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Posts Tagged ‘Língua’

Outro Luís junta-se com este post ao número crescente de bibliogueiros. Desta feita para assinar uma rúbrica sobre  História, onde se propõe identificar e contextualizar a origem de alguns ditos  que  as estórias da História foram deixando na nossa língua.

Bem-vindo, Luís!

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Em 1807 Junot invade Portugal a mando de Napoleão. Tem ordem de apoderar-se do país e cumprir o ultimato feito ao que mais tarde viria a ser D. João VI . As forças francesas entram pela Beira mas quando chegam a Lisboa já a corte se encontra embarcada a caminho do Brasil. Assim, Junot limitou-se, impotente, a ver os navios da corte portuguesa a sair da barra do Tejo rumo ao outro lado do Atlântico.

Para quem não sabia, foi nesse dia que nasceu a célebre expressão “ficar a ver navios”, que significa perder algo, perder alguém, que foi o que aconteceu ao marechal francês, cujo objectivo era aprisionar a família real, tal como acontecera em Espanha. Junot instala então em Lisboa o seu quartel-general e exige à população abastada lisboeta cama, roupa lavada e comida, frequenta o teatro S. Carlos e exibe-se em traje de gala. As festas são uma constante durante os seis meses que permanece em Lisboa. Assim, Junot vive “à grande e à francesa”: este coloquialismo define um estilo de vida luxuoso, o estilo de vida que, ao fim e ao cabo, o general levou em Lisboa

Durante este período de ocupação francesa, a guerrilha foi de facto bastante activa. As populações rurais, em especial as do norte do país, esperavam os invasores nos desfiladeiros e abatiam-nos um a um, de maneira dissimulada, escondidos por entre a vegetação; eram incentivados, por mais bizarro que pareça, pelo Clero em especial, pois no seio da igreja pregava-se o amor ao próximo e a morte aos “jacobinos”.

Para pôr fim a estes movimentos de revolta, os oficiais franceses iniciam um processo de repressão. Destes oficiais destacou-se um: o general Loison. Loison tinha perdido o braço esquerdo durante uma caçada, foi por isso apelidado de “o maneta”. Por onde passava ordenava a chacina e o saque sem perdão. Era por isso o mais temido de todos os generais franceses. Deste célebre general francês nasceu a expressão portuguesa “ir para o maneta”, sinónimo de morrer, desaparecer, sofrer.

Depois  das batalhas da Roliça e do Vimeiro, Junot é forçado pelas forças inglesas a deixar Portugal, levando consigo todo o saque que consegue carregar. Entra no navio sem qualquer ostentação, escoltado por ingleses, vaiado pelo povo, numa “despedida à francesa” – mais uma expressão que ficou da permanência francesa em Portugal. Uma “despedida à francesa” passa a significar o abandono de uma ocasião social sem saudar o anfitrião. E, na verdade,  Junot saiu de Portugal e nem se despediu do povo português. Os coloquialismos deixados pelas incursões francesas em solo português são muitos mas nem todos tão funestos.

Em 1809 e 1810 Junot volta ainda a Portugal num papel secundário, sob comando de Soult e Massena, em investidas com pouco sucesso. Depois de 1810 nenhum francês ousaria entrar em Portugal, no entanto outro problema estava pela frente, e este iria ser bem mais difícil: os ingleses…

Luís Fernandes, 12º D

imagens daqui e daqui

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sugestões de Joana Pinto, 11º B

Fonte das palavras: Dicionário de Língua Portuguesa, Porto Editora

Imagem (editada) daqui

Outras sugestões:

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Prémio literário, que este ano contempla a poesia, e ao qual podem concorrer jovens de países lusófonos com idades  entre os 15 e 18 anos. Os trabalhos poderão ser enviados até 30 de Novembro de 2010 e o vencedor será anunciado em Fevereiro de 2011, tendo direito à publicação do seu trabalho e a um prémio de 1000 euros. Regulamento: aqui

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A Ciberescola é o mais recente projecto do Ciberdúvidas, para ensinar Português aos alunos de todos os níveis de ensino, mas também àqueles que o estudam como segunda Língua. O portal é totalmente gratuito e começa a funcionar esta terça-feira.

