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Posts Tagged ‘Contos’

Em 20 de Dezembro de 1812 foi publicada em Berlim a primeira edição dos contos dos Irmãos Grimm. Para aqueles que não reconhecem imediatamente o nome, basta só referir que essa coletânea continha, nada mais nada menos, do que contos como a Branca de Neve e os Sete Anões, Cinderela e o Capuchinho Vermelho, entre muitos outros. Inspiradas essencialmente na literatura popular do Norte da Europa, estas histórias ganharam rapidamente popularidade tendo sido traduzidas em inúmeras línguas e ficado a fazer parte do património de muitas infâncias ao longo destes dois séculos.

Alguns autores, como é o caso de Bruno Bettelheim em A Psicanálise dos Contos de Fadas, atribuiram-lhes mesmo uma função psicossocial essencial na aprendizagem infantil pois abordam, através de narrativas intemporais, os dilemas mais profundos do ser humano, interpretados por esse autor à luz de um quadro predominantemente psicanalítico. Nesta linha, é igualmente interessante a versão do Capuchinho Vermelho, como é apresentada no filme A Companhia de Lobos (Neil Jordan, 1984).

Finalmente, para assinalar esta efeméride, aqui fica ainda uma sugestão para uma visita a uma exposição sobre a vida dos Irmãos Grimm,  assim como uma galeria com algumas das ilustrações das suas histórias publicadas entre o séc. XIX e princípios do séc. XX.

Fernando Rebelo

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Mais um post-convite à interactividade dos leitores na construção narrativa, mas neste caso à pura criatividade literária em modalidade de escrita colectiva.

Assim, no âmbito da comemoração do seu 20º aniversário, O PÚBLICO convidou Gonçalo M. Tavares a iniciar um conto que irá ganhar forma com a contribuição dos leitores. Num máximo de mil caracteres, envie-nos um texto que dê seguimento à proposta do escritor. Ao longo de um ano (até 5 de Março de 2011), o conto irá crescendo à medida da sua imaginação. Cada leitor pode enviar um máximo de dez textos durante a iniciativa. As contribuições devem ser feitas a partir do último contributo. Os textos a publicar serão escolhidos pela redacção do PÚBLICO.

(Nota: o texto em itálico é uma transcrição da edição online do Público, os sublinhados são da responsabilidade da edição do Bibli)

clique para aceder ao conto

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Escolhi ler o livro chamado Danças Malditas, que não contém apenas uma história, mas sim cinco histórias sob o mesmo tema. Cinco histórias escritas por diferentes autores, A filha do exterminador – Meg Cabot; O Buquê – Lauren Myracle; Madison Avery e a morte – Kim Harriso; Beijos e segredos – Michele Jaffe e O inferno na terra – Stephenie Meyer.Todas elas têm em comum a existência de seres sobrenaturais que amedrontam num baile de finalistas. O Buquê foi de todas a que me despertou um interesse maior para passar de uma página à página seguinte e, assim sendo, é sobre ela que falarei.
A história começa com 3 adolescentes, Will, Frankie e Yun Sun no consultório de Madame Zanzibar, uma vidente conhecida por prever o futuro das maneiras mais estranhas. Frankie está  apaixonada por Will desde o 1º ano e Yun Sun é a sua melhor amiga. Enquanto Madame Z escreve na sua secretária, Yun Sun tenta convencer Frankie a ser ela a convidar Will para o baile de finalistas que era dali a 2 semanas, mas em vão, pois Frankie era a pessoa mais casmurra que ela conhecera. Madame Z dirige-se a eles e, olhando-os nos olhos, nomeia tudo aquilo que consegue ver sem receios.
Usava frases estranhas como “se uma árvore cair na floresta e não estiver lá ninguém para a ouvir cair, faz, mesmo assim, algum som”. Os três ficaram mais confusos mas, quando iam embora, repararam num frasco que continha uma rosa dentro. Frankie, fascinada, questiona
Madame Z sobre tão estranho objecto, pedindo mesmo se o podia levar com ela. Madame Z tenta desviar a conversa, parecendo assustada, porém, perante a insistência de Frankie, conta que aquela rosa concede 3 desejos a cada pessoa mas que contém uma maldição, referindo também que já se tentou livrar dela mas que não consegue. Frankie não acredita que Madame Z se queria livrar de uma coisa tão bonita e, depois muita insistência, Madame Z deixa Frankie levar o frasco para casa, dizendo que não se responsabiliza por nada que possa acontecer e que tenha cuidado. Assim, Frankie, despreocupada, segue para casa de Yun Sun e Will para o treino de futebol.
A noite de domingo é sempre uma rotina para as meninas, que comem pizza e vêem televisão a noite toda. Frankie, lembrando-se então da rosa vai buscá-la e diz a Yun que vai pedir o seu primeiro desejo (que o Will a convide para o baile). Depois disso, deixam a rosa em cima da mesa e continuam o seu serão. Na outra manhã, as raparigas recebem a triste notícia de que Will morrera ao descer de um muro onde escrevera “Frankie queres vir ao baile comigo?”. Frankie sente-se culpada e revoltada com tudo, as amigas apoiam-se uma à outra mas na escola nada é facilitado, os colegas acusam Frankie de ser culpada.

