, Rui Nunes, sociólogo, efetuou um estudo muito interessante, ao escolher uma população com mais de 65 anos e sem doença terminal. Ou seja, escolheu uma faixa etária que por estar mais próxima do final da vida, está mais predisposta a pensar na morte. O estudo revelou que mais de 50% dos inquiridos defenderam a legalização da eutanásia.

Resta-me dizer que todos os anos ocorrem casos de eutanásia em vários países, seja ela ou não legalizada. Um caso muito conhecido foi o de Ramón Sampedro, que aos 26 anos ficou tetraplégico. Ele planeou a sua morte ao fim de 29 anos, depois de ter pedido autorização para morrer, e dos juízes espanhóis terem negado. A sua vida está retratada no filme Mar Adentro (*), onde afirma que “a vida assim não é digna para mim” e que “viver é um direito, não uma obrigação”.

Assim, posso concluir que a eutanásia deve ser legalizada, porque o desejo de morrer para acabar com o sofrimento deve ser respeitado e as pessoas têm o direito de morrer com dignidade.

Rita Pereira, 11ºC

A vida humana como um valor intrínseco

a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, por isso, não precisamos de nos encarregar disso

A eutanásia é um termo que deriva do grego “ευθανασία” e que significa “boa morte”, ou seja, é uma forma de terminar com a vida de um doente em fase terminal ou numa situação de saúde delicada, acabando com o seu sofrimento de uma forma controlada e assistida por um especialista.

eutanásia 3Eu defendo que a eutanásia não devia ser praticada porque a vida de uma pessoa é um direito e não deve, por isso, ser violada (independentemente da situação em causa).

Quem defende a eutanásia não vê a vida humana como um valor intrínseco pois, para si, a condição necessária para viver são as qualidades subjacentes à vida, como por exemplo a saúde e não a vida em si mesma. Apesar de se dever reduzir o sofrimento de uma pessoa ao máximo, matá-la é uma solução radical, pois existem tratamentos que podem ser administrados aos pacientes e que atenuam as suas dores, ainda que possam aproximar a hora da morte.

A prática da eutanásia também não pode ser justificada pela redução dos custos de saúde, devido ao facto de uma vida ter um valor muito superior e incomparável ao de qualquer quantia de dinheiro que se possa poupar. Esta prática também pode ser considerada uma solução fácil, cómoda e egoísta para resolver a situação por parte dos familiares do paciente, já que o seu dever seria ajudá-lo dando lhe amor, carinho e compaixão.

A única forma de morrer dignamente não é ter uma morte “fácil”, neste caso, pela prática da eutanásia. Por isso, a expressão “direito de morrer” não passa de uma “máscara” que os defensores da eutanásia arranjaram para o termo “direito a morrer em paz”, pois todos nós iremos morrer e, eutanasia 2por isso, não precisamos de nos encarregar disso.

Por outro lado, não sabemos até que ponto é que o estado de saúde de uma pessoa pode melhorar para que ela possa voltar a ter uma vida com condições mínimas. Portanto, ao retirarmos a vida a um doente podemos estar a retirar-lhe a hipótese de ele recuperar e voltar a ter uma vida decente.

Muitas vezes também acontece que os pacientes tomam a decisão de que querem que lhes seja aplicada a eutanásia, por influência dos médicos, familiares ou amigos, o que não é correto, pois estes deviam apoiar o paciente a ultrapassar a situação e não torna-la ainda pior (fora os casos em que a eutanásia é praticada sem o consentimento do doente).

Deste modo, defendo que a eutanásia não deve ser legalizada, pois caso isso aconteça, os casos de morte por eutanásia vão aumentar desmedidamente, porque as pessoas já não ponderarão tanto sobre o assunto, já que este é permitido por lei.

Gonçalo Rolo, 11ºC

 mar_adentro(*) Mar Adentro, de Alejandro Amenábar (2004), uma sugestão da autora a não perder.

Ilustrações dos textos daqui, daqui, daqui e daqui.

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O escravo apenas tem um senhor, o ambicioso tem tantos quantos lhe puderem ser úteis para vencer.

Jean de La Bruyère,   1645-1696

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Com o desejo  que os livros da nossa BE ganhem cada vez mais leitores, resolvemos desta vez dar primazia às obras de divulgação científica. Para tal, esta Estante ganhou honras de palestra (Ler… Ciência.. é um prazer), já anunciada anteriormente aqui no Bibli, não só com o objectivo de publicitar algumas obras disponíveis mas, de uma maneira mais geral, despertar nos alunos da área de Ciências e Tecnologias do Ensino Secundário o gosto por essas leituras.

