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A Lua de Joana é sem dúvida, e desde há anos, um livro que tem impressionado muitos jovens leitores – aqui fica então um post duplo do Filipe e da Ana que, apesar de terem cada um “a sua vida”, escolheram, sem qualquer combinação prévia, esta história como tema do seu artigo.
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O livro de que vou falar tem como título A Lua de Joana, escrito por Maria Teresa Maia Gonzalez. Este livro é sobre uma rapariga chamada Joana, que acabou de perder a sua melhor amiga, Marta, que morrera de overdose de drogas, e desde então, como Joana sente imensa falta da Marta, começa a escrever cartas, para a amiga que já morreu, sobre o seu dia-a-dia (o livro é constituído pelas cartas da Joana), pois sentia-se sempre muito sozinha.
Joana é uma excelente aluna, muito admirada pelos seus colegas e professores, contudo esconde de todos a infelicidade que sente com a perda da sua melhor amiga a ausência da sua família, pois os seus pais não lhe dão atenção, e a única pessoa em quem Joana podia confiar e desabafar é com a sua avó, a avó Ju, pois ela era a única que lhe dava atenção e a compreendia.
Os pais de Joana raramente estavam “atentos” a ela porque a achavam uma jovem responsável, e por isso não se preocupavam com ela, mas também não eram pais presentes nas acções dos filhos. O pai era um médico consagrado, dando mais importância ao seu trabalho e pacientes que à família; a mãe era dona de uma loja de vestuário, dando mais importância à loja e ao irmão de Joana, Jorge, a quem pelas roupas e aspecto chamava “Homem das Cavernas” e “Traumatizado”.
As coisas complicam-se quando a avó Ju morre, deixando Joana completamente infeliz e ainda mais isolada das pessoas: pois as mais importantes da sua vida tinham morrido. Com o passar dos dias, Joana vai-se sentindo fraca pela solidão que passa, até que conhece uma rapariga que era amiga da Marta, a Rita. Estas começam a conhecer-se melhor e foi através da Rita que a Joana começou a consumir droga (a Marta também começou a consumir através da Rita), para ter uma sensação diferente do que a solidão lhe permitia.
Acho importante referir que a origem do título do livro é um baloiço que a
Joana tinha no quarto, pois tinha a forma de uma lua que, de acordo com a posição, representava o estado de espírito da Joana (se tivesse em quarto minguante estava triste, se tivesse em quarto crescente estava feliz).
Escolhi este livro pois fala sobre a triste realidade das drogas e a sua influência negativa na própria pessoa, na família e nos amigos, afectando toda a nossa sociedade. O livro também chama a atenção para os pais desatentos, para aqueles que colocam a profissão em primeiro lugar, deixando a família para trás.
Filipe Hanson 10ºB
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A Lua de Joana é o livro da minha vida, até agora.
Escolhi este livro pois adorei lê-lo: é bastante cativante e mostra-nos uma realidade na vida de vários adolescentes: o mundo das drogas.
A protagonista do livro é a Joana, uma rapariga de 17 anos,que perdeu a sua melhor amiga, a Marta. Marta, também de 17 anos, começou a enveredar pelo caminho das drogas, ficando assim viciada e acabando por falecer.
Após a morte de Marta, Joana começou a escrever um diário como se fosse dirigido a Marta. Nele, Joana desabafava sobre os probelemas com os pais e não só. Um tempo depois de Marta ter falecido, Joana começou a falar com o irmão dela, tendo mesmo começado a namorar. Como qualquer casal, tiveram algumas discussões mas o pior estava para chegar: tal como Marta, o irmão também seguiu o mesmo caminho. Talvez para tentar perceber porque é que a irmã tinha escolhido aquele caminho, ou até mesmo por estar revoltado com o que tinha acontecido com ela. Quando Joana se apercebeu do que se passava com o namorado, já era tarde demais, pois ele já estava demasiado “dentro” do mundo da droga e quase não havia volta a dar. Revoltada com tudo o que se passava, Joana acabou por entrar também nesse mundo, um pouco pressionada pelo namorado. Porém, no fim, os dois decidem fazer reabilitação para deixarem as drogas.
