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Posts Tagged ‘Química’

Eram outros tempos… Estávamos em 1995, eu tinha acabado de recusar fazer o Doutoramento em Engenharia Bioquímica depois de ter estado como bolseiro em investigação durante 2 anos na FCT e fiquei colocado na Escola Secundária da Sobreda, na altura conhecida como “Vale Figueira”, a dar aulas de Fisica-Química. Nesse ano tomava posse como Ministro da Ciência e Tecnologia do XIII Governo Constitucional o Professor José Mariano Pires Rebelo Gago. Licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa, em 1971, doutorou-se em Física pela Faculdade de Ciências da Universidade de Paris, em 1976. Foi bolseiro do Instituto de Alta Cultura, no Laboratório de Física Nuclear e de Altas Tecnologias da École Polytechnique, de 1971 a 1976, e na Organização Europeia de Pesquisa Nuclear, de 1976 a 1978. Agregado em Física, desde 1979, no Instituto Superior Técnico, foi presidente da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, vulgo JNICT,entre 1986 e 1989. Foi presidente do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, em Lisboa, e Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico.

mgago (2)A escola era muito diferente daquilo que é hoje. A nossa Biblioteca, por exemplo, tinha apenas 1 ou 2 computadores e eram poucas as pessoas que se “aventuravam” a mexer neles. Apesar de já existir internet, apenas as pessoas que tinham estado em contacto com ela nas Faculdades sabiam o que era isso. As escolas ainda não sabiam sequer o que era montar um sistema em rede… Os telemóveis eram coisas de “ricos” e estávamos ainda a começar com a tecnologia GSM, global system mobile. Ou seja, o telemóvel era apenas para…fazer e receber chamadas!

Pois bem, passado um ano, e já como Ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago começou a “revolução silenciosa” da Ciência em Portugal. Digo “revolução” pois quebrou o modo como a Ciência era vista em Portugal. De certa maneira, “democratizou-a” fazendo que todos pudessem ter acesso a ela e não apenas alguns. “Silenciosa” pois fez de um modo discreto, sem grandes alaridos e sem falsas arrogâncias.

Na altura, e a convite do Coordenador da Biblioteca da nossa escola, Prof. Fernando Rebelo, comecei a trabalhar como colaborador da Biblioteca. São tempos que guardo com saudade. Eu, o Fernando, o Filipe e o Sérgio, fomos pioneiros da revolução informática da nossa escola. Lembro-me, por exemplo, de gravar em disquetes de 3 ½ polegadas sites de interesse didáctico-pedagógico e de digitalizar artigos de revistas e jornais para que fosse criado uma espécie de arquivo…Sim, na altura não havia Google nem Yahoo e fomos uma das primeiras escolas a fazer este tipo de armazenamento. Fomos também uma das primeiras escolas a criar a Sala Nónio, com mais de uma dúzia de computadores “topo de gama” ligados em rede (lembram-se da formação, Fernando e Filipe, em que tínhamos a “fina nata” dos professores do concelho a aprender como é que se montava uma rede com as fichas RJ45?).

Mas não era apenas ao nível informático que se operava esta revolução. O Programa Ciência Viva, do qual fui colaboradorMarca_Ciencia_Viva durante alguns anos, permitiu que as escolas conseguissem ter acesso a diverso material laboratorial. Lembro-me, com saudades, do entusiasmo com que os meus alunos se inscreviam nos Cursos de Verão, onde passavam 1 ou 2 semanas numa instituição do ensino superior a aprender ciência.

Podia continuar com outros exemplos. Mas o que me interessa referir é que essa “revolução silenciosa” com tantos Programas teve na sua génese um denominador comum: o Professor Mariano Gago, e a sua visão daquilo que devia ser a Ciência em Portugal. Na primeira década mgago (1)deste milénio, Portugal foi o país que mais cresceu em número de doutorados e parte do mérito, como é óbvio, é dele. As pessoas passaram a apostar mais na sua formação, a querer valorizar-se profissionalmente e o resultado foi um crescimento abissal em termos de doutoramentos e mestrados (que não foi devidamente assimilado pelo tecido empresarial, mas isso é outra história). O que é certo é que houve um tempo “antes de Mariano Gago” e outro “após Mariano Gago”. Ele mudou o Paradigma da Ciência em Portugal e será, estou certo, lembrado por muito tempo por isso. Esta simples homenagem que lhe presto é de alguém que reconhece a importância do seu contributo para que hoje a ciência seja acessível a todos, seja através dos inúmeros Parques Ciência Viva, abertos a escolas e público em geral, seja através dos inúmeros programas de investigação científica que proliferam nos meios académicos e não só. O exímio professor de Física, pois é assim que gosto de recordar-me dele, e que enquanto Ministro sempre colocou todo o seu empenho em prol do serviço público, ou seja, o seu interesse sempre foi a divulgação e disseminação da ciência em Portugal, e não o “carreirismo político-partidário” de tantos outros, ficará para sempre recordado como alguém que contribuiu para o engrandecimento de Portugal enquanto Nação. E por isso curvo-me, respeitosamente, perante a sua memória…

