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A clonagem como solução terapêutica e não como duplicação humana

O que aconteceria ao nosso sentido de individualidade se as crianças fossem feitas por encomenda? Desapareceria  –  não só ele como também a variabilidade genética.

A clonagem é um processo em que se produzem células geneticamente iguais, através de uma reprodução assexuada de uma célula-mãe, que resulta na obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser vivo, ou seja, um clone. A clonagem pode ser terapêutica ou reprodutiva. A clonagem reprodutiva consiste na duplicação de um ser existente, enquanto, que a clonagem terapêutica é utilizada para reproduzir órgãos e tecidos para transplantes.

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Na minha opinião, a clonagem deveria ser utilizada apenas para fins terapêuticos, pois poderia evitar doenças ou mesmo salvar vidas. Sou contra a clonagem reprodutiva porque acredito que todos os seres têm direito à sua individualidade.

A clonagem terapêutica pode evitar doenças genéticas como o Síndrome de Down ou até recuperar a vida de pessoas que ficaram tetraplégicas e que teriam de passar as suas vidas em cadeiras de rodas. Através das células-tronco é possível substituir células danificadas e, assim, reverter as consequências, por exemplo, de um ataque cardíaco. Segundo o Human Genome Program, também as células estaminais podem ser utilizadas na clonagem terapêutica, pois estas dividem-se e podem originar qualquerclones tipo de célula especializada. Esta variedade de clonagem pode trazer vantagens como a criação de medicamentos adequados a cada doente, assim como reduzir significativamente as listas de espera para transplantes, pois é possível a criação de um órgão completamente novo a partir de novas células mas com a mesma informação genética, o que impede que este seja rejeitado pelo doente.

Em relação à clonagem reprodutiva, penso que não é correta porque uma criança tem o direito de ser uma mistura genética dos seus dois progenitores, ou seja, ser imprevisível, parecida com os seus pais mas única na sua individualidade.O que aconteceria ao nosso sentido de individualidade se as crianças fossem feitas por encomenda? Desapareceria – não só ele como também a variabilidade genética. Com a clonagem reprodutiva vêm muito mais desvantagens como o envelhecimento rápido do clone ou mesmo deformações físicas ou malformações que poderiam 1_123125_123104_2240687_2262768_100820_medex_searchingtn.jpg.CROP.original-originallevar a uma morte muito precoce ou a uma vida de sofrimento.

Em conclusão, penso que antes de avançarmos para qualquer tipo de clonagem, devemos realizar mais experiências e estudos de modo a que sejam reduzidos todos os riscos da clonagem no geral. No caso da terapêutica penso que seria muito benéfica para a população, principalmente para pessoas com doenças graves. Da clonagem reprodutiva, como já referi, não sou a favor, mas acho que no caso de vir a ser possível executá-la creio que seria necessária a criação de uma série de leis restritivas.

Mariana Aires, 11ºC

Os benefícios da clonagem humana

Desde que se desenvolva de uma forma segura e que sejam criadas leis que a regulem, todo e qualquer tipo de clonagem só trará benefícios à humanidade.

A clonagem divide-se em reprodutiva e terapêutica. A primeira consiste na criação de um novo ser geneticamente idêntico a outroClonagem4- Ofélia já existente. Para tal, substitui-se o núcleo de um óvulo não fecundado pelo de uma célula somática de um indivíduo desenvolvido e coloca-se num útero. A clonagem terapêutica é utilizada para produzir uma cópia saudável do tecido ou órgão de uma pessoa doente ou com deficiência para transplante. Esse processo é semelhante ao da reprodutiva, mas a blástula (segundo estado de desenvolvimento do embrião) não é introduzida no útero, sendo utilizada em laboratório para a produção de células estaminais.

Defendo que se devem praticar ambos os tipos de clonagem. No entanto, principalmente em relação à reprodutiva, é necessário que se desenvolvam e melhorem as suas técnicas e que se criem leis restritivas para a sua prática. Um dos maiores problemas associados à clonagem reprodutiva deve-se à sua baixa taxa de sucesso, no entanto, o britânico John Gurdon, vencedor do prémio Nobel da Medicina em 2012, afirmou que, em no máximo 50 anos, a clonagem humana será possível e bastante natural; diz também que até essa altura precisamos melhorar muito as técnicas de clonagem antes de começar a testá-las em humanos. Relativamente à variabilidade genética, as leis que têm de ser criadas irão impedir que esta se perca, pois esta prática não pode ser feita indiscriminadamente.