Gostei imenso do livro, contudo não gostei do final pois a Joana não se consegue curar e acaba por morrer. Eu penso que é interessante pessoas da minha idade lerem este livro pois ele ilustra uma realidade bem verdadeira e ilustra também o perigo das drogas.
Ana Silva, 10ºB
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Gulliver era um rapaz que estudava para ser enfermeiro nos navios. Quem o ensinava era um senhor já de idade, com quem ele aprendeu muito.
Um dia, esse senhor morreu e Gulliver já não tinha ninguém para ensiná-lo. Então teve de se tornar marinheiro. Quando viajava com o resto da tripulação, houve uma enorme tempestade, que arrasou com o barco. Mas, ao avistar a costa, decidiu salvar-se a nado. Contudo, nadou pouco, porque ele e o resto da tripulação tinham bebido bastante cerveja. Quando chegou à areia, deixou-se dormir, exausto.
Quando acordou, estava todo amarrado com pequenas cordas e até o cabelo
estava amarrado. Enquanto se tentava soltar, viu uma coisa muito pequena em cima do seu nariz: era um liliputiano. Esforçou-se para desamarrar as mãos e os braços, mas os liliputianos começaram a atirar-lhe com setas que, embora muito pequeninas, o picavam como agulhas. Passado algum tempo, lá acabaram por soltá-lo.
Gulliver acabou então a viver no meio daquela gente pequena. Certo dia, o castelo do rei liliputiano começou a arder e Gulliver foi ao lago e, enchendo a boca de água, chegou ao castelo onde estava a princesa e cuspiu a água com a intenção de apagar as chamas. Porém, quando chegou o rei, Gulliver foi acusado de ter cuspido na princesa.
Gulliver foi então expulso de lá e foi até a costa para se ir embora. Entretanto chega um outro povo liliputiano, para fazer a guerra aos que o tinham expulsado. Gulliver impede-os e consegue que os dois reis concordem em fazer as pazes.
Assim, a princesa pôde casar com o outro príncipe. Mas Gulliver ainda não sabia como voltar para casa.
Os reis decidiram construir uma caravela gigante para o recompensar e deram a Gulliver uma vaca, um cavalo e uma ovelha. Eles acabaram a caravela e ele partiu.
Quando chegou a casa, contou a história ao seu pai, mas ninguém acreditou. Foi então que Gulliver meteu as mãos nos bolsos e tirou de lá os animais!
Gostei desta história, porque é uma grande aventura.
Bárbara Viana, 7ºB
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Escrever sobre uma exposição que já não pode ser vista (encerrou a 24 de Outubro) é a minha homenagem à premissa de A beleza do erro, exposição que reuniu no LX Factory, em Lisboa, cerca de 30 artistas portugueses e estrangeiros.
Feito o esclarecimento, não podia deixar passar um evento que evoca o erro, porque, se errar é humano, conforme lembra o texto do catálogo, na escola, o erro mais que inspirador é “paisagem”…. nem sempre enaltecida. Não é assim para a
Associação Cultural PuppenHaus, criada em 2007 para a divulgação da Arte Contemporânea: o erro, intencional ou fruto do acaso, pode, e foi-o muitas vezes, inovador e criativo (… ) Agradeçamos ao erro, pois da relação com o seu amante acaso nasceram descobertas e progressos que marcaram a História.
Com esta proposta desafiaram artistas plásticos a participarem, com inteira liberdade, recorrendo a todos os meios de expressão, da fotografia, à instalação, à escultura, ao vídeo. Responderam a esta celebração do erro, artistas portugueses como João Louro, Daniel Malhão, Joana Vasconcelos, Miguel Palma, entre outros, mas também holandeses (Bertien van Manen), mexicanos (Cecília Ramirez-Corzo), do Canadá (Dana Wyse), dos EUA (Nienke Klunder), entre muitos outros. Ao todo, 17 portugueses e 13 estrangeiros.
