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Posts Tagged ‘Liberdade’

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  • Imagem editada daqui
  • Disponível na BE: Saavedra, Miguel de Cervantes (2010), D. Quixote de La Mancha, Bertrand Editora; localização: 821.1/.9. SAA

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A liberdade como responsabilidade cívica

Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade

Direitos-culturais-na-democraciaVotar é um ato que permite aos cidadãos participar ativamente na vida política do país escolhendo os seus representantes através das escolhas da maioria. Como cidadão, defendo que votar é um dever de todos os cidadãos visto que se trata de uma escolha importante e pode alterar o rumo da região e país que se habita, logo, deverá ser obrigatório.

Isto suposto, ao  atingirem a maioridade, os cidadãos devem votar. Eles fazem parte da vida do país e assim as escolhas tomadas pelos órgãos de soberania irão afetá-los. Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade.

Portanto, ao vermos este direito como algo garantido e por isso abstermo-nos de votar, estamos a direito-dos-povos-2condicionar o rumo do país e a não exercer um direito que foi bastante reivindicado no passado. Depois de tanto de tempo de luta, vamos simplesmente abandonar algo que em tempos foi tão cobiçado? Os cidadãos não se devem abster de votar: os locais de voto são acessíveis, logo não são uma razão para que exista abstenção. Como alternativa, cabe aos órgãos de soberania arranjar meios e incentivos que levem as pessoas a participar nos atos eleitorais.

Democracia1Por outro lado, em relação àqueles que se abstêm como forma de protesto ou apenas porque não sabem em quem votar, eu considero que votar é uma forma de exprimir a opinião de cada um, escolhendo o candidato que na sua opinião pode fazer a diferença. Ao não votar está-se a transmitir a ideia que não se tem opinião, algo que é impossível não ter. Caso os cidadãos queiram protestar contra o atual sistema, podem fazê-lo de outras maneiras – não precisam de condicionar o exercício da liberdade.

Em conclusão,  penso que o direito de voto é um dever que devia ser obrigatório pois condiciona o rumo do país e das regiões e ao não exercer este direito estamos a prejudicar a vida política do nosso país.

Duarte Santigo, 11ºC

O direito de votar, a liberdade de se abster

Acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote

deveres2Para mim, votar constitui um direito e não um dever de cada cidadão. Um cidadão, ao votar, está apenas a “exprimir a sua opinião”, no que respeita a eleição de uma pessoa para um cargo importante para o país. Se esse mesmo cidadão não votar, apenas está a mostrar que nenhum dos candidatos a esse cargo lhe transmite confiança para governar o país em que vive.

Partindo do pressuposto que se aproximam as eleições para o cargo de presidente da República e se apresentam dois candidatos, um cidadão que pretenda votar irá dar importância às respectivas campanhas eleitorais, de forma que possa escolher em qual dos candidatos votar. No entanto, um eleitor que tenha decidido que jamais irá votar, não tomará atenção a estas mesmas campanhas. Penso, por isso, que é “justo” que uma pessoa possa escolher não votar, já que se pode dar o caso de que nenhum dos candidatos apresente as propostas que agradem ao eventual eleitor.

Para além disso, acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum KRAUZE-EU-petition_1indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote, devido ao seu desagrado com mandatos anteriores, inexistência de propostas sugestivas por parte dos candidatos, ou por qualquer outro motivo. Ainda para mais, muitas vezes os cidadãos votam num determinado candidato, não porque pensam que ele seja o “melhor” para ocupar o cargo, mas sim porque de todos é o “menos mau”. Votar por esta razão também não me parece que seja correto, pois é quase como votar em alguém que não nos agrada para ocupar a posição em causa.

Em síntese, penso que votar é um direito de cada cidadão e não um dever seu, pois todos são livres e, da mesma forma que têm o direito ao voto, têm o direito e a liberdade de não votar.

Gonçalo Rolo, 11ºC

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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carlos amaralFoi com livros, poesia, liberdade e evocações de momentos em que essa liberdade não estava ao alcance da esmagadora maioria dos portugueses que decorreu a  Semana da Leitura promovida pela BE da ESDS entre os dias 22 e 27 do passado mês de abril.

Assim, o Prof. Carlos Amaral, com base em alguns excertos da sua obra,  e contando com a colaboração dos alunos Francisco Jordão e Pedro Pendão, encheu de poesia e gesto o espaço da entrada da BE no primeiro intervalo da manhã do dia 23, lembrando que a palavra e a sua interpretação não são só uma forma de arte mas um exercício de liberdade.

Esteve igualmente patente, durante 2 semanas a exposiçãoLivro & Liberdade – que pretendia evocar esse direito pelo qual tantos lutaram. Os visitantes puderam ver alguns facsímiles de  autos de censura de livros desde 1933 a 1974, bastante reveladores da moralidade da época. Neles os “analistas” literários desse lápis azul (na maior parte de um vermelho pleno de raiva censória) tecem considerações acerca da falta de qualidade da poesia de Miguel Torga, da imoralidade da vida de Simone de Beauvoir, e da protagonista do também proibido Bonjour Tristesse (de Françoise Sagan), entre muitos outros a merecer uma atenção mais cuidada do leitor curioso na galeria que abaixo exibimos. Estiveram também expostas cópias de alguns dos mais vistosos cartazes da revolução, completamente desconhecidos dos mais novos, mas ainda na memória de muitos de nós.

