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ppRealizou-se, numa parceria entre a BE e o grupo de Português, uma 2ª edição do concurso literário A Pedra e a Palavra, na sequência do estudo da obra Memorial do Convento e subsequente visita ao monumento pelos alunos do 12º Ano.

Uma vez mais, o concurso consistia na escrita de um texto  em que se pedia aos alunos que interpretassem, a partir da sua própria experiência individual, as impressões provocadas por essa interação entre a “palavra” e a “pedra”: a leitura da obra literária e a experiência física/sensorial da visita, a fantasia da ficção e a materialidade do monumento.

prémiosAlguns professores que lecionam Português ao 12º Ano constituiram-se como júri e, apurados os melhores textos, foram distinguidos os três primeiros com um prémio que consistiu numa outra obra de Saramago para cada um dos premiados: Miriam Colaço, 12ºA (1º), Joana Martins, 12ºB (2º) e André Boisseau, 12ºB (3º).

Mas, como o mais importante é mesmo os textos que os distinguiram no concurso, aqui fica já publicado o 1º prémio a que se seguirão muito brevemente os outros dois textos. Parabéns à Miriam, à Joana e ao André!

Fernando Rebelo (PB)

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Texto – 1ºPrémio

Tenho o defeito de ser indecisa, tenho dificuldade em avaliar-me, os meus gostos e sentimentos, talvez porque tento avaliar sob várias perspetivas diferentes e todas elas fazem sentido de alguma forma e não vejo a necessidade de me decidir e acabo por apenas refletir. Por esse motivo, tenho mais dificuldade em expressar a minha opinião do que em defender algo mais objetivo. Como tal, farei uma reflexão sobre o que pensei durante a visita quando comparado com a ideia que tinha anteriormente.

A visita ao Convento de Mafra foi de grande ajuda para aprofundar e consolidar os conhecimentos que tinha sobre a obra. Durante a mesma, pude apreciar a beleza do convento enquanto refletia sobre o sofrimento do povo aquando da sua construção, ordenada por D. João V que, caprichosamente, não poupou meios para mostrar o seu poderio e superar as outras grandes construções da Europa, erigidas pelos reis da sua época, desprezando e ignorando totalmente a situação a que sujeitava o povo e todos os recursos que esbanjava.

“Os passatempos del-Rei”, José Santa-Bárbara

De modo mais abrangente, sobre a injustiça do mundo, que é intemporal e que apenas se pode fazer sentir de forma diferente ao longo dos tempos, sendo que naquela época era drasticamente acentuada devido ao seu sistema político e à inexistência dos conhecimentos e das máquinas e mecanismos atuais. Penso que José Saramago quis salientar essa injustiça pela forma irónica como descreveu as atitudes e decisões reais e enaltecia o sofrimento do povo oprimido e praticamente escravizado.

Foi também um pouco o que eu senti ao ver apenas um pouco da grandiosidade de tamanho monumento. Sangue, suor e lágrimas foram precisos para levantar um monumento que mal foi utilizado. Apenas um rei viveu lá e foi por apenas alguns meses, bem como os trezentos frades que não o ocuparam muito tempo. O quão mal aproveitado foi leva-me a repudiar ainda mais esta situação. Tantas vidas perdidas, tempo, dinheiro e recursos sem fim… apenas e só para a vaidade do rei todo-poderoso D. João V.

Acabei por tomar partido do autor da obra, mesmo sabendo que esteja a ser influenciada pela mensagem de Memorial do Convento; mas as palavras são isso mesmo, não apenas um amontoado de pedras. As palavras, ao formarem um texto, têm um significado e transmitem mensagens, bem como as pedras que quando ordenadas nesta grande construção em Mafra têm toda uma história para contar e uma mensagem para transmitir.

 Miriam Colaço, 12ºA

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Se no post anterior evocámos uma efeméride de destruição, no extremo oposto da acção humana, podemos agora lembrar que a UNESCO juntou à lista dos sítios Património da Humanidade, em 2010, 21 novos lugares em diversas zonas do planeta, sendo 15 pelo seu valor  cultural, 5 pelo natural, 1 como misto e 8 extensões de áreas já classificadas, entre as quais se inclui o Parque de Fôz Coa. Por outro lado, foi aumentada em 4 a lista de lugares classificados como em situação de risco.

A classificação Património da Humanidade, que abrange 13 lugares em Portugal, obedece a critérios de natureza cultural e natural, como a importância histórica, estética, etnográfica, a biodiversidade, entre outros , e tem sido de  grande importância para a sua preservação, não só por afectar recursos para esse propósito como também pelo prestígio e publicidade que proporciona, com efeitos no interesse turístico mas também na sensibilização de todos para a riqueza do local classificado.

Se quer conhecer os muitos sítios do planeta com direito a esta distinção, aceda ao mapa interactivo, disponibilizado no sítio da UNESCO, clicando na imagem abaixo.


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