homenagem a Mariano Gago no "Ciência Viva"

homenagem a Mariano Gago no “Ciência Viva”

Rudolfo Pereira (professor de Química da ESDS)

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Medicina

Medicina

Com a atribuição dos Prémios Nobel em 10 dezembro, data da morte do patrono Alfred Nobel, continua o reconhecimento internacional dos“ melhores entre os melhores”.

Desde a atribuição dos primeiro prémios em 1901 o anúncio dos laureados é acompanhado com muita expetativa pelos media começando com a indicação dos contemplados pelo prémio respeitante à Fisiologia e Medicina. Os contemplados foram o norte- americano John O´Keef, professor da University College de Londres e o casal de investigadores noruegueses, May-Britt e Edvard Mosel, pelas suas descobertas sobre as “células que constituem um sistema no cérebro de determinação da posição”, identificando células que explicam a capacidade de orientação do cérebro o que se pode considerar uma espécie de GPS interno.

Física

Física

O prémio Nobel da Física foi atribuído aos investigadores japoneses Isamu Akasaki e Hiroshi Amano e ao norte-americano e Shuji Nakamura reconhecidos pela invenção do díodo eletroluminescente (LED), que permite significativas poupanças de energia. O júri referiu o aspeto revolucionário desta invenção considerando que “enquanto as lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX, o século XXI será iluminado pelas lâmpadas LED”.

Química

Química

Os norte-americanos Eric Betzig e William Moerner e o alemão Stefan Hell venceram o Nobel da Química pelos melhoramentos que introduziram no microscópio. Os três químicos foram recompensados pelo “desenvolvimento da microscopia fluorescente em alta resolução”, o que permite visualizar “dentro das paredes das moléculas individuais em células vivas” tornando, assim, mais eficaz a compreensão de doenças como a de Parkinson, Alzheimer e de Huntington.

Literatura

Literatura

O Nobel da Literatura foi atribuído ao escritor intimista e misterioso Patrick Modiano reconhecido porque “através da arte da memória, evocou os mais inapreensíveis destinos da Humanidade”. O 15º autor de língua francesa a ser distinguido com este prémio já tinha recebido numerosas distinções nomeadamente os Prémios Marguerite Duras, Grande Prémio de Romance da Academia Francesa assim como o Prémio Goncourt.

Paz

Paz

O disputado Prémio Nobel da Paz, este ano, não teve contestação pois premiou figuras humanas ímpares como sejam a corajosa  ativista paquistanesa Malala Yousafzai e o incansável ativista dos direitos humanos o indiano Kailash Satyarthi.  Foram premiados “pela sua luta contra a opressão das crianças e dos jovens e pelo direito de todas as crianças à educação”,conforme anúncio do presidente do Comité Nobel norueguês, Thorbjoern Jagland, acrescentando ainda que “as crianças devem ir à escola enão serem exploradas financeiramente”. Malala foi atacada, no dia 9 de outubro de 2012, por fundamentalistas que invadiram o autocarro onde seguia para a escola, tendo acabado por ser baleada na cabeça. Tornou-se num símbolo de resistência aos esforços dos talibãs em negar educação e outros direitos às mulheres facto reconhecido internacionalmente com a atribuição de inúmeros prémios da área dos direitos humanos. Kailash Satyarthi, de 60 anos, é um ativista indiano dos direitos das crianças lutando há várias décadas contra o trabalho infantil e através da sua organização ‘Bachpan Bachao Andolan’ já libertou mais de 80 mil crianças da escravidão, ajudando-as na sua reintegração, reabilitação e educação.