627_00Muitos dizem também que este processo vai contra as leis da natureza e que o clone terá problemas de identidade. Contudo, a clonagem é uma forma de reprodução que se assemelha às já existentes na própria natureza, nomeadamente, nos processos de reprodução assexuada em que os indivíduos gerados são sempre geneticamente iguais aos progenitores e também em alguns processos de reprodução sexuada, no caso dos gémeos. Assim, o clone será como que um irmão gémeo, não havendo problemas de identidade. Cada indivíduo é único apesar do seu DNA, pois tem características, gostos, personalidade e caráter únicos que derivam, não do material genético, mas das experiências por si vividas, além de que, tal como nos gémeos, o DNA nunca é exatamente igual devido a erros/mutações que sempre ocorrem.

A clonagem poderá ainda ajudar casais inférteis a ter filhos e, no caso dos animais, assegurar a continuidade das espéciescura, impedindo a sua extinção. A clonagem terapêutica, por sua vez, traz inúmeras vantagens à sociedade, pois podem-se diminuir os danos de um acidente vascular cerebral, de um ataque cardíaco ou de alguns cancros e curar doenças como a diabetes, a leucemia, a doença de Alzheimer, de Parkinson, o Síndrome de Down e muitas outras doenças cardíacas, neurológicas, sanguíneas, hormonais, genéticas… Imagine a felicidade de uma pessoa paralítica que assim poderá sair da cadeira de rodas e andar pelos seus próprios pés. Com esta prática é possível transplantar órgãos sem o risco de rejeição e mais rapidamente, uma vez que há pessoas que ficam anos numa lista de espera.

Concluo reafirmando que, desde que se desenvolva de uma forma segura e que sejam criadas leis que a regulem, todo e qualquer tipo de clonagem só trará benefícios à humanidade.

Miriam Colaço, 11ºC

imagens: daqui, daqui, daqui, daqui, daqui e daqui

Disponível para requisição na BE: Clonagem (2002), realização de John Rubin; National Geographic; DVD; localização: 57.CLO

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O conhecimento do funcionamento do cérebro pode ser usado para melhorar a aprendizagem. Apesar dos numerosos estudos sobre o funcionamento do cérebro humano, muitas das questões sobre esta matéria, continuam por responder. 

Sobre o funcionamento do cérebro humano, como sobre outros assuntos, factos falsos repetidos frequentemente são difíceis de corrigir. Assim persistem alguns equívocos sobre o nosso cérebro, afirmações que convencem muita gente, mas que os cientistas afirmam não serem válidas.

Ao longo de 6 semanas vamos desmistificar algumas dessas crenças. Aqui abordamos a quinta. Leia para descobrir a verdade por detrás dos mitos sobre o cérebro.

5. Uma lesão cerebral causa sempre danos permanentes nas funções do cérebro: falso

Felizmente nem sempre é assim! Uma lesão cerebral é sempre uma coisa assustadora, misteriosa, mas também surpreendente.

Em alguns casos, após a lesão de uma área cerebral, o cérebro pode reparar-se, isto é, contornar o dano causado e restaurar uma função perdida. Esta recuperação assenta em variáveis, algumas conhecidas, outras não, que têm a ver com o rearranjo das redes neuronais, com o desenvolvimento de novas ligações entre os conjuntos de neurónios.

Dizemos que o cérebro é um sistema especializado na criação de novos sistemas, ou seja, ele é notavelmente, dinâmico e plástico. Hoje não se pode ver o cérebro como um conjunto de neurónios, estruturados de forma estática.

Quando ocorre uma lesão cerebral, ela torna-se geralmente observável, pela perda ou interrupção temporária de funções cerebrais. Muitas vezes, uma função perdida (por exemplo a fala, movimentos finos, ou até o equilíbrio) pode ser restaurada. Por vezes são áreas adjacentes à área cerebral afetada que, com a terapia adequada, passam a assumir as funções perdidas, restaurando-as. Esta “função de suplência” do cérebro significa que áreas anteriormente não envolvidas numa função, podem assumir funções das áreas danificadas, graças ao desenvolvimento de novas sinapses (conexões), entre conjuntos de neurónios.

Quando se diagnostica uma lesão cerebral, nem sempre é possível dizer qual será o grau de recuperação. A possibilidade de reorganização funcional é variável, dependendo de muitos fatores relacionados com a lesão, com a terapia e com características do próprio indivíduo.

