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Como em muitas publicações online, também aqui no Bibli perguntámos aos nossos leitores, entre finais de Dezembro e meados de Janeiro, o que mais havia marcado 2009. Provavelmente, como no fim de uma festa, ao entrar em 2010, muitos dos acontecimentos de 2009 se irão desvanecendo na nossa memória, com a espuma dos dias em que o mediatismo lhes deu protagonismo .

Assim, a morte de M. Jackson ficou destacado em 1º, sendo de salientar, que merecido ou não, o Nobel de Obama ganhou um distinto 2º lugar, bem perto da crise económica que, apesar do 3º lugar, corre o risco de continuar candidata em 2010. A pandemia de Gripe A, por seu turno, com um modesto 4º lugar, parece ter perdido, com ou sem razão, algum impacto nas nossas vidas vista já deste 2010 e, enquanto o apuramento da nossa selecção para o Mundial de Futebol de 2010 ainda conseguiu entusiasmar 4%, a entrada em vigor do Tratado de Lisboa nem um voto arrecadou.

Enfim, o passar do tempo, o olhar da História, medirá com mais rigor a importância que todos estes acontecimentos tiveram nas nossas vidas, mas , para quem ainda quer recordar 2009, aconselhamos a visita à galeria de imagens que marcaram o ano, publicada pelo jornal Público.

Agradecemos a votação dos nossos leitores e, visitante esporádico ou assíduo, não deixe de votar nesta nova sondagem em curso sobre o nossos conteúdos, talvez nos possa ajudar a melhorar o Bibli neste ainda fresco 2010.

Como sempre, o ano começa com a atribuição de prémios que são, muitas vezes, uma antevisão do que vai acontecer na cerimónia dos ambicionados Óscares. No dia 15, a Associação de Críticos de Cinema dos EUA,  constituída por cerca de duzentos membros, realizou a 15ª edição no Hollywood Palladium em Los Angeles distribuindo prémios por 25 categorias. Estado de Guerra de Kathryn Bigelow foi o grande vencedor, recebendo os prémios de Melhor Filme e Melhor Realização. Jeff Bridges foi o Melhor Actor pelo papel em  Crazy Heart  e Meryl Streep (Julie e Julia) e Sandra Bullock (The Blind Side) dividiram o prémio de Melhor Actriz. Christopher Waltz (Sacanas sem lei) e Mo’Nique    (Preciosa) ganharam os prémios de Melhor Actor Secundário. Avatar ganhou o galardão para Melhor Filme de Acção e Abraços Desfeitos, de Pedro Almodóvar, o prémio de Melhor Filme Estrangeiro.

Quanto à 67ª cerimónia dos Globos de Ouro no dia 17, promovida pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood, Avatar e James Cameron foram os grandes vencedores arrecadando os prémios de Melhor Filme e Melhor Realizador. O Laço Branco ganhou o prémio de Melhor Filme Estrangeiro e Jeff Bridges, Meryl Streep, Sandra Bullock , Mo’Nique  e Cristopher  Waltz voltaram a ganhar os prémios em que eram candidatos.

No dia 23, foram atribuídos os prémios dos Screen Actors Guild, o sindicato dos actores. O filme Sacanas sem Lei ganhou o prémio de Melhor Elenco e  Cristopher Waltz , Jeff Bridges e Sandra Bullock continuam a arrecadar prémios sendo fortes candidatos aos Óscares em Março.

O mês de Janeiro apresentou poucos,  mas bons, filmes em estreia. Destaque para  o misterioso e galardoado filme austríaco O Laço Branco, de Michael  Haneke, o emocionante Invictus (trata do papel histórico de Nelson Mandela), do meu realizador preferido, Clint Eastwood , A Estrada de John Hillcoat,  baseado na excelente obra homónima de Cormac MacCarthy , Nas Nuvens de Jason Reitman, em que o papel de um solitário  é soberbamente interpretado por George Clooney , O sítio das coisas selvagens de Spike Jonze e o musical Nove de Rob Marshall que apresenta um elenco de luxo. Da Argentina, chegou uma obra interessante Bombón , el perro de Carlos Sorin que será apreciada, sobretudo, por quem gosta de cães.

