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Posts Tagged ‘Prémio’

Foram entregues na biblioteca os prémios aos alunos que ganharam o concurso de poemas fomentado pelo Clube Europeu, Grupo de Inglês e a BE da ESDS, subordinado ao tema Human Values. Os poemas vencedores já foram publicados aqui no Bibliblog em artigo anterior.

 

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O autor d’A Vila das Cores foi um dos vencedores da Bolsas Jovens Criadores 2015, na área de literatura. Estavila das cores iniciativa, que decorre desde 1990, é da responsabilidade do Centro Nacional de Cultura e do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. e tem como objetivo estimular o trabalho criativo dos jovens nas diversas áreas das Artes e das Letras.
Bruno Magina recebeu uma bolsa para desenvolver o seu projeto de criação e divulgação de livros ilustrados para crianças e jovens. O anúncio público coincidiu com a chegada às lojas da reedição do livro A Vila das Cores, publicado pela primeira vez em novembro de 2014.
A segunda edição do livro será apresentada nas lojas FNAC do Vasco da Gama (22 de novembro) e do Alegro Alfragide (29 de novembro) e, simultaneamente, um pouco por escolas e bibliotecas de todo o país. O próximo livro do autor será publicado no primeiro semestre de 2016 e seguirá a linha infanto-juvenil.

clique para aceder ao projeto

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E o que tem esta notícia a ver com o nosso agrupamento? Nada mais nada menos o facto da obra em causa ser o centro de um projeto multidisciplinar dirigido aos alunos do 1º ao 3º Ciclo de diversas escolas, incluindo também a ES Daniel Sampaio, Um Livro, um Mundo, concebido e  dinamizado pela Dulce Godinho Sousa, Professora Bibliotecária da EB de Vale Rosal.

Prometemos brevemente dar mais notícias sobre a obra e o projeto…

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Mantendo a tradição, o mês de outubro começou com a indicação dos laureados para os prestigiados Prémios Nobel. O primeiro anúncio foi para o de Medicina  e Fisiologia sendo  galardoados  os investigadores norte-americano William C. Campbell, japonês Satoshi Omura e chinesa Youyou Tu. Enquanto Campbell e Omura foram distinguidos pelas descobertas relacionadas com uma nova terapia para combater infeções provocadas por parasitas como lombrigas, Youyou Tu vai receber o prémio por uma inovadora terapia contra a malária. O contributo destes investigadores no combate de doenças mortais causadas por vermes parasitas e da eficácia dos medicamentos Avermectin no combate a doenças parasitárias e do Artemisinin, que contribuiu para reduzir a taxa de mortalidade entre os que contraíram malária foi enaltecido no comunicado do júri em que é referido que “as doenças provocadas por parasitas têm afetado a humanidade há milénios e constituem um problema sanitário global. Em particular, as doenças parasitárias afetam as populações das regiões mais pobres do mundo e representam uma grande barreira à melhoria da saúde e do bem-estar. Este ano, os laureados pelo Nobel desenvolveram terapias que revolucionaram o tratamento de algumas das mais devastadoras doenças parasitárias”. Realçaram, igualmente, que “as duas descobertas concederam à humanidade meios poderosos para combater este tipo de doenças debilitadoras que afetam anualmente milhões de pessoas em todo o mundo. São imensas as consequências para a melhoria da saúde humana e para a redução do sofrimento”.

medicina e fisiologia

Medicina e Fisiologia

Quanto ao Nobel da Física, os contemplados foram Takaaki Kajita e Arthur B. McDonald sendo que a investigação contemplada também tem participação portuguesa, porque a experiência liderada por McDonald integrava, na altura, dois físicos do LIP – Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas  de Coimbra  destacando-se que o grupo português continua a trabalhar com o cientista canadiano. Com investigações separadas o japonês Takaaki Kajita e o canadiano

Física

Física

Arthur B. McDonald solucionaram o enigma sobre os neutrinos (partículas elementares mais abundantes no universo) que emitidos pelo Sol não chegavam à Terra, tendo concluído que aqueles não se perdem, apenas mudam de “sabor”, e isso significa que, afinal, têm massa. Segundo o júri, o estudo “mudou a nossa compreensão dos mecanismos internos da matéria e pode ser crucial para a nossa visão do universo”.

