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41 CRAVOS

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Resultados da última sondagem: qual o acontecimento mais marcante de 2013?

sondagem 2013Nos últimos meses, propusemos aos nossos leitores que elegessem o acontecimento mais marcante de 2013 – o resultado, não de todo inesperado, foi a escolha, em 1º lugar, da continuação da austeridade, destacando-se com uma percentagem de votos igual à soma do 2º e 3º selecionados. Quase no pólo oposto, mas na mesma linha económica e social, os ditos sinais de retoma apenas convenceram 4% dos leitores.

Nos 2º e 3º postos, com percentagens aproximadas, os acontecimentos votados dizem respeito respetivamente ao desaparecimento de Mandela, um ícone mundial da paz e da luta antirracista e ao surgimento de um já quase ícone também: o novo Papa Francisco, uma presença muito marcante para imensa gente apenas com um ano de pontificado.

A qualificação da seleção para o Mundial de Futebol de 2014 entusiasmou 9% dos leitores, enquanto o “chumbo” dos cortes nas reformas pelo Tribunal Constitucional teve relevância para 6%. Finalmente, houve ainda 3% que acrescentaram as revelações de Edward Snowden, que tantos engulhos diplomáticos causaram aos E.U.A., como o facto mais importante de 2013.

Nova sondagem: o que representa o 25 de Abril após 40 anos?

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No ano em que se completam 40 anos sobre o 25 de Abril será interessante saber o que esse acontecimento ainda representa. O próprio cartaz que aqui publicamos, da autoria de Júlio Pomar e de Henrique Cayatte, reflete essa interrogação: já só na memória de quem tem mais de 50, o que pode ainda significar para a população portuguesa? Haverá somente uma certa nostalgia agudizada pela crise, ou uma real necessidade de revisitação de cujas “grandoladas” são sintoma? Fará sentido essa revisitação depois de quase 30 anos, para o melhor e para o pior, de integração europeia? Ou, pelo contrário, é nestes momentos de crise que lembrar o que ele representou (e representa) para muita gente se torna mais urgente? Será o desacordo e a hesitação reinantes em torno desta celebração uma não assumida irrelevância do seu significado, o espelho da falta de consenso no modo como o interpretar ou mesmo o resultado de um embaraço perante uma série de expetativas que ficaram por cumprir? Será já só um “histórico” passado ou ainda um “político” presente e futuro?

De facto, não temos resposta cabal para nenhuma destas perguntas apenas a perceção da sua eventual pertinência, por isso aqui fica o desafio aos nossos leitores de serem eles próprios a propor as respostas.

(Nota: para votar utilize a “caixa” de sondagens na barra lateral direita da página)

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A liberdade como responsabilidade cívica

Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade

Direitos-culturais-na-democraciaVotar é um ato que permite aos cidadãos participar ativamente na vida política do país escolhendo os seus representantes através das escolhas da maioria. Como cidadão, defendo que votar é um dever de todos os cidadãos visto que se trata de uma escolha importante e pode alterar o rumo da região e país que se habita, logo, deverá ser obrigatório.

Isto suposto, ao  atingirem a maioridade, os cidadãos devem votar. Eles fazem parte da vida do país e assim as escolhas tomadas pelos órgãos de soberania irão afetá-los. Ao possuírem consciência e maturidade, os cidadãos têm o dever cívico de tomar decisões – votar trata-se assim de um exercício da liberdade que ao não ser exercido anula essa dita liberdade.

Portanto, ao vermos este direito como algo garantido e por isso abstermo-nos de votar, estamos a direito-dos-povos-2condicionar o rumo do país e a não exercer um direito que foi bastante reivindicado no passado. Depois de tanto de tempo de luta, vamos simplesmente abandonar algo que em tempos foi tão cobiçado? Os cidadãos não se devem abster de votar: os locais de voto são acessíveis, logo não são uma razão para que exista abstenção. Como alternativa, cabe aos órgãos de soberania arranjar meios e incentivos que levem as pessoas a participar nos atos eleitorais.

Democracia1Por outro lado, em relação àqueles que se abstêm como forma de protesto ou apenas porque não sabem em quem votar, eu considero que votar é uma forma de exprimir a opinião de cada um, escolhendo o candidato que na sua opinião pode fazer a diferença. Ao não votar está-se a transmitir a ideia que não se tem opinião, algo que é impossível não ter. Caso os cidadãos queiram protestar contra o atual sistema, podem fazê-lo de outras maneiras – não precisam de condicionar o exercício da liberdade.

Em conclusão,  penso que o direito de voto é um dever que devia ser obrigatório pois condiciona o rumo do país e das regiões e ao não exercer este direito estamos a prejudicar a vida política do nosso país.

Duarte Santigo, 11ºC

O direito de votar, a liberdade de se abster

Acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote

deveres2Para mim, votar constitui um direito e não um dever de cada cidadão. Um cidadão, ao votar, está apenas a “exprimir a sua opinião”, no que respeita a eleição de uma pessoa para um cargo importante para o país. Se esse mesmo cidadão não votar, apenas está a mostrar que nenhum dos candidatos a esse cargo lhe transmite confiança para governar o país em que vive.

Partindo do pressuposto que se aproximam as eleições para o cargo de presidente da República e se apresentam dois candidatos, um cidadão que pretenda votar irá dar importância às respectivas campanhas eleitorais, de forma que possa escolher em qual dos candidatos votar. No entanto, um eleitor que tenha decidido que jamais irá votar, não tomará atenção a estas mesmas campanhas. Penso, por isso, que é “justo” que uma pessoa possa escolher não votar, já que se pode dar o caso de que nenhum dos candidatos apresente as propostas que agradem ao eventual eleitor.

Para além disso, acho que só deve ser considerado um dever qualquer ato que não sendo praticado prejudique algum KRAUZE-EU-petition_1indivíduo ou conjunto de pessoas. Como a abstenção ao voto se resume a não exprimir uma opinião, é perfeitamente legítimo que um cidadão não vote, devido ao seu desagrado com mandatos anteriores, inexistência de propostas sugestivas por parte dos candidatos, ou por qualquer outro motivo. Ainda para mais, muitas vezes os cidadãos votam num determinado candidato, não porque pensam que ele seja o “melhor” para ocupar o cargo, mas sim porque de todos é o “menos mau”. Votar por esta razão também não me parece que seja correto, pois é quase como votar em alguém que não nos agrada para ocupar a posição em causa.

Em síntese, penso que votar é um direito de cada cidadão e não um dever seu, pois todos são livres e, da mesma forma que têm o direito ao voto, têm o direito e a liberdade de não votar.

Gonçalo Rolo, 11ºC

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

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