Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Plano de Acção’

clique para aceder ao documento

Read Full Post »

Foi apresentado e aprovado no último Conselho Pedagógico da ESDS o Plano de Acção da BE para o presente ano lectivo, após diversas reuniões com diferentes estruturas da escola e em articulação com o PTE.

Como já havia sido decidido na apresentação do MAABE, o domínio a desenvolver e avaliar em 2010-2011 será:

A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular

A.1. Articulação Curricular da BE com as Estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica e os Docente;

A.2. Promoção das Literacias da Informação, Tecnológica e Digital.

Tendo em conta os dados recolhidos no processo preparatório, nomeadamente sobre as potencialidades e os constrangimentos, foram definidas algumas linhas orientadoras gerais:

  • a integração dos dois níveis: promover a articulação curricular a par da utilização de meios de comunicação digitais, como forma de aumentar as possibilidades de interacção (acção concertada com o PTE);
  • a flexibilidade: adequação dos contactos com as estruturas da escola, com os docentes,  às suas capacidades, disponibilidades  e interesses (reuniões, workshops ou meros encontros informais);
  • o fomento da  livre partilha para se atingir uma articulação e colaboração mais estruturadas;
  • o investimento antecipado na Leitura e Literacia, domínio seleccionado para o próximo ano lectivo.

Pode aceder ao documento integral aqui.

Read Full Post »

No passado mês de Novembro promovi aqui no Bibli uma sondagem em que questionava os  leitores sobre qual deve ser a primeira prioridade de uma Biblioteca Escolar. Tal como a anterior, o seu valor estatítistico é questionável, servindo apenas de pretexto para a interacção com os leitores, para a discussão de tópicos que no momento podem ter alguma relevância. No entanto, quer pelo contexto, quer pelo estatuto técnico da maior parte dos que nela participaram, esta acabou por ter um cunho especial.

versão integral em pdf.

Estavamos em plena implementação do novo Modelo de Autoavaliação das Bibliotecas Escolares e cerca de 1600 Professores Bibliotecários de todo o país participavam numa intensa e intensiva formação com vista à sua complexa e ambiciosa aplicação no corrente ano lectivo.

Deste modo, uma grande parte das respostas da sondagem em causa proveio de Professores Bibliotecários em pleno período de profunda reflexão sobre o tema que se questionava. Das três simples hipóteses que se colocavam (necessariamente uma simplificação de uma questão bem mais complexa), fornecer um serviço diário eficaz de acesso a livros, DVDs e equipamentos para estudo e lazer foi indicada por 46% dos votantes como primeira prioridade, enquanto 28% optaram por ensinar aos utilizadores a melhor forma de tirar rendimento da biblioteca, tendo sido relegada para a última posição, mas ainda com uns expressivos 26%, a opção organizar actividades culturais e de promoção da leitura.

Sem deixar de subscrever a opção maioritária, pois antes de tudo a BE deve ter uma gestão eficaz da sua colecção e serviços, poria o ênfase no que essa eficácia representa a nível de mais valia nas aprendizagens dos seus utilizadores (professores e alunos). Uma BE não se pode limitar a disponiblizar serviços e equipamentos como se de uma síntese agradável entre um cibercafé, um clube de vídeo ou um arquivo documental se tratasse – é necessário que essa informação produza conhecimento, aprendizagem, que é afinal o produto  que justifica a existência da nossa organização-escola. Nesta medida, talvez possamos concluir que, após conseguirmos um nível de eficácia organizacional, teremos de ensinar os nossos utilizadores a tirarem dele o melhor partido.

Finalmente, achando que uma BE também deve ser dinamizadora de eventos de animação cultural, nomeadamente os promotores das mais diversas literacias e reflexões críticas, não posso muitas vezes deixar de olhar com desconfiança algumas actividades que muito podem impressionar a comunidade educativa, mas cuja relação custo-benefício fica por avaliar, no que diz respeito ao efeito duradouro que pode produzir nos seus destinatários. Neste campo, as minhas preferências iriam sempre para o investimento no sólido e estrutural em  detrimento do avulso e espectacular.

Estas e muitas outras questões surgiram a propósito do modelo elaborado pela RBE que pretende, de uma forma séria mas talvez demasiado ambiciosa, tornar mais eficaz e produtiva a existência das BEs, justificando tão grande afectação de recursos. O facto é que alguns engulhos poderão pôr em causa os fins para que foi concebido: antes de mais, uma normalização que pode parecer quase utópica perante a multiplicidade de situações, recursos e nível de desenvolvimento das BEs por todo o país; por outro lado, a dificuldade em conciliar esse “centralismo” normativo da RBE com a intenção de ter as BEs perfeitamente  integradas nas escolas que servem e funcionando no contexto das suas idiossincracias. Last but not the least, todo o dispositivo avaliativo preconizado pelo modelo pressupõe uma imensidão de tempo que o Professor bibliotecário pode não dispor, correndo-se o risco de nessa circunstância pouco ou nada haver  para avaliar – soa familiar?

uma espécie de Inspector Gadget…

As expectativas que, neste novo paradigma, se depositaram no PB são enormes, esperando-se que virtualmente interfira, mobilize, dinamize toda a escola e comunidade envolvente – de um gestor de colecções e animador cultural ocasional, o bibliotecário terá de passar a ser uma espécie de Inspector Gadget, disponível  conselheiro transcurricular de todos os colegas, especialista em tudo e mais alguma coisa, um faz-tudo, útil em qualquer circunstância ou estação do ano, ou um abelhudo intrometido, de acordo com a percepção que todos e  cada um tenha dele.

De qualquer modo, como sempre o defendi, antes de ser Biblioteca Escolar, a biblioteca deve ser a Biblioteca da Escola e, como tal, tentei partilhar com os órgãos de gestão, toda a informação de que dispunha, nomeadamente a minha avaliação da situação e uma proposta para o Plano de Acção (anual e plurianual) tal como se preconiza no modelo, tentando adaptá-lo à realidade concreta do nosso terreno.

Assim, se a nossa BE poderá estar limitada pelo que o seu bibliotecário puder e souber, ela será sem dúvida inspirada pelo que a escola quiser que ela seja.

Trabalhos e reflexões sobre o Modelo de Avaliação das BEs

Fernando C. Rebelo

(Professor bibliotecário da ESDS)

Read Full Post »