Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Personagens’

cherub symbol (2)James Adams nasceu a 23 de outubro de 1991, em Londres. Até aos 12 anos, viveu com Gwen Choke, sua mãe, que morre de insuficiência cardíaca, e sua irmã Lauren. Frequentou escolas do ensino normal, como qualquer outro miúdo, onde era irrequieto, problemático e desatento. No entanto, tinha facilidade em tirar notas média-altas. Nunca conheceu o seu pai, apenas sabia que era professor de matemática, o que pode ser uma justificação para a sua enorme facilidade com os números.

James, aos 12 anos (quando a mãe morre), vai viver para um lar de crianças onde a psicóloga do sítio lhe reconhece características especiais. Desta forma, ele é levado sem saber para o campus da CHERUB onde lhe fazem testes de aptidão. Como ele passa todos os testes, é convidado a juntar-se à CHERUB, convite que logo aceita.

Todos os potenciais agentes têm de ser levados às escondidas. É lhes dada uma injeção que lhes provoca sonolência. No dia seguinte, acordam num dos quartos da CHERUB deitados, despidos, tendo para vestir na beira da cama uma camisola laranja (a dos visitantes), umas calças da tropa e roupa interior. Devem dirigir-se ao gabinete do diretor que os reencaminha para fazer testes de ingresso e lhes mostra como é o campus. O candidato nunca é obrigado a aceitar ficar, mesmo que seja o melhor! Normalmente aceitam porque têm tudo: quarto com casa-de-banho, refeitório com 3 ementas, um dojo, mesadas grandes, entre outras coisas…

A CHERUB é uma agência secreta britânica. É um ramo dos serviços secretos (MI5) que tem como agentes crianças em vez de adultos. Mais facilmente um criminoso deixa uma criança entrar na sua casa do que um adulto para lhe revistar as coisas. É essa a base da CHERUB. Há 50 anos que existe e apenas morreram quatro agentes. Para se entrar na organização tem de se cumprir requisitos exigentes. Além da inteligência (James tem um QI de 153), os candidatos têm de ter apetência para a missão, serem fisicamente fortes, e serem órfãos.

James é caracterizado como tendo um 1.80m, olhos azuis, cabelo loiro, ser encorpado com uma morfologia física que lhe permite ganhar peso com facilidade. Ele é o “garanhão” do sítio. No campus, a não ser no início, sempre teve uma namorada além das muitas que conseguiu ter durante as missões em que tomou parte. Ele possui uma t-shirt preta (a mais elevada na hierarquia da CHERUB), domina a matemática, tendo acabado um ano mais cedo do que a maioria dos estudantes (a ensino é por níveis ou seja pode-se estar mais à frente na Matemática, mas mais atrás no russo, p.e.) e é fluente em russo (apesar de não dominar o sotaque).

James tem muitos amigo cada qual com as suas características, mas o com quem passa a maior parte do tempo quando não está em missão é Kyle Blueman, que é homossexual e é mais velho, Kerry, com quem namorou e é de descendência asiática, os gémeos Callum e Connor, Bruce, um apaixonado por artes marciais e Gabriela, a voz da razão do grupo.

Robert Muchamore

Robert Muchamore

A Coleção CHERUB já vendeu livros por todo o mundo sendo uma das favoritas dos jovens adolescentes. Tem diversos prémios e criticas positivas que aparecem registadas nas capas dos livros. A origem do nome CHERUB é uma incógnita. É revelado que antes que o fundador pudesse explicar o nome foi assassinado e, como era o tempo da II Guerra Mundial e, como já haviam sido impressos montes de folhas com essa sigla, ela foi assim mantida. O autor, Robert Muchamore, revelou que as duas primeiras letras são as iniciais do fundador – Charles Henderson – no entanto, o resto das letras são um mistério e apenas será revelado noutra coleção posterior.

 Tiago Bernardino, 11º F

imagens daqui e daqui

Nota do editor: quase todas as obras desta coleção estão disponíveis para requisição na tua BE

Read Full Post »

Um Estudo Em Vermelho (A Study in Scarlet no original) foi a primeira narrativa, escrita por  Arthur Conan Doyle onde surge a sua famosa personagem Sherlock Holmes. Publicada originalmente na revista Beeton’s Christmas Annual em novembro de 1887, só seria lançada em formato de livro em julho de 1888.

Sherlock Holmes haveria de ter uma legião de seguidores, já contemporâneos das primeiras publicações – de tal maneira que o seu autor, depois de o ter morto por já estar cansado da personagem, o teve de ressuscitar perante a insistência, quando não fúria, dos seus fiéis leitores. Produto do racionalismo positivista e da sociedade vitoriana, a personagem serviu de inspiração a muitos outros detetives de papel, entre os quais se conta  Hercules Poirot da não menos famosa Agatha Christie.