Partilhar em vez de es
conder, sintetiza Christina Bravo, uma das curadoras da exposição (integram também a PuppenHaus, Joana Astolfi e Felipa Almeida) e adianta: interpretar o erro, transcendê-lo ou simplesmente celebrá-lo esse mesmo, contra o qual se inventaram borrachas, apagadores, correctores e correctivos.
Bom, reconhecer os nossos já não é mau… e às vezes consola conhecer os dos outros!
Aprendamos com o erro.
Profª Cristina Teixeira
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Apesar de já ter lido vários livros, vou abordar no seguinte texto o livro que me marcou mais.
O título do livro é Sam e a Maldição de Sangue que pertence à colecção Trilogia do Dragão, do autor Thomas Bloor.
O livro conta a história de um rapaz chamado Sam a quem a mãe tinha falecido e cujo pai ficou paraplégico. Sam era um rapaz “certinho” e tinha duas amigas: Adda-Leigh e Georgette, que o apoiavam nos momentos mais difíceis. Um dia, Sam acorda e sente comichões e dores terríveis em todo o corpo. Primeiro pensou que tudo iria passar ao longo do dia mas acabou por complicar-se: a comichões e as dores foram aumentado. No dia seguinte, apareceram-lhe umas bolhas esquisitas na pele. Com o passar dos dias, veio a sofrer de insónias mas as dores tinham abrandado.
Numa noite fria de Inverno, Sam acorda assustado debaixo de uma ponte que ficava num pântano perto da casa da Adda-Leigh. E nas noites seguintes ocorreu o mesmo. Sam começou a faltar à escola devido a tudo o que estava a acontecer. Com o passar do tempo, o seu corpo começou a modificar-se ficando parecido com um dragão.
Sam descobriu então que a sua família estava amaldiçoada por um terrível segredo originário de uma longínqua ilha na costa da China que há séculos assombrava várias gerações e que havia uma ordem que pretendia exterminar todos os dragões à face da Terra.
Para combater essa ordem, um padre chamado David e uma senhora, que tinha o poder de se transformar numa criatura bastante feia, andavam à procura do Sam antes que fosse tarde demais. Felizmente conseguiram chegar a tempo de ensiná-lo a lidar com os seus poderes, mas, mesmo assim, um seguidor da ordem tentou matá-lo. Para o salvar, a senhora transformou-se numa criatura e deu a sua vida em troca da vida de Sam.
Ao longo dos tempos, Sam foi aprendendo várias técnicas de defesa e preparou-se para a batalha entre os Seguidores da Ordem e os Dragões.
Eu já li vários livros, mas este foi o que mais me agradou, devido ao facto de não ser um livro muito grande mas ter uma história muito engraçada e aventureira.
Bruno Berrincha, 10ºB
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perlimpimpim s. m. 1. Pop. Us. na expressão pós de perlimpimpim, remédio para tudo. 2. Pós de efeitos maravilhosos, no dizer de alguns charlatães e prestidigitadores.
mirolho (ô) adj. s. m. Indivíduo que é vesgo, estrábico.Pl.: (ó).
tecnofilia s.f. Neologismo, formado pela aplicação do radical grego - filia (amizade, proximidade) à palavra tecnologia, e designa um comportamento de adesão, geralmente acrítica, às inovações tecnológicas.
tecnofobia s.f. Neologismo formado a partir de tecnologia e do grego phobos (medo). Medo da tecnologia moderna. Extremizada em obras de ficção, como o livro Frankenstein ou o filme Blade Runner. No quotidiano, manifesta-se como o receio em utilizar um computador ou uma caixa multibanco.
adaptado de: http://www.priberam.pt e http://pt.wikipedia.org/wiki
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A nossa escola está inscrita no II Campeonato superTmatik Quiz Língua Portuguesa, dirigido aos alunos do Ensino Básico.