Assim, tivemos o professor César Pereira, coordenador do Departamento dessa área,  como leitor entusiasta e principal proponente das obras que nessa área a nossa BE tem adquirido nos últimos anos. O professor César falou brevemente de 11 obras por si seleccionadas, tentando demonstrar aos alunos como a sua leitura pode ser importante, mas também divertida, pois frequentemente propõe a explicação para fenómenos de um quotidiano muitas vezes misterioso que rodeia a nossa vida e a nossa história biológica e geológica.

Num segundo momento, o professor Miguel Almeida, convidado na qualidade de autor, também se referiu a diversas obras que considerava marcantes e assumiu ser igualmente um leitor atento dessa área, pois para ele é evidente que uma das motivações e inspirações de quem escreve é o prazer de ler e descobrir o que os outros escrevem.

Porém, a sua comunicação centrou-se essencialmente na apresentação da sua obra Um Planeta Ameçado, em que diagnostica a situação do precário equilíbrio ecológico em que se encontra a “nossa casa comum” e preconiza as soluções urgentes e possíveis para a nossa sobrevivência como espécie, advogando simultaneamente um papel mais relevante do saber técnico-científico para a decisão política em todos os níveis do poder, assim como,  complementarmente, uma ética associada à ciência que lhe permita ter sempre como objectivo o bem estar do ser humano.

Finalmente, reiteramos aqui o desafio que já lançámos no início da palestra aos alunos presentes e a todas as turmas desta área do Secundário para a escrita de um pequeno ensaio sobre uma das 12 obras comentadas, sendo os dois melhores premiados com um exemplar de uma delas.

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Atualmente, temos observado que as mudanças climáticas estão dando que falar. E se nós não nos preocuparmos agora com o futuro bem próximo, não estaremos colocando a vida dos nossos filhos e netos em perigo, mas a nossa própria vida. Este tema está na mira dos grandes filmes de Hollywood como: “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”.

Existem muitas maneiras de ajudar a preservar o meio ambiente e colaborar para um mundo melhor, como a promoção das energias renováveis, da agricultura sustentável, da reciclagem do lixo, etc. No caso das energias renováveis, existe a energia hidráulica, que provém da energia produzida pelas barragens, construídas em cursos de água;  a energia solar, que advém da energia produzida pela luz do sol, e geralmente é transformada pelos paineis solares; a energia eólica e provém do vento, por outras palavras, energia produzida pelas correntes aéreas;  a Biomassa, energia que provém  da transformação de produtos vegetais ou animais, que são transformados em energia calorífica e eléctrica; etc. O Sol é outra grande grande fonte de energia para o planeta Terra. O Sol é a estrela mais próxima do nosso planeta, fica cerca de 150 milhões de Km. Hoje em dia, existem muitos processos tecnológicos para o aproveitamento da energia solar. A energia solar está englobada no grupo das energias renováveis, ou seja, que não esgotam e estão a disposição do homem, de forma gratuita.

Portugal é um país extremamente rico no que diz respeito às energias renováveis; o que falta é um melhor aproveitamento, dado que é uma fonte de energia  pura, inesgotável e gratuita. Porém há alguns “senãos”:

  • Os custos de investimento são muito altos;
  • A disponibilidade de áreas, pois ocupam muito espaço;
  • A proximidade das urbanizações a abastecer.

“As energias renováveis são um investimento necessário e urgente em Portugal. A sua elevada insolação deveria ser melhor aproveitada com recurso à radiação solar, por exemplo. Assim, o desenvolvimento sustentável torna-se uma realidade mais próxima, produzindo energia sem que esta tenha consequências negativas ou que comprometa futuras gerações. É importante que esta sociedade tenha uma maneira de pensar mais inovadora e consciente, pois o nosso presente não pode constituir um obstáculo ao futuro. Desenvolvidos, mas consciente” (Raquel Pires).

As mudanças climáticas já estão causando impacto no nosso planeta: a subida da temperatura média, as alterações dos níveis de precipitação,  o espaço coberto de neve, o aumento do nível do mar, etc. O clima do nosso planeta está alterando-se, ano após ano. A subida média da temperatura global é de 0,76º C, contudo em alguns lugares o aumento é ainda maior. Estas mudanças climáticas têm algumas consequências como o descongelamento do árctico e da Gronelândia; a subida do nível do mar; o aumento das extensão dos desertos. Alguns países da América do Sul como o Brasil, até então com clima tropical, onde isto nunca tinha acontecido, entra na rota dos ciclones, e os furacões estão cada vez mais intensos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que em 2030, as alterações climáticas levarão à morte de 300 mil pessoas por ano.

