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Posts Tagged ‘Literatura Portuguesa’

Testemunho de um passado recente tão diferente do actual momento Reportagem sobre a atividade «dar voz aos clássicos»

Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett

A atividade formativa que juntou as turmas E, F e G de 11.º ano decorreu ao fim da manhã da terça-feira, dia 10 de março 2020.

     O Centro de Recursos da nossa escola recebeu as três turmas num momento de aprendizagem fora do vulgar, subordinado ao estudo da obra Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett, naquela que foi a Semana da Leitura. O objetivo do encontro, num contexto e espaço diferentes, é simples: os alunos dramatizam a leitura e, com recurso a excertos do filme Quem És Tu, de João Botelho, comparam e analisam as emoções que das personagens emanam.

    A dinâmica centrou-se nos manuais e na fluência com que cada um leu e encarnou a sua personagem – fator importante para a compreensão da mensagem do texto. Na tragédia, tanto os presságios como as peripécias conferem à obra um toque de mistério e suspense, que se encontram patentes ao longo do enredo.

    Depois de discutido o sentido da palavra “Ninguém.”, proferida pelo Romeiro – o qual responde à questão de Jorge: “Romeiro, romeiro, quem és tu?” – houve lugar para se manifestarem opiniões em relação à aula, a qual foi considerada, por vários, esclarecedora, diferente e mais dinâmica.

    A atividade terminou com o apelo da professora bibliotecária (Dulce Sousa), que reforçou a importância da biblioteca escolar – que, segundo ela, os alunos devem frequentar e aproveitar, de forma autónoma, para pesquisas e leituras.

 Luís Ascensão – 11.º E.

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semana da leitura - cartaz

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A Multiplicidade em Fernando Pessoa

fpA imagem que escolhi é da autoria do artista português Rui Pimentel. Representa, de uma forma curiosa, o autor Fernando Pessoa e o seu processo de fragmentação do “Eu”, que remete para a multiplicidade do poeta.

Esta gravura mostra o poeta em frente a um espelho que reflete três diferentes personalidades que constituem o seu “todo”, representando alguns dos heterónimos que assumiu.

O espelho, podendo assumir inúmeros significados, pode aqui ser encarado como um símbolo da verdade e sinceridade, um instrumento de contemplação, sendo possível atingir, o pensamento em si mesmo.

Tal como acontece no mito de Narciso1, também Pessoa se olha ao espelho com a finalidade de se conhecer. As várias reflexões surgem então como fragmentos do pensamento do poeta.

Através da sua poesia expressa o desejo que tem de conhecer o seu verdadeiro “Eu”, “Não sei quantas almas tenho/ Cada momento mudei./ Continuamente me estranho./ Nunca me vi nem achei.”2.

Esta necessidade de se conhecer leva-o a fragmentar-se em outros, que apesar da mesma aparência têm personalidades completamente distintas, “Atento ao que sou e vejo,/Torno-me eles e não eu./ Cada meu sonho ou desejo/ É do que nasce e não meu.”2.

Tal como representado na figura, neste processo de despersonalização destacaram-se Alberto Caeiro, poeta bucólico, antimetafísico e mestre dos outros – “Pensar é estar doente dos olhos”3, Ricardo Reis poeta clássico, e Álvaro Campos, poeta engenheiro, amante da ‘força da máquina’ – “Ah poder exprimir-me todo como um motor se exprime!”4 -, cuja vida acaba por tomar um rumo semelhante à do seu criador -“Não: Não quero nada/Já disse que não quero nada”5.

Perante a imagem conclui-se que o espelho funciona de certo modo como uma ferramenta que permite o autoconhecimento do próprio poeta e uma consequente expressão e materialização do seu pensamento.

Sara Cardoso, 12ºB

  1.  – Mito grego no qual um belo jovem se apaixona pelo seu reflexo e este acontecimento acaba por conduzir à sua morte.
  2.  – Não sei quantas almas tenho”, Fernando Pessoa
  3.  “O Mundo não se Fez para Pensarmos Nele”, Alberto Caeiro
  4.  – “Ode Triunfal”, Álvaro de Campos
  5. “Lisboa Revisitada”, Álvaro de Campos

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Um dos recursos incluídos na nossa Linha na Estante, agora enriquecido com alguns novos títulos é a biblioteca de clássicos da literatura portuguesa. Com origem na sua maior parte da Biblioteca Digital Porto Editora, inclui algumas obras de leitura curricular do  3º ciclo e do Ensino Secundário, contando-se entre elas  as de Gil Vicente,  Camões, Vieira, Garrett, Eça, Pessoa e Florbela Espanca, para  promoção da sua leitura junto dos nossos alunos que preferem este formato. Continuem então a visitar-nos e boas leituras!

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