É neste Um Estudo Em Vermelho que se dá o primeiro encontro com Dr. Watson, narrador, admirador e participante nas aventuras do detetive nas histórias subsequentes. Eis como o descreve  no 2º capítulo dessa primeira obra:

Evidentemente, a convivência com Holmes não era difícil. Tinha hábitos tranquilos e regulares. Era raro vê-lo em pé depois das dez horas da noite, e invariavelmente já preparara o seu café da manhã e saíra quando eu me levantava da cama. Às vezes passava o dia no laboratório químico, outras, na sala de dissecação e ocasionalmente em longos passeios, que pareciam levá-lo aos bairros mais sórdidos da cidade. Nada era capaz de ultrapassar a sua energia quando tomado por um acesso de atividade.

 À medida em que as semanas passavam, o meu interesse por ele e a minha curiosidade quanto aos seus objetivos na vida iam gradualmente aumentando em extensão e profundidade. Até o seu físico era tal que despertava a atenção do mais descuidado observador. Quanto à sua estatura, passava de um metro e oitenta, mas era tão magro que parecia mais alto ainda. Os seus olhos eram agudos e penetrantes e o seu nariz delgado, aquilino, acrescentava às suas feições um ar de vigilância e decisão. Também o queixo, quadrado e forte, indicava nele o homem resoluto. As suas mãos andavam invariavelmente salpicadas de tinta e manchadas por substâncias químicas, mas possuíam uma extraordinária delicadeza de tato, como frequentemente tive ocasião de notar ao vê-lo manipular os seus frágeis instrumentos de alquimista.[…]

Sherlock Holmes em ilustração de 1904 por Sidney Paget

Holmes não estudava medicina. Ele próprio, em resposta a uma pergunta minha, confirmara a opinião de Stamford sobre esse ponto. Também não parecia ter feito qualquer curso regular que o habilitasse a integrar-se em algum ramo da ciência ou a penetrar nos umbrais do mundo erudito. Contudo, o seu zelo por outros estudos era notável e, dentro de limites excêntricos, o seu conhecimento era tão extraordinariamente amplo e minucioso, que as suas observações me causavam grande espanto. Evidentemente, nenhum homem trabalharia tanto para adquirir informações tão precisas se não tivesse em vista um objetivo bem definido. Leitores desorganizados dificilmente se fazem notar pela exatidão dos seus conhecimentos. E ninguém sobrecarrega o cérebro com minudências especiais, a menos que tenha um bom motivo para fazê-lo.

disponível na BE

in Um Estudo em Vermelho

Não perca também:

 

Fernando Rebelo

Read Full Post »

Astérix é um habitante de uma aldeia que sobrevive e sempre sobreviverá ao domínio romano da Armórica na Gália. Viveu por volta de 50 a.C., no tempo da ocupação romana por parte de Júlio César. O seu pai chamava-se Astronomix e sua mãe Pralina. Nasceu no mesmo dia que o seu melhor amigo Obélix, no ano de 85 a.C.. De estatura baixa e de grande inteligência, as suas principais características são a astúcia, o seu espírito sagaz, o bigode loiro e o capacete com asas. Quando consome a poção mágica ganha uma força sobrenatural. A sua data de falecimento é desconhecida.

A Astérix são lhe confiadas todas as missões difíceis, que leva a cabo sem qualquer hesitação devido à sua capacidade de liderança e à sua perspicácia. Em todas essas aventuras é acompanhado pelo seu melhor amigo Obélix e seu cão Ideiafix. Obélix é o único guerreiro da aldeia que não tem o privilégio de consumir a poção mágica que o druida Panoramix faz pois, quando era pequeno, caiu num caldeirão cheio dessa poção, daí a sua grande força e o seu grande porte (não lhe chamem gordo que ele não gosta!). É exatamente devido à sua força que é carregador de menires de profissão. Apesar disso em todas as aventuras Obélix faz tudo para a provar dizendo muitas vezes: “Sinto-me tão fraquinho!”

Praticamente toda a aldeia desvaloriza os romanos, porém Astérix tem sempre muito cuidado com eles por precaução. Como ele vive numa das poucas aldeias resistentes ao exército romano, está cercado por quatro campos militares romanos: Aqvarivm, Babaorvm, Lavdanvm e Petibonnum. Apesar de tudo, as “forças irredutíveis” (como os romanos chamam aos gauleses) saem sempre vitoriosas. Porém não são só os romanos que têm medo dos gauleses – os piratas dos mares (e também dos rios) são outros que os temem. Em quase todas as histórias eles aparecem e em todos saem derrotados e com o barco partido ou acabam por ser eles a perder todo o seu dinheiro (o papel inverte-se!).

