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Posts Tagged ‘Eragon’

Nasceu em Carvahall, uma aldeia de Alagaesia. Foi criado pelos tios e com um primo cerca de um ano mais velho. Aos 15 anos, descobre o ovo de dragão de Saphira. Com essa descoberta, Eragon passa a ser um cavaleiro do dragão, uma raça que já estava quase extinta devido ao rei tirano de nome Galbatorix. Viaja juntamente com Brom, contador de histórias e antigo cavaleiro do dragão, por Alagaesia, para fugirem do rei e dos seus servidores e para um dia o poderem matar. Eragon é ensinado por Brom a praticar magia, a falar  língua antiga, a conhecer os costumes dos cavaleiros do dragão, a arte de manejar a espada e como cuidar de um dragão. O seu tutor morre numa das batalhas com os servidores do rei. Eragon e Saphira continuam a sua viagem mudando o rumo para irem ter com os Varden, um povo rebelde contra Galbatorix. Esse povo habita nas Montanhas Beor. Eragon chega às Montanhas Beor, mais propriamente a Fathen Dûr – a grande montanha oca. É aí que as suas capacidades são postas à prova numa batalha contra o império. No final da batalha, Eragon é informado que tem de viajar para junto dos Elfos. Eragon parte então e, em Ellesméra – cidade élfica -, os seus conhecimentos são aprofundados. Assiste à celebração do juramento de sangue em que comemora, cada 100 anos, a paz alcançada com os dragões por parte dos elfos. Depois da celebração, Eragon vai para junto dos Varden que haviam começado a combater o Império. Luta com o Império e acaba por conseguir vencer o Rei Galbatorix. Como único cavaleiro de Alagaesia, fica a treinar os novos cavaleiros. Devido ao facto de Alagaesia não ter espaço para ele treinar os futuros cavaleiros, decide treinar fora de Alagaesia, algures para Este…

mapa de alagaesia

mapa de Alagaesia

A história de Eragon está inteiramente relacionada com as raças de Alagaesia. A principal razão da guerra com o rei são as diferenças entre as raças. Conto-vos agora a história das raças de Alagaesia! No início apenas existiam dragões. E durante muitos anos viveram sozinhos até que o Deus Helzvog criou os anões. Estas duas raças guerrearam bastante, durante muitos e muitos anos. Depois chegaram os Elfos e também guerrearam com os dragões. Um dia finalmente alcançam a paz: alguns ovos de dragões eram entregues aos elfos para que estes os chocassem e se tornassem cavaleiros do dragão. E foi assim que surgiram os cavaleiros do dragão. Depois, chegaram os humanos que também aderiram ao pacto entre dragões e elfos, tornando-se também eles cavaleiros do dragão. Atrás dos humanos vieram os Urgals e os Ra’zac. E durante muitos anos a paz reinou em Alagaesia. Os dragões são criaturas com capacidades mágicas. Os selvagens – aqueles que não têm um cavaleiro – habitavam o centro do Deserto de Hadarac. Os anões são uma raça que habita as montanhas Beor e que gosta imenso de terra e de rochas. Os Elfos são uma raça que pode usar magia e que habita na floresta de Du Weldenvarden. Os Humanos habitam por toda a Alagaesia e alguns membros desta raça podem usar magia. Os Urgals são uma raça sedenta de sangue e que adoram guerras. Os Ra’zac são criaturas que devoram carne humana e habitam em Helgrind (os portões da morte), uma montanha perto de Dras-Leona.

Eragon é caracterizado pelas outras personagens como sendo imaturo e infantil, como alguém que ainda tem muito que aprender. Ora disso todos temos um pouco. Nós não sabemos tudo e vamos aprendendo um pouco todos os dias. Eragon acabou por cair no meio de uma guerra entre Imperio e Varden que não foi ele que  causou, mas que é ele que tem de resolver. Com 15 anos, penso que seja normal ainda não se ter o discernimento para tomar as melhores decisões. Por isso, nesse aspeto, Eragon foi até bastante capaz de fazer o que lhe era pedido. Critico assim as críticas que as outras personagens fazem a Eragon.

O pormenor que mais me surpreendeu e que eu vou partilhá-lo convosco é a ligação entre Eragon e Saphira. Para se conseguir perceber esta relação, não se pode esquecer que nesta história os dragões são considerados como seres que pensam e têm sentimentos e não como meros animais (aliás, esse foi o erro dos elfos e dos anões e foi assim se começou a guerra entre eles e os dragões). Eragon e Saphira conseguem saber tudo o que o outro está a fazer. Eles partilham tudo – desde os sentimentos e emoções mais profundos até à mais simples ação, como comer, estejam a que distância estiverem um do outro!

Perguntei-me a mim mesmo: se Eragon tivesse vivido na nossa “humanidade”, em que período da história seria? Refleti um pouco (e por refletir não se entende nada mais do que pensar) sobre esta pergunta e conclui de imediato: na Idade Média! Muitos dos seus pensamentos e práticas são próprias dessa época da História. Esse pode ser um ponto em comum entre nós e Eragon. Claro que não podemos fazer comparações relativamente à magia pois eu penso que ninguém a saiba usar (era bom…). Assim, é claro que neste nível temos algo sem comparação possível connosco. A relação entre Eragon e Saphira é um tanto ou quanto parecida com a de um casal de namorados, sempre trocando mensagens e telefonemas para saber o que estão a fazer ou de uma mãe galinha com os seus filhos. As diferenças raciais, que também as encontramos na nossa realidade, constituiram um motivo de guerra para os nossos antepassados, apesar de muitas desses preconceitos já serem hoje postos em causa. Parece que o mesmo que se passou com os povos de Alagaesia. Diferenças quase ultrapassadas, pois houve alguém que lutou para que elas não fossem motivo de conflito: Eragon.

À semelhança do artigo anterior, este também vai terminar com algumas curiosidades sobre o ciclo Herança. Na versão filmada, 180 mil pessoas participaram nos castings para a personagem de Eragon. Os livros têm na capa 4 dragões: o primeiro é Saphira, um dragão azul; o segundo é Thorn, um dragão vermelho; o terceiro Glaedr, um dragão amarelo; o quarto é Firnen, um dragão verde. Paolini, além dos quatro livros que relatam a história de Eragon e seus amigos escreveu outro livro: Guia de Eragon para Alagaesia, um livro que fala da passagem de Eragon por Alagaesia, a terra inventada por Paolini.

“Que a boa sorte te acompanhe, Qua a paz habite o teu coração, E que as estrelas te protejam” (Expressão élfica de despedida)

Tiago Bernardino, 10ºF

Ilustração de Margarida Carvalho e imagem daqui

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