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Posts Tagged ‘Tempo’

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Em Outubro, Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, associe-se ao Festival Literário Internacional de Óbidos, cujo o tema é “O Tempo e o Medo”. Seja destemido e venha participar no Fólio Educa.

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relogio2Muitas vezes, ao longo do dia, perdemos alguns segundos a ver as horas: quanto falta para a aula de português acabar; para saber se o autocarro daquela carreira rotineira já passou; quantas horas teremos de sono. Enfim, são inúmeras as ocasiões em que perdemos tempo preocupando-nos com o tempo.

Dispensando agora um pouco do nosso tempo para falar sobre ele, concluímos que a este se pode chamar  ingrato. Ora passa rápido, ora passa devagar. Por exemplo, quando estamos a fazer algo aborrecidos ou contrariados, o tempo vira-se contra nós, demorando a passar. Assim que este nos vê felizes, a fazer algo prazenteiro, parece que faz de propósito e acaba com essa nossa felicidade, fazendo com que essas horas ou minutos pareçam uns míseros milésimos de segundo.artlimited_img330827

Tal como já foi referido, é um ingrato. Resta-nos a nós, submissos ao tempo, tentar manipulá-lo – missão impossível… pois, enquanto tentamos manipulá-lo, ele continua a passar e continuamos a dar-lhe a atenção que não merece, não escondendo o que sentimos.

Por isso, antes que o tempo acabe, devemos ver cada situação do dia a dia de forma positiva, até ao último segundo, antes que este nos tire o pouco tempo que temos.

Filipa Beirão, Joana Carrilho e Micaela Pina, 10º I/J

imagens editadas daqui e daqui

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img079DAVIES, Paul (2003), Como construir uma máquina do tempo, Gradiva, Lisboa, 1ª ed. – localização na BE: 53. DAV (*)

Sempre que ouvimos falar em máquinas do tempo, pensamos em muitos filmes de ficção científica em que estas aparecem. Para a maioria das pessoas viajar pelo tempo é algo fictício e não realizável. Depois de ler um pouco do livro de Paul Davies entendi que as máquinas do tempo são algo que pode ser realizado com os recursos necessários à sua construção.

As primeiras páginas do livro referem desde logo que todos nós somos viajantes do tempo, pois se ficarmos parados seremos, obrigatoriamente, transportados para o futuro, um segundo de cada vez.

Gostei, especialmente, de uma parte do livro que exemplificava o efeito que o movimento tem sobre o tempo:

Os gémeos Ana e José decidem testar a teoria de Einstein. Assim, a Ana embarca numa nave espacial em 2002 e lança-se a 99% da velocidade da luz para uma estrela próxima situada a 10 anos-luz de distância. O José fica em casa. Ao alcançar o seu destino, a Ana dá a volta e regressa imediatamente a casa à mesma velocidade. O José verifica que a duração da viagem da Ana foi um pouco mais de vinte anos terrestres. Mas a Ana experimenta o tempo de forma diferente. Para ela, a viagem durou menos de três anos, de modo que, quando regressa à Terra, constata que a data aqui é 2022 e que o José é dezassete anos mais velho do que ela. A Ana e o José são agora gémeos com a mesma idade. Com efeito, a Ana foi transportada dezassete anos para o futuro do José. Com uma velocidade suficientemente alta, pode «saltar-se» para qualquer data no futuro.

Achei bastante interessante a secção do livro que falava dos buracos-de-minhoca. Um buraco-de-minhoca é uma espécie de “atalho” entre dois pontos no universo. Uma teoria hipotética, mas que permite viagens entre lugares muito distantes a uma velocidade igual à velocidade da luz.

No final do livro ficamos a pensar: máquinas do tempo… realidade ou ficção?