Os habitantes mais destacados da aldeia, além de Astérix e Obélix, são Panoramix, o druida que prepara diversas poções mágicas, entre elas uma que dá uma força sobrenatura; Cacofonix, o trovador, que faz divergir sobre si as opiniões do resto da aldeia: afirma-se um génio mas os outros acham-no abominável;  Matasétix o grandioso chefe da aldeia que apenas  tem medo de uma coisa  – que o céu lhe caia em cima da cabeça, mas, como ele costuma dizer: “Amanhã não será a véspera desse dia”.

A Banda Desenhada é da autoria de René Goscinny e de Albert Uderzo e ganhou diversos prémios, quiçá ainda venha a ganhar alguns mais. O seu título tem provem de astérisque que significa asterisco. Apesar de um dos autores ter falecido, o seu nome continua a figurar as capas dos livros. Uderzo faz assim homenagem ao seu companheiro de escrita de anos: Goscinny! Quando em 2009 a série de aventuras fez 50 anos, foi editado um livro comemorativo, o número 34 da coleção. Apenas em duas histórias o título inclui o nome de Obélix porque as outras todas ostentam o do seu companheiro.

Tiago Bernardino, 10º F

ilustração de Ana Margarida Carvalho, 10ºF; outra imagem daqui

Read Full Post »

Nasceu em Carvahall, uma aldeia de Alagaesia. Foi criado pelos tios e com um primo cerca de um ano mais velho. Aos 15 anos, descobre o ovo de dragão de Saphira. Com essa descoberta, Eragon passa a ser um cavaleiro do dragão, uma raça que já estava quase extinta devido ao rei tirano de nome Galbatorix. Viaja juntamente com Brom, contador de histórias e antigo cavaleiro do dragão, por Alagaesia, para fugirem do rei e dos seus servidores e para um dia o poderem matar. Eragon é ensinado por Brom a praticar magia, a falar  língua antiga, a conhecer os costumes dos cavaleiros do dragão, a arte de manejar a espada e como cuidar de um dragão. O seu tutor morre numa das batalhas com os servidores do rei. Eragon e Saphira continuam a sua viagem mudando o rumo para irem ter com os Varden, um povo rebelde contra Galbatorix. Esse povo habita nas Montanhas Beor. Eragon chega às Montanhas Beor, mais propriamente a Fathen Dûr – a grande montanha oca. É aí que as suas capacidades são postas à prova numa batalha contra o império. No final da batalha, Eragon é informado que tem de viajar para junto dos Elfos. Eragon parte então e, em Ellesméra – cidade élfica -, os seus conhecimentos são aprofundados. Assiste à celebração do juramento de sangue em que comemora, cada 100 anos, a paz alcançada com os dragões por parte dos elfos. Depois da celebração, Eragon vai para junto dos Varden que haviam começado a combater o Império. Luta com o Império e acaba por conseguir vencer o Rei Galbatorix. Como único cavaleiro de Alagaesia, fica a treinar os novos cavaleiros. Devido ao facto de Alagaesia não ter espaço para ele treinar os futuros cavaleiros, decide treinar fora de Alagaesia, algures para Este…

mapa de alagaesia

mapa de Alagaesia

A história de Eragon está inteiramente relacionada com as raças de Alagaesia. A principal razão da guerra com o rei são as diferenças entre as raças. Conto-vos agora a história das raças de Alagaesia! No início apenas existiam dragões. E durante muitos anos viveram sozinhos até que o Deus Helzvog criou os anões. Estas duas raças guerrearam bastante, durante muitos e muitos anos. Depois chegaram os Elfos e também guerrearam com os dragões. Um dia finalmente alcançam a paz: alguns ovos de dragões eram entregues aos elfos para que estes os chocassem e se tornassem cavaleiros do dragão. E foi assim que surgiram os cavaleiros do dragão. Depois, chegaram os humanos que também aderiram ao pacto entre dragões e elfos, tornando-se também eles cavaleiros do dragão. Atrás dos humanos vieram os Urgals e os Ra’zac. E durante muitos anos a paz reinou em Alagaesia. Os dragões são criaturas com capacidades mágicas. Os selvagens – aqueles que não têm um cavaleiro – habitavam o centro do Deserto de Hadarac. Os anões são uma raça que habita as montanhas Beor e que gosta imenso de terra e de rochas. Os Elfos são uma raça que pode usar magia e que habita na floresta de Du Weldenvarden. Os Humanos habitam por toda a Alagaesia e alguns membros desta raça podem usar magia. Os Urgals são uma raça sedenta de sangue e que adoram guerras. Os Ra’zac são criaturas que devoram carne humana e habitam em Helgrind (os portões da morte), uma montanha perto de Dras-Leona.

