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Jane Austen 1775-1817

Jane Austen 1775-1817

Cumprem-se neste mês de Janeiro 200 anos sobre a 1ª edição de Orgulho e Preconceito, romance da escritora inglesa dos inícios do séc. XIX, Jane Austen. Numa época em que as mulheres da sua classe (a burguesia abastada) eram essencialmente um modelo de virtudes conjugais, orientadas para o governo da casa e para o domínio das “artes sociais”, Jane revelou uma curiosidade intelectual, uma capacidade de observação e uma ousadia artística muito distinta da maior parte das mulheres do seu tempo. No entanto, o preconceito e a necessidade de manter as aparências fizeram com que os seus romances (Orgulho e Preconceito foi o segundo, depois Sensibilidade e Bom-senso)  tivessem sido publicados anonimamente.

1ª edição de "Orgulho e Preconceito"

1ª edição de “Orgulho e Preconceito”

Retratando a sociedade em que viveu, com todas as suas contradições, dilemas morais, restrições sociais e afectivas, Austen construiu uma série de enredos e personagens que se revelariam um enorme potencial ficcional para uma nova arte que só surgiria quase 100 anos após a publicação da sua obra – o cinema.

Como mulher, para além dos constrangimentos do seu tempo, é ainda por muitos considerada uma pioneira artística de uma construção feminista que viria a ter o seu auge já no séc. XX. É nesta qualidade que um dossier do jornal El Mundo destaca a efeméride, com a publicação de uma entrevista imaginária com autora, juntamente com informação bibliográfica da obra, contrastando o contexto e papel social das mulheres dos romances de Austen com a realidade feminina do séc. XXI. A merecer uma visita.

Fernando Rebelo

clique para aceder ao dossier do "El Mundo"

clique para aceder ao dossier do “El Mundo”

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“A Internet é a primeira coisa inteiramente produzida pela humanidade, que a humanidade não entende; a maior experiência de anarquia que alguma vez tivemos”

Fonte: The Independent

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Durante muitos anos, a mulher foi vista como um ser humano inferior aos homens e sofreu imensas afrontas, violências e discriminações. A mulher já foi considerada por muitos escritores e até filósofos como um ser que nem alma possuía. Os anos passavam e a retaliação contra a mulher a desprovia de quase todos os privilégios, restando-lhe apenas as responsabilidades, entre elas, o cuidado com a casa e com os filhos. Quando trabalhavam, ganhavam imensamente menos do que os homens.

Mas em 1857, um grupo de operárias de uma fábrica têxtil em Nova Iorque, reivindicaram a redução do seu horário de trabalho de 16 horas por dia para 10 horas. Estas operárias recebiam um ordenado bem menor do que o dos homens. Como consequência, foram fechadas dentro da fábrica, onde se declarou ter havido um incêndio, em que cerca de 1.300 mulheres morreram queimadas, vítimas de mais esta retaliação. Morreram com um grito que talvez nunca alguém tenha ouvido: “Independência ou morte”. Uma frase, que embora sem nenhum som, ecoou nos séculos posteriores.

Felizmente, no século em que vivemos há uma incessante luta pela conquista dos mesmos direitos entre homens e mulheres (igualdade na educação, no emprego, no salário, no direito ao voto, etc). Grande parte desta “emancipação da mulher” se deve às alterações do código moral e social na sociedade no séc. XX, principalmente depois da Primeira Guerra Mundial.

No que diz respeito às religiões e imensas seitas, as mulheres também sofrem com o preconceito, não podendo assumir os mesmos cargos que muitos homens. No Islamismo, por exemplo, existe uma submissão cega ao homem. A Maçonaria também não aceita mulheres como seus membros. Na Igreja Católica, ainda hoje, a mulher não pode exercer o papel sacerdotal. Em algumas igrejas Evangélicas, por exemplo, a mulher porém já pode ser pastora e exercer os mesmos cargos que o homem, contrariamente a outras mais tradicionais onde ainda existe esta segregação entre homem e mulher.