À noite, Yun vai com o namorado ao baile e Frankie fica em casa devastada, mas lembrando-se que tem mais 2 desejos, corre para a rosa pedindo-lhe que traga Will de volta. Segundos depois, inesperadamente, batem à porta. É Will. Frankie olha pela janela e nem consegue acreditar: Will está lá fora mas em muito mau estado – afinal de contas cairade um muro de 3 metros. Ela não sabe o que fazer: quer que ele esteja vivo mas ao mesmo tempo sente-se mal pelo que lhe está a fazer. Ele está cheio de dores, e depois o que irá ela dizer lá na escola? Que Will ressuscitou?

Frankie fecha os olhos e, ao mesmo tempo que as lágrimas lhe escorrem pelo  rosto,  pede o seu último desejo.  Após fazê-lo, todos os sons terminam e, ao olhar pela janela, vê apenas um pálido raio de luar que brilhava na rua deserta.

Joana Pinto, 10ºB
Nota do editor: esta obra está disponível na biblioteca da ESDS

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Gulliver era um rapaz que estudava para ser enfermeiro nos navios. Quem o ensinava era um senhor já de idade, com quem ele aprendeu muito.

Um dia, esse senhor morreu e Gulliver já não tinha ninguém para ensiná-lo. Então  teve de se tornar marinheiro. Quando viajava com o resto da tripulação, houve uma enorme tempestade, que arrasou com o barco. Mas, ao avistar a costa, decidiu salvar-se a nado. Contudo, nadou pouco, porque ele e o resto da tripulação tinham bebido bastante cerveja. Quando chegou à areia,  deixou-se dormir, exausto.

Quando acordou, estava todo amarrado com pequenas cordas e até o cabelo estava amarrado. Enquanto se tentava soltar, viu uma coisa muito pequena em cima do seu nariz: era um liliputiano. Esforçou-se para desamarrar as mãos e os braços, mas os liliputianos começaram a atirar-lhe com setas que, embora muito pequeninas, o picavam como agulhas. Passado algum tempo, lá acabaram por soltá-lo.

Gulliver acabou então a viver no meio daquela gente pequena. Certo dia, o castelo do rei liliputiano começou a arder e Gulliver foi ao lago e, enchendo a boca de água, chegou ao castelo onde estava a princesa e cuspiu a água com a intenção de apagar as chamas. Porém, quando chegou o rei, Gulliver foi acusado de ter cuspido na princesa.

Gulliver foi então expulso de lá e foi até a costa para se ir embora. Entretanto chega um outro povo liliputiano, para fazer a guerra aos que o tinham expulsado. Gulliver impede-os e consegue que os dois reis concordem em fazer as pazes.

Assim, a princesa pôde casar com o outro príncipe. Mas Gulliver ainda não sabia como voltar para casa.

Os reis decidiram construir uma caravela gigante para o recompensar e deram a Gulliver uma vaca, um cavalo e uma ovelha. Eles acabaram a caravela e ele partiu.

Quando chegou a casa, contou a história ao seu pai, mas ninguém acreditou. Foi então que Gulliver meteu as mãos nos bolsos e tirou de lá os animais!

Gostei desta história, porque é uma grande aventura.

Bárbara Viana, 7ºB

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