Um professor de Português virtual, a qualquer hora, e à distância de um clique. É este o conceito da Ciberescola, um portal que inclui exercícios interactivos para os alunos dos vários níveis de ensino – do 1.º ao 12.º ano.

O serviço é totalmente gratuito e não é necessário fazer o download de qualquer ferramenta informática. Para o usar, só é preciso um computador com internet e um registo, que pede apenas um endereço de e-mail e uma palavra-passe.

Depois, é só começar a fazer as diferentes fichas com exercícios que cumprem os programas de Português em vigor.

«O servidor atribui uma pontuação às respostas, corrige os erros e faz um arquivo dos resultados», explicou ao SOL a coordenadora do Ciberdúvidas, Ana Martins.

Mas os falantes de Português não são o único público-alvo deste site. «Temos uma vertente de Português como Língua Não Materna, que se dirige, por exemplo, a alunos em Erasmus ou a comunidades de imigrantes», lembra Ana Martins, garantido que os temas escolhidos foram «os mais neutros» para chegar ao maior número possível de idades e níveis culturais.

Outro dos alvos da Ciberescola serão os professores. «É através deles que queremos chegar aos alunos».

No portal, os docentes poderão encontrar fichas e exercícios completamente originais, para serem usados nas aulas em computadores ou em quadros interactivos.

O projecto é uma iniciativa do Ciberdúvidas, mas o Ministério da Educação já está em negociações para adquirir os direitos desta aplicação. «Quando as negociações estiverem concluídas, a Ciberescola vai estar, por exemplo, no Portal das Escolas», esclarece Ana Martins.

por Margarida Davim, in Sol, 27 de Setembro de 2010

(com alguns sublinhados da edição do Bibli)

clique para aceder ao Ciberescola


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Uma das razões para escrever sobre esta matéria foi a enquete (sondagem) do Bibliblog e as curiosas diferenças entre o português de Portugal (europeu) e o português do Brasil, que é popularmente chamado de “Brasileiro”, e principalmente, porque quando eu cheguei a Portugal não entendia quase nada do que as pessoas falavam comigo e as pessoas também não entendiam muito bem o que eu falava, até brincavam que eu precisava de um dicionário para falar com eles. É claro que surge sempre entusiasmo e curiosidade por parte das pessoas no que diz respeito ao modo de pronunciar certas palavras no português do Brasil.

Apesar de ser um dos filhos da globalização, sou contra o Novo Acordo Ortográfico, pois acho que cada país deveria manter a sua regra ortográfica. Sou contra essa ideia da globalização, sou a favor do encontro das culturas, do intercâmbio e da diversidade, mas contra a unificação de uma só cultura dita dominante, desta perda de identidade cultural. Mas, também devemos ter em conta, que num mundo globalizado a existência de várias versões do português é um facto limitador.

Os Romanos chegaram no Noroeste da Europa em 218 a. C., trazendo o Latim vulgar. Todas as províncias da Península Ibérica, à excepção dos Bascos, admitiram o latim como língua. A chegada dos Romanos à península marcou o inicio da nossa língua, o Latim, mas num estado corrompido, conhecido como latim vulgar.

Em 409, os germânicos invadiram a Península através dos Pirenéus. Inicia-se então o período mais sombrio da Península. Provocada a queda do Império Romano pelos Bárbaros, a língua dos Bárbaros misturou-se com o Latim, e originou as línguas nacionais europeias (latinas).  O latim popular evoluiu e transformou-se no proto-galaico-português. No entanto, os reis cristãos a partir do norte de Portugal foram conquistando o sul, povoado pelos Árabes , com isto o galaico-português sofreu diversas transformações e converteu-se progressivamente no português.

Os primeiros textos em português apareceram por volta do séc. XIII. Nesta época o galego e o português eram uma só língua. Com a expansão ultramarina, a língua portuguesa, foi transportada para “novos” continentes. Hoje os países distribuídos pela África, Ásia e América que constituem os PALOP, são independentes de Portugal porém a linguagem permaneceu; desses países destaca-se o Brasil, onde 191 480 630 (censo 2000) pessoas têm como língua materna o português.

