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Posts Tagged ‘Ecologia’

Recordam-se de terem lido os aspetos relacionados com as «ÁREAS URBANAS – DINÂMICAS INTERNAS», na disciplina de Geografia A, que foram abordados no nosso Jornal em artigos anteriores?

Pois é!

Ficámos de vos mostrar de que modo a Geografia nos explica a importância do estudo das CIDADES e das CONDIÇÕES DE VIDA URBANA, na melhoria da qualidade de vida da população em Portugal.

E estamos a cumprir o prometido!

Leonett Abrantes (prof. de Geografia)

Ao estudarmos estes Conteúdos Programáticos, a nossa Professora Leonett Abrantes propôs-nos um trabalho que refletisse as condições de vida urbana, incidindo nos seguintes aspetos:

  • Quais os problemas inerentes às condições de vida urbana?
  • Quais as medidas de recuperação da qualidade de vida urbana?
  • Que importância assume o Programa POLIS na recuperação da qualidade de vida urbana?

 Queres conhecer um pouco mais destes aspetos?

Nas áreas urbanas, principalmente nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, verificam-se alguns problemas que afetam a população. O excessivo crescimento da população e a ausência de planeamento de expansão das cidades para as periferias traz efeitos sociais e ambientais negativos. Numa primeira fase, fase centrípeta, as cidades foram polos de atração da população rural, alimentando uma tendência para a concentração da população e das actividades económicas nos centros urbanos.

Posteriormente, na fase centrífuga, os preços fortemente disputados pelas atividades terciárias de alto nível e levaram à deslocação da população, indústrias e algumas funções terciárias mais exigentes em espaço, em direção a áreas periféricas, alargando o espaço urbano de forma descontínua.

Em Portugal, este fenómeno verificou-se nos anos 50, quando a população rural se deslocou para o litoral, evidenciando a tendência de Litoralizaçãoconcentração da população e das actividades económicas no litoral. Os subúrbios cresceram de forma não planeada, com domínio de blocos de apartamentos ao longo das vias de comunicação, que conferem à população uma maior acessibilidade e um menor custo do solo. Verificou-se, por vezes, o fenómeno da Periurbanização, onde a área fora da coroa suburbana, como o espaço rural, foi ocupado de forma descontínua por indústrias, comércio e serviços, obrigando, consequentemente, ao alargamento das áreas residenciais para trabalhadores.

movimentos pendulares-áreas-metropolitanas-de-lisboa-e-portoDaqui resultou o alargamento das vias de comunicação e da rede de transportes, o que possibilitou uma maior acessibilidade a estas áreas. No entanto, este processo veio agravar a localização dispersa da função residencial e das atividades económicas e intensificar os movimentos pendulares.

Estes processos da suburbanização e periurbanização têm impactes sociais, ambientais e territoriais nefastos, pois, a intensificação dos movimentos pendulares entre as grandes cidades e as áreas envolventes, cada vez mais distantes, aumentam o consumo de combustível e a dependência externa fase aos combustíveis fosseis e prejudicam o meio ambiente, com a grande concentração de gases poluentes enviados para a atmosfera. O aumento da densidade populacional e a necessidade de deslocação causam uma grande pressão sobre o sistema de transportes e, para além disso, a concentração dos transportes aumentam os tempos das deslocações, devido ao congestionamento do trânsito, o que consequentemente contribui para a fadiga e para o ‘stress. Esta excessiva concentração da população denota que os equipamentos públicos são insuficientes e que cada vez mais há um aumento do custo na distribuição da água, energia e saneamento básico, devido à dispersão do povoamento periurbano.tráfego

Embora as cidades ofereçam boas condições de vida à população (os cidadãos dispõem de equipamentos hospitalares, serviços, bancos, clinicas dentárias, centros comerciais, parques de lazer, bibliotecas, escolas de ensino primário e secundário, universidades, etc.), surgem, contudo, alguns constrangimentos resultantes do excessivo crescimento urbano e ausência de planeamento, evidenciando um desequilíbrio entre as infraestruturas urbanas e as necessidades da população, o que coloca em risco a sua sustentabilidade e a qualidade de vida.

