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Posts Tagged ‘Redes’

1O desenvolvimento das telecomunicações aumenta os fluxos de informação e dinamiza as relações internacionais, tendo diminuído as vertentes distância-tempo e distância-custo. As TIC constituem um instrumento de desenvolvimento económico e de coesão social, desenvolvendo um novo conceito de espaço, designado por ciberespaço, onde a interação entre pessoas e empresas de todo o mundo é cada vez maior.

Assim, o desenvolvimento das TIC tem um papel muito importante na sociedade atual, por facilitar as relações interterritoriais e dinamizar as atividades económicas.

Em Portugal, têm-se realizado progressos significativos relativamente à criação de infraestruturas e à difusão das redes de telecomunicação.2

Os contrastes na repartição espacial das redes de telecomunicação coincidem com os contrastes na distribuição da população, sendo que a maioria se encontra no litoral. Porém, todo o território está coberto pelas redes de serviços essenciais, o que permite a toda a população o acesso à informação e internet.

Desta forma, Portugal encontra-se conectado ao resto do mundo através de serviços internacionais de comunicação por satélite e por uma rede de cabos submarinos de fibra ótica, o que permite a realização de contactos mais rápidos e baratos com a maioria dos países.

3O desenvolvimento tecnológico exige uma sociedade onde o conhecimento é um valor fundamental que deve promover a criação de emprego e riqueza, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento social. Nesse âmbito, a política comunitária adotou iniciativas como a Iniciativa Internet, em 2000, que visava o crescimento acelerado do uso da internet e constituiu um instrumento complementar do Programa eEuropa, o Programa Operacional Sociedade do Conhecimento e o Programa Ligar Portugal, todos com o objetivo de dotar Portugal dos meios e saberes necessários para responder aos desafios da nova sociedade da informação. Atualmente, seguindo as orientações da Agenda Digital para a Europa,  Portugal definiu e aprovou, em 2012, a sua própria Agenda Digital. Esta visa contribuir para o desenvolvimento da Economia Digital e da Sociedade do Conhecimento, preparando o país para um novo modelo de atividade económica.

Alice Santos, 11º D

Imagens retiradas da plataforma Flickr:

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"Escuela Lectura", Philippe Behá, via Pinzellades al món

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Jonathan Holstenholme

Agora que o ano acaba e se entra em época de balanços, agora que o Bibli cumpre dois anos lectivos e ultrapassa as 110.000 visitas, é tempo de reflectir sobre o que ele representa e se alcançou, gorou ou ultrapassou os objectivos com que eu e a Teresa Antunes o criámos em Outubro de 2008.

Mais do que um weblog como jornal online de actividades, ele deveria  ser a actividade – a actividade de uma biblioteca em linha, como  promete o subtítulo que ostenta desde o início, com  informação didáctica, lúdica e cultural (se é que tal se pode categorizar), recursos  educativos e  talvez, acima de tudo, produções dos seus leitores/utilizadores.

Um retrato mais detalhado dos conteúdos do Bibli pode demonstrar que o propósito de tornar este blogue da BE um veículo e motivação extra para que professores e alunos da ESDS pudessem produzir e publicar os seus trabalhos, opiniões, demonstrar as suas capacidades e talentos acaba por ter  expressão significativa.

Era importante ainda que o Bibli lhes desse visibilidade, amplificasse o espaço da BE muito para além dos seus rígidos  200 m2. E o número de visitas nestes 21 meses provou que este nosso “um outro sítio da BE da ESDS” é um pouco maior do que isso.

Mas quem serão todos esses visitantes? Viajantes de outros destinos que aqui chegam por acaso? Certamente que é o caso de muitos deles – no entanto, alguns dados fazem-nos crer que a frequência desta BE virtual está sem dúvida ligada aos ciclos lectivos.