O processo de direitos/liberdade da mulher (e do ser Humano), está evoluindo muito lentamente. Podemos dizer que o século XX foi um dos piores séculos da história da Humanidade: é como se o mundo tivesse retrocedido neste período, em termos de segregação, perseguição e injustiças, dentre muitas outras coisas. Neste período turbulento na história da Humanidade, a mulher foi ganhando seu espaço na sociedade e seus direitos/liberdades foram evoluindo, no meio dos movimentos, revoluções, guerras e com as mutações na estrutura social e nos costumes. Podemos dizer que a mulher foi “marcada” e “machucada” com o tempo.

Em pleno século XXI, ainda existem países em que a mulher ainda não tem nenhum direito, elas apenas fazem o trabalho de casa e servem para procriar ou são vistas somente como símbolo sexual. Mulheres que nos educam, e educaram muitos homens bem sucedidos, ainda hoje, não podem assumir os mesmos cargos que eles.

À medida que as mulheres foram conquistando o seu lugar e consequentemente, seus direitos e privilégios, e não mais apenas responsabilidades, elas provaram ser imensamente versáteis e habilidosas, podendo ao mesmo tempo ser mães, amigas, esposas, namoradas, professoras e apesar de tudo isto, ainda podem ser mulheres: femininas, modernas, vaidosas, bonitas e inteligentes.

Essas mulheres “guerreiras”, mesmo nos meios onde ainda há algum preconceito, continuam “firmes e fortes”, acreditando nos seus ideais, planos e propósitos. Hoje temos mulheres que são grandes personalidades como Angela Merkel, a Rainha Isabel II, Condoleeza Rice, Hillary Clinton, Oprah Winfrey, Tyra Banks, Angelina Jolie, entre muitas outras.

Pelo facto de reconhecer o imenso valor das mulheres e como um acto de gratidão, resolvi escrever, homenageando-as no seu dia. Às mulheres, que são mães, amigas, esposas, médicas, filhas, secretárias, advogadas, professoras, etc., o meu “muito obrigado”.

A história pode não ter sido benevolente com elas mas, apesar de tudo, nós amamos essas mulheres que nos educam, que nos criam, que nos amam, que namoramos, que dedicam a sua vida às nossas, que lutam pelos seus ideais, que acreditam que apesar de tudo, um dia, vamos viver num mundo melhor. Parabéns Mulheres!

Luiz Monteiro, 10ºE

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Damos início a uma nova rubrica assinada pelo Luiz Monteiro do 10º E, que tem apetência pela escrita sobre temas sociais, pelo levantar de questões ligadas com os esterótipos, conflitos, ideias feitas na comunidade global em que vivemos. Desta forma, ele propõe-se abordar, desde o seu ponto de vista, conceitos sem preconceitos – e assim se vai chamar esta rubrica, que por opções editoriais, mantém as marcas da norma do português do Brasil sempre que o autor a utilizar.

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Metrossexual é o homem do século XXI – Mas para você o que é um Metrossexual? Um homem vaidoso? Um homem fútil? Um homem que se diz homem mas no fundo é “gay”? Bom, Metrossexual é um homem que se cuida (não em excesso), ele quer sempre estar na moda, nos eventos badalados, uma pessoa elegante que sabe se posicionar diante das situações, que cuida do corpo, que marca sua identidade também pela aparência, que gosta de roupas da moda (o Metrossexual não precisa necessariamente de usar roupas de moda, mais ele pode ter todos os outros requisitos), ele é simultaneamente o homem da metrópole e heterossexual. O termo surgiu em 1994 e popularizou-se  no final do século XX, tendo o jogador David Beckham como símbolo da “vaidade” masculina.