O  Nobel da Química premiou Tomas Lindahl, Paul Modrich e Aziz Sancar, pelos estudos mecanicistas da reparação do ADN. Os três investigadores conseguiram mapear, a nível molecular, como é que as células reparam o ADN danificado e salvaguardam a informação genética. O sueco Tomas Lindahl, do Instituto Francis Crick e do Laboratório Clare Hall, em Hertfordshite, no Reino Unido, provou que o ADN se deteriora a uma taxa que faria com que a vida na Terra fosse impossível. Por isso, percebeu que tinha de existir um mecanismo que vai contra o colapso do nosso ADN: a reparação de excisão de base. Paul Modrich, do Instituto Médico Howard Hughes e da Faculdade Médica da Universidade de Duke, demonstrou como a célula corrige os erros ocorridos quando o ADN é replicado através da divisão das células. Ao mecanismo, chama-se excisão da incompatibilidade. O turco Aziz Sancar, da Universidade da Carolina do Norte, mapeou a reparação de excisão dos nucleótidos que é usada pelas células para reparar os danos dos raios ultravioleta no ADN. As pessoas que nascem com defeitos neste sistema desenvolvem cancro da pele se forem expostas à luz do sol.  Segundo o júri, os cientistas contribuíram para o conhecimento fundamental sobre o funcionamento de uma célula viva, o que pode ser crucial no desenvolvimento de novos tratamentos para o cancro.

química

Química

Literatura

Literatura

O 112.º laureado com o prémio Nobel de Literatura é a escritora e jornalista bielorrussa Svetlana Aleksievitch, a 14.ª mulher a receber o galardão. Alexievich foi escolhida pela sua “obra polifónica, um monumento do sofrimento e da coragem em nosso tempo”.  Esta nomeação não constituiu surpresa pois a escritora e jornalista bielorussa já era apontada antes, pela imprensa internacional, como a favorita para receber o galardão. Em Portugal, apenas uma das suas obras está publicada, O Fim do Homem Soviético – Um Tempo de Desencanto, livro vencedor do Prémio Médicis Ensaio e indicado pela revista Lire como Livro do Ano 2013 em França. Aguardam-se, por isso, novas publicações sobre a escritora de obras de não ficção e cujos temas estão ligados à história da URSS e há identidade russa.

O sempre aguardado  anúncio do Prémio Nobel da Paz surpreendeu todos com a atribuição ao Quarteto para o Diálogo Nacional na Tunísia pela contribuição para a construção de uma democracia pluralista após a Revolução de Jasmim de 2011. O Quarteto integra quatro “organizações chave” da sociedade civil tunisina: A União Geral dos Trabalhadores da Tunísia (UGTT), A Confederação de Indústria, Comércio e Artesanato da Tunísia (UTICA), A Liga dos Direitos Humanos da Tunísia (LDHT) e da Ordem Nacional dos Advogados da Tunísia (ONAT) e  contribuíram  para que o país se mantivesse numa sociedade democrática  após a Primavera Árabe. Como tal o comité norueguês reconhece “Um factor esssencial para que revolução da Tunísia tenha culminado em eleições pacíficas e democráticas no Outono passado foi o esforço feito pelo Quarteto para apoiar o trabalho da Assembleia Constituinte e garantir que a população apoiasse o processo constitucional. O Quarteto abriu caminho para um diálogo pacífico entre os cidadãos, os partidos políticos e as autoridades e ajudou a encontrar soluções de consenso num vasto leque de divisões políticas e religiosas”. Destacou ainda “o contributo decisivo para a construção de uma democracia pluralista na Tunísia” e disse esperar que o prémio sirva para consolidar a democracia naquele que é hoje o único caso de sucesso das revoltas no mundo árabe. O Quarteto de Diálogo para a Tunísia é, segundo o comité de Oslo, a principal razão pela qual o país não caiu na mesma instabilidade e autoritarismo que foram o destino das revoluções árabes no Egipto e Líbia e “Mostra que movimentos islamitas e políticos conseguem trabalhar em conjunto e atingir resultados significativos no melhor interesse do país” acrescentando que  “tem esperança de que o prémio deste ano contribua para a preservação da democracia na Tunísia e que este seja uma inspiração para todos os que procuram promover a paz e a democracia no Médio Oriente, Norte de África e no resto do mundo”.