Outros dados, como o grande aumento de visitas à página inicial no último  ano (cerca de 10.000) e o número de acessos por buscas no Google sobre bibliblog, através do site da ESDS e de outros blogues de BEs, levam-nos a crer que já contamos com um razoável número de viajantes mais conhecedores do seu destino. Sentimo-nos lisonjeados com a preferência, entre outros, dos blogues da BEs da Escola 2+3 do Viso , da ES de Bocage, da ES Alfredo dos Reis Silveira e do Blog  Em Construção, de uma falante da nossa língua, amante de livros do outro lado do Atlântico.

Era também nosso propósito promover, dentro do possível, a interactividade – o que, de alguma forma, se traduziu nas Sondagens do Mês, mas sobretudo nos 163 comentários de alunos e professores da nossa escola, ex-colegas, mas também de ilustres desconhecidos que quiseram deixar uma marca da sua presença através de uma palavra elogiosa, uma sugestão ou de uma crítica construtiva.

De todas essas referências, a edição do Bibli gostaria  de destacar a  da Júlia Martins (coordenadora interconcelhia das BEs de Setúbal) e autora do Andorinha, a da Rita Pimenta do lindíssimo Letra Pequena, a do José Alberto Rodrigues que faz parte da nossa Linha na Estante com o seu Software Livre em EVT . Vai igualmente o nosso  apreço para a minha colega e amiga Teresa Pombo, especialista nestas andanças das redes sociais em educação, que tem presença marcante na nossa página de recursos, dando um significado especial à palavra partilha, esperando que essa prática possa um dia chegar a todos os professores e alunos da nossa escola, ao fim e ao cabo, os principais destinatários deste sítio.

Mas este MetaBibli não poderia terminar sem um obrigado à colega Filomena Graça, que desenhou o novo logotipo da BE da ESDS, e a todos aqueles que quiseram enviar  o seu contributo, muito particularmente aos Bibliogueiros Residentes, cujos rostos são agora o rosto do Bibli.

Fernando Rebelo

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aceda ao site da DGLB

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Livro com múltiplas iniciativas, das quais destacamos a associação entre esta efeméride e o Ano Europeu de combate à Pobreza e Exclusão Social, promovida pela Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

Numa época em que as comunicações digitais das redes sociais e outras ferramentas dão já um novo rosto ao conceito de comunicação e às fontes de conhecimento, muitos questionar-se-ão onde podemos inscrever o conceito de livro: o objecto em si mesmo, como símbolo do conhecimento reflectido, da arte das palavras? A festa dos sentidos: o afecto do tacto e do olfacto associados a ele? Saudades antecipadas dessa forma que nos tem acompanhado desde há séculos? Ou, por outro lado, a redução à sua intrumentalidade no processo de comunicação e conhecimento e o risco de se remeter, mais cedo ou mais tarde, para uma condição de objecto caro e obsoleto – cavalo em era de automóvel?

Deixemos estas respostas aos nossos leitores e apenas registemos a efeméride com uma cronologia possível da sua evolução e a sugestão de leitura de um artigo do DN sobre o seu mais imediato futuro.

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Na sequência do post anterior, que publicita um concurso onde a criatividade é proposta como alternativa à mediocridade produtiva e moral do plágio, transcrevemos um artigo publicado na EDUCARE, que aborda este tema, bem actual,  no contexto dos trabalhos dos alunos.

Alunos plagiam cada vez mais

Lusa / EDUCARE| 2010-02-08

Coordenadora do EU Kids Online Portugal alerta para o aumento de utilização da Internet por crianças e jovens na realização de trabalhos escolares, sobretudo com o objectivo de plagiar.

“As crianças vão à Internet fazer pesquisa para o trabalho escolar e muitas vezes essa pesquisa é um plágio”, disse à agência Lusa a investigadora Cristina Ponte, a propósito do Dia Europeu da Internet Segura, que se assinala terça-feira.

3 Monkeys, Millie Ballance (in http://sandrapontes.com/)

Segundo Cristina Ponte, muitos estudantes pensam que fazer uma pesquisa é “escrever o tema no google, ver o que aparece”, fazer a impressão e entregar na escola, desconhecendo muitas vezes que estão a fazer um plágio.