A saturação dos espaços e a incapacidade de resposta de algumas das infraestruturas e dos serviços, sobretudo nas redes de distribuição de água e energia, saneamento, transporte públicos, tribunais, finanças, escolas, hospitais e centros de apoio a crianças e terceira idade, são alguns dos problemas das áreas urbanas. A mobilidade e os transportes são essenciais nas cidades para a realização dos movimentos pendulares – de casa ao trabalho e do trabalho a casa. Esta necessidade origina problemas como congestionamento do trânsito, dificuldades de estacionamento pela ausência ou insuficiência de parques de estacionamento, proliferação de parques subterrâneos em locais de risco ou até mesmo invadindo locais históricos.

saturação de infraestruturas

Mais grave ainda, é o agravamento da dependência externa face aos combustíveis fosseis e, ainda, emissão em massa de gases poluentes com ‘efeito de estufa’. Esta crescente quantidade de automóveis por habitante é observada na taxa de motorização (relação entre o número de automóveis e o número de habitantes expresso por 1000 habitantes) e conclui-se que este número tem vindo a aumentar, o que se deve à insuficiência e ineficácia dos transportes públicos urbanos, escassez de carreiras e de percursos, más condições das viaturas, elevado tempo de espera nas paragens, ausência de serviços noturnos, preços elevados e insegurança.

Em Portugal, o arrendamento de imóveis com rendas fixas é o responsável pela degradação de muitos edifícios nas áreas antigas da cidade, visto que as rendas fixas não compensam o investimento do proprietário dos imóveis. O seu rendimento não garante o suficiente para proceder à recuperação das habitações. Por vezes, quando estes edifícios ficam desocupados, por morte ou abandono, e não se procede à demolição ou recuperação, são frequentemente ocupados por clandestinos ou ‘sem abrigo’, na sua maioria imigrantes oriundos da Ásia e África e toxicodependentes. Estes imigrantes, muitas vezes, ocupam bairros de lata onde se destaca a pobreza, marginalidade e criminalidade. Verifica-se, nestas bolsas de habitação precária, a má qualidade de vida, não tendo acesso ao saneamento básica e rede de eletricidade, o que se deve à ilegalidade destes bairros não planeados.

idososO envelhecimento da população acompanha o envelhecimento dos edifícios e levanta problemas sociais de abandono e solidão, sobretudo nas áreas centrais, habitadas por idosos. A população jovem procura habitação nas áreas suburbanas, onde o custo é inferior. Daqui, surge outro problema nas áreas suburbanas: as crianças e adolescentes sofrem por vezes de solidão pela ausência dos pais. Pertencem à chamada “geração da chave”, pois desde tenra idade que têm a chave de casa, ficando entregues a si próprios. Esta solidão reflete-se na indisciplina, no insucesso escolar e no risco de consumo e dependência de drogas e álcool.

Os movimentos pendulares, deslocação casa ao trabalho/escola e do trabalho/escola a casa, causam stresse e doenças do sistema nervoso, devido à fadiga, custos acrescidos e desgaste pelas deslocações diárias.

A cidade, apesar da elevada concentração demográfica e de atividades económicas, é um lugar onde as pessoas se cruzam, mas raramente se encontram, prevalecendo um anonimato difícil de quebrar, acentuando-se a solidão e a ausência de relações de vizinhança.

A conjuntura económica europeia tem contribuído para o acentuado aumento dosolidão dos jovens_geração da chave desemprego de longa duração. Para além de problemas económicos, o desemprego provoca a diminuição de contactos sociais e autoestima e as suas consequências podem ser depressão, alcoolismo, suicídio, etc., o que aumenta a pobreza e a exclusão social. A pobreza urbana inclui os idosos com baixas pensões e reformas, os trabalhadores mal remunerados, as famílias monoparentais, os grupos étnicos e culturais minoritários e as pessoas ‘sem-abrigo’ que vivem em vãos de escada, carros abandonados ou na rua.

As situações de abandono e pobreza propiciam a criminalidade e insegurança dos cidadãos.

metro lisboaA qualidade ambiental é um importante indicador de qualidade de vida urbana. A grande concentração de população e de atividades económicas, transportes, etc., fazem das cidades os principais consumidoras de recursos naturais e de energia e os maiores produtores de resíduos urbanos, exercendo uma forte pressão sobre os ecossistemas. Verifica-se um elevado nível de ruído e de poluição atmosférica, que comprometem a qualidade do ar e a saúde dos habitantes. A forte concentração de gases poluentes provoca a subida da temperatura, o que se deve essencialmente aos materiais de construção e impermeabilização dos solos (o alcatrão das estradas reduz o albedo e aumenta a absorção de calor – é o chamado “clima urbano”); a climatização artificial, com a introdução de ar condicionados na maioria dos edifícios, contribui também para a formação de ‘ilhas de calor’ e os transportes são outro fator que também contribui para que as temperaturas sejam mais elevadas nas áreas urbanas em relação às periferias.