Economia

Economia

Neste ano mais um cidadão francês foi distinguido, neste caso, com o Nobel da Economia atribuído ao economista da universidade de Toulouse, Jean Tirole, pela investigação sobre o poder de mercado das empresas e sua regulação. Jean Tirole foi o terceiro francês a receber este prémios sendo, há vários anos, um dos fortes candidatos pois é considerado um dos mais influentes economistas da atualidade. O júri destacou que “muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou um único monopólio. Sem regulação, estes mercados produzem resultados socialmente indesejados – preços mais altos do que os que resultam dos custos ou empresas improdutivos que sobrevivem porque bloqueiam a entrada de outras, mais novas e mais produtivas”. O prémio da Economia, entregue pela primeira vez em 1969, é o único que não estava incluído no testamento original do cientista e filantropo sueco, Alfredo Nobel, tendo sido criado em 1968 pelo Banco Central Sueco para celebrar o seu tricentenário.

cerimónia de entregue dos Nobel

Cerimónia do Nobel

Como é da tradição, os premiados recebem um diploma, uma medalha Nobel em ouro e uma importância que varia conforme as receitas da Fundação Nobel no ano a que os prémios dizem respeito. A entrega formal dos prémios é feita na Câmara Municipal de Oslo, Noruega, para o Nobel da Paz enquanto os restantes são entregues pelo rei sueco no Palácio de Concertos em Estocolmo.

Luísa Oliveira

imagens daqui e daqui

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Na sequência das atividades de divulgação do acervo da BE (incluídas no Plano de Melhoria), de janeiro a maio cada ciência/disciplina colaborará com a BE para fazer chegar aos alunos a informação (e os próprios livros) sobre o que a sua biblioteca tem para lhes oferecer. Janeiro foi o mês dedicado à Física e à Química.

Assim, professores dessa(a) disciplina(s) levarão para as suas aulas Bibliotecas Portáteis com obras adequadas ao nível académico de cada turma, que podem ser instrumento de alguma atividade de leitura/escrita posterior, como é o caso do BibliCiência, ou apenas sugestões de requisição domiciliária posterior por parte dos alunos.

Enfim, o mais importante é passar a mensagem de que nem só de manuais se fazem as aprendizagens, nem só de “matéria” se faz a ciência.

Fernando Rebelo (PB)

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A atmosfera terrestre é uma camada gasosa que envolve a Terra e que sofre alterações de acordo com a altitude, quer em composição química quer em propriedades como temperatura, pressão e densidade. É constituída, essencialmente, por uma mistura de gases, cada um dos quais com as suas propriedades físicas e químicas, mas também contém pequenas partículas sólidas e líquidas que se encontram em suspensão, na mistura de gases, em quantidades variáveis. Estas substâncias, na forma sólida e líquida, distribuem-se em suspensão na atmosfera.

À medida que a altitude aumenta, existe uma menor concentração de moléculas na atmosfera e, portanto, a densidade da atmosfera diminui. Isto porque o aumento da altitude corresponde ao aumento da distância ao centro da Terra e, portanto, a uma diminuição da força de atração gravitacional que se verifica entre os constituintes da atmosfera e a Terra. Por outro lado, a pressão atmosférica (de um determinado local que corresponde à força exercida pelo peso do ar nesse local) também diminui à medida que a altitude aumenta, pois o peso de ar diminui.

Com base na variação da temperatura, os cientistas dividem a atmosfera em cinco camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera. E dividem também em quatro zonas de transição (a tropopausa, a extratopausa, a mesopausa e a termopausa).

camadas atmosfera terrestre bibli

– A troposfera é a camada que vai desde a superfície terrestre até a base da estratosfera, e portanto a uma altitude de 0 km a 12 km, onde se encontra cerca de 90% da massa total da atmosfera e quase todo o vapor de água. Com o aumento da altitude, a temperatura diminui até -56ºC. É nesta camada que ocorrem fenómenos relacionados com o clima como formação de nuvens, pluviosidade, vento entre outros. Junto à superfície terrestre, a composição do ar, limpo e seco, contém aproximadamente 78% de azoto (N2), 21% de oxigénio (O2) e uma pequena quantidade de outros gases.

– A estratosfera corresponde à camada onde se encontra a maior concentração de ozono, sendo por isso também designada por ozonosfera. Situa-se numa altitude que vai dos 12 km aos 50 km e a temperatura aumenta até aos 0ºC pois o ozono absorve a radiação ultravioleta do Sol levando ao aquecimento desta camada.

– A mesosfera, camada onde ocorrem fenómenos luminosos como os conhecidos por “estrelas cadentes”, situa-se a uma altitude de 50 km a 80 km e a temperatura volta a diminuir até aos -90ºC, uma vez que a quantidade de matéria, capaz de absorver a energia solar, é muito reduzida.