Eragon é caracterizado pelas outras personagens como sendo imaturo e infantil, como alguém que ainda tem muito que aprender. Ora disso todos temos um pouco. Nós não sabemos tudo e vamos aprendendo um pouco todos os dias. Eragon acabou por cair no meio de uma guerra entre Imperio e Varden que não foi ele que  causou, mas que é ele que tem de resolver. Com 15 anos, penso que seja normal ainda não se ter o discernimento para tomar as melhores decisões. Por isso, nesse aspeto, Eragon foi até bastante capaz de fazer o que lhe era pedido. Critico assim as críticas que as outras personagens fazem a Eragon.

O pormenor que mais me surpreendeu e que eu vou partilhá-lo convosco é a ligação entre Eragon e Saphira. Para se conseguir perceber esta relação, não se pode esquecer que nesta história os dragões são considerados como seres que pensam e têm sentimentos e não como meros animais (aliás, esse foi o erro dos elfos e dos anões e foi assim se começou a guerra entre eles e os dragões). Eragon e Saphira conseguem saber tudo o que o outro está a fazer. Eles partilham tudo – desde os sentimentos e emoções mais profundos até à mais simples ação, como comer, estejam a que distância estiverem um do outro!

Perguntei-me a mim mesmo: se Eragon tivesse vivido na nossa “humanidade”, em que período da história seria? Refleti um pouco (e por refletir não se entende nada mais do que pensar) sobre esta pergunta e conclui de imediato: na Idade Média! Muitos dos seus pensamentos e práticas são próprias dessa época da História. Esse pode ser um ponto em comum entre nós e Eragon. Claro que não podemos fazer comparações relativamente à magia pois eu penso que ninguém a saiba usar (era bom…). Assim, é claro que neste nível temos algo sem comparação possível connosco. A relação entre Eragon e Saphira é um tanto ou quanto parecida com a de um casal de namorados, sempre trocando mensagens e telefonemas para saber o que estão a fazer ou de uma mãe galinha com os seus filhos. As diferenças raciais, que também as encontramos na nossa realidade, constituiram um motivo de guerra para os nossos antepassados, apesar de muitas desses preconceitos já serem hoje postos em causa. Parece que o mesmo que se passou com os povos de Alagaesia. Diferenças quase ultrapassadas, pois houve alguém que lutou para que elas não fossem motivo de conflito: Eragon.

À semelhança do artigo anterior, este também vai terminar com algumas curiosidades sobre o ciclo Herança. Na versão filmada, 180 mil pessoas participaram nos castings para a personagem de Eragon. Os livros têm na capa 4 dragões: o primeiro é Saphira, um dragão azul; o segundo é Thorn, um dragão vermelho; o terceiro Glaedr, um dragão amarelo; o quarto é Firnen, um dragão verde. Paolini, além dos quatro livros que relatam a história de Eragon e seus amigos escreveu outro livro: Guia de Eragon para Alagaesia, um livro que fala da passagem de Eragon por Alagaesia, a terra inventada por Paolini.

“Que a boa sorte te acompanhe, Qua a paz habite o teu coração, E que as estrelas te protejam” (Expressão élfica de despedida)

Tiago Bernardino, 10ºF

Ilustração de Margarida Carvalho e imagem daqui

Read Full Post »

Começo a publicação desta nova rubrica com uma curta explicação do que vão ser estes textos que vão aparecer, sem mais nem menos, no Bibliblog, quase que como caídos do céu. “Pessoas de papel”  vai ser uma rubrica que pretende apresentar algumas personagens e fazer uma pequena biografia de cada uma, falando das suas características e da sua importância para o desenrolar das histórias de que fazem parte, quer em livros, quer em filmes. E se pensam que esta rubrica vai ser aborrecida porque só vai retratar personagens de livros e filmes “chatos” informo-vos que estão enganados! A rubrica vai ser publicada mensalmente e é meu desejo que os leitores gostem dela. Fico então à espera dos vossos comentários para a poder melhorar!

