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Posts Tagged ‘Nicholas Sparks’

Como o título desta categoria indica – O Filme da Minha Vida – este artigo era suposto ser dedicado a um filme que, ao longo dos meus 18 anos, me tivesse marcado. Em vez disso, vou referir um que me define atualmente: A Melodia do Adeus  (Título Original: The Last Song). Apesar de preferir filmes como os do Harry Potter, Transformers, ou seja, filmes que são um misto de fantasia, acção, suspense, A Melodia do Adeus identifica-se com muitos adolescentes de hoje em dia.

Retrata a história de uma rapariga adolescente que vai com o irmão mais novo passar o verão com o pai a uma aldeia junto à costa. No início, Ronnie (a rapariga) dá-se muito mal com o pai e estão sempre a discutir. Passados alguns dias, Ronnie conhece um rapaz que a trata como uma princesa, fá-la feliz e assim, Ronnie, devido a toda a atenção de que é alvo, decide acalmar as coisas com o pai, pois não tendo nenhum amigo na aldeia com quem pudesse falar, acaba por fazer dele o seu melhor amigo. Nos dias seguintes, Ronnie vive o sonho de que tudo está bem, até que, numa tarde, o pai vai para o hospital. Ronnie é informada de que ele tem cancro e que não viverá por muito mais tempo. Tudo correra bem até àquele infeliz dia mas, a  partir daí, o seu mundo entra em colapso. Perdeu o pai, o seu melhor amigo, perdeu o amor da sua vida, perdeu tudo.

Esta história acaba assim – não de uma forma feliz, como naqueles filmes em que podemos dizer que “viveram felizes para sempre”, mas de uma forma boa, pois ela acaba por recuperar o seu grande amor e decide seguir o sonho de ir para a universidade de Julliard, para se formar no ramo da música, especializando-se no piano (uma paixão partilhada com o pai).

Na minha opinião, esta jovem era definida pelo seu passado, era definida pelos outros pela sua aparência, pelo carácter forte que demonstrava ter mas, no fundo, só queria uma oportunidade para ser feliz. E só se apercebeu das coisas boas que tinha quando estas se lhe “escaparam das mãos”.

Na vida nem sempre vamos a tempo de as recuperar: por vezes perdemos pessoas de quem tanto gostamos e só nos apercebemos disso muito tempo depois. Este filme deve servir de lição a muitos adolescentes, porque costumam “atirar- se de cabeça” não medindo as consequências e, quando dão por isso, já não há volta a dar.

Joana Falcão, 12ºB

imagens daqui e daqui

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Sabia que na versão original do livro Contacto, de Carl Sagan, não é só uma personagem que tem uma experiência extraterrestre? E que no romance O Nome da Rosa, de Umberto Eco, a rapariga por quem Adso se apaixona acaba no final por ser queimada pela inquisição como feiticeira? Se não sabia, o melhor mesmo é ler o livro…

“Este livro dava um filme!” é um frequente elogio com que brindamos  uma obra literária que, quer pelas emoções que desperta, quer pela qualidade “visual” da história e das personagens, constitui um potencial argumento para uma película. Porém, se é verdade que vivemos desde há décadas numa época muito fortemente marcada pela imagem, há ainda muitos leitores que tendo sido impressionados por determinados livros ficaram completamente desapontados com as suas versões cinematográficas, não obstante a qualidade da fotografia, realização e interpretação dos seus intervenientes.

Como substituir a capacidade evocativa da palavra na nossa imaginação por uma imagem “pronta a ver” ali à nossa frente? Quem poderá alguma vez “filmar” a beleza de certas frases, a descrição literária de uma paisagem, de uma personalidade, o jogo de silêncios e vozes da boa literatura? Mesmo assim, se algumas versões filmadas não passaram de simplificações grotescas de obras literárias, outras conseguiram, se não ganhar autonomia dentro da sua própria linguagem, como obras de arte em sim mesmas, não desmerecer as narrativas literárias em que se basearam, dando-lhes uma projeção mediática que de outra forma nunca obteriam.

O certo é que, se realmente de arte falamos, estamos perante duas linguagens completamente diferentes, com uma técnica, um ritmo e um tempo próprios e com igual potencial para estimular a nossa sensibilidade. Assim sendo, aqui ficam algumas sugestões disponíveis na nossa biblioteca – para que quem só viu o filme, possa ler o livro que lhe deu origem, ou inversamente, descobrir, como leitor, a forma como outros leitores o interpretaram no cinema.

Fernando Rebelo

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