– A termosfera está numa altitude entre 80 km e 800 km. Nesta camada, a radiação solar que lá chega, leva ao aumento da temperatura e promove reacções químicas que ionizam os compostos. Assim, apresenta componentes gasosos na forma iónica e é nesta camada que devido a fenómenos de ionização ocorrem as auroras boreais e austrais. As regiões inferiores desta camada refletem as ondas hertzianas emitidas pela Terra que podem ser captadas pelas estações recetoras, sendo importante nas transmissões por rádio e televisão.

– A exosfera é a camada superior da atmosfera estando assim a mais de 800 km da superfície da Terra. Nesta camada, a temperatura aumenta com a altitude, devido a baixa densidade pois muitas moléculas de gases não são atraídas pelas forças do campo gravitacional da Terra.

A atmosfera fornece não só o ar de que necessitamos, mas também filtra a radiação solar fazendo com que radiações mais energéticas não cheguem a atingir a superfície terrestre, funcionando como um escudo protetor sem o qual a vida na Terra não seria possível.

Joana Frade, 10ºC

 (imagem daqui)

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Em 10 dezembro realizou-se  mais uma  cerimónia de entrega dos credenciados Prémios Nobel. Esta data assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite  e patrono destes galardões. Foi o culminar de um processo  iniciado em setembro do ano anterior que gera  muita expetativa quando em outubro  são anunciados os laureados.

Começo por referir o Nobel da Literatura para o qual há sempre um desfile de potenciais candidatos. A Academia Sueca atribuiu o prémio ao poeta lírico e tradutor sueco Tomas Transtromer por mérito das “imagens condensadas e translúcidas” expressas na sua obra. É o poeta sueco mais traduzido do mundo e conquistou, ao longo da sua carreira, inúmeros prémios literários. Embora hemiplégico e quase afásico devido a um acidente cerebral vascular  que sofreu em 1990, continuou a escrever e publicar obras. Na coletânea da editora Vega “21 poemas suecos”  consta um  poema deste autor com referências às zonas históricas da capital portuguesa.

O Prémio Nobel da Paz  causa, inúmeras vezes, muita polémica por parte de algumas organizações internacionais e de governos ditatoriais. Este ano, o universo feminino foi contemplado pelo Comité Nobel da Noruega com a escolha das liberianas Ellen Johnson-Sirleaf e Leymah Gbowee e da iemenita Tawakkul Karman que se distinguiram “na defesa da segurança das mulheres e na luta pelo seu direito a participarem na construção da paz”.

O prémio atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf  causou alguma contestação embora tenha sido  a primeira chefe de Estado eleita livremente num país africano.  Foi reeleita no passado mês de novembro numas  eleições manchadas pela violência mas que os observadores internacionais declararam legais.

Mas houve consenso geral em relação às restantes laureadas. Há muito que a pacifista Leymah Gbowee, “a guerreira da paz”, luta pela defesa dos direitos humanos tendo organizado uma “greve do sexo” das mulheres liberianas que contribuiu para pôr fim à segunda guerra civil em 2003. Para a galardoada, este prémio vem recordar ao mundo “o papel das mulheres, as suas necessidades e prioridades”.

A terceira premiada é uma figura da  Primavera Árabe, a jornalista iemenita Tawakkul Karman.  Esta dedicou o prémio ao povo iemenita que,  com a sua luta persistente,  contribuiu para a saída do ditador Ali Abdullah Saleh e para a futura realização de eleições livres.

Nobel da Paz

Em plena crise económica mundial o Prémio Nobel da Economia, criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, também despertou alguma curiosidade.Os norte-americanos Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent  foram premiados pelo trabalho efetuado no âmbito da investigação empírica sobre  causas e efeitos em macro economia. Estudaram as relações causais entre a política económica e as diferentes variáveis macroeconómcas como o PIB,  inflação, emprego e investimento concluindo sobre as relações bilaterais que estabelecem. Esperemos que as suas conclusões sejam analisadas pelos “ senhores do mundo” e  que tenham efeitos práticos no combate à crise.

O Prémio Nobel da Física foi  atribuído aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, na área da astrofísica, “pela descoberta da aceleração da expansão do Universo, através de observações de supernovas  distantes”. Estes investigadores mediram a forma como a luz  das supernovas se distorcia para ver a rapidez como as galáxias estão a afastar-se uma das outras. Concluíram que todas as estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias movem-se cada vez mais rapidamente, acreditando que há outra força misteriosa por trás do comportamento inesperado do universo que denominam  energia escura.

O Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia foi desta vez atribuído a investigadores na área do sistema imunitário. Foi dividido entre  o norte-americano Bruce A. Beutler e o luxemburguês Jules A. Hoffmann “pelas descobertas sobre a ativação da imunidade inata” e o canadiano Ralph M. Steinman “pela descoberta das células dendríticas e o seu papel na imunidade adaptativa”. Infelizmente este último não assistiu ao importante reconhecimento público pois faleceu três dias antes do anúncio. O trabalho meritório destes investigadores trouxe mais dados sobre os mecanismos de resposta às doenças, pelo que, as suas pesquisas  são decisivas para o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para doenças autoimunes e neoplasias.

Por fim,  o Prémio Nobel de Química  foi  entregue  ao israelita Daniel Shechtman, investigador do Instituto de Tecnologia de Israel, responsável pela descoberta dos quasicristais. Foi o único das áreas científicas a não ser partilhado, tendo sido reconhecido pelo seu trabalho “notável, solitário, tenaz  baseado em sólidos dados empíricos”.  A sua descoberta alterou a forma como os químicos concebem a matéria sólida.

Cada laureado com um destes  prestigiosos  prémios recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são formalmente  entregues pelo rei da Suécia no Stockholm  Concert Hall com excepção do Prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega no Oslo City Hall.

Luísa Oliveira

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O Centro de Ciência Júnior é um projeto único e entusiástico, o mais recente espaço sob os auspícios do Biocant Park.
O Centro de Ciência Júnior é um conceito inovador entre os centros e museus de ciência. Criámos um espaço laboratorial modular, adaptável a várias tipologias, com o objetivo da formação diferenciada para cada ciclo de ensino.
Convidamos as Escolas a trazer os seus alunos até este espaço laboratorial, onde todos vão poder ser cientistas!

clique para aceder ao site

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Todos sabemos que o átomo é constituído por eletrões que orbitam o seu núcleo. Os eletrões dispõem-se em níveis com determinados valores de energia que corresponde ao estado fundamental do átomo. Quando um eletrão recebe energia, por exemplo, sob a forma de calor ou luz, ele salta para um nível com maior energia, originando um espetro de absorção. Do mesmo modo, ao regressar para um nível de menor energia, o eletrão emite energia sob a forma de radiação eletromagnética que pode ser luz visível, dando origem a um espetro de emissão. Todas as luzes que vemos devem-se às transições dos eletrões de uns níveis para outros.

Os espetros estão relacionados com a estrutura dos átomos e podem ser contínuos ou descontínuos. Os espetros contínuos apresentam um conjunto de radiações (cores) que se sucedem sem interrupções, e os espetros descontínuos um conjunto de radiações em que existem interrupções (espaços pretos) e por isso também se designam por espetros de riscas. Os espetros descontínuos de emissão têm interrupções coloridas (libertação de energia) e que os espectros de absorção têm interrupções pretas (absorção de energia).

Clique na imagem para aceder à simulação (onde pode selecionar um elemento para visualizar o respetivo espetro)

A cada elemento, no estado atómico, corresponde um espetro de riscas que o carateriza, isto é, a localização e o número de riscas diferem de elemento para elemento. Assim, diferentes substâncias e radiações originam espetros diferentes, o que permite aplicações muito diversas.

A descoberta de que a cada elemento correspondem riscas espetrais com determinados valores de energia levou ao desenvolvimento de processos e técnicas de análise de substâncias, a chamada análise espectral, que permite obter informações não só qualitativas mas também quantitativas, sobre as substâncias, o que conduziu à descoberta de novos elementos químicos e também ao conhecimento de estruturas moleculares.

Poderá também ver como os espectros característicos dos diferentes elementos são produzidos clicando na imagem para aceder à simulação

Atualmente, a observação de espetros de absorção permite recolher informação sobre a temperatura e a constituição das estrelas, a velocidade com que se movem relativamente à Terra, e também informação sobre campos eléctricos e magnéticos dos astros. Não só é possível conhecer quais os elementos que constituem a superfície dos astros como até as proporções em que se encontram.

Contudo, a identificação de elementos através desta técnica é dificultada pelo facto de certos elementos apresentarem a mesma cor no espetro.

José Ricardo Moreira, 12ºC

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