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olhando 2012, Francesca Cosanti

Cada ano pretende ser um ciclo que se encerra para começar um outro que todos desejam que possa ser melhor, ou pelo menos não pior que o anterior. Deita-se fora o Ano Velho (às vezes literalmente desfazendo-nos de coisas velhas, já sem uso) e saúda-se efusivamente com fogo e ruído a chegada do Novo.

O que significará realmente entrarmos em 2012? Para os eternos apocalípticos, o final dos tempos ou, pelo menos, dos tempos tal como os conhecemos, a dar fé em algumas interpretações de calendários de culturas ancestrais, nomeadamente dos Maias. Será que esta visão ancestral se refere ao colapso do Euro? Ao fim do sistema financeiro? O que é certo é que, ao ouvirmos as notícias todos os dias, não necessitamos de  interpretações complexas de calendários antigos para temer a imprevisibilidade do futuro.

Mas em que ano estamos afinal? Para os Judeus, em 5772 – os anos que o mundo tem desde o dia da sua criação; para os Muçulmanos em 1432, contados desde a data da fuga de Maomé de Meca para Medina. Finalmente, para os chineses e outros povos orientais, vivemos em pleno 4709 até 2 de Fevereiro de 2012. No entanto, até o conceito de “ano” como medida de tempo varia na sua conceção, pois enquanto o calendário Muçulmano é um calendário lunar puro, o hebraico e o chinês são lunissolares. Porém, o que nos dá, ao fim e ao cabo, pretexto, na noite de hoje, para tanto alarido é o calendário gregoriano, que diversas globalizações acabaram por tornar universal.

Jano

Curiosamente o mês que à meia-noite começa, janeiro, deve o seu nome ao deus romano Jano, o deus das escolhas e decisões, das entradas e das saídas, dos princípios e dos fins. Jano foi sempre representado com 2 caras – e reza a tradição que se uma olhava o passado, a outra fitava o futuro; se uma era pessimista, a outra, por seu turno, expressava otimismo. Assim, como o futuro vai chegando todos os dias, quer queiramos ou não, sob este calendário ou outro qualquer, ao menos que possamos olhá-lo com a cara  otimista de Jano.

Bom Ano.

Fernando Rebelo

imagens daqui, daqui e daqui

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ac6107e5-1c6e-4a13-b4e7-973648b7f447_sexta-feira13_190x232Por que razão quando se junta um determinado dia da semana (por sinal tão perto do descanso do fim-de-semana) com um certo dia do mês, muitos temem o azar, pensando que algo fatídico e terrível pode acontecer?

Dizem os  numerologistas que é a irregularidade trazida pelo 13, que se segue à perfeição completa  do 12, que faz dele o “intruso à mesa”.

O 12 sugere a ordem, a quantidade adequada: são os meses do ano, a metade do dia, os apóstolos de Cristo, os signos do Zodíaco, as tribos de Israel – o 13 vem então perturbar essa ordem com o “elemento inesperado”, muitas vezes associado ao mal.

A Sexta-feira, por seu turno, é, segundo os crentes, o dia da morte de Cristo, tendo sido também  numa Sexta-feira, 13 que se deu início à perseguição dos Cavaleiros Templários.

Será isto suficiente para temermos o dia? Penso firmemente que não; mas, se tal acontecer, saibam que sofremos de  Triscaidecafobia.

Assim, com ou sem cabalas, espero que vos aconteça algo de bom hoje, caso contrário podem sempre esperar por uma sorte romântica amanhã, 14.

De qualquer forma…. acontece.

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