Fanny Ardant realizou Cinzas e Sangue, produzido por Paulo Branco. Também de França mais um filme sobre a resistência aos nazis, O exército do crime, de Robert Guédiguian e Estilhaços de medo, de Sean Ellis.

Em períodos de crise, uma comédia ligeira como Ouviste falar dos Morgan?, de Marc Lawrence,  assim como o drama  Estrela Cintilante de Jane Campion são vistos com algum agrado. Quanto a trilhers estão em exibição Parceiros no crime, de Mimi Leder e Não há crimes perfeitos, de James DeMonaco .

Finalmente, estreou-se o polémico Anticristo, de Lars Von Trier, que provoca reacções extremas. É preciso estar preparado para assistir a este tipo de filme pois  conjuga momentos muito belos com outros de extrema violência.

Os filmes de animação estão sempre presentes como o israelita $9.99, de Tatia Rosenthal.

Quanto à produção nacional, podem apreciar o drama A Rua de José Filipe Costa e a comédia A Bela e o Paparazzo, de António Pedro de Vasconcelos.

Em  22 de Fevereiro, começa a 30ª edição do Fantasporto – Festival Internacional de Cinema do Porto que, como sempre, vai deliciar os amantes da sétima arte. Todas as informações relacionadas com este importante festival que merece uma deslocação ao Porto estão disponíveis  no sítio do evento.

Também em Fevereiro, serão indicados os nomeados para a 82ª edição dos Óscares que se realizará em 7 de Março. A expectativa, como habitualmente, é grande.

Profª Luísa Oliveira


Brioso (adjectivo) corajoso, generoso.

Efusivamente (advérbio) com efusão, expansivamente.

Embuchado (adj. , Part. passado) cheio (de comida).

Energúmeno (adjectivo) pessoa que, dominada por uma obsessão ou fúria, pratica disparates.

Escaganifobético (adjectivo) fora do comum, estranho.

Esquipático (adjectivo) esquisito, extravagante

Estalactite (subst.) concreção calcária suspensa da abóbada das grutas e produzida pela infiltração lenta das águas.

Estróbilo (subst.) inflorescência ou fruto, em forma de pinha

Hediondo (adjectivo) repugnante, imundo, feio.

in Dicionário Priberam, Porto Editora

Jane e Louise Wilson

O que me fez escolher Tempo suspenso (Suspending time), de Jane e Louise Wilson, exposição inaugural da nova direcção do Centro de Arte Moderna (CAM) da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), para a rubrica do Bibliblog, “Morte da estética?” Sobram razões: a estreia de Isabel Carlos* à frente da programação do CAM, o facto de se tratar de uma dupla de artistas, as gémeas britânicas Jane e Louise Wilson (n. 1967) que trabalham e expõem juntas desde dos anos 90, a utilização de vídeos, filmes e fotografias, suportes definidores da arte contemporânea, o sugestivo nome da mostra, “Tempo suspenso”, as alusões históricas aos horrores do século…

Bunker

O que perpassa no enorme espaço que o público percorre, através de objectos tão heteróclitos, é o tempo: o tempo da história, da história dos homens e da história de vida, ou melhor, fragmentos destas histórias, aqui devolvidos pelas memórias, em tempo suspenso, de percursos interrompidos, inflectidos. É esse tempo, e a sua suspensão, que Jane e Louise tentam explorar. As memórias das tragédias do século XX (será que alguma vez as conseguiremos exorcizar?), da II Guerra Mundial ao Holocausto, à Guerra Fria, são as representações mais presentes na obra desta dupla. O seu trabalho assume assim o duplo carácter de documento e de denúncia.

Começa a exposição pelas gigantescas fotografias do que resta das fortificações que integraram a Muralha do Atlântico, estrutura defensiva construída pelos alemães na Normandia (Sealander, 2006); seguem-se as instalações vídeo Stasi City (1997), que nos mostram o interior das instalações da sinistra polícia secreta da RDA.