A poluição das cidades é resultado da crescente produção de resíduos que obrigam à construção de equipamentos de deposição e tratamento de lixos e de águas residuais, por exemplo, aterros sanitários e ETAR’S, que, apesar de minorarem os resíduos, são também eles agentes poluidores.

Existe, ainda, para além do ponto de vista ambiental anteriormente referido, a ponto de vista estético das cidades – a “Poluição Visual”. Podemos observar uma forte pressão construtiva, aliado ao custo do solo das áreas urbanas, que está na origem da escassez de áreas verdes para lazer e convívio, assim como escassez de caminhos pedonais, que permitam a separação entre carros e peões e deslocação autónoma de pessoas com deficiência. A paisagem urbana é desvirtuada por numerosas agressões que diminuem a qualidade estética, não só pela presença de equipamentos de ar condicionados, mas, também, pela degradação de edifícios históricos.

Torna-se, assim, necessário proceder ao Planeamento Urbano, como solução destes problemas. É o processo essencial para a prevenção e resolução dos problemas anteriormente referidos. Este planeamento procura gerir a utilização do espaço de forma equilibrada, aproveitando as potencialidades urbanas e criando condições adequadas à população.

reabilitaçao urbanaPortugal tem investido e valorizado as Políticas de Ordenamento do Território, através de alguns instrumentos de gestão, por exemplo, a nível das cidades destaca-se o PMOT (Planos Municipais do Ordenamento do Território) onde se integra o PDM (Plano Diretor Municipal), o PU (Plano de Urbanização) e o PP (Plano de Pormenor), cada um com diversas funções:

PDM – Gestão territorial de nível local que fixa linhas gerais de ocupação do território municipal. Avalia e define estratégias para responder às novas necessidades e potencializar novas oportunidades. Legalmente, este plano tem de ser revisto e renovado no mínimo de 10 em 10 anos.

PU – Integra o PDM e define a organização espacial de uma área de perímetro urbano do território municipal, onde possa ser necessário uma intervenção, nomeadamente a definição da rede viária, localização de equipamentos de uso e interesse colectivo, estrutura ecológica, circulação de transportes, criação de parques de estacionamento, etc.

PP – Desenvolve e concretiza as propostas de organização espacial de qualquer área especifica do concelho, define detalhadamente a forma de ocupação e executa projetos de infraestruturas, arquitetura de edifícios e espaços exteriores.

Para recuperar e revitalizar as cidades, no geral, deve proceder-se à dinamização do tecido económico e social, hoje uma das principais preocupações, tendo em vista a manutenção da centralidade e o repovoamento do espaço. Pretende-se torná-lo competitivo, face às novas centralidades (centros comerciais) e combater a saída dos habitantes para áreas suburbanas.

O uso dos edifícios e dos espaços exteriores leva ao seu envelhecimento e degradação, Requalificação_Urbanasendo necessárias ações de reabilitação urbana, ou seja, intervenções em áreas degradadas para proceder à sua conservação, restauro, reforma, ampliação, transformação, reconstrução, de um edifício, dotando-lhe de melhores condições de habitabilidade e utilização, mas mantendo o estatuto dos residentes e os usos das atividades aí instaladas, ou seja, a função do edifício não é alterada. É através da Iniciativa JESSICA (‘Joint European Support for Sustainable Investment in City Areas’), que é possível aproveitar fundos estruturais da União Europeia (UE), como o FEDER, para a criação de Fundos de Desenvolvimento Urbano, que apoiem projetos de reabilitação urbana e planos integrados de desenvolvimento sustentável.

Outro importante apoio de requalificação urbana é o Programa POLIS – Programa Nacional de Requalificação Urbana e Valorização Ambiental das Cidades, que permite recuperar, transformar e revitalizar a paisagem, tornando-a mais atrativas e melhorando a qualidade ambiental das cidades portuguesas. Foi criado em 2000 com o objetivo de melhorar a qualidade de vida urbana, apoiando a intervenção urbanística e ambiental, visando aumentar os espaços verdes e promovendo áreas pedonais.

