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(..) a gestação de um novo indivíduo é apenas possível com os centríolos provenientes do homem, pois sem eles ou o embrião não se desenvolve, ou o corpo rejeita-o (…)

Na sequência de estudos no campo da infertilidade, surge agora em Portugal uma centríolosdescoberta revolucionária que poderá permitir avanços significativos num possível tratamento. Juntamente com os seus colegas de equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência,  a investigadora Mónica Bettencourt-Dias, revela a importância da eliminação de minúsculas estruturas (centríolos) nas células da mulher, que permitem o normal desenvolvimento dos bebés.    

Desde o século XX que era do conhecimento da comunidade científica, que os centríolos da mãe eram eliminados no momento da formação do ovo e que, no seu lugar, ficavam os do pai, nomeadamente, os do seu espermatozóide, sendo os do novo ser exclusivamente deste.

  • Que implicações têm estas estruturas na fertilidade humana?
  • Por que razão os centríolos da mãe são eliminados?

De modo a responder a estas questões, foram feitas experiências com a “mosca da fruta”.

centriolos2

Fig.1 – Experiências feitas por Mónica Bettencourt Dias

A experiência consiste na utilização de “moscas de fruta”, de modo a mostrar o papel que os centríolos têm na fertilidade. Para comparar, houve manipulação experimental. Primeiro, eliminaram-se os centríolos, onde foi possível observar o desenvolvimento do embrião. E segundo, mantiveram-se os centríolos. Aqui, foi possível observar que não houve desenvolvimento do embrião.

Observando os resultados foi possível afirmar que, sem o desaparecimento dos centríolos na formação do ovo, não se dava a gestação de uma nova mosca.

Assim, se os centríolos da mãe não forem eliminados, o que acontece é que, o ovo fica com estas estruturas a mais: “um céu estrelado de centríolos”.

ceu de centriolos

Fig.2 – Ovo onde os centríolos maternos foram artificialmente
mantidos, criando a imagem de um “céu estrelado”

Acontece que, na presença de centríolos a mais ocorrem divisões celulares anormais e o embrião ou não se desenvolve, ou é abortado/rejeitado pelo corpo da mulher, revelando infertilidade.

  • O que aconteceria se o ovo mantivesse os centríolos da mãe e dispensasse os do pai?

Antes da formação do ovo a célula feminina tem centríolos, o que levou os cientistas a pensar na possibilidade de uma mulher se reproduzir sozinha, tal como alguns animais o fazem.

Para verificar isso, foi realizada uma nova experiência com a “mosca da fruta”, mantendo os centríolos femininos: “Quando mantivemos os centríolos nas fêmeas, isso não foi suficiente para serem independentes na fertilidade (sem precisarem do macho) ”.

Concluiu-se que, o único momento em que o nosso organismo permite que uma célula perca os seus centríolos é no ovo e porque vai ser receber estruturas idênticas, que assegurarão a normal divisão das células e o desenvolvimento do bebé.

Caso contrário, se os centríolos da mãe permanecessem na célula, o embrião não se desenvolveria deixando então, as mulheres dependentes dos homens para se reproduzirem.

Em suma, a gestação de um novo indivíduo é apenas possível com os centríolos provenientes do homem, pois sem eles ou o embrião não se desenvolve, ou o corpo rejeita-o, revelando um impedimento na procriação sem o homem.

É de destacar a importância desta investigação na área científica, uma vez que trará a toda comunidade novas perspetivas sobre a reprodução, classificando-a como um avanço da ciência.

Marta Laranjeira e Olga Pantelei, 12ºB

Referências Bibliográficas

Informação/Artigo:

Imagens:

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Cordeiro Pascal, Josefa de Óbidos

O que tem a ver algo tão  solene como a celebração da morte e ressurreição de um homem, dito filho de deus,  há mais de 2000 anos, com o cabrito assado, os ovos e as amêndoas coloridas, os coelhos a correrem pelos bosques?

É, ao fim e ao cabo, a mescla, mais do que a síntese, de diferentes tradições (à semelhança  do que acontece com o Natal)  que constitue os nossos rituais pascoais.

ícone da ressureição – Anastasis

 Páscoa, segundo muitos especialistas no assunto, provém assim, quer etimologicamente, quer como tradição, da festa judaica Pessach (“passagem”) que celebra a libertação do povo de Israel da servidão no Egipto. A “passagem” não se refere porém a essa libertação mas à passagem do Anjo da Morte que dizimou todos os primogénitos egípcios e convenceu por fim o faraó a deixar sair os judeus. Em agradecimento a deus, segundo era tradição na época, foi sacrificado um cordeiro, que curiosamente ainda é um dos nossos pratos tradicionais nesta época.

Também mais  antiga que a  festa litúrgica da ressurreição, é a celebração  da fertilidade nas religiões europeias pré-cristãs, associada à primavera, ao ovo e à lebre, que nos chegou até hoje como uma versão mais leve e doce desta quadra. A sua origem está  ligada à deusa do amanhecer ou da fertilidade Eostre (ou Ostera), o que fez com que em algumas línguas germânicas, como o inglês e o alemão (Easter e Ostern, respectivamente), tenham mantido essa etimologia para designar esta quadra, mesmo após a cristinianização.

Ovos de Páscoa, Igor Oleynikov (via Pinzelladas al món)

Mas, seja acreditando numa redenção universal através da morte e ressurreição de um homem-deus, celebrando uma libertação comendo um cabrito assado, ou simplesmente imaginando coelhos pintando ovos de fertilidade, o certo é que qualquer Easter, Pessach ou Páscoa acompanham a renovação colorida que cada primavera traz, lembrando-nos a capacidade que a natureza tem de produzir ciclicamente algo novo e pujante – o que, em tempos de crise, já não é mau.

Boa Páscoa!

Fernando Rebelo

fontes: Wikipédia

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