Em Unfolding The Aryan Papers, a obra mais recente da dupla, reencontramos o cineasta Stanley Kubrick, já desaparecido, através de material recolhido nos seus arquivos pessoais. Projectam-se imagens, guardadas por Kubrick, para um filme passado na II Guerra Mundial. O argumento era sobre uma família de judeus que se salvou forjando um “Ahnenpass”, documentos que atestavam a arianidade. Do arquivo Kubrick projectam-se também imagens originais dos guetos de Varsóvia e Cracóvia durante a guerra, e ainda testes da actriz escolhida para protagonista, Joahnna Steege, há 30 anos atrás. Alternando com estes, surgem ainda registos com depoimentos da actriz hoje em dia, sobre a brusca decisão então tomada por Kubrick, de desistir do filme (o tema causou-lhe uma depressão, a que não terá sido alheio o facto de ter perdido parte da família em Auschwitz, e também porque acabava de estrear a Lista de Schindler, de Spielberg, e, para os produtores, o êxito alcançado por este filme comprometia o sucesso do filme de Kubrick, uma vez que era sobre o mesmo tema) e da decepção que sentiu, pois esperava com este filme alcançar a fama, que, de facto, nunca veio a alcançar.

O tempo passado materializa-se também nas séries fotográficas Oddments (2008/09), na sequência de imagens de portas, ladeadas dos livros antigos e valiosos do célebre livreiro londrino, Maggs. Bros. Ldt, local de grande apreço do nosso rei bibliófilo, D. Manuel II, pois aqui passava longas horas, agora que o tempo em que deveria ser rei lhe tinha sido devolvido e se podia dedicar por inteiro à sua paixão.

Spiteful of Dream

O tempo suspenso, ainda que por minutos, é representado por uma experiência vivida pelas gémeas quando em 1993 estiveram no Porto, onde integraram uma exposição colectiva em Serralves. A série Hypnotic Suggestion 505 é o registo filmado da sessão de hipnose a que então se submeteram, às mãos de dois hipnotizadores, um inglês e um português; 505  era a frase que as restituiria ao estado vigilante.

Noutra sonora instalação vídeo (a introdução de som, música e ruídos quotidianos é outra das possibilidades da video-arte), Spiteful of Dream, 2008, ouvem-se conversas entre homens e mulheres num Centro Comunitário da Bósnia-Herzegovina, relatando experiências traumáticas como refugiados no Reino Unido, enquanto dentro de um gigantesco cubo de rede, um engenhosíssimo jogo de paralelepípedos espelhados reflecte imagens de turbinas em incessante movimento. O conjunto das imagem projectados sobre planos que as sequencializam, e a respectiva banda sonora, confere à instalação uma dimensão escultórica de grande efeito cénico.

Como fio condutor, e ponto de partida da exposição, surgem, pontuando todo o espaço, tanto em esculturas suspensas, como nas fotografias, ou ainda integradas nas instalações, réguas em madeira, com a obsoleta medida Yard (jarda), Yardsticks, testemunhos de um tempo que não volta mais, mas que simultaneamente vai dando a medida e as diferentes escalas de cada peça em exposição.

O sentido desta aparente dispersão (e não descrevi tudo) é dada por uma montagem clarificadora e também pela leitura do catálogo, que inclui uma esclarecedora entrevista às autoras sobre o seu percurso e sobre esta retrospectiva.

Filmes, vídeos, fotografias, arquitecturas e esculturas, fazem emergir as ruínas de um século e de vidas marcadas pela tragédia; a sua percepção (tridimensional), não deixa de ser vivida pelo visitante com alguma emoção, também estética.

* Isabel Carlos, 46 anos, licenciada em filosofia e mestre em comunicação social pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, conseguiu uma projecção internacional notável, pertencendo aos júris internacionais das principais bienais de arte, Veneza e São Paulo, estando até agora a dirigir a bienal de Sarjah, nos Emiratos Árabes Unidos, posto que deixou para vir dirigir o CAM., tendo sido recentemente nomeada membro do júri do Turner Prize, um dos prémios de arte mais prestigiados do mundo.