Profª Ana Noválio
(organizadora)
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No passado mês de Outubro, demos início aqui no Bibli a uma nova iniciativa:
a Sondagem do Mês. Perguntava-se aos leitores qual o efeito da utilização generalizada da internet nos hábitos de leitura e de escrita.
58% opinaram que a utilização da internet tinha criado novas oportunidades e meios para a prática da leitura e da escrita, enquanto 25% defenderam a tese contrária. Finalmente, 18% acharam que nada mudou: quem lia/escrevia continuou a ler/escrever. Regista-se o último lugar para a neutralidade.
É evidente que estas nossas sondagenzinhas não têm mais valor científico do que as que são publicadas em qualquer site informativo ou de opinião, não têm mais pretensões do que ser um pretexto, uma pausa para uma reflexão sobre um determinado assunto.
E, sobre este assunto que lançámos, haverá opiniões em todos os quadrantes e para todos os gostos: desde os que concebem as Novas Tecnologias em si mesmas como um Prometeu ilimitado do séc. XXI que roubará este novo fogo os deuses até aos, que no outro extremo, no coro trágico, restrigem a credibilidade do conhecimento sólido, a aquisição do “saber” ao manuseamento das folhas de um livro.
Assim também terá sido provavelmente quando surgiu a imprensa no século XV – o códice, objecto com um valor patrimonial enquanto tal, deu lugar a uma revolução que banalizou o objecto, multiplicando-o: passou-se do Livro (meio caminho entre obra de arte e suporte documental) para o Exemplar, perdeu-se em raridade ganhou-se em número de leitores.
Também na época terá sido defendida a tese de que a generalização do meio veiculava ideias pagãs, que o uso do vernáculo secularizava e dessacralizava o saber e, sem dúvida, muito mais difícil se tornou a tarefa do index inquisitorial com a multiplicação industrial do material impresso.
Mas não nos iludamos: se, por um lado, não vejo razão para que o suporte, a facilidade no acesso à informação, à divulgação do escrito (veja-se a nova revolução na formação de opinião introduzida pela blogoesfera, pelo Twitter; o potencial epistolográfico do correio electrónico) não possam ser tidos como grandes aquisições humanas, na cidadania, na participação nas redes do conhecimento, também estes meios (e não fins) trouxeram novos perigos, novos desafios a quem procura promover um saber significativo.
Qualquer utilizador mais imaturo ou menos avisado destes espaços
desmaterializados, onde circula uma imensidão de bites diária, está sujeito a perigos que todos nós conhecemos. Sem querer abordar aspectos mais dramáticos do assunto, creio que muitos de nós já se deram conta do leitor-zapping em que muitos nos tornámos – a quantidade em detrimento da qualidade, a superficialidade suplantando a reflexão e a investigação, o rumor sobre a verdadeira informação, o veloz corta-e-cola do Google em vez da trabalhosa síntese crítica.
Pois aqui está um importante papel para as bibliotecas escolares: ajudar a transformar tanto equipamento tecnológico, tanta informação em conhecimento, desenvolvimento, espírito crítico, cidadania…
Por tudo isto, neste ano em que se abrem novas oportunidades e se generalizam modelos de gestão das bibliotecas escolares, não vinha mais a propósito este tema que lançámos nesta nova sondagem que propomos para o mês de Novembro.
Participem!
Fernando C. Rebelo
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O livro da minha vida foi Pedro, olhos de águia de Maria Teresa Maia Gonzalez que nasceu em Coimbra, em 1958. Licenciada em Línguas e Literaturas modernas, foi professora de língua portuguesa entre 1982 a 1997, no ensino oficial e particular, sendo uma das mais vendidas e prestigiadas autoras portuguesas de livros dedicados a crianças e jovens adolescentes.
