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solO Sol é a estrela central do Sistema Solar. É a estrela que se encontra mais perto de nós e ocupa 99,86% da massa total do Sistema Solar, possuindo uma massa 332 900 vezes maior que a da Terra. A distância da Terra ao Sol é de cerca de 150 milhões de quilómetros. A luz solar demora aproximadamente 8 minutos e 18 segundos para chegar à Terra e, portanto, se o Sol “morresse”, só saberiamos 8 minutos e 18 segundos após a sua morte. Esta estrela é composta por hidrogénio (74% da sua massa e 92% do seu volume), hélio ( 24% da sua massa e 7% do seu volume) e por pequenas quantidades de outros elementos como, por exemplo, o ferro.

Como se formou o Sol?

Os estudos mais recentes ainda não explicam exatamente como o Sol se formou, mas pensa-se que antes do Sol surgir, o que existia no lugar do sistema solar era uma gigantesca nuvem de gases e poeiras. Acredita-se que no centro da nuvem se concentrou uma porção de massa, e por ser tão grande e pesada, a sua força gravitacional reteve os gases com facilidade dando origem a esta estrela.

O que são erupções solares?

As erupções solares são explosões na superfície do Sol causadas por mudanças repentinas no seu campo magnético. A atividade na superfície solar pode causar níveis altos de radiação que pode vir em forma de partículas (plasma) ou radiação eletromagnética (luz). Quando uma elevada quantidade de energia armazenada no campo magnético solar explode, o Sol liberta porções de energia na forma de radiações de todo o espetro electromagnético, que vão desde ondas de rádio até aos raios X e raios gama.

O que são ventos solares?

A matéria libertada pelo Sol e que se desloca pelo espaço interplanetário é chamada vento solar. O vento solar é formado por partículas com valores elevados de energia. Quando a atividade solar não é significativa, o vento solar é uniforme e com velocidade aproximada de 400 km por segundo; mas quando há perturbações solares violentas, o vento solar pode alcançar velocidades muitas vezes superiores às observadas normalmente.

ventos solares

Qual a importância do sol?

O Sol é indispensável para a Terra, constituindo a fonte energia que mantém toda a vida no planeta. A energia libertada pelo sol provém do núcleo solar através de reações termo-nucleares. Também desempenha um papel importante na astronomia pois o seu estudo serve de base para o conhecimento de outras estrelas que, de tão distantes, nos surgem como meros pontos de luz. O Sol é estudado através de telescópios, como por exemplo o telescópio ‘’Gregor’’, que permite estudar o seu interior e produzir imagens do seu núcleo. Para além disto , o estudo da luz do Sol e do respetivo espetro contribuiu para a descoberta do elemento hélio. Foi Isaac Newton que demonstrou em 1665/66 que a luz branca (luz do Sol) ao passar por um prisma se decompõe em luzes de diferentes cores, formando um espetro como o arco-irís – o espetro solar. Em 1814, Joseph Fraunhofer, usando inicialmente prismas e depois redes de difração, constatou que o espectro solar na realidade contém centenas de linhas negras sobre as cores. Também ocorrem linhas nas regiões invisíveis do espetro, ou seja, na zona do infravermelho, ultravioleta e outras. As radiações emitidas pelo sol são absorvidas tanto pela atmosfera solar como pela nossa atmosfera sendo, por isso, observadas como espetros de absorção. O espetro de absorção do Sol, e de outras estrelas, permite identificar elementos químicos individuais, presentes nas suas camadas exteriores. As riscas escuras deste espetro designam-se por riscas de Fraunhöfer.

espetro solar

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A luz do Sol deve-se a reações nucleares de fusão em que intervém o hidrogénio. O Sol brilha há pelo menos 4,5 biliões de anos e ainda tem hidrogénio suficiente por mais 10 biliões de anos, no entanto, quando o hidrogénio do Sol acabar, acredita-se que este se irá contrair auxiliado pela sua elevada força de gravidade. À medida que isso for ocorrendo, aquecerá ainda mais, fazendo com que o seu raio se expanda e transformando-se numa estrela chamada Gigante Vermelha. O Sol ficará tão grande que ultrapassará em tamanho a órbita da Terra, atraindo para o seu interior o nosso planeta e o resto do sistema solar. Por fim, o centro também arrefecerá até se tornar numa estrela conhecida por Anã branca. Agonizante e mais fria, não conseguirá produzir mais energia a partir da fusão e perderá todo o seu brilho.

Saber mais (vídeos): O Sol ; Linhas Espetrais

Sara Sequeira, 10ºC

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Das diferentes radiações emitidas pelo Sol, algumas são reflectidas ou absorvidas na atmosfera mas muitas chegam à Terra. Nestas, encontram-se radiações imprescindíveis à vida no nosso planeta mas também algumas prejudiciais.

As radiações prejudiciais, são todas as que têm consequências malignas como é o caso das radiações ultra-violeta (U.V.). Estas estão subdivididas em três, a U.V.-A, U.V.-B e U.V.-C, de acordo com os valores de comprimento de onda que apresentam. A radiação U.V.-A, é a menos energética, com comprimento de onda que varia de 320nm a 400nm enquanto que a U.V C é a mais energética, com comprimento de onda 280nm.

Entre os efeitos nocivos das radiações ultra-violeta contam-se as queimaduras solares, ao nível da pele. Felizmente as radiações ultra-violeta B e a ultra-violeta C, as mais energéticas, são filtradas pelo ozono existente nas camadas superiores da atmosfera, nomeadamente na Estratosfera, pelo que não chegam à Terra com grande intensidade. Isto é, sem a presença do ozono estratosférico, que absorve uma parte importante da radiação ultravioleta que atinge a Terra e portanto actua como um filtro, a exposição ao Sol prejudicaria seriamente todas as formas de vida.

Os filtros solares absorvem de forma selectiva um determinado tipo de radiação mas não impedem a passagem de outras radiações.

Além de filtros naturais, como o ozono e a mielina, o Homem, com a sua capacidade de descoberta e evolução científica, desenvolveu produtos que aumentam a protecção da pele de que é exemplo o creme protector solar. De acordo com a sua composição química, estes cremes filtram com intensidade diferente o que está relacionado com diferentes graus de protecção. Nestes produtos, a eficiência de protecção é indicada pelo Factor de Protecção Solar (FPS) ou Índice de Protecção Solar (IPS). Por exemplo, um FPS igual a 20 indica que o tempo de exposição ao sol poderá ser 20 vezes maior do que sem protector e, em princípio a pessoa estará mais protegida relativamente aos efeitos das radiações U.V. sobre a pele, do que se não utilizar protector solar.


Rafael Oliveira, 10ºC

fotos originais da Profª Laila Ribeiro

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