Profª Cristina Teixeira

No passado mês de Novembro promovi aqui no Bibli uma sondagem em que questionava os  leitores sobre qual deve ser a primeira prioridade de uma Biblioteca Escolar. Tal como a anterior, o seu valor estatítistico é questionável, servindo apenas de pretexto para a interacção com os leitores, para a discussão de tópicos que no momento podem ter alguma relevância. No entanto, quer pelo contexto, quer pelo estatuto técnico da maior parte dos que nela participaram, esta acabou por ter um cunho especial.

versão integral em pdf.

Estavamos em plena implementação do novo Modelo de Autoavaliação das Bibliotecas Escolares e cerca de 1600 Professores Bibliotecários de todo o país participavam numa intensa e intensiva formação com vista à sua complexa e ambiciosa aplicação no corrente ano lectivo.

Deste modo, uma grande parte das respostas da sondagem em causa proveio de Professores Bibliotecários em pleno período de profunda reflexão sobre o tema que se questionava. Das três simples hipóteses que se colocavam (necessariamente uma simplificação de uma questão bem mais complexa), fornecer um serviço diário eficaz de acesso a livros, DVDs e equipamentos para estudo e lazer foi indicada por 46% dos votantes como primeira prioridade, enquanto 28% optaram por ensinar aos utilizadores a melhor forma de tirar rendimento da biblioteca, tendo sido relegada para a última posição, mas ainda com uns expressivos 26%, a opção organizar actividades culturais e de promoção da leitura.

Sem deixar de subscrever a opção maioritária, pois antes de tudo a BE deve ter uma gestão eficaz da sua colecção e serviços, poria o ênfase no que essa eficácia representa a nível de mais valia nas aprendizagens dos seus utilizadores (professores e alunos). Uma BE não se pode limitar a disponiblizar serviços e equipamentos como se de uma síntese agradável entre um cibercafé, um clube de vídeo ou um arquivo documental se tratasse – é necessário que essa informação produza conhecimento, aprendizagem, que é afinal o produto  que justifica a existência da nossa organização-escola. Nesta medida, talvez possamos concluir que, após conseguirmos um nível de eficácia organizacional, teremos de ensinar os nossos utilizadores a tirarem dele o melhor partido.

Finalmente, achando que uma BE também deve ser dinamizadora de eventos de animação cultural, nomeadamente os promotores das mais diversas literacias e reflexões críticas, não posso muitas vezes deixar de olhar com desconfiança algumas actividades que muito podem impressionar a comunidade educativa, mas cuja relação custo-benefício fica por avaliar, no que diz respeito ao efeito duradouro que pode produzir nos seus destinatários. Neste campo, as minhas preferências iriam sempre para o investimento no sólido e estrutural em  detrimento do avulso e espectacular.

Estas e muitas outras questões surgiram a propósito do modelo elaborado pela RBE que pretende, de uma forma séria mas talvez demasiado ambiciosa, tornar mais eficaz e produtiva a existência das BEs, justificando tão grande afectação de recursos. O facto é que alguns engulhos poderão pôr em causa os fins para que foi concebido: antes de mais, uma normalização que pode parecer quase utópica perante a multiplicidade de situações, recursos e nível de desenvolvimento das BEs por todo o país; por outro lado, a dificuldade em conciliar esse “centralismo” normativo da RBE com a intenção de ter as BEs perfeitamente  integradas nas escolas que servem e funcionando no contexto das suas idiossincracias. Last but not the least, todo o dispositivo avaliativo preconizado pelo modelo pressupõe uma imensidão de tempo que o Professor bibliotecário pode não dispor, correndo-se o risco de nessa circunstância pouco ou nada haver  para avaliar – soa familiar?

uma espécie de Inspector Gadget…

As expectativas que, neste novo paradigma, se depositaram no PB são enormes, esperando-se que virtualmente interfira, mobilize, dinamize toda a escola e comunidade envolvente – de um gestor de colecções e animador cultural ocasional, o bibliotecário terá de passar a ser uma espécie de Inspector Gadget, disponível  conselheiro transcurricular de todos os colegas, especialista em tudo e mais alguma coisa, um faz-tudo, útil em qualquer circunstância ou estação do ano, ou um abelhudo intrometido, de acordo com a percepção que todos e  cada um tenha dele.