Por que razão muitas das vezes o homem Metrossexual é confundido com o gay? Ser gay implica opções/tendências de vida muito mais profundas e distintas. Por isso surge o preconceito. Porque a sociedade ainda tem tanto preconceito contra os Metrossexuais? Vamos lá saber a verdade: você prefere um homem todo arrumado, bem cuidado, unhas feitas, sobrancelha limpa, depilado (e também a depilação masculina é uma questão até mesmo de higiene pessoal), com o cabelo arrumado, e com o corpo bem cuidado ou barrigudo, careca e com a unha do pé encravada? Para mim, algumas pessoas ainda tem o pensamento que o homem deve ser barrigudo, não se deve preocupar com a aparência, apenas com o trabalho e com a família. Bom as mulheres finalmente conseguiram se tornar mais independentes agora elas cuidam da casa e dos filhos mais também trabalham, quantas mulheres hoje são os homens da casa? Se as mulheres conseguiram se libertar porque os homens não podem? E também quantos homens hoje são as donas de casa? Muitas mulheres hoje saem para trabalhar e o homem fica cuidando da casa, então a mulher que ganha mais do que o homem é mais poderosa do que ele?

Está na hora de nós deixarmos de lado o preconceito. Porquê uma mulher quando faz o “trabalho de um homem”  é pioneira e quando o “homem faz o trabalho de uma mulher” ele tem de ser forçosamente gay? Porquê, se as mulheres dormem com junto com uma amiga, elas não são homossexuais, e se um homem dorme com um amigo ele é gay? Porque uma mulher pode usar o azul e o rosa e o homem só o azul? Hoje já existem salões de beleza só para os homens, clinicas de depilação só para os homens, revistas para o universo masculino, o “dia do noivo”, e a indústria de cosméticos está cada vez mais investindo no universo masculino.

A Metrossexualidade representa o homem do séc. XXI e já é uma realidade. Não podemos ter preconceito, não só contra os Metrossexuais, mas, também contra qualquer pessoa que fuja aos padrões maioritários impostos pela sociedade. Num mundo globalizado, em que cada vez mais temos contacto com diferentes pessoas, oriundas de diversas nacionalidades, com diferentes contextos sociais, pensamentos, religiões, temos de respeitar toda essa variedade de tribos, raças, pensamentos, religiões, mesmo que não concordemos com os as suas crenças ou ideais. Se gostar é uma opção, respeitar é, sem dúvida, um dever.

Luiz Felipe Monteiro, 10ºE

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disponível em: http://www.youtube.com/user/sofiasimao36

E, a propósito deste pedaço da nossa História dos finais do século XX, um cartaz de Adeus Leninefilme a não perder: Good bye, Lenin, disponível na nossa biblioteca, que retrata de uma forma hilariante e comovente como se viveu a História do outro lado do Muro  pondo a nu muitos dos anacronismos desses dois mundos que o Muro dividiu e os limites do paraíso da nossa sociedade de consumo.

Outubro de 1989 era uma má altura para ficar em coma, para quem vivesse na Alemanha de Leste – e é o que acontece precisamente à mãe de Alex, uma activista do progresso social e das melhorias na vida de todos os dias na Alemanha socialista. Alex tem um grande problema em mãos, quando a sua mãe acorda do coma, 8 meses depois. O seu coração está tão fraco que o menor choque pode levá-la à morte. E o que poderia ser mais chocante do que a queda do Muro de Berlim e o triunfo do capitalismo no seu amado país?

Para salvar a sua mãe, Alex transforma o apartamento onde vivem numa ilha do passado, num museu do socialismo, onde a sua mãe é amavelmente levada a crer que nada mudou. O que começa por ser uma pequena mentira, começa a fugir ao controlo de Alex, que vê a sua mãe a querer circular pela casa, ver televisão, etc. «Good Bye Lenin» conta a história de um filho que tenta mover montanhas e criar milagres para restaurar a saúde da mãe – e mantê-la na ilusão de que Lenin tinha ganho a batalha contra o capitalismo.

in «DNmais», 20 Set. 2003, disponível em: http://www.cinema2000.pt/ficha.php3?id=3677

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