Teresa Alves Soares

(Psicóloga da ESDS)

imagens daqui e daqui

 

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Os Raios X caraterizam-se por serem emissões electromagnéticas com um comprimento de onda reduzido e, portanto, com elevada frequência.

Foram descobertos em 1895 pelo físico alemão Wilhelm Conrad Röntgen quando, no interior de uma sala escura,  utilizou um tubo de Crookes – tubo onde os eletrões são excitados, de forma a produzir emissões eletromagnéticas – e à frente deste tubo colocou uma tela coberta com platinocianeto de bário (substância utilizada nas radiografias). Röntgen apercebeu-se que quando fornecia um determinado valor de energia aos eletrões que estavam no interior do tubo de Crookes estes emitiam uma radiação capaz de marcar a tela. Decidiu colocar entre o ponto de emissão desta radiação e a tela corpos opacos à luz – primeiro corpos inanimados e mais tarde resolveu expor a sua própria mão. Acabou por observar que os corpos não eliminavam a possibilidade da radiação chegar à tela. Concluiu que a radiação produzida tinha um alto poder de penetração nos corpos que testou.

Wilhelm Conrad Röntgen

Por terem um grande poder de atravessar a matéria, os Raios X são atualmente utilizados em diversas áreas, das quais podemos destacar a medicina e a segurança. Na medicina, os Raios X são utilizados como um método de diagnóstico, permitindo detetar anomalias que existam no interior do corpo humano. As partes mais claras que nós vemos, normalmente numa radiografia, correspondem às partes que não foram atravessadas pelos Raios X e por sua vez as partes mais escuras correspondem às partes que foram atravessadas pelos mesmos. A nível da segurança, os Raios X são, por sua vez, utilizados como modo de deteção de materiais perigosos ou substâncias ilícitas. Com este propósito, as máquinas de Raios X são bastante utilizadas nos aeroportos, contribuindo para a segurança dos  passageiros.

O uso dos Raios X tem de ser cuidadoso pois a exposição direta e excessiva a este tipo de radiação pode originar ulcerações, vermelhões na pele, neoplasias malignas (cancros) e até a morte.

Bruno Berrincha, 12ºC

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No seguimento da  cooperação com a Casa Pargana – Arquivo Histórico Municipal,  a BE da ESDS apresenta a exposição documental   As observações médicas e metereológicas em Almada : a medicina nos séculos XVIII e XIX.

Este  evento, que já esteve patente  nas instalações do Arquivo Histórico Municipal, em Almada, apresenta com texto e imagens, uma série de curiosos registos  elaborados pelos médicos municipais onde podemos avaliar como, neste período do Antigo Regime,  as condições climáticas  estão ligadas às doenças mais frequentes no concelho. De igual modo é interessante verificar os  meios terapêuticos  e medicamentos utilizados nos diversos tratamentos.  

A não perder no átrio do piso superior do Pavilhão A, em frente à BE, até 2 de Março.

Luísa Oliveira

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Em 10 dezembro realizou-se  mais uma  cerimónia de entrega dos credenciados Prémios Nobel. Esta data assinala o aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite  e patrono destes galardões. Foi o culminar de um processo  iniciado em setembro do ano anterior que gera  muita expetativa quando em outubro  são anunciados os laureados.

Começo por referir o Nobel da Literatura para o qual há sempre um desfile de potenciais candidatos. A Academia Sueca atribuiu o prémio ao poeta lírico e tradutor sueco Tomas Transtromer por mérito das “imagens condensadas e translúcidas” expressas na sua obra. É o poeta sueco mais traduzido do mundo e conquistou, ao longo da sua carreira, inúmeros prémios literários. Embora hemiplégico e quase afásico devido a um acidente cerebral vascular  que sofreu em 1990, continuou a escrever e publicar obras. Na coletânea da editora Vega “21 poemas suecos”  consta um  poema deste autor com referências às zonas históricas da capital portuguesa.

O Prémio Nobel da Paz  causa, inúmeras vezes, muita polémica por parte de algumas organizações internacionais e de governos ditatoriais. Este ano, o universo feminino foi contemplado pelo Comité Nobel da Noruega com a escolha das liberianas Ellen Johnson-Sirleaf e Leymah Gbowee e da iemenita Tawakkul Karman que se distinguiram “na defesa da segurança das mulheres e na luta pelo seu direito a participarem na construção da paz”.