A Política POLIS XXI procura responder aos desafios e problemas das cidades, disponibilizando as verbas do FEDER, para apoio da Regeneração Urbana, valorizando os centros históricos e as frentes ribeirinhas e marítimas, possibilitando a qualificação das periferias e a renovação de funções e uso de áreas abandonadas ou com usos desqualificados e, ainda, a reintegração urbana de bairros críticos, de forma a combater a segregação territorial.

Margarida Nunes, 11ºF

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Imagem editada daqui

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Saber mais: Wikipédia; site oficial (em inglês)

imagem daqui

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Atualmente, temos observado que as mudanças climáticas estão dando que falar. E se nós não nos preocuparmos agora com o futuro bem próximo, não estaremos colocando a vida dos nossos filhos e netos em perigo, mas a nossa própria vida. Este tema está na mira dos grandes filmes de Hollywood como: “O Dia Depois de Amanhã” e “2012”.

Existem muitas maneiras de ajudar a preservar o meio ambiente e colaborar para um mundo melhor, como a promoção das energias renováveis, da agricultura sustentável, da reciclagem do lixo, etc. No caso das energias renováveis, existe a energia hidráulica, que provém da energia produzida pelas barragens, construídas em cursos de água;  a energia solar, que advém da energia produzida pela luz do sol, e geralmente é transformada pelos paineis solares; a energia eólica e provém do vento, por outras palavras, energia produzida pelas correntes aéreas;  a Biomassa, energia que provém  da transformação de produtos vegetais ou animais, que são transformados em energia calorífica e eléctrica; etc. O Sol é outra grande grande fonte de energia para o planeta Terra. O Sol é a estrela mais próxima do nosso planeta, fica cerca de 150 milhões de Km. Hoje em dia, existem muitos processos tecnológicos para o aproveitamento da energia solar. A energia solar está englobada no grupo das energias renováveis, ou seja, que não esgotam e estão a disposição do homem, de forma gratuita.

Portugal é um país extremamente rico no que diz respeito às energias renováveis; o que falta é um melhor aproveitamento, dado que é uma fonte de energia  pura, inesgotável e gratuita. Porém há alguns “senãos”:

  • Os custos de investimento são muito altos;
  • A disponibilidade de áreas, pois ocupam muito espaço;
  • A proximidade das urbanizações a abastecer.

“As energias renováveis são um investimento necessário e urgente em Portugal. A sua elevada insolação deveria ser melhor aproveitada com recurso à radiação solar, por exemplo. Assim, o desenvolvimento sustentável torna-se uma realidade mais próxima, produzindo energia sem que esta tenha consequências negativas ou que comprometa futuras gerações. É importante que esta sociedade tenha uma maneira de pensar mais inovadora e consciente, pois o nosso presente não pode constituir um obstáculo ao futuro. Desenvolvidos, mas consciente” (Raquel Pires).

As mudanças climáticas já estão causando impacto no nosso planeta: a subida da temperatura média, as alterações dos níveis de precipitação,  o espaço coberto de neve, o aumento do nível do mar, etc. O clima do nosso planeta está alterando-se, ano após ano. A subida média da temperatura global é de 0,76º C, contudo em alguns lugares o aumento é ainda maior. Estas mudanças climáticas têm algumas consequências como o descongelamento do árctico e da Gronelândia; a subida do nível do mar; o aumento das extensão dos desertos. Alguns países da América do Sul como o Brasil, até então com clima tropical, onde isto nunca tinha acontecido, entra na rota dos ciclones, e os furacões estão cada vez mais intensos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) calcula que em 2030, as alterações climáticas levarão à morte de 300 mil pessoas por ano.

A atividade industrial está relacionada com uma certa degradação do meio ambiente, dado que não há processos de fabrico totalmente limpos. Há vários níves de perigosidade das indústrias, depende do tipo de indústria, processos e substâncias. Em Portugal ela desenvolveu-se sem planeamento, o que provoucou poluição, em alguns casos específicos. Assim, isto implica uma maior fiscalização ambiental  é melhor organização no controlo da poluição.