De qualquer modo, como sempre o defendi, antes de ser Biblioteca Escolar, a biblioteca deve ser a Biblioteca da Escola e, como tal, tentei partilhar com os órgãos de gestão, toda a informação de que dispunha, nomeadamente a minha avaliação da situação e uma proposta para o Plano de Acção (anual e plurianual) tal como se preconiza no modelo, tentando adaptá-lo à realidade concreta do nosso terreno.

Assim, se a nossa BE poderá estar limitada pelo que o seu bibliotecário puder e souber, ela será sem dúvida inspirada pelo que a escola quiser que ela seja.

Trabalhos e reflexões sobre o Modelo de Avaliação das BEs

Fernando C. Rebelo

(Professor bibliotecário da ESDS)

Os alunos Marian Pavel, Rodrigo Gonçalves e João Marques da turma C do 12 º ano vão desenvolver, em Área de Projecto, o projecto Green Cork na Escola II. Trata-se de um projecto que inclui um programa de recolha de rolhas de cortiça usadas, organizado pela Quercus em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. É um simples passo, mas necessário, para a defesa do Ambiente na medida em que contribui para a redução de resíduos e para a defesa da rolha de cortiça. A cortiça é um produto que garante a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global.

Paralelamente à actividade de recolha de rolhas de cortiça vamos desenvolver um trabalho sobre Biodiversidade que, a par do ar (atmosfera) e da água (hidrosfera), constitui um bem do nosso planeta que todos usufruímos.

Basta então trazeres rolhas de cortiça para a escola para poderes contribuir para esta boa acção. Que tal? Não custa nada!

Autores do texto: Marian Pavel, Rodrigo Gonçalves e João Marques (12ºC)

Orientação do projecto: Profª. Laila Ribeiro


Bertolt Brecht

No âmbito do calendário de actividades da BE para o corrente ano lectivo, decorreu, no passado dia 29 de Janeiro, no pequeno auditório da ESDS, uma palestra/debate sobre a obra de Bertolt Brecht, promovida pela Profª Cristina Teixeira (BE) e pelo Prof. Carlos Amaral, contando com a presença dos actores Alberto Quaresma e Miguel Martins do Teatro Municipal de Almada, que dinamizaram a sessão.

O auditório, constituído por alunos de Filosofia do 11º Ano, assim como alguns elementos dos clubes de teatro da escola, pôde ouvir os actores dissertarem acerca da história e dos contextos sociais e políticos da peça, em cena no TMA até 31 de Janeiro, A Mãe (de Bertolt Brecht, sobre um texto de Máximo Gorki), peça essa a que grande parte dos presentes havia assistido alguns dias antes.

"A Mãe", pelo TMA

Foram ainda abordados temas associadas ao teatro brechtiano, como o empenhamento social do autor, a necessidade de levar o espectador a pensar com distância crítica em vez de se alienar catarticamente com o espectáculo, no paradigma do Teatro Épico versus o Teatro Clássico, proposta igualmente seguida por Luís de Stau Monteiro na sua peça Felizmente há Luar.

Alberto Quaresma e Miguel Martins

Alberto Quaresma e Miguel Martins

A audiência colocou ainda questões sobre a encenação e a preparação da peça em análise em particular e sobre as técnicas de representação em geral, beneficiando da presença e experiência em directo dos dois actores profissionais, que fazem parte do elenco da peça e que amavelmente se disponibilizaram a animar esta actividade.

(texto e fotos por FR)

Carolina Monteiro, 8º A

Joana Toco, 8º B

Ângelo, 7ºB

Nádia, 7ºC

Carolina Monteiro, 8º A (pequeno electrodoméstico)

Jeniffer, 8º D

O efeito de estufa é provocado pela presença de gases na atmosfera, como o dióxido de carbono, o vapor de água, o metano, entre outros – designados por ‘gases de estufa’- que evitam que o calor solar absorvido pela superfície terrestre, seja reflectido para o espaço, provocando um aquecimento a nível global do planeta.