O prémio atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf  causou alguma contestação embora tenha sido  a primeira chefe de Estado eleita livremente num país africano.  Foi reeleita no passado mês de novembro numas  eleições manchadas pela violência mas que os observadores internacionais declararam legais.

Mas houve consenso geral em relação às restantes laureadas. Há muito que a pacifista Leymah Gbowee, “a guerreira da paz”, luta pela defesa dos direitos humanos tendo organizado uma “greve do sexo” das mulheres liberianas que contribuiu para pôr fim à segunda guerra civil em 2003. Para a galardoada, este prémio vem recordar ao mundo “o papel das mulheres, as suas necessidades e prioridades”.

A terceira premiada é uma figura da  Primavera Árabe, a jornalista iemenita Tawakkul Karman.  Esta dedicou o prémio ao povo iemenita que,  com a sua luta persistente,  contribuiu para a saída do ditador Ali Abdullah Saleh e para a futura realização de eleições livres.

Nobel da Paz

Em plena crise económica mundial o Prémio Nobel da Economia, criado em 1968 pelo Banco Central da Suécia, também despertou alguma curiosidade.Os norte-americanos Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent  foram premiados pelo trabalho efetuado no âmbito da investigação empírica sobre  causas e efeitos em macro economia. Estudaram as relações causais entre a política económica e as diferentes variáveis macroeconómcas como o PIB,  inflação, emprego e investimento concluindo sobre as relações bilaterais que estabelecem. Esperemos que as suas conclusões sejam analisadas pelos “ senhores do mundo” e  que tenham efeitos práticos no combate à crise.

O Prémio Nobel da Física foi  atribuído aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian P. Schmidt e Adam G. Riess, na área da astrofísica, “pela descoberta da aceleração da expansão do Universo, através de observações de supernovas  distantes”. Estes investigadores mediram a forma como a luz  das supernovas se distorcia para ver a rapidez como as galáxias estão a afastar-se uma das outras. Concluíram que todas as estrelas, galáxias e aglomerados de galáxias movem-se cada vez mais rapidamente, acreditando que há outra força misteriosa por trás do comportamento inesperado do universo que denominam  energia escura.

O Prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia foi desta vez atribuído a investigadores na área do sistema imunitário. Foi dividido entre  o norte-americano Bruce A. Beutler e o luxemburguês Jules A. Hoffmann “pelas descobertas sobre a ativação da imunidade inata” e o canadiano Ralph M. Steinman “pela descoberta das células dendríticas e o seu papel na imunidade adaptativa”. Infelizmente este último não assistiu ao importante reconhecimento público pois faleceu três dias antes do anúncio. O trabalho meritório destes investigadores trouxe mais dados sobre os mecanismos de resposta às doenças, pelo que, as suas pesquisas  são decisivas para o desenvolvimento de novas vacinas e medicamentos para doenças autoimunes e neoplasias.

Por fim,  o Prémio Nobel de Química  foi  entregue  ao israelita Daniel Shechtman, investigador do Instituto de Tecnologia de Israel, responsável pela descoberta dos quasicristais. Foi o único das áreas científicas a não ser partilhado, tendo sido reconhecido pelo seu trabalho “notável, solitário, tenaz  baseado em sólidos dados empíricos”.  A sua descoberta alterou a forma como os químicos concebem a matéria sólida.

Cada laureado com um destes  prestigiosos  prémios recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são formalmente  entregues pelo rei da Suécia no Stockholm  Concert Hall com excepção do Prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega no Oslo City Hall.

Luísa Oliveira

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Alfred Nobel

medalha atribuída aos laureados

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os Prémios Nobel são atribuídos anualmente  no dia 10 de Dezembro, data de aniversário da morte de Alfred Nobel, químico e industrial sueco, inventor da dinamite. Desgostoso com o uso militar da sua invenção, deixou no seu testamento a vontade de premiar  personalidades que contribuíssem para o bem da Humanidade. A  Fundação Nobel,  criada em 1900,  deve controlar o respeito pelas regras na designação dos laureados. Este prémio pode ser atribuído individualmente ou repartido até um máximo de três pessoas assim como pode não ser concedido durante um ano, sendo o prémio atribuído a dois candidatos no ano seguinte.