Tornou-se então  indispensável às autoridades, tomarem medidas que visam eliminar ou diminuir o nível de poluição, cujas principais origens são:

  • As tecnologias utilizadas, muitas vezes envelhecidas e fortemente poluentes, com elevados consumos energéticos e de água, sem tratamento adequado dos afluentes com rara valorização de resíduos;
  • Localização das unidades em zonas ecologicamente sensíveis, perturbando e prejudicando a fauna, a flora; etc.

Há muitas medidas que cada um de nós podemos tomar para tornar o mundo melhor:

  • Minimizar os gases da atmosfera;
  • Diminuir o uso de produtos químicos na agricultura, porque eles poluem e os solos e contaminam os lençóis de água;
  • Separar o lixo doméstico e fazer reciclagem;
  • Evitar o desperdício de água.

Enquanto os donos das indústrias só derem valor ao dinheiro, vai ser muito difícil o mundo conseguir vencer esse mal, porém, há muitas organizações para proteger a humanidade desses “monstros”, como a Greenpeace e a WWF. Mas a realidade, todo nós já sabemos, é que, enquanto houver muito dinheiro envolvido, é muito difícil de mudar a situação. Porém é certo que essas pessoas que ganham dinheiro fazendo isso, amanhã provavelmente irão gastar grande parte do que ganharam hoje, com os seus filhos e netos tentando sobreviver neste mundo que os seus pais e avós ajudaram a ficar doente. Vivemos num mundo em que o importante é ganhar, sem medir as consequências de tais actos.

Não podemos esperar mais para fazer a mudança, mesmo você que pensa que não pode fazer nada, você pode! Basta fazer pequenos gestos em casa, que você já estará contribuindo para um mundo melhor: reaproveitar a água da chuva para regar a relva, evitar o desperdício de água na hora do banho, de lavar a loiça, , usar produtos que sejam amigos do ambiente ou evitar o uso do carro em pequenas distâncias.

Ajude a salvar o planeta das mudanças climáticas, antes que elas mudem você e seu estilo de vida.

Luiz Monteiro, 11ºE

imagens seleccionadas pelo autor do post: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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A minha posição em relação a este tema é que o Homem não tem sequer o direito de fazer o que actualmente faz à natureza. Não tem o direito de a transformar do modo como está fazendo, isto é, transformá-la do modo que lhe convém, porque, ao fazê-lo, está a prejudicar também todos os habitantes terrestres.

O homem, ao degradar a natureza, está também a destruir o seu próprio habitat. Se virmos bem, nenhum animal não-humano tem esse comportamento porque isso seria terminar, conscientemente, com a actual geração, bem como com as gerações seguintes e, consequentemente, com a sua própria espécie.

É isso que o Homem realmente faz, usando a sua inteligência contra si próprio e não a seu proveito a longo prazo. Os animais não-racionais são assim bastante mais avançados que o Homem, animal racional, neste campo.

Mas, o pior de tudo, é que quando o Homem polui ou degrada a natureza, não está somente a destruir a sua espécie, mas está também a destruir todas as outras espécies terrestres.

Quando o Homem começou a habitar o planeta Terra, já existiam milhares de espécies  há milhares de anos. O Homem não pode pensar que tem o controlo do mundo e fazer o que quiser com ele, pois o Homem, sejamos sinceros, tem um papel bastante irrelevante para a natureza e para o planeta Terra. Ele está no topo da cadeia alimentar e, se por alguma razão, deixar de existir, não irá provocar grande alteração no ecossistema terrestre, pois não desempenha nenhuma função vital para a natureza e para o planeta, como é, por exemplo, o caso das plantas, que regeneram o ar que respiramos, ou as minhocas que degradam a matéria debaixo da terra contribuindo para o ciclo da vida.

Os seres humanos têm assim que reter na consciência que não é o mundo que depende do Homem, mas é o Homem que está dependente do mundo, só assim ele conseguirá mudar as suas acções deprimentes e degradantes para com a natureza.

Gonçalo Mordido, 11º B

Hoje em dia testemunhamos uma grande mudança na natureza, devido à acção humana. É inquestionável que o Homem sempre tende a desvendar o desconhecido, a promover o desenvolvimento tanto intelecual como tecnológico. No entanto, o Homem, para tal, não reflecte nas consequências que, na minha opinião, são desastrosas tanto para si próprio como para o meio ambiente. Será então correcto o Homem transformar ou modificar o rumo da natureza? Julgo que não, pois sendo o Homem parte integrante da natureza, não tem o direito de a alterar.

