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Olá, comunidade leitora da Daniel Sampaio.

Venho falar-vos de um livro que li recentemente e que me agradou muito: ‘O Outro Pé da Sereia’ de Mia Couto.

“A viagem não começa quando se percorrem as distâncias, mas quando se atravessam as nossas  fronteiras interiores.” Mia Couto

Esta é a frase que melhor ilustra o verdadeiro conteúdo deste romance que cruza duas épocas tão distantes. Aqui encontramos a história de Mwadia Malunga e da sua famíla e a de D. Gonçalo Silveira, um missionário português que viaja de Goa para Moçambique em 1560.

Poderá parecer-vos que dificilmente haverá qualquer relação entre estas duas situações, mas estas histórias vão cruzar-se de forma fantástica e surpreendente para o leitor. Num misto de magia e realidade, Mia Couto consegue descrever ao leitor duas gerações tão distantes mas simultaneamente tão próximas nos seus desejos, medos e frustrações. Mia Couto vai ao fundo da natureza humana, mostrando que até o silêncio está sempre repleto de significado. Nada fica ao acaso neste livro, desde o espaço, a mística que envolve os cenários, o nome dos locais, das personagens, da linguagem que é utilizada, parece que cada palavra foi cuidadosamente selecionada de forma a cativar o leitor da 1ª à última página.

Sobre o autor, Mia Couto

Mia Couto nasceu na Cidade da Beira (Moçambique) em 1955, filho de uma família de emigrantes portugueses. Publicou os primeiros poemas no “Notícias da Beira”, com 14 anos. A partir de 1974, começou a fazer jornalismo, tornou-se director da Agência de Informação de Moçambique (AIM). Dirigiu também a revista semanal “Tempo” e o jornal “Notícias de Maputo”.

Em 1985 formou-se em Biologia. Foi também durante os anos 80 que publicou os primeiros livros de contos. Estreou-se com um livro de poemas, “Raiz de Orvalho” (1983), só publicado em Portugal em 1999. Depois, seguiram-se os contos: “Vozes anoitecidas” (1986) e “Cada Homem é uma Raça” (1990) e os romances, “Terra Sonâmbula”. A partir de então, apesar de conciliar as profissões de biólogo e professor, nunca mais deixou a escrita e tornou-se um dos nomes moçambicanos mais traduzidos: espanhol, francês, italiano, alemão, sueco, norueguês e holandês são algumas línguas. Outros livros do autor: “Estórias Abensonhadas” (1994); “A Varanda do Frangipani” (1996); “Vinte e Zinco” (1999); “Contos do Nascer da Terra” (1997); “Mar me quer” (2000); “Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos” (2001); “O Gato e o Escuro” (2001); “O Último Voo do Flamingo” (2000); “Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra” (2002). “O Fio das Missangas” (2004); “A chuva Pasmada”(2004); “Pensamentos”(2005); “O Outro Pé da Sereia”(2006); “Venenos de Deus e Remédios do Diabo” (2007).

Em 1999 foi vencedor do prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra, um dos mais conceituados prémios literários portugueses.

Boas leituras,

Prof. Eugénia Nunes


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