Os nomes dos laureados são anunciados em Outubro pelos diferentes comités e instituições que realizam a escolha. O processo de selecção inicia-se em Setembro do ano anterior à divulgação dos laureados com o envio de convite a várias personalidades e instituições mundiais que enviam os candidatos procedendo-se posteriormente a uma votação para escolha do laureado.

É reconhecido como um dos prémios mais importantes do mundo, ao destacar investigadores, cientistas, escritores, entre outros, que realizam feitos importantes em áreas de conhecimento como a Física, Química, Medicina e Literatura. Por sua vez o Prémio Nobel da Paz é aquele que desperta mais interesse no público e nos media, sendo atribuído a pessoas que lutaram pela defesa dos Direitos Humanos, pela promoção da paz mundial e pelo desenvolvimento sustentável.

Cada premiado recebe uma medalha de ouro com a efígie de Alfred Nobel, um diploma  com a citação da condecoração e um determinado valor monetário, que depende do orçamento anual da Fundação Nobel. Desde 1902 são  formalmente  entregues pelo rei da Suécia com excepção do prémio Nobel da Paz que é entregue pelo rei da Noruega.

Os Prémios Nobel da Física, Química e Economia são decididos pela Academia Real das Ciências da Suécia, o da Medicina ou Fisiologia  pelo Karolinska Institutet, o da Literatura pela Academia Sueca. O Nobel  da Paz, por sua vez,  é concedido pelo Comité Nobel da Noruega, designado pelo parlamento norueguês, com a entrega  no Oslo City Hall. A cerimónia de entrega dos restantes  prémios realiza-se no Stockholm Concert Hall.

Prémio Nobel da Paz 2010

Liu Xiaobo

O Prémio Nobel da Paz 2010 foi atribuído ao  activista dos direitos humanos e intelectual chinês Liu Xiaobo . Nascido em 28 Dezembro 1955 foi distinguido  pela sua longa luta não violenta pelos direitos fundamentais na China.

Poeta e professor  universitário de literatura foi expulso do ensino oficial por defender reformas democráticas.  Está preso pela terceira vez  tendo sido condenado  a 11 anos de prisão em 2009, por ter incentivado, em 2008, uma manifestação contra o Estado Chinês, defendendo a liberdade de expressão e democracia na China.

A União Europeia e os E.U.A. têm exigido a sua libertação e um pouco por tudo o mundo se têm realizado  manifestações  nesse sentido,  o que não é aceite pelo governo da China.

Em 2010 registou-se um recorde no número de candidaturas para o Nobel da Paz. No total foram 237 propostas, incluindo 38 organizações, segundo informação veiculada pelo Instituto Nobel de Oslo. Em 2009, ano de atribuição do prémio Nobel da Paz a Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América, foram apresentadas 205 candidaturas.

O prémio de 1,6 milhões de dólares, cerca de 1 milhão de euros, foi atribuído pelo Comité do Nobel da Noruega em Oslo.

Prémio Nobel da Literatura 2010

Mário Vargas Llosa

O Prémio Nobel da Literatura 2010 foi atribuído ao escritor peruano Mario Vargas Llosa, pela cartografia das estruturas de poder e pelas suas imagens mordazes da resistência, revolta e derrota dos indivíduos nas suas obras.

Mario Vargas Llosa, nascido a 28 de Março de 1936, é licenciado em Letras e Direito.

É um dos mais premiados autores em língua espanhola e há muito que se encontrava na lista dos candidatos a este ambicionado prémio.  Tem uma intensa actividade desdobrando-se em inúmeras iniciativas como romancista, ensaísta, dramaturgo e professor universitário. É membro da Real Academia Espanhola da Língua e desde 1993 também tem nacionalidade espanhola.

Recebeu um prémio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros.

O único português que já recebeu o Prémio Nobel da Literatura foi o José Saramago, em 1998.

consulte a lista das obras de Mário Vargas Llosa publicadas em Portugal

Prémio Nobel da Medicina 2010

Robert Edwards

O Prémio Nobel da Medicina 2010 foi entregue ao embriologista Robert Edwards pelo trabalho realizado em prol da fertilização in vitro.

Robert Edwards foi investigador na Universidade de Cambridge e trabalhou no desenvolvimento da fertilização in vitro, que permitiu a milhões de casais terem filhos. A  técnica desenvolvida por Robert Edwards permite fertilizar os óvulos fora do corpo e depois recolocá-los no útero da mulher. A fertilização in vitro esteve na origem do nascimento, em 1978, do primeiro “bebé-proveta”, a britânica Louise Joy Brown, a 25 de Julho de 1978.