O Homem é um ser imperfeito com muitos defeitos e,como a sociedade é constituída por humanos, é inevitável que a sociedade seja também imperfeita e desequilibrada. A meu ver, o Homem é egoísta e egocêntrico, não tendo em consideração o que o rodeia, sendo a ignorância ambiental um dos seus piores defeitos. Digo isto porque o meio ambiente é a razão da nossa sobrevivência e o Homem, como não se apercebe disso, altera-o a fim de satisfazer as suas necessidades. Mas que adianta dar mais importância à tecnologia do que ao ambiente? Obviamente nada, pois sem o ambiente em boas condições, estamos a pôr em risco a nossa sobrevivência.

Outro exemplo da interferência humana na natureza é a clonagem, envolvendo questões morais como o carácter individual e a personalidade. Penso que este facto é crucial, arriscando-se a provocar um grande desequilíbrio, pois pode modificar o carácter do Homem por completo. Digo isto porque este progresso científico, não só afasta mais o Homem da verdadeira realidade (penso que vive numa espécie de “fantasia antropocêntrica”) como também o torna num verdadeiro “robô”, pois, numa  perspectiva radicalmente pessimista, a personalidade individual desaparecerá.

Será então este progresso moralmente aceitável ou correcto? Claramente não, já que interfere na natureza do Homem, no sentido da sua existência.

Em suma, queria acrescentar que chegou a altura de haver uma mudança na mentalidade do Homem, chegou a altura de reflectir nas potenciais consequências antes de agir. É a única maneira de sobrevivermos, de nos salvarmos, e também de possibilitar uma melhor e mais justa sociedade.

Filipe Hanson, 11º B

Imagens: daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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aceda ao site do evento (em inglês)

E não deixe de dar uma vista de olhos ao que se vai passando na ESDS…

aceda ao blog do Biomuseu da ESDS

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CFCs em sistemas de refrigeração

Os clorofluorocarbonetos (CFC’s) são um grupo de compostos químicos produzidos pelo Homem, que têm na sua constituição átomos de cloro (Cl), flúor(F) e carbono (C).  São utilizados habitualmente em sistemas de refrigeração para frigoríficos e ar condicionado, sprays vaporizadores e gases de limpeza e esterilização.

Há alguns anos, estes compostos eram considerados vantajosos, por serem quimicamente estáveis, inodoros, não inflamáveis, não corrosivos e baratos em termos de produção. Mas a partir dos anos 70, descobriu-se que afinal estes compostos químicos não eram tão inofensivos como pareciam ser nos primeiros testes. Os cientistas chegaram à conclusão de que os compostos dos CFC’s não se degradam facilmente pelo que permanecem demasiado tempo na atmosfera, e uma vez atingindo a estratosfera contribuem para a destruição da camada de ozono.

Os CFCs são utilizados como dispersores de sprays

A camada de ozono corresponde a uma grande concentração de ozono (O3) na estratosfera. Esta camada formou-se devido às condições de pressão e temperatura favoráveis na estratosfera. Este fenómeno é essencial à vida na Terra, porque tem a capacidade de filtrar as radiações solares nocivas para os seres vivos. Contudo, nos últimos anos, registou-se uma diminuição da espessura da camada de ozono na zona da Antárctida, fenómeno designado por “buraco” na camada de ozono”. Este acontecimento deve-se principalmente à poluição gerada pelos CFC’s que, ao decompor-se na estratosfera com a ajuda das radiações solares ultravioleta, liberta os seus átomos de cloro que são muito reactivos e capazes de decompor as moléculas de ozono. Um átomo de Cl, que absorve energia da radiação ultravioleta (radical livre cloro, Cl.), consegue destruir cerca de 1 000 000 moléculas de ozono num processo cíclico:


vaporizadores sem CFCs

A diminuição da espessura da camada de ozono resulta na redução da eficácia da filtração da radiação solar ultravioleta, o que pode provocar mudanças climáticas e doenças nos seres vivos. Actualmente, a produção de CFC’s tem sido evitada, graças também a leis estabelecidas em acordos como o Protocolo de Montreal, e a utilização de compostos alternativos.

José Carlos Castanheira, 10ºC

Fotos originais de Laila Ribeiro

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