Paz

Paz

deaton_economia

Economia

Por fim o Nobel das Ciências Económicas, contemplou o professor de origem escocesa da Universidade de Princeton, Angus Deaton por “ projetar uma política económica que promova o bem-estar e reduza a pobreza, devemos primeiro entender as escolhas de consumo individuais e mais do que ninguém, Angus Deaton tem reforçado esse entendimento contemplando o seu  trabalho de pesquisa sobre os temas do consumo, pobreza e economia do bem estar”. Aquando da sua participação na conferência de imprensa em que foi anunciado o prémio, via telefone, foi questionado sobre crise dos refugiados e respondeu que esta é o resultado das “barreiras” que existem entre o “mundo pobre e o mundo rico”, ao cabo de “séculos de desenvolvimento desigual”. “A redução da pobreza nos países pobres pode resolver o problema, ainda que não por muito tempo”, respondeu o académico.

nobelprisutdelning_07_06_sthlmCumprindo a tradição no dia 10 dezembro, aniversário da morte do patrono Alfred Nobel, serão entregues aos laureados o diploma, medalha e importância monetária de acordo com as receitas da Fundação Nobel. E, como também é habitual, as cerimónias de entrega serão rodeadas de algum esplendor como reconhecimento do esforço dos contemplados para o progresso da humanidade.

Luísa Oliveira

imagens daqui e daqui

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Aconteceu no dia 2 de Dezembro de 2011, no auditório Fernando Lopes Graça, a entrega dos prémios Jovens Talentos 2011. Sob proposta da nossa escola, foi enviada à Camara Municipal de Almada, enquanto entidade promotora do concurso, uma candidatura para a categoria “Almada Solidária”.

A visada desta candidatura foi a nossa ex-aluna, Raquel Viegas, em resultado do trabalho, de natureza solidária, desenvolvido enquanto aluna do curso profissional de Técnico de Apoio à Infância, em funcionamento na nossa escola. Participou duas vezes em ações levadas a cabo pelo Banco Alimentar Contra a Fome, uma delas através da associação ACEDA e outra através da escola secundária Daniel Sampaio. Esta última participação teve como missão dinamizar um projeto mais ambicioso que passou pela mobilização de toda a comunidade educativa, desde alunos, professores, auxiliares, associação de pais, pais e encarregados de educação, até a auxiliares da instituição onde a aluna se encontrava a estagiar. Esta atividade inseria-se num projeto desenvolvido na escola, com a turma de sociologia do 12º ano, cujo tema era – “Vive para Ajudar e Ajuda a Viver” – com o objetivo de promover os valores da solidariedade e da entreajuda, bem como, sensibilizar a comunidade educativa para a importância de ser solidário.

Segundo a aluna Raquel, esta experiência foi muito gratificante e enriquecedora porque o resultado do projeto granjeou o apreço de todos e a Escola Secundária Daniel Sampaio foi considerada a instituição com mais participantes no Banco Alimentar contra a Fome.

Ainda no ano letivo de 2010/2011, no âmbito de ações levadas a cabo pela Cruz Vermelha, organizou e participou, com a sua turma, numa atividade de recolha de alimentos, junto de duas grandes superfícies comerciais, para apoio aos Sem-Abrigo. Também para a refeição de Natal para os Sem-Abrigo e em parceria com a Comunidade Vida e Paz, executou elementos decorativos e participou na atividade de decoração da Cantina da Cidade Universitária em Lisboa.

Participou e moderou um colóquio, subordinado ao tema: “Ser voluntário, ser solidário”, inserido nas comemorações do dia da escola e contou com a presença de representantes da Associação de Defesa dos Direitos Humanos, da Amnistia Internacional, do Corpo Nacional de Escutas e do Banco Alimentar contra a fome, todas elas ligadas ao voluntariado. O objetivo deste colóquio foi alertar toda a comunidade para a importância das atividades voluntárias, como expressão de uma cidadania ativa, sensibilizando os presentes para a necessidade de unir esforços, no sentido do fortalecimento do papel da sociedade civil, na promoção de uma sociedade mais justa, humana e solidária.

Participou na campanha Escola Alerta com o projeto “Eu Sou…”, juntamente com três colegas, onde cada elemento passou por quatro experiências diferentes, cada uma num dia diferente. Dessas quatro experiências, como a cegueira, imobilidade (cadeira de rodas), utilização de muletas e por fim surdez/mudez, tentaram viver a rotina diária, enfrentando as dificuldades dos que vivem a situação e a comunidade escolar ficou sensibilizada ao assistir aquela simulação. Também respondeu ao desafio da Associação Salvador, criando uma ideia de cartaz publicitário para sensibilizar a sociedade em relação ao tema Integração de pessoas com Deficiência Motora e/ou Acessibilidades, tendo como mote “Se todos fizermos a nossa parte é mais fácil ajudar quem precisa”. Além destas ações, também procedeu à recolha de roupas usadas para poder oferecer à associação ACEDA que, por sua vez, as distribuiu a pessoas necessitadas.