Através dos Humanistas, deu-se a valorização das línguas nacionais europeias, pois estes traduziam obras clássicas e criavam obras inspiradas nos autores greco-latinos. Em Portugal, Luís de Camões cantava os feitos heróicos e a glória dos navegadores portugueses na sua famosa obra “Os Lusíadas”.

Camões cultivava a forma mais erudita da língua. Em toda a Europa, notou-se um movimento de afirmação das línguas nacionais, o que consequentemente, originou a sua uniformidade ortográfica, regras e um vocabulário mais rico. Shakespeare em Inglaterra e Maquiavel em Itália foram apenas alguns dos humanistas que ajudaram a construir as literaturas nacionais do Renascimento.

O português do Brasil tem uma certa particularidade, pois, sendo possuidor de um vasto território e diversidade geográfica, este país tem uma dimensão proporcional à sua variedade dialectal. Os especialistas distinguem os dialectos entre Norte e Sul. Eu mesmo, quando ouço uma pessoa oriunda de outra região do Brasil, sem ser o sudoeste, às vezes, sinto alguma dificuldade em entender, devido a algumas diferenças entre termos e na pronúncia. No Brasil, esta diversidade está no entanto mais relacionada com o aspecto sociocultural do que com o geográfico. A diversidade é bastante evidente no momento em que um homem culto fala com o seu vizinho, que é analfabeto. O “brasileiro” apresenta um vocabulário que, em parte, se afasta da “Língua de Camões”, como é possível conferir nas linhas abaixo.

“Assim como os outros idiomas, o português sofreu uma evolução histórica, sendo influenciado por vários idiomas e dialetos, até chegar ao estágio conhecido atualmente. Deve-se considerar, porém, que o português de hoje compreende vários dialetos e subdialetos, falares e subfalares, muitas vezes bastante distintos, além de dois padrões reconhecidos internacionalmente (português brasileiro e português europeu). No momento actual, o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cem milhões de pessoas com duas ortografias oficiais (note-se que línguas como o inglês têm diferenças de ortografia pontuais mas não ortografias oficiais divergentes), situação a que o Acordo Ortográfico de 1990 pretende pôr cobro.”

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

A língua portuguesa é falada por mais de 240 milhões de pessoas, como língua nativa, e é também a quinta língua mais falada no mundo ocidental. É o idioma oficial de alguns territórios africanos, da Índia Portuguesa e na América do Sul, o Brasil.

Em São Paulo, encontra-se o único Museu da Língua Portuguesa, que tem como objetivo criar um espaço vivo da língua portuguesa, revelando aspectos da língua quase desconhecidos.

Segundo os seus organizadores, “deseja-se que, no museu, o público tenha acesso a novos conhecimentos e reflexões, de maneira intensa e prazerosa. “O museu tem como alvo principal a média da população brasileira, composta de pessoas provenientes das mais variadas regiões e faixas sociais do país, mas que ainda não tiveram a oportunidade de obter uma ideia mais precisa e clara sobre as origens, a história e a evolução contínua da língua”.

Wikipédia (pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_portuguesa)

No dia 1º de Janeiro de 2009 entrou em vigor no Brasil a nova ortografia do português, com base no acordo de 1990. Algumas palavras perderam o acento, mudaram as regras do hífen e o trema foi extinto.

O Português é um dos principais elos entre os países lusófonos, além disto existe a CPLP Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa – que tem como um dos objetivos a preservação da língua.

Datas do acordo:

  • Dezembro de 1990: Criação do Acordo;
  • Agosto de 1991: Portugal ratificou;
  • Janeiro de 1994: Implantação prevista (não aconteceu);
  • Abril de 1995: Brasil ratificou;
  • Janeiro de 2009: Implantação no Brasil (transição);
  • Janeiro de 2013: Obrigatório no Brasil.

Os países participantes do Acordo Ortográfico são: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor -Leste.