Isto acontece porque as radiações solares do espectro do visível atravessam a atmosfera e são absorvidas pela superfície do globo, aquecendo-a; este calor é depois reemitido para o espaço sob a forma de radiações infra-vermelhas, que são parcialmente absorvidas pelos gases de estufa, retendo esta energia ‘calorífica’.

Desta forma, a temperatura do planeta é mantida dentro de uma gama de valores cerca de 30º C superior ao que seria se estes gases não existissem, o que torna possível a existência de vida no planeta (nomeadamente, impede que os rios, lagos e mares congelem). Os valores de temperatura que este fenómeno proporciona, permitiram a existência de vida na Terra, através da criação de uma atmosfera rica em oxigénio, azoto e outros gases que se encontram em pequenas quantidades, em especial o ozono.

No entanto, as actividades humanas, em especial a queima de combustíveis fósseis, tem aumentado substancialmente este efeito, levando a um aquecimento muito acentuado do globo terrestre.

O principal poluente que contribui para o efeito de estufa é o dióxido de carbono.

Este efeito, além de provocar efeitos a longo prazo ainda não muito bem conhecidos em todo o planeta, modifica o clima, contribui para o desaparecimento dos glaciares, altera a distribuição das doenças infecciosas como a malária e provoca danos respiratórios.

António Relvas, 10ºC

imagem acedida em:
http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/cienciasnaturais/ciencias_trab/recursosenergeticos/recursosenergeticos04.jpg

Primeiramente um estilo que define não só a minha adolescência mas de milhões de adolescentes no mundo todo – não só a minha geração mas a de milhares de pessoas. Podemos definir este estilo como um dos estilos que mas criticou a sociedade, o nosso estilo de vida e os nossos governantes. Esse estilo começou na década de 50, e podemos dizer que deu voz a milhares de pessoas, que criticou os sistemas impostos na sociedade, que libertou, que falou sobre os problemas da nossa vida, sobre os problemas entre pais e filhos. Como, em tempos, as músicas de Cat Stevens – Father e Son; Os Beatles – She`s leaving home e Simple Plan – Perfect, entre outras.

A música da minha vida é do grupo canadense de Montreal, Simple Plan – Perfect. Ela é a música da minha vida porque relata claramente os problemas da relação entre pais e filhos, sobre as expectativas que os pais têm sobre os filhos, com a pergunta: Did I grow up according to the plan? Será que nós temos que seguir os ideais dos nossos pais? Será que vamos ser felizes se não seguimos os ideais dos nossos pais? Será possível ser feliz seguindo os nossos caminhos, aqueles em que acreditamos? Estas e muitas outras questões podemos levantar através dessa canção.

Mas também não podemos esquecer e acreditar que os nossos pais (ou os nossos responsáveis) sempre desejam o melhor para a nossa vida. Geralmente os filhos sempre fazem de tudo para impressionar os pais, mesmo quando eles desaprovam tudo. Mas muitas vezes quando nós fazemos alguma coisa que vai contra os ideias deles eles desaprovam e geralmente eles não nós apoiam. Essa música fala  dos problemas do diálogo entre pais e filhos ou a falta dele. Fala até mesmo da perfeição que os pais esperam dos filhos. Sobre o tempo perdido, quando os pais eram os nossos heróis, todos os dias que passaram connosco, sobre as brigas e sobre a dores que os filhos sentem interiormente quando essas situações acontecem e sobre as barreiras que os filhos tem quando querem falar com os pais.

