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Apenas um clip publicitário de uma ópera tendo como enredo as redes sociais, em cena em Londres nos meses de Junho/Julho… mas dá que pensar, não?

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Perguntámos  no início do ano lectivo, na nossa Sondagem do Mês, que factores poderiam contribuir mais para o melhorar.

Contabilizados os votos, há a destacar um razoável número de participantes, tendo 30% considerado que uma maior responsabilização das famílias seria o mais importante para melhores resultados. De facto, algumas mudanças sociais passaram a atribuir à escola, quase em regime de exclusividade, a tarefa de educar as crianças e os jovens, sentindo-se muitos pais desresponsabilizados pelo seu processo educativo, que certamente vai muito para além do que a melhor escola lhes pode dar. O outro lado da moeda talvez seja uma recente participação mais activa das associações de pais nos órgãos de gestão, tornando-os corresponsáveis pelas decisões da instituição que socialmente prepara o futuro dos seus educandos.

Sem grandes surpresas, a satisfação profissional dos professores, colheu o segundo lugar nas preferências, com 20% dos votos. As constantes reformas no ensino e alterações nas condições da carreira docente não têm  certamente criado um ambiente muito favorável ao seu desempenho. Mas este tema levar-nos-ia muito mais longe que um simples apontamento aqui no Bibli recomendaria…

Em terceiro, com 8%, uma maior preparação dos professores e uma maior autonomia na gestão das escolas leva-nos para o lado técnico-organizacional do ensino.. e quem sabe se estes factores não estarão de alguma forma associados ao anterior.

Finalmente, instrumentos jurídicos, como o Novo Estatuto do Aluno ou a melhoria dos recursos materiais, como a intervenção do PTE e do parque escolar nas escolas, recolhem 6% e 4%, respectivamente das preferências dos leitores.

Mas, mal ou bem,  o ano lectivo já está em marcha, é tempo de propor-vos uma nova sondagem sobre um tema que desde há algum tempo está na ordem do dia, pelas melhores ou piores razões: qual a característica mais marcante das redes sociais (blogues, marcadores sociais, Twitter, Facebook, etc.)?

Dificilmente esta forma de comunicação, disseminada a uma velocidade exponencial, levantaria mais dilemas, ambivalências em relação ao seu papel na nossa sociedade do que qualquer outra anteriormente experimentada. Se, por um lado, uns a diabolizam pelo excesso de exposição da intimidade, os perigos das amizades virtuais, o excesso de ruído e de informação, que não substituem o conhecimento,  a reprodução em vez da produção, outros há que defendem o dever moral da partilha, a multiplicidade de fontes de informação, a velocidade e a capacidade que alcançámos no acto comunicativo, e todo um novo paradigma de interacção social, ensino e aprendizagem que rapidamente se está desenvolvendo.

E você, leitor, o que acha?

(dê-nos o seu “clique” no painel lateral do blogue: Sondagem do Mês)

Fernando Rebelo

imagens: daqui e daqui

Outras sugestões:

 

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No passado mês de Outubro, demos início aqui no Bibli a uma nova iniciativa: Prometeu Rouba o fogoa Sondagem do Mês. Perguntava-se aos leitores qual o efeito da utilização generalizada da internet nos hábitos de leitura e de escrita.

58% opinaram que a utilização da internet tinha criado novas oportunidades e meios para a prática da leitura e da escrita, enquanto 25% defenderam a tese contrária. Finalmente, 18% acharam que nada mudou: quem lia/escrevia continuou a ler/escrever. Regista-se o último lugar para a neutralidade.

É evidente que estas nossas sondagenzinhas não têm mais valor científico do que as que são publicadas em qualquer site informativo ou de opinião, não têm mais pretensões do que ser um pretexto, uma pausa para uma reflexão sobre um determinado assunto.

E, sobre este assunto que lançámos, haverá opiniões em todos os quadrantes e  para todos os gostos: desde os que concebem as Novas Tecnologias em si mesmas como um Prometeu ilimitado do séc. XXI  que roubará este novo fogo os deuses  até aos, que no outro extremo, no coro trágico, restrigem a credibilidade do conhecimento sólido, a aquisição do “saber” ao manuseamento das folhas de um livro.

Scribe-books-computerAssim também terá sido provavelmente quando surgiu a imprensa no século XV – o códice, objecto com um valor patrimonial enquanto tal, deu lugar a uma revolução que banalizou o objecto, multiplicando-o: passou-se do Livro (meio caminho entre obra de arte e suporte documental) para o Exemplar, perdeu-se em raridade ganhou-se em número de leitores.

Também na época terá sido defendida a tese de que a generalização do meio veiculava ideias pagãs, que o uso do vernáculo secularizava e dessacralizava o saber e, sem dúvida, muito mais difícil  se tornou a tarefa do index inquisitorial com a multiplicação industrial do material impresso.

Mas não nos iludamos: se, por um lado, não vejo razão para que o suporte, a facilidade no acesso à informação, à divulgação do escrito (veja-se a nova revolução na formação de opinião introduzida pela blogoesfera, pelo Twitter; o potencial epistolográfico do correio electrónico) não possam ser tidos como grandes aquisições humanas, na cidadania, na participação nas redes do conhecimento, também estes meios (e não fins) trouxeram novos perigos, novos desafios a quem procura promover um saber significativo.

Qualquer utilizador mais imaturo ou menos avisado destes espaços caverna tecnológicadesmaterializados, onde circula uma imensidão de bites diária, está sujeito a perigos que todos nós conhecemos. Sem querer abordar aspectos mais dramáticos do assunto, creio que muitos de nós já se deram conta do leitor-zapping em que muitos nos tornámos – a quantidade em detrimento da qualidade, a superficialidade  suplantando a reflexão e a investigação, o rumor sobre a verdadeira informação, o veloz corta-e-cola do Google em vez da trabalhosa síntese crítica.

Pois aqui está um importante papel para as bibliotecas escolares: ajudar a transformar tanto equipamento tecnológico, tanta informação em conhecimento, desenvolvimento, espírito crítico, cidadania…

Por tudo isto, neste ano em que se abrem novas oportunidades e se generalizam modelos de gestão das bibliotecas escolares, não vinha mais a propósito este tema que lançámos nesta nova sondagem que propomos para o mês de Novembro.

Participem!

Fernando C. Rebelo

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