O prémio Nobel da Medicina, que já conta com um português – Egas Moniz – na lista dos laureados, receberá perto de 1,09 milhões de euros.

Prémio Nobel da Física 2010

Andrei Geim e Konstantin Novoselov

O Prémio Nobel da Física 2010 foi atribuído aos pesquisadores russos Andrei Geim e Konstantin Novoselov, da Universidade de Manchester, Reino Unido, pela descoberta do grafeno.

O grafeno, composto por átomos de carbono densamente agrupados numa malha cristalina com o formato de favos de mel, é o material mais forte e ao mesmo tempo mais fino descoberto até o momento. O grafeno foi utilizado para criação de novos materiais e ao favorito da electrónica inovadora. Os transístores do grafeno são considerados mais rápidos em relação aos do silício, o que permite fabricar produtos electrónicos mais eficientes.

Andrei Geim, nasceu em 1958 em Sochi, na Rússia, tendo dupla nacionalidade: russa e holandesa. Concluiu o doutoramento em Ciências Físicas em 1987, na Academia de Ciências de Chernogolovka.

Konstantin Novoselov nasceu em 1974, em Nizhny Tagil, na Rússia e  tem igualmente dupla nacionalidade:  russa e britânica. Desempenhou funções de docente na Universidade de Nijmegen, na Holanda.

Prémio Nobel da Economia 2010

Peter Diamond, Dale Mortensen e Cristopher Pissarides

O que se conhece por Nobel da Economia  é o Prémio de Ciências Económicas em memória de Alfred Nobel. Instituído e financiado pelo Sveriges Riksbank (Banco Central da Suécia)   foi concedido a partir de 1969 e não está relacionado com a Fundação Nobel . É atribuído pela  Academia Real das Ciências da Suécia que escolheu, este ano,   Peter Diamond, Dale Mortensen e Cristopher Pissarides, pelo  importante trabalho desenvolvido ao longo de décadas sobre o método de análise de mercados.

Os norte-americanos Peter Diamond e Dale Mortensen e o cipriota Cristopher  Pissarides desenvolveram uma teoria  designada por modelo DMP (combinação das iniciais dos seus apelidos) de Análise de Mercado que permite explicar o modo como o desemprego, as ofertas de trabalho disponíveis e os salários são afectados pelas políticas económicas. Como tal,  desenvolveram fórmulas matemáticas que permitem comprovar a influência das políticas económicas na sociedade.

Os três vão dividir o prémio de 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros.

Prémio Nobel da Química 2010

Richard F. Heck, Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki

O Prémio Nobel da Química 2010 foi atribuído ao americano Richard F. Heck e aos japoneses Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki pelo trabalho desenvolvido na área da síntese orgânica, mais concretamente em formas mais eficientes de ligações entre átomos de carbono, que é utilizada na produção farmacêutica e  na indústria electrónica.

O norte-americano Heck, de 79 anos e os japoneses Negishi, 75, e Suzuki, 80 anos receberam 10 milhões de coroas suecas, cerca de 1 milhão de euros, por terem descoberto uma substância conhecida como discodermolida, um importante inibidor tumoral, que só pode ser encontrado actualmente na natureza em pequenos animais marinhos. Essa substância vai ajudar na produção de medicamentos para doenças cancerígenas.

Luísa Oliveira

Fonte Online24

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A Patrícia é a primeira jovem leitora a escrever neste blog para a rubrica Os Livros da Minha Vida. Segue-se o seu texto com as nossas boas-vindas 🙂

Breve Resumo: Livro escrito por Robin Cook, cirurgião doutorado pelas Universidades de Wesleyan e da Colúmbia, que retrata corajosamente a verdade nua e crua do primeiro ano no exercício da medicina de um interno.

Este livro marcou-me significativamente de uma forma pessoal, pois o meu sonho e projecto de vida é (sempre foi, e sempre será, penso eu) “ser médica”, e o referido livro aborda exactamente a temática de um internato e respectivas condições de trabalho, habitação, alimentação, carga horária… Todos os factores ejovem-medicoxistentes num período de internato são descritos de um modo personalizado pela personagem principal, um médico interno, que vive durante esse período de tempo uma autêntica tortura, perdendo horas de sono, ignorando algumas refeições diárias devido aos horários exigentes… O protagonista também relata diversos casos retidos na sua memória, devido ao facto de o marcarem como pessoa, amigo e médico… Por vezes, não é suficientemente frio/firme para separar a vida pessoal e a vida profissional, ou para executar a sua função sem se impressionar inutilmente, o que constitui também um ingrediente para a receita do fracasso, com a qual ele se depara dia após dia e, consequentemente, tenta rejeitar todos os obstáculos que se encontrem no seu caminho. Ele, como bom aprendiz que era, observava pertinente e meticulosamente todos os métodos e processos médicos que envolviam perícia efectuados por parte de médicos veteranos mais experientes na matéria.