Luiz Felipe da S. Monteiro, 10º E


Pouco a pouco, vamos desvendando aqui na Estante o que o Pai Natal deixou no sapatinho da biblioteca. Começamos por publicar uma Estante mais virada para o entretenimento dos leitores e espectadores, em particular os mais jovens, onde não podiam faltar obras sugeridas aqui no Bibli nas Fitas do Mês, Livro ou Filme da Minha Vida, entre os quais os vampiros da Stephenie Meyer, as  feitiçarias em filme do Harry Potter e o mais recente mistério de Dan Brown. Agora é só ir ao balcão da biblioteca, requisitar e passar um bom bocado :)

aceda ao gráfico

O Jornal Público dá a conhecer, num gráfico animado, as palavras que mais se utilizaram nesta última década com ligações a informação sobre cada uma delas.

Uma interessante síntese da História do início deste século para quem gosta de índices e de velocidade na informação -  a não perder.

O Instituto Português de Oncologia (IPO)  está a angariar filmes em VHS ou DVD para os doentes da unidade de transplantes que estão em isolamento. São crianças e adultos que precisam de um transplante de medula e de estar ocupados durante o tempo de internamento. O IPO aceita todo o género de filmes, mas a preferência vai para a comédia.

Por isso, se tens filmes que já estás cansado de ver, SÊ SOLIDÁRIO e traz um filme! Desta forma, ajudarás estas crianças e adultos a sorrir, nos longos dias que passam numa cama de hospital.

Podes entregar o(s) teu(s) filme(s) directamente na BE da nossa escola. As crianças e adultos agradecem (e a tua escola também)!

Profª Ana Noválio

Este projecto, divulgado no YouTube, de gestão de design com cadeiras que se dispõem imediatamente de acordo com as necessidades e tipos de utilização de uma biblioteca, a partir da leitura óptica de um cartão de utilizador/gestor, deixa-nos a pensar o que nos reservará o futuro.

O Rapaz do Pijama às Riscas é um livro (adaptado a filme) que fala sobre o Holocausto e foi escrito por John Boyne.

Bruno nada sabe sobre as terríveis crueldades que o seu pais executa a vários milhões de pessoas. Bruno tem 9 anos e vive numa grande casa em Berlim, com a sua mãe, pai e irmã (Gretel) durante a Segunda Guerra Mundial. Ele sabia que o seu pai tinha um importante emprego para o país e que um homem conhecido por “Fúria” tinha grandes planos para ele, mas não sabia ao certo o que o seu pai fazia.

Um dia, foram visitados por “Fúria”, um individuo baixo, de cabelo escuro, cortado muito curto e com um bigode minúsculo. Depois desse jantar, que parecia ser muito importante, o pai de Bruno recebeu um novo uniforme e foi nomeado Comandante. A família de Bruno teve então que se mudar para Auschwitz devido à nova posição do pai no seu emprego, para descontentamento de Bruno.

Ele sentia-se triste com a sua nova casa: não tinha a companhia dos seus 3 melhores amigos, Karl, Daniel e Martin, e estava sempre a perguntar à mãe e ao pai quando é que iam voltar para Berlim, mas levava sempre um “nos tempos mais próximos” como resposta, ficando sem saber quanto tempo era “nos tempos mais próximos”. A casa de Berlim ficava numa rua sossegada, com casas à volta cheias de miúdos com quem ele costumava brincar, enquanto que a casa de Auschwitz estava num lugar vazio e isolado e não havia ninguém com quem brincar. Bruno tinha uma janela no quarto da nova casa, e para além da floresta e de um jardim, extremamente cuidado, havia também uma vedação ao longe que se estendia pelo horizonte onde via pessoas, idosos, adultos e crianças, que despertavam o seu interesse. Foi perguntar ao seu pai quem eram aquelas pessoas, mas o pai respondeu-lhe com uma resposta surpreendente: “Aquelas pessoas não são pessoas.”

Bruno estava proibido de explorar a casa nova e arredores, mas o mistério daquela vedação despertava-lhe tanto interesse  que decidiu investigar as pessoas e a vida para lá dela.

Quando já estava no fim da exploração de um dos dias, Bruno viu ao longe um ponto, que se transformou numa pinta que se transformou numa mancha que se transformou num vulto que se transformou num rapaz. Esse rapaz encontrava-se no outro lado da vedação e chamava-se Shmuel – tinha 9 anos e tinha nascido no mesmo dia que Bruno, o que sendo uma grande coincidência adivinhava uma grande amizade. E, desde esse dia, os dois rapazes passaram a encontrar-se no mesmo sítio onde se conheceram, todos os dias durante 1 ano, contando a historia dia-a-dia em cada lado da vedação, isto é, relatando cada um a sua vida.