Diferenças entre algumas palavras de Portugal e o “Brasileiro”:


Médio Oriente – Oriente Médio                             Dossier – Fichário

Palinha – Canudo                                                      Telefone Público – Orelhão

Dossie – Fichário                                                       Auto-carro – Ônibus

Telemóvel – Celular                                                 Este –  Leste

Comando-Controle Remoto                                 Centro Comercial – Shopping

Bombas – Posto de gasolina                                     Relva – Grama

Portagem – Pedágio                                      Pequeno-Almoço – Café da manhã

Preservativos – Camisinha                                      Conduzir – Dirigir

SIDA – AIDS                                                               Cancro – Câncer

VHI – HIV                                                                   ADN – DNA

Macacos – Meleca                                                   Ordenado – Sálario

Arrendar – Alugar                                                    Rato – “Mouse”

Colunas – Caixa de Som                                            Levantamento – Saque

Ecrã – Monitor                                         Desodorizante – Desodorante

Cuecas Femininas – Calcinhas                                 Fita-cola – Durex

Casa de Banho – Banheiro                                       Afiador – Apontador

Sumo s/gás – Suco                                                  Sumo c/ gás – Refrigerante

Lixívia – Água Sanitária                                             Gelado – Sorvete

Fato – Terno                                                  Banda Desenhada – Quadrinho

Cacifo – Armário da escola                                       Seleccionador – Técnico

Massa Instantâneo – Miojo                                      Fotocópia – Xerox

Equipa – Equipe                                                        Golo – Gol

Balisa – Trave                                                           Guarda-redes – Goleiro

Botija – Botijão de gás                                              Comboio– Trem

Boleia – Carona                        Líquido Correctivo – Liquipaper / Correctivo

Tabaco – Cigarro                                        Maquilhagem – Maquiagem

Pai Natal – Papai Noel                                            Mãe Natal – Mamãe Noel

Lava carros – Lava Jato                                             Talho – Açougue

Carne Picada – Carne Moída                                Dobragem – Dublagem

Mina – Ponta de grafite                                             Viola – Violão

Boxe – Cueca                                                              Coima – Multa

Camisola – Camisa de Jogador de Futebol              Chávena – Xícara

Pijama Feminino – Camisola                  Hospedeira de Bordo – Aeromoça

T – Shirt – Camiseta                                                 Cabular – Colar nas provas

Bilhete de Identidade – Carteira de Identidade         Natas – Creme de Leite

Carta de Condução – Carteira de Motorista                         Carocha – Fusca

Frigorifico – Geladeira                                                         Peão – Pedestre

Telemóvel – Celular                                                    Sebenta – Apostila

Eléctrico Bonde

Alguns filmes e Séries de TV também mudam de nome:

Portugal/Brasil

O Reino de Deus/Cruzadas

The O.C – Na Terra dos Ricos/The O.C – Um Estranho no Paraíso

A Idade do Gelo/A Era do Gelo

Tudo que uma Rapariga quer/Tudo que uma garota quer

Clube dos Poetas Mortos/Sociedade dos Poetas Mortos

Curiosidades:

Assim, como quando eu cheguei em Portugal, eu não entendia quase nada, por causa das “gírias”, e sei que se alguns dos meus colegas for ao Brasil também não vai entender quase nada, principalmente os jovens. Aqui vão algumas “gírias” do Rio de Janeiro:

Vamos jogar uma pelada?

Pelada, é um futebol, mas um futebol de rua, ou com pessoas que não sabem jogar muito.

Eu tenho um amigo que é maior “X-9”.

X-9 é uma pessoa pouco confiável, por exemplo, quando você conta uma coisa p’ra ela, ela conta para outra pessoa.

A sua “mina” é muito legal.

“Mina”, é uma rapariga, ao contrário de que em Portugal, que é ponta de grafite.

Podre de chique – elegantíssimo                            Por fora – desentendido

Quebrar o galho – resolver o problema                  Ragu – comida

Sacana – individuo sem caráter                                Vida mansa – vagabundo

Safo – sabido                                      Tirar de letra-livrar-se de uma dificuldade

Patricinha – Feminino de “Playboy”       Baranga ou Canhão – Mulher feia

Bufunfa – Dinheiro                       Destrambelhado – Desastrado, descuidado

Gringo – Estrangeiro                                 Estar duro – Estar sem dinheiro

Filé – Mulher bonita

Quando uma pessoa se machucou em Portugal fala-se aleijou. No Brasil aleijou-se é quando uma pessoa perde a perna. Quando a pessoa não tem uma perna ela é uma aleijada.