A atividade industrial está relacionada com uma certa degradação do meio ambiente, dado que não há processos de fabrico totalmente limpos. Há vários níves de perigosidade das indústrias, depende do tipo de indústria, processos e substâncias. Em Portugal ela desenvolveu-se sem planeamento, o que provoucou poluição, em alguns casos específicos. Assim, isto implica uma maior fiscalização ambiental  é melhor organização no controlo da poluição.

Tornou-se então  indispensável às autoridades, tomarem medidas que visam eliminar ou diminuir o nível de poluição, cujas principais origens são:

  • As tecnologias utilizadas, muitas vezes envelhecidas e fortemente poluentes, com elevados consumos energéticos e de água, sem tratamento adequado dos afluentes com rara valorização de resíduos;
  • Localização das unidades em zonas ecologicamente sensíveis, perturbando e prejudicando a fauna, a flora; etc.

Há muitas medidas que cada um de nós podemos tomar para tornar o mundo melhor:

  • Minimizar os gases da atmosfera;
  • Diminuir o uso de produtos químicos na agricultura, porque eles poluem e os solos e contaminam os lençóis de água;
  • Separar o lixo doméstico e fazer reciclagem;
  • Evitar o desperdício de água.

Enquanto os donos das indústrias só derem valor ao dinheiro, vai ser muito difícil o mundo conseguir vencer esse mal, porém, há muitas organizações para proteger a humanidade desses “monstros”, como a Greenpeace e a WWF. Mas a realidade, todo nós já sabemos, é que, enquanto houver muito dinheiro envolvido, é muito difícil de mudar a situação. Porém é certo que essas pessoas que ganham dinheiro fazendo isso, amanhã provavelmente irão gastar grande parte do que ganharam hoje, com os seus filhos e netos tentando sobreviver neste mundo que os seus pais e avós ajudaram a ficar doente. Vivemos num mundo em que o importante é ganhar, sem medir as consequências de tais actos.

Não podemos esperar mais para fazer a mudança, mesmo você que pensa que não pode fazer nada, você pode! Basta fazer pequenos gestos em casa, que você já estará contribuindo para um mundo melhor: reaproveitar a água da chuva para regar a relva, evitar o desperdício de água na hora do banho, de lavar a loiça, , usar produtos que sejam amigos do ambiente ou evitar o uso do carro em pequenas distâncias.

Ajude a salvar o planeta das mudanças climáticas, antes que elas mudem você e seu estilo de vida.

Luiz Monteiro, 11ºE

imagens seleccionadas pelo autor do post: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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Perguntámos  no início do ano lectivo, na nossa Sondagem do Mês, que factores poderiam contribuir mais para o melhorar.

Contabilizados os votos, há a destacar um razoável número de participantes, tendo 30% considerado que uma maior responsabilização das famílias seria o mais importante para melhores resultados. De facto, algumas mudanças sociais passaram a atribuir à escola, quase em regime de exclusividade, a tarefa de educar as crianças e os jovens, sentindo-se muitos pais desresponsabilizados pelo seu processo educativo, que certamente vai muito para além do que a melhor escola lhes pode dar. O outro lado da moeda talvez seja uma recente participação mais activa das associações de pais nos órgãos de gestão, tornando-os corresponsáveis pelas decisões da instituição que socialmente prepara o futuro dos seus educandos.

Sem grandes surpresas, a satisfação profissional dos professores, colheu o segundo lugar nas preferências, com 20% dos votos. As constantes reformas no ensino e alterações nas condições da carreira docente não têm  certamente criado um ambiente muito favorável ao seu desempenho. Mas este tema levar-nos-ia muito mais longe que um simples apontamento aqui no Bibli recomendaria…

Em terceiro, com 8%, uma maior preparação dos professores e uma maior autonomia na gestão das escolas leva-nos para o lado técnico-organizacional do ensino.. e quem sabe se estes factores não estarão de alguma forma associados ao anterior.

Finalmente, instrumentos jurídicos, como o Novo Estatuto do Aluno ou a melhoria dos recursos materiais, como a intervenção do PTE e do parque escolar nas escolas, recolhem 6% e 4%, respectivamente das preferências dos leitores.

Mas, mal ou bem,  o ano lectivo já está em marcha, é tempo de propor-vos uma nova sondagem sobre um tema que desde há algum tempo está na ordem do dia, pelas melhores ou piores razões: qual a característica mais marcante das redes sociais (blogues, marcadores sociais, Twitter, Facebook, etc.)?