Uma palavra especial para todos os que tornaram possível esta Semana da Leitura: para além do prof. Carlos Amaral, as colaboradoras da biblioteca, Helena Amaro e Fernanda Peralta, pelo seu constante entusiasmo e disponibilidade, assim como a prof.ª Luísa Oliveira pela colaboração na seleção documental, a prof.ª Ana Noválio pela seleção de letras e músicas com que a rádio da escola acompanhou o evento e, finalmente,  todos os colegas de Português que desenvolveram atividades nesta semana temática nos seus períodos letivos.

Fernando Rebelo

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Apesar do tempo da ação da peça Felizmente há luar, de Luis de Sttau Monteiro ter lugar em inícios do séc. XIX, a analogia com o período vivido em Portugal antes do 25 de Abril de 1974 é incontornável.  Aqui fica o registo de um trabalho sobre essa obra, realizado pelas alunas do 12º ano do Curso Profissional de Técnicos de apoio à Infância da ESDS,  para evocar este dia, transcorridos 39 anos, e lembrar que felizmente há abril…

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LL2

Tal como anunciado aqui no Bibli, vai realizar-se a Semana da Leitura, entre 22 e 27 de Abril, sob o tema Livro & Liberdade, que pretende juntar as efemérides dos dias 23 e 25 de Abril. Assim, o evento incluirá uma exposição sobre o mesmo tema, com informações sobre a Censura em Portugal no período do Estado Novo, facsímiles dos Autos de Censura de obras de autores conhecidos, tal como uma pequena mostra de cartazes da  revolução.

Teremos ainda no dia 23 de Abril, entre as 10 e as 10:15, uma performance poética na biblioteca, concebida e realizada pelo professor Carlos Amaral e os alunos do Ateliê de Expressão Dramática sob o tema da liberdade.

Por seu turno, a Associação de Estudantes, na pessoa do seu presidente João Simões, responsáveis pela animação sonora dos intervalos, disponibilizou-se para passar nesses dias música e palavras dedicadas à literatura e à liberdade, enquanto os professores de Português deverão dispor de algum tempo dos seus períodos letivos para a realização de atividades com os alunos na mesma linha temática.

Boas Leituras e Viva a Liberdade!

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Para iluminar esta Primavera ainda disfarçada de Inverno, mudemos o refrão e façamos de abril leituras mil. Abril é o mês que une Livro e Liberdade, celebrados respetivamente a 23 e 25,  que será também o tema  para nossa Semana da Leitura, cujo programa em breve anunciaremos aqui no Bibli.

Entretanto aqui fica mais uma Estante com uma seleção da nossa biblioteca – do fomento da leitura à reflexão sobre a cidadania, do encanto do livro ao canto da liberdade…

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Daniel Pennac

Em 1992, Daniel Pennac registava no seu livro Como um romance os Direitos Inalienáveis do Leitor e, não por acaso, logo à cabeça surgia O Direito de Não Ler.

De facto, por mais que custe a professores, bibliotecários, bibliómanos ou simples leitores felizes, assim é: chama-se liberdade. E foi conquistada há 38 anos, quando nesta madrugada de 24 para 25 se acabou, entre muitas coisas, que hoje nos parecem completamente inadmissíveis, com a estupidez tirânica de proibir pessoas de ler certos livros, de ver certos filmes, de ouvir determinadas músicas. Chamava-se censura e já só as gerações mais velhas  se lembram dela.

Não era nada de novo; nem sequer foi inventada por esse estado que se chamou a si próprio de “Novo”. Já existia na cultura ocidental, no index da inquisição, nos outros fascimos, nazismos e quejandos que dominaram parte da Europa no séc. XX. Fosse em nome de um qualquer deus, moral, ou patriotismo acéfalo, outros decidiram o que podíamos ler, ouvir, ver, pensar.

Instituida em 1926, a censura, desse mais tarde chamado Estado Novo, sujeitava a exame prévio tudo o que se escrevia, e apreendia as obras que considerava não alinhadas com a ideologia dominante. O célebre lápis azul, que eliminou palavras, frases, textos de autores como Aquilino Ribeiro, Luís de Sttau Monteiro, Alexandre O’Neil, José Régio, entre muitos outros, impediu uma população de dizer o que queria, de ler o que queria.

E é curioso o critério do que era considerado impróprio: obras didáticas como A Vida Sexual, de Egas Moniz, de 1933 (o nosso outro prémio Nobel), ou a História da Literatura Portuguesa, de José António Saraiva, de 1965 (obra quase incontornável ainda hoje no estudo do tema), eram perigosos manifestos subversivos, antipatrióticos ou imorais, que fazem parte do extenso  registo de 900 obras banidas desde 1933 (a que os leitores interessados podem ter acesso aqui).

É difícil explicar isto a quem não nasceu com isto, a quem, por desconhecimento, ou por estar zangado com os tempos que hoje vivemos, afirma ter saudades daquilo. Mas o certo é que “aquilo” era nem sequer se poder estar a escrever isto, nem mesmo se poder dizer agora que se tem saudades daquilo.

Por isso, com mais ou menos razões para festejar esta madrugada, qualquer que seja o sentido que ainda possa ter ao cabo de 38 anos, mesmo para quem não tem dela nenhuma memória, algo de muito precioso lhe devemos – O Direito de (não) Ler,  a Liberdade de o Dizer.

(dedicado aos meus alunos)

Fernando Rebelo

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