Luiz Felipe Monteiro, 10º E

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Valha o que valer, os resultados da última sondagem que promovemos aqui no Bibli, sobre o acordo ortográfico, já em fase de implementação, dão uma maioria àqueles que se opõem, 54%, contra os 28% que acham que trará benefícios a todos os falantes da língua portuguesa. Finalmente, para 11%, o assunto é indiferente, e 7% afirmam mesmo que nem sequer sabiam que já estava em vigor.

O tema não é, aparentemente, em nenhum dos lados do Atlântico, uma prioridade nos debates, apesar de diversas sondagens se sucederem e não ser difícil, especialmente em sítios brasileiros, encontrar formas humorísticas de ver tratado o assunto.

No post em que lançámos esta sondagem remetemos os leitores para alguns sítios que continham informação sobre o assunto, com enquadramento histórico, novas regras ortográficas, etc. Sugerimos-lhes desta feita outros que mantêm, nos dois lados da barricada e com abundante argumentação, uma discussão acesa sobre o tema.

Assim, a Iniciativa Legislativa de Cidadãos contra o Acordo Ortográfico, movimento criado em 2008 que conta com uma forte lista de subscritores, deixou no nosso post uma mensagem apelando à subscrição dos nossos leitores. No sítio da iniciativa, para quem queira formar uma opinião mais avisada, podemos encontrar uma série de artigos fundamentando a inutilidade do acordo e até o impacto negativo do processo em curso da sua implementação, destacando-se a presença de Maria do Carmo Vieira, nossa colega da disciplina de português, já conhecida noutras causas em defesa do que acha ser o melhor para a nossa língua.

Mas, se quisermos saber o que na opinião de outros (cujo parecer acabou por prevalecer com legitimitidade legislativa) o fundamenta, podemos igualmente ler a entrevista de Ana Laborinho ao DN e a do filólogo brasileiro Evanildo Bechara ao Público, transcrita no Ciberdúvidas, onde defende que a língua portuguesa hoje não pode ter um só dono, em resposta à reacção, aparentemente mais negativa, verificada no nosso país.

De uma forma ou de outra, segundo noticia o  Público, a nova ortografia irá chegar às escolas já no ano lectivo de 2011-2012, reflectida na redacção dos novos manuais escolares.

Não compete porém à edição do Bibli tomar partido, deixando apenas aqui a reflexão a quem se interesse pela questão. E, quando passa um mês sobre a sua morte, é tempo agora de perguntar aos nossos leitores qual é na sua opinião a obra mais marcante do escritor José Saramago, que ainda há dois anos  manifestava numa entrevista a sua compreensão em relação a esta normalização ortográfica, não deixando no entanto de salientar que aos 85 anos  já era tarde para voltar aos bancos da escola primária.

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O Centro de Formação de Escolas do Concelho de Almada – AlmadaForma, no âmbito do Projecto Língua, Cultura e Cidadania – AlRep (Almada Referencial do Ensino do Português) promove e inaugura a 1ª Feira AMAI, Almada Multicultural Anima Integração, no Museu da Cidade de Almada, durante os dias 25, 26 e 27 de Junho de 2010. AMAI visa envolver e mobilizar a Comunidade, para reconhecer, valorizar e dar a conhecer o património de Almada, na diversidade expressa de vivências e mundividências. Assim, a AMAI, convida à participação, no ciclo de conferências e debates, na mostra de artes e artesanato, nos espectáculos, animações e concursos, organizados e dinamizados, no sentido de promover a Comunidade de Almada.

