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Posts Tagged ‘Florbela Espanca’

outonal

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Florbela Espanca é um dos vultos mais importantes da poesia portuguesa do séc. XX. Trazer Florbela para a tela é mostrar a escritora por  detrás dos sonetos que a tornaram famosa. Dalila Carmo, Ivo Canelas e  Albano Jerónimo dão vida a Florbela, Apeles e Mário Lage numa exímia  reconstituição de época que chegará aos cinemas de norte a sul do país  no dia 8 de Março de 2012.
O filme intitulado Florbela retrata alguns anos da vida de Florbela  Espanca entre Matosinhos, Lisboa e Vila Viçosa num Portugal atordoado  pelo fim da I República. O filme é quase como uma viagem,  inesquecível, que começa em Santa Apolónia. Florbela não escreve,  Florbela procura um sopro de inspiração em cada esquina entre amores,  ataques bombistas contra a ditadura, festas de foxtrot e o Tejo que em  breve lhe levará o irmão num hidroavião. Este momento em busca de  inspiração reflecte uma poetisa que se eternizou pelo seu encanto  amoroso. Filmar a vida de escritores não é um género muito popular ou  comercial. Mas a cultura de um país também se constrói na sua memória  e Florbela Espanca merece o olhar do cinema. O cinema como chamamento  para a literatura numa fusão que nos parece pertinente.

(excerto de carta enviada pela produção)

Sessões especiais para escolas com entradas a preços reduzidos, guiões de leitura e possibilidade de debate com um dos elementos da produção ou da realização durante  a semana da estreia.

Contacto: escolas@florbela.pt /93 502 17 66 (Sofia Moura).

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Apesar de se celebrar este ano o 80º aniversário da sua morte, a sua poesia continua  viva,  mesmo para aqueles que normalmente não apreciam poesia pois, de alguma forma, a  intensa emoção, ou a beleza verbal (ou ambas a uma só voz) encontram maneira de continuar a seduzir jovens leitores. Aqui fica então a efeméride com direito a Estante.

QUANDO TUDO ACONTECEU…

1894: A 8 de Dezembro, nasce Florbela Espanca em Vila Viçosa. – 1915: Casa com Alberto Moutinho. – 1919: Entra na Faculdade de Direito, em Lisboa. – 1919: Primeira obra, Livro de Mágoas. 1923: Publica o Livro de Soror Saudade. – 1927: A 6 de Junho, morre Apeles, irmão da escritora, causando-lhe desgosto profundo. – 1930: Em Matosinhos, Florbela põe fim à vida. – 1931: Edição póstuma de Charneca em Flor, Reliquiae e Juvenilia e ainda das colectâneas de contos Dominó Negro e Máscara do Destino. Reedições dos dois primeiros livros editados. Verdadeiro começo da sua visibilidade generalizada.

in http://www.vidaslusofonas.pt/florbela_espanca.htm

Lágrimas ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida…

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago…
Tomo a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim…

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

(Poema escolhido por Mafalda Teixeira, 10ºB)

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nota: as imagens de manuscritos são provenientes da cópia pública do espólio de FE na BN e as a da “Homenagem a Florbela Espanca” foram recolhidas no âmbito da participação de alguns alunos do 10ºB na Festa de Encerramento do Ano Lectivo na ESDS

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