Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Marcas’

O que é o CBD de uma cidade?

O CBD das cidades (em inglês, Central Business District) é designado por Área de Negócios Central ou “Baixa”. Na maior parte das cidades estrangeiras, os emblemáticos arranha-céus dominam o CBD, como é o caso de Nova Iorque, do Dubai ou de Tóquio. Vejam, por exemplo, o CBD de uma grande cidade: NOVA IORQUE!

E Lisboa? Fomos descobrir a “Área de Negócios Central” da nossa capital!

Assim, ao visitarmos o CBD de Lisboa pudemos conhecer, compreender e aprofundar, in loco, os conteúdos programáticos adquiridos, não somente na disciplina de Geografia A (com o aprofundamento de matérias dadas, como a população, os serviços e comércio, as características das cidades), mas, também, nas disciplinas de Português (com o estudo do Sermão de Sto. António e a importância da retórica e das igrejas) e de História (com as reformas na cidade de Lisboa pós-terramoto de 1755, feitas pelo Marquês de Pombal).

O que se pode encontrar no CBD?

Esta área é a mais importante de toda a cidade, que atrai visitantes e os próprios citadinos, devido à elevada concentração de serviços e de transportes. O CBD da cidade de Lisboa ou ‘Baixa’ tem uma intensa atividade comercial. Neste espaço da cidade, podemos encontrar maioritariamente atividades do Setor Terciário: serviços, restauração, espaços de cultura, hotéis, estabelecimentos comerciais, companhias de seguros, escritórios de advogados, sedes de grandes empresas, escritórios, teatros, museus, lojas, sedes e instalações bancárias (Caixa Geral de Depósitos, Banco de Portugal, BBVA, Banco Popular, Banco Espirito Santo), muitas esplanadas, cafés, gelatarias, quiosques de jornais e revistas, ourivesarias e joalharias, estas últimas ligadas às áreas especializadas da cidade, como iremos referir.

O comércio, ou seja a função comercial, satisfaz todas as bolsas, necessidades e caprichos. Encontramos atividades comerciais, desde o comércio vulgar ao comércio especializado e aos bens raros. O comércio predominante na “Baixa” é o comércio retalhista, onde existe a venda de bens diretamente ao consumidor e em quantidades limitadas.

O comércio vulgar é composto por lojas de souvenirs, lojas de roupa denominadas comuns (Zara, H&M, Bershka,  Mango, Stradivarius), mini mercados (Amanhecer, Minipreço, Pingo Doce), etc.

Para além do comércio vulgar, o CBD de uma cidade concentra, também, comércio de luxo, e a “Baixa” de Lisboa não é uma exceção! Em mais de 1,5 km, encontram-se as lojas mais conceituadas e luxuosas da cidade, com produtos bastante caros, como são exemplos a Gucci, a Prada e Marc by Marc Jacobs.

O comércio especializado também existe na “Baixa”, em lojas ou bancas que oferecem um determinado tipo de produto muito especializado, onde este raramente se pode encontrar comumente, como em centros comerciais. Engloba lojas com um determinado produto apenas existente naquela área da cidade, dirigido para um público-alvo, muito específico, apreciador ou necessitado deste tipo de produtos. Exemplos deste tipo de comércio são as lojas especializadas em conservas tradicionais portuguesas como o exemplo da célebre Conserveira de Lisboa, lojas de instrumentos musicais, com instrumentos caros e bastante difíceis de serem encontrados, como o exemplo da loja Violino, padarias típicas portuguesas, ou livrarias. Exemplos ainda mais ilustrativos de comércio bastante especializado são lojas que pudemos observar na “Baixa”, uma de cosmética biológica e, outra, uma padaria biológica.

Outro tipo de comércio encontrado na “Baixa” é o comércio de bens raros. Este como o nome indica vende bens difíceis de encontrar, com grande valor histórico e cultural e, claro, como tudo indica, de grande valor monetário. Neste tipo de comércio encontramos os alfarrabistas, (os vendedores de livros antigos e, por vezes, de exemplares únicos) e os antiquários, onde se vendem desde peças de mobiliário a peças litúrgicas.

E as funções governativa, administrativa e residencial?

Estas (e outras) características do CBD da cidade de Lisboa serão enunciadas no próximo artigo! NÃO PERCAM!

Beatriz Ferrão e Teresa Rosado, 11ºE 

(fotos originais das autoras)

Read Full Post »