Miguel Cunha, 10ºC

(*) obra escolhida pelo aluno-autor no âmbito de uma Biblioteca Portátil de Física promovida numa turma da professora Laila Ribeiro

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olhando 2012, Francesca Cosanti

Cada ano pretende ser um ciclo que se encerra para começar um outro que todos desejam que possa ser melhor, ou pelo menos não pior que o anterior. Deita-se fora o Ano Velho (às vezes literalmente desfazendo-nos de coisas velhas, já sem uso) e saúda-se efusivamente com fogo e ruído a chegada do Novo.

O que significará realmente entrarmos em 2012? Para os eternos apocalípticos, o final dos tempos ou, pelo menos, dos tempos tal como os conhecemos, a dar fé em algumas interpretações de calendários de culturas ancestrais, nomeadamente dos Maias. Será que esta visão ancestral se refere ao colapso do Euro? Ao fim do sistema financeiro? O que é certo é que, ao ouvirmos as notícias todos os dias, não necessitamos de  interpretações complexas de calendários antigos para temer a imprevisibilidade do futuro.

Mas em que ano estamos afinal? Para os Judeus, em 5772 – os anos que o mundo tem desde o dia da sua criação; para os Muçulmanos em 1432, contados desde a data da fuga de Maomé de Meca para Medina. Finalmente, para os chineses e outros povos orientais, vivemos em pleno 4709 até 2 de Fevereiro de 2012. No entanto, até o conceito de “ano” como medida de tempo varia na sua conceção, pois enquanto o calendário Muçulmano é um calendário lunar puro, o hebraico e o chinês são lunissolares. Porém, o que nos dá, ao fim e ao cabo, pretexto, na noite de hoje, para tanto alarido é o calendário gregoriano, que diversas globalizações acabaram por tornar universal.

Jano

Curiosamente o mês que à meia-noite começa, janeiro, deve o seu nome ao deus romano Jano, o deus das escolhas e decisões, das entradas e das saídas, dos princípios e dos fins. Jano foi sempre representado com 2 caras – e reza a tradição que se uma olhava o passado, a outra fitava o futuro; se uma era pessimista, a outra, por seu turno, expressava otimismo. Assim, como o futuro vai chegando todos os dias, quer queiramos ou não, sob este calendário ou outro qualquer, ao menos que possamos olhá-lo com a cara  otimista de Jano.

Bom Ano.

Fernando Rebelo

imagens daqui, daqui e daqui

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Jane e Louise Wilson

O que me fez escolher Tempo suspenso (Suspending time), de Jane e Louise Wilson, exposição inaugural da nova direcção do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), para a rubrica do Bibliblog, “Morte da estética?” Sobram razões: a estreia de Isabel Carlos* à frente da programação do CAM, o facto de se tratar de uma dupla de artistas, as gémeas britânicas Jane e Louise Wilson (n. 1967) que trabalham e expõem juntas desde dos anos 90, a utilização de vídeos, filmes e fotografias, suportes definidores da arte contemporânea, o sugestivo nome da mostra, “Tempo suspenso”, as alusões históricas aos horrores do século…

Bunker

O que perpassa no enorme espaço que o público percorre, através de objectos tão heteróclitos, é o tempo: o tempo da história, da história dos homens e da história de vida, ou melhor, fragmentos destas histórias, aqui devolvidos pelas memórias, em tempo suspenso, de percursos interrompidos, inflectidos. É esse tempo, e a sua suspensão, que Jane e Louise tentam explorar. As memórias das tragédias do século XX (será que alguma vez as conseguiremos exorcizar?), da II Guerra Mundial ao Holocausto, à Guerra Fria, são as representações mais presentes na obra desta dupla. O seu trabalho assume assim o duplo carácter de documento e de denúncia.

Começa a exposição pelas gigantescas fotografias do que resta das fortificações que integraram a Muralha do Atlântico, estrutura defensiva construída pelos alemães na Normandia (Sealander, 2006); seguem-se as instalações vídeo Stasi City (1997), que nos mostram o interior das instalações da sinistra polícia secreta da RDA.