Dificilmente esta forma de comunicação, disseminada a uma velocidade exponencial, levantaria mais dilemas, ambivalências em relação ao seu papel na nossa sociedade do que qualquer outra anteriormente experimentada. Se, por um lado, uns a diabolizam pelo excesso de exposição da intimidade, os perigos das amizades virtuais, o excesso de ruído e de informação, que não substituem o conhecimento,  a reprodução em vez da produção, outros há que defendem o dever moral da partilha, a multiplicidade de fontes de informação, a velocidade e a capacidade que alcançámos no acto comunicativo, e todo um novo paradigma de interacção social, ensino e aprendizagem que rapidamente se está desenvolvendo.

E você, leitor, o que acha?

(dê-nos o seu “clique” no painel lateral do blogue: Sondagem do Mês)

Fernando Rebelo

imagens: daqui e daqui

Outras sugestões:

 

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Na sequência do post anterior, que publicita um concurso onde a criatividade é proposta como alternativa à mediocridade produtiva e moral do plágio, transcrevemos um artigo publicado na EDUCARE, que aborda este tema, bem actual,  no contexto dos trabalhos dos alunos.

Alunos plagiam cada vez mais

Lusa / EDUCARE| 2010-02-08

Coordenadora do EU Kids Online Portugal alerta para o aumento de utilização da Internet por crianças e jovens na realização de trabalhos escolares, sobretudo com o objectivo de plagiar.

“As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse à agência Lusa a investigadora Cristina Ponte, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala terça-feira.

3 Monkeys, Millie Ballance (in http://sandrapontes.com/)

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio.

“Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.

Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”.

A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projecto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.

“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.

Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os 6 e os 16 anos, afirmam que “não utilizam nada” a Internet, recordou.

A EU Kids Online está actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os 9 e os 16 anos e aos pais.

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Com o novo ano, damos início a uma nova rubrica: o João Cristo propôe-se a escrever sobre outros temas desportivos que não o futebol, visto que este já inunda os media de uma forma quotidiana e massiva.

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O termo doping tem origem na palavra doop que se referia a um sumo viscoso obtido do ópio que já era utilizado no tempo dos gregos. Já desde o sec. III a.C.  que os gregos usavam cogumelos alucinogénicos para aumentar o rendimento do atleta. Os atletas romanos também tomavam estimulantes, muitos usavam a cafeína, álcool, ópio e outras substâncias.

Hoje em dia, o termo doping, em português dopagem, é o uso de qualquer substância proibida pela regulamentação desportiva com a finalidade de promover o aumento ilícito do rendimento do atleta.

Com o avanço da ciência, existem técnicas muito sofisticadas e dispendiosas na detecção das substâncias dopantes, paralelamente, novos métodos e novas substâncias  surgem, o que torna muitas vezes indetectável, no momento, o seu uso. É como se fosse um jogo do gato e do rato: existe um constante  aperfeiçoamento técnico para a detecção do doping, mas, por outro lado, continua também a busca de substâncias e métodos não detectáveis pela ciência actual.

Longe vão os tempos em que os atletas entravam numa prova desportiva pelo prazer de competir. É claro que também ambicionavam a vitória, mas era pelo prazer puro da prática desportiva. São os valores da prática pura pelo prazer da actividade física, sem distorcer a verdade desportiva que a nossa sociedade está empenhada em promover, daí o apertado controlo anti-doping que se verifica nas provas de maior interesse nacional e internacional.

Os praticantes de desporto de alta competição sentem-se muitas vezes pressionados para obterem melhores resultados nas provas, recorrendo assim a certos medicamentos com substâncias que aumentam a força física, a massa muscular que diminuem os estados de fadiga provocados pelo dispêndio de energia. Também o desporto se tornou para muitos atletas uma profissão, caso do ciclismo, do futebol, do basquetebol, entre outros e assim, com a pressão de não perderem as oportunidades e obterem a melhor prestação desportiva, estes atletas recorrem desta forma às substâncias a fim de manterem os seus interesses profissionais.

Devemos combater o doping porque contradiz totalmente a finalidade do desporto. O desporto contribui para o bem estar físico, mental e social do ser humano e fomenta uma melhor cidadania e aperfeiçoamento das sociedades. Ao utilizar o doping para atingir os resultados, o ser humano está a enganar-se a si próprio e as suas capacidade e potencialidades naturais.

João Cristo, 10ºB

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