“Muitas crianças pensam que fazer pesquisa é ir à Internet, está aqui, corta, cola, imprime e já está”, disse, chamando a atenção para os “efeitos negativos na qualidade do conhecimento que se adquire”.

A investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa considerou que os pais devem intervir, perguntando aos filhos como estão a fazer o trabalho.

Cristina Ponte disse também que os professores na escola “devem contrariar este método”.

A coordenadora do EU Kids Online Portugal, projecto que desde 2006 faz pesquisas a nível europeu sobre os usos da Internet, telemóvel e outras tecnologias em linha por parte das crianças, sublinhou que os pais portugueses “não têm ideia de tudo o que as crianças fazem na Internet”.

“Os pais portugueses vêem com muito entusiasmo o acesso dos filhos à Internet, porque consideram a Internet como meio de aprendizagem. Mas não têm ideia, até porque são pouco utilizadores, de tudo o que as crianças fazem na Internet”, acrescentou.

Segundo Cristina Ponte, “os pais dizem que os filhos utilizam a Internet para a preparação dos trabalhos da escola e para a comunicação com os colegas, mas quando se pergunta a uma criança o que faz com a Internet, vê-se que tem muito mais actividades” do que as enumeradas pelos pais.

Segundo o último Eurobarómetro, divulgado em Dezembro de 2008, um terço dos pais portugueses, com filhos entre os 6 e os 16 anos, afirmam que “não utilizam nada” a Internet, recordou.

A EU Kids Online está actualmente a desenvolver uma investigação em 25 países europeus, entre os quais Portugal, sobre o uso de tecnologias digitais, experiências e preocupações sobre risco e segurança online dos filhos por parte dos pais.

A investigação, que deverá estar concluída no Verão, consiste num inquérito a mil crianças de cada país com idades entre os 9 e os 16 anos e aos pais.

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No passado mês de Novembro promovi aqui no Bibli uma sondagem em que questionava os  leitores sobre qual deve ser a primeira prioridade de uma Biblioteca Escolar. Tal como a anterior, o seu valor estatítistico é questionável, servindo apenas de pretexto para a interacção com os leitores, para a discussão de tópicos que no momento podem ter alguma relevância. No entanto, quer pelo contexto, quer pelo estatuto técnico da maior parte dos que nela participaram, esta acabou por ter um cunho especial.

versão integral em pdf.

Estavamos em plena implementação do novo Modelo de Autoavaliação das Bibliotecas Escolares e cerca de 1600 Professores Bibliotecários de todo o país participavam numa intensa e intensiva formação com vista à sua complexa e ambiciosa aplicação no corrente ano lectivo.

Deste modo, uma grande parte das respostas da sondagem em causa proveio de Professores Bibliotecários em pleno período de profunda reflexão sobre o tema que se questionava. Das três simples hipóteses que se colocavam (necessariamente uma simplificação de uma questão bem mais complexa), fornecer um serviço diário eficaz de acesso a livros, DVDs e equipamentos para estudo e lazer foi indicada por 46% dos votantes como primeira prioridade, enquanto 28% optaram por ensinar aos utilizadores a melhor forma de tirar rendimento da biblioteca, tendo sido relegada para a última posição, mas ainda com uns expressivos 26%, a opção organizar actividades culturais e de promoção da leitura.

Sem deixar de subscrever a opção maioritária, pois antes de tudo a BE deve ter uma gestão eficaz da sua colecção e serviços, poria o ênfase no que essa eficácia representa a nível de mais valia nas aprendizagens dos seus utilizadores (professores e alunos). Uma BE não se pode limitar a disponiblizar serviços e equipamentos como se de uma síntese agradável entre um cibercafé, um clube de vídeo ou um arquivo documental se tratasse – é necessário que essa informação produza conhecimento, aprendizagem, que é afinal o produto  que justifica a existência da nossa organização-escola. Nesta medida, talvez possamos concluir que, após conseguirmos um nível de eficácia organizacional, teremos de ensinar os nossos utilizadores a tirarem dele o melhor partido.