Este livro fala sobre um rapaz chamado Pedro com quinze anos e postura atlética, que pertence a uma família de Cascais com um grande passado, muita rica, chamada Castelo Branco. O seu pai, porém, está na prisão, conhecendo assim a solidão e a doença. Só Pedro o apoia e visita na prisão durante 3 longos anos até a sua libertação.
Foi o livro da minha vida, porque gostei imenso e foi o único livro que eu li até hoje. Uma das mensagens do livro que ficou marcada no meu pensamento foi que até os nossos queridos parentes podem desapontar-nos, mas, mesmo assim, não os podemos abandonar no meio do nada – pelo contrário, devemos ajudá-los em tudo que estiver ao nosso alcance e torná-los pessoas melhores. No caso do Pedro, apesar das origens familiares, ele vai visitar e apoiar o seu pai, que conhece a prisão, a solidão e a doença, porque não deixa de ser seu pai e ele sabe que ao ajudá-lo, irá torná-lo numa pessoa melhor.
Este livro é sem dúvida um dos melhores livros que já li, porque deixa como mensagem, o amor de um filho, pelo seu pai que passa grandes dificuldades na sua vida, mesmo depois de este o ter desapontado.
Diogo Jorge, 10ºB
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Sabemos que há estórias & histórias. Dicionaria-mente falando, diremos que aquelas são narrativas de ficção, factos sem o serem, puramente imaginados, romanceados; estas, são factuais, directamente observáveis ou baseadas em documentos e testemunhos, traduzindo-se ambas em contos, crónicas,
novelas, fábulas, enfim… narrativas.
O que será mais real: nós ou as nossas imagens?, a Vida ou a Literatura?, as nossas histórias ou as nossas estórias?
Oscar Wilde escreveu duas frases que, na minha idiossincrasia, traduzem bem a necessidade e a importância espiritual de uma “outra vida” (ou dimensão desta) talvez mais autêntica e real que aquela a que estamos habituados e à qual estamos presos julgando – por vezes – ser a única: «a literatura antecede sempre a vida»; «o máximo na literatura é a realização daquilo que não existe». Podemos ser e ter tudo em Literatura, sobretudo aquilo que julgávamos não existir. “O que (ainda) não existe” – para aqueles que perderam a capacidade de sonhar, de imaginar - é a outra dimensão da Vida. Quando narramos aos outros e a nós mesmos, os nossos desejos, utopias, sonhos, impossibilidades e vontades radicais, estamos a criar, como deuses – no Olimpo da Literatura – aquilo que “não existia”. Também Fernando Pessoa(s) assumia, em termos de Vida-vivida, com mais autenticidade e sentido(s), pelo fingimento e com as máscaras (uma outra forma de imaginar e criar mundos), o primado da Vida-Literatura: «a literatura como toda a arte, é uma confissão de que a vida não basta».
Escrever, seja o que for, com coerência, paixão, sentido(s) e capacidade de inovação, é cada vez mais difícil. Vivemos rodeados de verborreias televisivas e outras de toda a espécie (sobretudo no plano da Educação e Ensino) – arriscamo-nos ao esgotamento e à “de(s)ignificação” dos rituais, do encanto, dos mistérios e da magia do Ver-a-Ler, das palavras-luz através das quais se vê o mundo – escre(ver) é ver, ver é contar… Recriar o mundo pela narrativa, é talvez uma das tábuas de salvação do Homem.
Por isto e por algo mais que sinto mas que não consigo dizer (dar-a-ver) porque há palavras que estão cansadas e doentes, agradeço a todos os escritores do mundo, oftalmologistas de palavras, a re-criação/re-visão deste mundo e a criação/visão de outros mundos.
Prof. Ângelo Rodrigues
in um bailado no centro da Alma, Editorial Minerva, Maio de 2002
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filme a não perder: Good bye, Lenin, disponível na nossa biblioteca, que retrata de uma forma hilariante e comovente como se viveu a História do outro lado do Muro pondo a nu muitos dos anacronismos desses dois mundos que o Muro dividiu e os limites do paraíso da nossa sociedade de consumo.



