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QUINO

Foi a 29 de Setembro de 1964 que o argentino Quino idealizou a irreverente personagem de BD para um anúncio de electrodomésticos. Estaria longe de imaginar que Mafalda se tornaria uma das mais célebres comentadoras políticas da actualidade.

Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, celebra hoje 45 anos no papel de uma das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade.

De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino “Primera Plana”. Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos.

Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no “Primera Plana”, na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional.

À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saíam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina.

Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, “uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é”, descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem.

A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.

 In Expresso 29.09.09 

Olhando para os livros que os nossos leitores mais jovens têm  retirado das estantes, Quino parece ser um autor com alguma popularidade entre eles. Aqui deixamos então, como primeira  Estante deste ano lectivo, as obras de Quino à vossa disposição na nossa biblioteca para que mais leitores o possam apreciar por entre o riso e a reflexão.

 

 

 

Mafalda fez 45 anos

Foi a 29 de Setembro de 1964 que o argentino Quino idealizou a irreverente personagem de BD para um anúncio de electrodomésticos. Estaria longe de imaginar que Mafalda se tornaria uma das mais célebres comentadoras políticas da actualidade.

Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, celebra hoje 45 anos no papel de uma das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade.

De traços simples, cabelo negro farto e muito opinativa, Mafalda surgiu pela primeira vez a 29 de Setembro de 1964 nas páginas do semanário argentino “Primera Plana”. Quino, então com 32 anos, nunca adivinharia o sucesso daquelas tiras humorísticas, que se prolongaram por nove anos.

Joaquin Lavado (Quino) imaginou Mafalda para um anúncio publicitário a uma marca de electrodomésticos, no qual lhe pediram que desenhasse a história de uma família típica da classe média.

A banda desenhada não chegou a ser publicada, mas Quino recuperou a personagem Mafalda quando o convidaram para publicar no “Primera Plana”, na altura um jornal que procurava fazer uma reflexão crítica da actualidade argentina e internacional.

À primeira vista, Mafalda podia ser uma menina de seis anos, reguila, desafiadora e descarada, mas depressa se percebeu que da sua boca, dos balões que Quino preenchia, saíam comentários mordazes e pertinentes sobre a ordem do mundo, a luta de classes, o capitalismo e o comunismo, mas também, de forma mais subtil, sobre a situação política e social argentina.

Era a Mafalda, a contestatária e insatisfeita, “uma heroína zangada que recusa o mundo tal como ele é”, descreveu Umberto Eco em 1969, num prefácio a um dos álbuns que Quino dedicou à personagem.

A par da atitude de adulto mas com o desarmante discurso de uma criança, Mafalda tinha essa mesma condição de menina, que detestava sopa, adorava os Beatles, não compreendia a guerra no Vietname e tinha monólogos preocupados em frente a um globo terrestre.

In Expresso 29.09.09

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