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mãe

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ilustrações via Pinzelladas al món , Patricia Metola, Rocío Martinez e Victoria Rolanda

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O livro de que vou falar tem como título A vida na porta do frigorífico, de Alice Kuipers. Sinceramente, foi a capa que inicialmente me chamou a atenção, tanto pelo título como pelas cores mesmo antes de saber do que tratava o livro. Não foi em vão, o livro é realmente muito bom e recomendo-o a toda a gente.

A história, que está dividida em meses e ocorre durante cerca de um ano, é mais ou menos assim… Claire tem os pais separados e vive com a mãe, mas para todos os efeitos é como se vivessem em planetas diferentes. Tem 15 anos e uma vida de adolescente imprevisível, está muitas vezes em casa de amigos ou do pai e integra-se em tudo o que é actividades na sua escola. A mãe é médica obstetra e passa maior parte do tempo a trabalhar, muitas vezes fica no turno de noite, adora o seu trabalho e dedica-se a 100%. Com tudo isto, raramente se vêem e a porta do frigorífico torna-se o meio de comunicação entre as duas, onde deixam recados uma à outra sobre os acontecimentos do seu dia-a-dia.

É visível uma enorme cumplicidade entre as duas durante todo o livro, apesar da independência que Claire ganhou devido a esta vida ocupada – muitas vezes era ela que fazia o jantar, ia às compras ou arrumava a casa devido à falta de tempo da mãe.

Uma manhã, Claire dirigiu-se ao frigorífico, pois a mãe já não estava em casa, e deu de caras com um recado dela a dizer que  iria fazer exames médicos mas que, desta vez, seria ela a paciente. Claire estava em época de testes e tinha-se apaixonado por um rapaz (Michael), mas a relação andava sempre às avessas. Todas estas situações causavam stress à Claire, o que a fazia discutir com a mãe o pouco tempo que passavam juntas, chegando ao ponto de ir viver com o pai até ficar mais calma. Apesar disso, ela arrependia-se constantemente das discussões com a mãe e mostrava-o nos recados que deixava no frigorífico onde lhe pedia desculpa.

Foi fácil à mãe esconder o que se passava até chegar aos tratamentos de

Alice Kuipers

quimioterapia (com a queda do cabelo). Assim, a mãe acabou por ter de contar à Claire o que se passava: sofria de cancro na mama – mas logo acrescentou que muitas mulheres sobreviam a esta doença e que ela também sobreviverá.

O mundo desabou sobre Claire, pois  ficou sem saber como reagir. Porém, decidiu pesquisar informação sobre a doença da mãe, assim como actividades que a pudessem distrair. Todo o pouco tempo que passava com a mãe aproveitava-o da melhor maneira – cozinhava com ela, passeavam…

Nos momentos em que estavam juntas, a mãe falava-lhe muitas vezes sobre as crianças que trazia ao mundo, de como eram pequeninas, mas havia uma a quem a mãe  se referia em especial pois estava aos cuidados dela e o seu bebé era uma criança prematura.

Chegada a altura de ter de ser operada, a mãe estava pronta, apesar de triste pois aquela criança prematura de que tanto falava tinha acabado por morrer. Claire iria limpar a casa toda e fazer um bolo para quando a mãe chegasse, pois ela iria passar 3 dias no hospital.

Porém tal não ocorreu e a mãe já não voltou. Claire não conseguia aceitar a situação e teve de ter acompanhamento psicológico.

Mas houve uma ideia que a fez sentir melhor. Claire decidiu mesmo assim continuar a escrever os recados e a deixá-los na porta do frigorífico apesar saber que já não iria obter resposta. Este gesto porém fazia-a sentir-se melhor pois quando deixava o recado pensava que a mãe estaria a trabalhar ou a dar uma volta mas que voltaria.

Ao reflectir sobre a história, não pude deixar de associar a referência à criança prematura à esperança que a mãe tinha para que tudo corresse bem, pois ela estava tão fraca como aquela criança e quando esta faleceu foi como se a esperança se tivesse definitivamente apagado.

Joana Pinto, 10º B

Nota do editor: este livro encontra-se disponível para requisição na nossa biblioteca

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