Para concluir e em jeito de balanço, diremos que o seu objetivo é, através de pequenos gestos, poder contribuir para uma vida melhor dos mais necessitados e despertar a consciência da sociedade em geral para os valores humanos. Como resultado deste seu trabalho em prol dos outros, foi atribuída, pelo júri do concurso, uma menção honrosa à ex-aluna Raquel Viegas com a entrega de um diploma de participação.

Os nossos parabéns, Raquel.

Texto: Soledade Estribio e Fátima Oliveira    Fotos: Armanda Mendes

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Prémio literário, que este ano contempla a poesia, e ao qual podem concorrer jovens de países lusófonos com idades  entre os 15 e 18 anos. Os trabalhos poderão ser enviados até 30 de Novembro de 2010 e o vencedor será anunciado em Fevereiro de 2011, tendo direito à publicação do seu trabalho e a um prémio de 1000 euros. Regulamento: aqui

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Surpreendente – é o que se pode dizer da atribuição deste ano do Turner Prize, um dos mais importantes prémios de arte na actualidade. O britânico Richard Wright ganhou o Turner de 2009 preenchendo no limite as condições de candidatura, por causa dos seus 49 anos. O limite, abaixo dos 50 anos, reflecte a natureza do prémio, normalmente atribuído a obras e autores inovadores ou polémicos, como o de 1995 atribuído a Damien Hirst e à sua vaca embriagada, ou o de 1998 a Chris Ofili, com trabalhos que incorporavam esterco de elefante. Nada neste delicado mural, um fresco a folha douro, com contornos elaborados, que cobre as paredes da galeria, nos cria esse impacto, a que a arte contemporânea nos vem habituando. Uma certa monotonia deriva até dessa falta de desafio. No entanto, não nos iludamos: embora estejamos perante uma pintura aparentemente “bela” no sentido mais tradicional das belas-artes, ela só poderá ser vista até dia 3 de Janeiro, dia em que uma camada de tinta decidirá da sua destruição. É que o premiado é um artista do efémero, não tenciona que as suas obras lhe sobrevivam.

O efémero é o “tom de época” e, portanto, está presente também na arte contemporânea (da Land Arte, às performances, às instalações, aos happenings, à arte Urbana). Não é menos verdade que o homem se habituou a atribuir à arte a qualidade de captura da memória e do eterno, que a consciência da sua precaridade tanto o faz necessitar. Com que desvelo se guardam desde sempre fragmentos de pedra, de laca, de talha, de tela, que, por transportarem até nós a imortalidade impossível, são guardados quais relíquias em “templos”- os novos templos: os museus. Das pinturas de Richard Wright, no entanto, só restarão os registos. Mas será que o “fantasma da obra” equivale à obra original? Será a sua aura potenciada pela sua imaterialidade e precaridade? Tudo indica que sim. Diz o autor na sua entrevista à BBC: “A fragilidade dessa existência, [o facto de] estar aqui por um tão curto período de tempo, penso que intensifica a experiência de estar aqui”; confirma o jurí, que as pinturas de Wright “ganham vida quando são experimentadas pelos espectadores”. Mas Richard Wright diz também na mesma entrevista: “Estou interessado em colocar a pintura numa situação em que colida com o mundo”. O trabalho premiado (Untitled), que demorou cerca de 4 semanas a realizar, através de um processo que o autor considerou intenso, (a obra tem um processo complexo de produção porque a parede é pintada à maneira dos frescos renascentistas, através de furos previamente feitos no suporte em que foi desenhado) “é também um desafio à sua comercialização”, acrescenta. Como lidará o portentoso mercado das artes, sempre tão exigente em termos de inovação, com esta pintura que vai deixar de existir? Wright não é, contudo, totalmente desprevenido: o seu galerista é dos mais famosos do mundoe existem alguns murais seus não com uma natureza menos “efémera”.

A posição desafiadora de Richard Wright face ao mercado e face à imortalidade, assim como o regresso da pintura, do formalismo, da perícia, do belo, não deixam de dar a esta atribuição um tom “refrescante”.

Profª Cristina Teixeira

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