Bruno queixou-se de ter mudado de uma casa cheia de vida e com 5 andares, para uma com 3 andares onde se sentia sozinho e sem nada para fazer, enquanto Shmuel narra que mudou de uma vida completamente pacata, vivendo numa casa humilde com a sua família, para uma vida atribulada e com pouca privacidade, chegando a viver durante 1 ano com 11 pessoas num só quarto. Bruno começou a aperceber-se que a vida dele comparada com a de Shmuel era um paraíso, mas Shmuel tinha crianças da idade deles dentro da vedação por isso poderiam brincar umas com as outras, o que levou Bruno a achar que Shmuel estivesse a exagerar  o relato da sua vida.

Muitas mais controvérsias se sucederam até que Bruno recebeu a informação que ele, a sua mãe e a sua irmã iriam voltar para a sua antiga casa em Berlim por ordem de seu pai. Por um lado, ficou contente pois ia estar outra vez com os seus três  melhores amigos para a vida, mas,  por outro, ficou triste pois os seus três amigos poderiam já nem o reconhecer e também porque assim nunca mais iria voltar a ver Shmuel. Porém, como a ordem tinha sido dada pelo seu pai quer ele gostasse quer não teria de a respeitar. Perante este facto, Bruno e Shmuel planearam a sua ultima aventura: Bruno veste um pijama às riscas e passa por baixo da vedação ajudando a procurar o pai de Shmuel que tinha desaparecido há 3 dias do campo. Isto já era uma tarefa complicada, pois toda a gente vestia um pijama às riscas, era magra, careca (aproveito para dizer que Bruno e Shmuel estavam muito semelhantes pois Bruno tinha rapado o cabelo por ter apanhado piolhos) e com nenhuma vontade de viver e ainda se complicou mais pois o céu começou a escurecer e começou a chover torrencialmente.

Após algum tempo, Bruno diz a Shmuel que lamentava mas que não o conseguia ajudar a procurar o seu pai e que era melhor ir para casa, até que se viram envolvidos numa marcha comandada por guardas nazis formando-se um aglomerado de centenas de pessoas. Essa marcha levaria Bruno, Shmuele essas centenas de pessoas a uma câmara de gás, que Bruno pensava ser para abrigar as pessoas da chuva.

Ao fim de algum tempo de lá estarem dentro, Bruno diz a Shmuel que quando o fosse visitar a Berlim lhe apresentaria os seus 3 melhores amigos para a vida, mas já nem se lembrava dos nomes deles nem das suas caras, corrigindo-se dizendo que Shmuel era o melhor amigo dele para a vida. Bruno aperta as mãos a Shmuel, convencido que nunca as ia largar acontecesse o que acontecesse. Subitamente, as luzes apagam-se e nunca nada mais se soube acerca do dois amigos.

A família de Bruno passou alguns meses à sua procura e, passado um ano, quando o seu pai foi ao lugar onde os guardas nazis viram a roupa de Bruno (fora da vedação) descobriu que a vedação não estava suficientemente presa ao chão como devia e que dava perfeitamente para uma criança do tamanho de Bruno passar. Após alguns segundos, o pai de Bruno apercebeu-se que matara o seu próprio filho e que nada mais poderia fazer para voltar atrás.

Escolhi ler este livro porque consegue abordar a época Nazi de uma forma simples, não deixando, no entanto, de ser cruel e realista. Foca a inocência de duas crianças, que apesar de pertencerem a culturas diferentes, conseguem viver uma amizade inocente num mundo ignorante. Recomendo-o pois ele consegue transmitir que somos todos seres humanos e que devemos ser respeitados independentemente dos nossos ideias, costumes e cultura, porque se não o fizermos podemos magoar quem realmente amamos.

Gonçalo Mordido,  10º B

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