o autor

Harry Potter

Harry e Ginny

Harry James Potter nasceu no dia 31 de Julho de 1980. James e Lily Potter eram os seus pais. Fisicamente é muito semelhante ao seu pai com exceção dos olhos, que são da mãe – olhos verdes, cabelos negros com um remoinho, e óculos de aros redondos. Sobreviveu à maldição da morte apenas com um ano sendo o único feiticeiro que o conseguiu. Passou a sua infância na casa dos tios onde era ignorado e constantemente humilhado. Ingressou na Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts com 11 anos, tendo sido escolhido pelo chapéu selecionador para a Equipa Gryffindor. Durante a sua adolescência na escola viveu, tal como o seu pai, inúmeras aventuras e enfrentou diversas adversidades mesmo sem as desejar, aptidão que também herdou de seu pai. Consegue finalmente, aos 17 anos, vencer Voldemort, o feiticeiro que lhe havia lançado a maldição. Casa-se com Ginny Weasley, irmã do seu melhor amigo, com quem vem a ter três filhos: James Sirius Potter, Albus Severus Potter e Lily Luna Potter.

Brasão de Hogwarts com os símbolos das 4 equipas

Podemos ficar a conhecer melhor Harry no momento em que, logo no 1º ano em Hogwarts, é escolhido para  a Equipa Grinffidor, pois os estudantes eram selecionados para as equipas conforme a sua personalidade e aptidões. Normalmente ingressavam na equipa a que os pais haviam pertencido. Assim, o leitor fica a saber algumas características de Harry como a coragem, a ousadia e a gentileza (próprias de um Gryffindor). Essas características acabam por ser essenciais para o desenrolar da história porque sem elas o Harry não seria o Harry, nem a história do Harry Potter seria a história do Harry Potter. Se Harry não fosse corajoso nunca teria conseguido enfrentar a enorme cobra (Basilisco), os Dementors (criaturas que guardam a prisão dos feiticeiros) e, claro, nunca teria vencido Voldemort. Através da sua ousadia consegue ir sempre em frente e acabar por tomar decisões importantes. Sem a sua a gentileza, por outro lado, nunca teria casado com Ginny e não teria tantos amigos.

J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter, diz que há apenas uma personagem que é baseada em alguém que conheceu na sua vida real – o professor de Defesa contra a Magia Negra do 2º ano. O professor caracteriza-se como alguém que gosta de dar nas vistas e que acaba por praticar algumas aldrabices só para poder ficar com os louros. Acaba por passar por mentiroso no final do 2º livro (ou filme). Mas é claro, mesmo sendo ficção, acabaremos por concluir que conhecemos pessoas muito idênticas a ele na vida real!

Harry e Voldemort

A vida de Harry faz-me assim lembrar a vida de todos nós. Começa com uma profecia que a vai alterar completamente. Sem essa profecia o seu destino teria sido completamente diferente. E rezava assim tal profecia: “um rapaz nascido no final de Julho será o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas, Voldemort”. Connosco isto acontece-nos muitas vezes. Antes de alguém nascer, os pais  pensam num nome que decidem dar  à criança,  nome esse que vai estar com ela até morrer e vai influenciar a sua vida. Mas para quem não acreditar nesta história do nome pense nos genes: eles vão influenciar a nossa personalidade e vão determinar as nossas características quer físicas quer psicológicas.

Para terminar o artigo deste mês, refiro ainda algumas curiosidades sobre as histórias do Harry Potter: a sua data de nascimento  é a mesma  da autora (dia e mês); o nome de um dos fundadores de Hogwarts é Salazar que foi inspirado na História de Portugal! (O presidente do Conselho de Ministros durante o Estado Novo). Quando acabaram as gravações do último filme, o ator de Harry Potter, Daniel Radcliffe, emocionou-se por ter de deixar o elenco do filme que o levou à fama. Ele afirma que as suas personagens favoritas são Sirius Black (o padrinho) e Remus Lupin (um amigo do pai).

J. K. Rowling, além dos 7 livros que narram as histórias de Harry e dos seus amigos, escreveu outros 3 livros (Os contos de Beedle o Bardo, Animais fantásticos e onde habitam e Quidditch ao longo dos séculos). O primeiro deles, publicado em 2008, foi o livro que se vendeu mais rapidamente, tendo superado grandes autores de best-sellers, como  Stephenie Meyer com a Saga Twilight. Estes três livros abordam aspetos que a autora considera importantes e que não foram referidos nos outros 7 livros da saga de Potter.

Finalmente, em jeito de conclusão, fiquem a saber que as aventuras de Harry Potter são, segundo as estatísticas, os livros mais relidos (e que eu próprio contribui para esses números!).

Tiago Bernardino, 10ºF

imagens: daqui, daqui, daqui, daquidaqui e daqui

Read Full Post »