Finalmente, achando que uma BE também deve ser dinamizadora de eventos de animação cultural, nomeadamente os promotores das mais diversas literacias e reflexões críticas, não posso muitas vezes deixar de olhar com desconfiança algumas actividades que muito podem impressionar a comunidade educativa, mas cuja relação custo-benefício fica por avaliar, no que diz respeito ao efeito duradouro que pode produzir nos seus destinatários. Neste campo, as minhas preferências iriam sempre para o investimento no sólido e estrutural em  detrimento do avulso e espectacular.

Estas e muitas outras questões surgiram a propósito do modelo elaborado pela RBE que pretende, de uma forma séria mas talvez demasiado ambiciosa, tornar mais eficaz e produtiva a existência das BEs, justificando tão grande afectação de recursos. O facto é que alguns engulhos poderão pôr em causa os fins para que foi concebido: antes de mais, uma normalização que pode parecer quase utópica perante a multiplicidade de situações, recursos e nível de desenvolvimento das BEs por todo o país; por outro lado, a dificuldade em conciliar esse “centralismo” normativo da RBE com a intenção de ter as BEs perfeitamente  integradas nas escolas que servem e funcionando no contexto das suas idiossincracias. Last but not the least, todo o dispositivo avaliativo preconizado pelo modelo pressupõe uma imensidão de tempo que o Professor bibliotecário pode não dispor, correndo-se o risco de nessa circunstância pouco ou nada haver  para avaliar – soa familiar?

uma espécie de Inspector Gadget…

As expectativas que, neste novo paradigma, se depositaram no PB são enormes, esperando-se que virtualmente interfira, mobilize, dinamize toda a escola e comunidade envolvente – de um gestor de colecções e animador cultural ocasional, o bibliotecário terá de passar a ser uma espécie de Inspector Gadget, disponível  conselheiro transcurricular de todos os colegas, especialista em tudo e mais alguma coisa, um faz-tudo, útil em qualquer circunstância ou estação do ano, ou um abelhudo intrometido, de acordo com a percepção que todos e  cada um tenha dele.

De qualquer modo, como sempre o defendi, antes de ser Biblioteca Escolar, a biblioteca deve ser a Biblioteca da Escola e, como tal, tentei partilhar com os órgãos de gestão, toda a informação de que dispunha, nomeadamente a minha avaliação da situação e uma proposta para o Plano de Acção (anual e plurianual) tal como se preconiza no modelo, tentando adaptá-lo à realidade concreta do nosso terreno.

Assim, se a nossa BE poderá estar limitada pelo que o seu bibliotecário puder e souber, ela será sem dúvida inspirada pelo que a escola quiser que ela seja.

Trabalhos e reflexões sobre o Modelo de Avaliação das BEs

Fernando C. Rebelo

(Professor bibliotecário da ESDS)

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Assim como  “pusemos na linha” as nossas estantes, os documentos que fazem parte da colecção física da nossa biblioteca, cujo catálogo disponibilizamos online, propomo-nos agora ir arrumando nas estantes virtuais desta nova página os muitos recursos já existentes “na linha” (online). Tentaremos, desta feita , construir uma biblioteca de sites, programas, tutoriais e todos os recursos que possam de algum modo interessar aos nossos leitores em geral, e à nossa comunidade escolar em particular.

Como todas as bibliotecas, esta nunca estará terminada, nunca será definitiva, pois,  à semelhança do que fazemos com as estantes físicas, há que estar em constante renovação: teremos de ir revendo os sites, a informação, remover o que já não for actual, acrescentar tudo o que acharmos interessante, funcional, estimulante, revigorante…

Mas não esperamos que a nossa comunidade educativa seja apenas consumidora do que aqui se for publicando, dado que ela é constituída não só por aprendizes mas também por especialistas – e não nos referimos apenas ao microcosmos universitário dos nossos docentes: também os nossos alunos, como já o demonstraram muitas vezes, poderão contribuir para este espaço de partilha.

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