Em Unfolding The Aryan Papers, a obra mais recente da dupla, reencontramos o cineasta Stanley Kubrick, já desaparecido, através de material recolhido nos seus arquivos pessoais. Projectam-se imagens, guardadas por Kubrick, para um filme passado na II Guerra Mundial. O argumento era sobre uma família de judeus que se salvou forjando um “Ahnenpass”, documentos que atestavam a arianidade. Do arquivo Kubrick projectam-se também imagens originais dos guetos de Varsóvia e Cracóvia durante a guerra, e ainda testes da actriz escolhida para protagonista, Joahnna Steege, há 30 anos atrás. Alternando com estes, surgem ainda registos com depoimentos da actriz hoje em dia, sobre a brusca decisão então tomada por Kubrick, de desistir do filme (o tema causou-lhe uma depressão, a que não terá sido alheio o facto de ter perdido parte da família em Auschwitz, e também porque acabava de estrear a Lista de Schindler, de Spielberg, e, para os produtores, o êxito alcançado por este filme comprometia o sucesso do filme de Kubrick, uma vez que era sobre o mesmo tema) e da decepção que sentiu, pois esperava com este filme alcançar a fama, que, de facto, nunca veio a alcançar.

O tempo passado materializa-se também nas séries fotográficas Oddments (2008/09), na sequência de imagens de portas, ladeadas dos livros antigos e valiosos do célebre livreiro londrino, Maggs. Bros. Ldt, local de grande apreço do nosso rei bibliófilo, D. Manuel II, pois aqui passava longas horas, agora que o tempo em que deveria ser rei lhe tinha sido devolvido e se podia dedicar por inteiro à sua paixão.

Spiteful of Dream

O tempo suspenso, ainda que por minutos, é representado por uma experiência vivida pelas gémeas quando em 1993 estiveram no Porto, onde integraram uma exposição colectiva em Serralves. A série Hypnotic Suggestion 505 é o registo filmado da sessão de hipnose a que então se submeteram, às mãos de dois hipnotizadores, um inglês e um português; 505  era a frase que as restituiria ao estado vigilante.

Noutra sonora instalação vídeo (a introdução de som, música e ruídos quotidianos é outra das possibilidades da video-arte), Spiteful of Dream, 2008, ouvem-se conversas entre homens e mulheres num Centro Comunitário da Bósnia-Herzegovina, relatando experiências traumáticas como refugiados no Reino Unido, enquanto dentro de um gigantesco cubo de rede, um engenhosíssimo jogo de paralelepípedos espelhados reflecte imagens de turbinas em incessante movimento. O conjunto das imagem projectados sobre planos que as sequencializam, e a respectiva banda sonora, confere à instalação uma dimensão escultórica de grande efeito cénico.

Como fio condutor, e ponto de partida da exposição, surgem, pontuando todo o espaço, tanto em esculturas suspensas, como nas fotografias, ou ainda integradas nas instalações, réguas em madeira, com a obsoleta medida Yard (jarda), Yardsticks, testemunhos de um tempo que não volta mais, mas que simultaneamente vai dando a medida e as diferentes escalas de cada peça em exposição.

O sentido desta aparente dispersão (e não descrevi tudo) é dada por uma montagem clarificadora e também pela leitura do catálogo, que inclui uma esclarecedora entrevista às autoras sobre o seu percurso e sobre esta retrospectiva.

Filmes, vídeos, fotografias, arquitecturas e esculturas, fazem emergir as ruínas de um século e de vidas marcadas pela tragédia; a sua percepção (tridimensional), não deixa de ser vivida pelo visitante com alguma emoção, também estética.

* Isabel Carlos, 46 anos, licenciada em filosofia e mestre em comunicação social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, conseguiu uma projecção internacional notável, pertencendo aos júris internacionais das principais bienais de arte, Veneza e São Paulo, estando até agora a dirigir a bienal de Sarjah, nos Emiratos Árabes Unidos, posto que deixou para vir dirigir o CAM., tendo sido recentemente nomeada membro do júri do Turner Prize, um dos prémios de arte mais prestigiados do mundo.

Profª Cristina Teixeira

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