O livro “Jovem Médico”, de Robin Cook é extremamente intrigante e revelador de perspicazes lições de vida que transmitem óptimos ensinamentos aos jovens da actualidade.

A provação de um médico interno cheio de medo, de amargura e dominadora fadiga. Uma história de idealismo e devoção, luta e frustrações, escrita com eloquência e profundo conhecimento da Medicina.

Neste livro o protagonista é o jovem Dr.Peters e para seu infortúnio, ao 15º dia de internato morre um paciente, devido a um cancro que se disseminou no abdómen. Coube-lhe a penosa tarefa de informar os familiares…

Nos três primeiros meses o Dr. Peters passava a sua maior parte de tempo na unidade de cuidados intensivos (UCI) onde a acção era mais intensa e onde reinava um estado de crise permanente. Entre suturas, tratamentos e cirurgias foi nesta unidade que conheceu uma paciente que o marcou para sempre: a Sra.Takura velha simpática e agradável com um problema de fígado a qual foi sujeita a uma colecistectomia. Passadas duas horas da cirurgia, a Sra. Takura sofreu uma hemorragia mas que felizmente, foi controlada pelo cirurgião-chefe. O Dr. Peters nesta cirurgia limitou-se a segurar nos afastadores e a observar todos os passos. Mais tarde soube que a Sra. Takura tinha falecido. Sentiu-se frustrado e magoado. Como é que uma Sra. tão amável e afável falecia daquele modo? De uma forma tão repentina e inesperada?

Após três meses de internato, o Dr. Peters confrontou-se inadvertidamente com o termo MAC (morte à chegada) nas urgências, pois na escola não aprendeu como se comunicava a um familiar que o seu ente querido se encontrava morto quando chegou ao hospital. Com o passar do tempo as frases são pronunciadas automaticamente: «lamento profundamente, fizemos todos os possíveis mas o seu… morreu». Verdadeiramente não se fizera nada, mas estas palavras cheias de hipocrisia serviam para apaziguar o espírito dos familiares…

Nos últimos dias de internato, o Dr. Peters assistiu a todo o tipo de cirurgias, cabendo-lhe a tarefa de segurar os afastadores e ouvindo todo o género de ironias e conversas fúteis dos cirurgiões, enfermeiras e anestesistas mais experientes abafando a sua raiva, hostilidade e cansaço.

Conclusão: Todas as vidas humanas possuem valor, devendo ser salvaguardadas com máxima prioridade, por parte dos profissionais de saúde responsáveis pelas mesmas. Como diria Albert Einstein: “O verdadeiro valor de um homem determina-se examinando em que medida e em que sentido conseguiu libertar-se do ego”.Um médico ao salvar uma vida, salva um filho, um pai, um avô, um primo de alguém e deverá preservar o espírito de entreajuda e sacrifício. Francisco Villaespesa diria: “Nada é barato nem caro, tudo é igual na vida… As coisas valem apenas o que custa consegui-las.”, significando que os actos de sacrifício efectuados durante a preparação académica de médico, ou mesmo após a sua formação, serão valorizados através do salvamento de uma vida …

Sobre o autor, Robin Cook

Escritor jovem e bem sucedido, nasceu nos subúrbios de Nova York, em 1942. Em criança sonhava ser arqueólogo. A antiguidade egípcia fascinava-o e era frequentador assíduo do Museu Metropolitano de Manhattan. Porém, aos 15 anos decidiu tornar-se médico. Estudou na faculdade de Medicina e Cirurgia da Universidade de Colúmbia, especializando-se em oftalmologia. Ainda estudante, trabalhava esporadicamente como assistente do conhecido oceanógrafo Jacques Cousteau em explorações científicas submarinas. Quando se formou viveu experiências variadas – desde cirurgião residente num hospital do Havai a médico de um submarino nuclear .

Patrícia Pires, 10ºB

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