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Com tantas coisas que se diz que o nosso país precisa, provavelmente a muita gente não lhe ocorrerá que é de um novo acordo ortográfico. Talvez por isso, o acordo de 1990 que tantas anedotas provocou na altura (lembram-se do fato, do cágado?) tenha passado desapercebido ao entrar em vigor em Janeiro de 2010 em Portugal (já está em vigor no Brasil desde 2009 e espera-se que se generalize brevemente nos restantes países da CPLP).

na caixa lateral direita: Sondagem do Mês

Mas entrou, e em alguns orgãos de comunicação social escrita já se vai notando alguma ação em vez de acção, e por aí adiante…  Convém porém ter em conta  que “ortográfico” apenas se refere à norma que define as letras  e a acentuação gráfica das palavras, e que em nada altera a construção das frases, a definição do vocabulário e, muito menos, a pronúncia (como se tal fosse possível por alguma norma).

Assim, decidiu a edição do Bibli que merecia ser tema de uma Sondagem do Mês, em que lhe perguntamos se acha bem, mal, tanto lhe faz, ou  se nem sequer sabia desta recente mudança ortográfica.

Mesmo  não sendo um assunto da sua especialidade, não deixe de colaborar na nossa sondagem dando-nos a sua opinião, o seu voto (ver caixa/widget lateral à direita) pois, de uma forma ou de outra, o acordo irá afectar-nos (ou será afetar-nos?) a todos.

Pode ainda, se o assunto for do seu interesse, dar uma  rápida vista de olhos  a este sítio da Porto Editora, que de um modo sucinto aborda o tema, apresentando um conversor ortográfico e as linhas gerais da mudança que se preconiza.

Ou, se quiser o assunto tratado de uma forma mais exaustiva, aconselhamos uma visita ao Portal da Língua Portuguesa, clicando na imagem abaixo.

Fernando Rebelo

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Um site brasileiro com uma síntese bem estruturada sobre a História da Língua Portuguesa e uma viagem pelo mundo lusófono actual – ideal para uma visão rápida do tema.

aceda ao site

…E um portal de e para professores de Ciências, patrocinado pela Fundação Caloste Gulbenkian, com acesso a materiais didácticos desde o 1º ciclo até ao 12º Ano para as disciplinas de Ciências Naturais, Biologia, Geologia, Química, Física e Matemática.

aceda ao site

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Apesar da hegemonia dos ditos jogos de computador, diariamente damos conta que muitos dos frequentadores da BE recorrem à nossa ludoteca, mesmo quando a sua utilização não é promovida por torneios organizados , como o SuperTematik de Língua Portuguesa para o Ensino Básico, a decorrer na nossa escola, já na sua etapa regional.

Assim, aproveitamos para divulgar, a quem ainda os desconhece, alguns destes materiais que através do entretenimento podem ajudar a desenvolver diversas aptidões sócio-cognitivas e conhecimentos em diversas áreas científicas. Em breve, contamos disponibilizar, quer na BE, quer aqui no Bibli, um guião descritivo dos materiais da nossa ludoteca, que, para além das actividades lectivas de planificação regular, pode funcionar como um eficaz  material de apoio às aulas de substituição do Ensino Básico.

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Para quem gosta de literatura, conseguir ler numa língua que domine traduções de antologias das diversas literaturas europeias, Babel Matrix pode suscitar algum interesse: sob a forma de uma matriz, semelhante à das palavras cruzadas, podemos encontrar combinações de traduções em 18 línguas europeias diferentes.

Mesmo para quem não encontre o que se deseja nas antologias apresentadas ou não  concorde com a sua selecção, o site oferece ligações a outros sites onde se podem encontrar mais traduções. De qualquer maneira, pela forma original e muito fácil de usar como trata o tema, merece, sem dúvida, uma visita exploratória.

aceda ao site

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Com a implementação dos novos programas do Ensino Básico e a confusão gerada pela (não) generalização das TLEBES, o Ministério da Educação decidiu disponibilizar online um Dicionário Terminológico para uniformização de conceitos e designações da gramática da língua portuguesa.

Independentemente do que possamos pensar destas alterações e da sua validade o site pode ser bastante útil para professores e alunos de Português, permitindo a quer a procura por domínios gramaticais, quer por palavras chave.

aceda ao Dicionário Terminológico

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Uma forma interessante, simples, articulada e interactiva de recolher e associar informação a partir de mapas conceptuais. Merece uma visita clicando na imagem abaixo 🙂

saberes em rede

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