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Archive for Janeiro, 2013

Aqui ficam apenas algumas das muitas novidades em livro ou DVD que a tua BE tem ao teu dispor – uma seleção de histórias para todos os gostos, especialmente para o público mais jovem. Em breve mais se seguirão.

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Vastas grinaldas, coroas de flores entrelaçadas…belos pêssegos e alperces, ou melões e limões e um transparente copo de de vinho numa mesa posta…ou uma partitura de música para a eternidade… tudo o que pode ser contido sob o nome de natureza-morta.

 Samuel van Hoogstraten, 1678

A representação de temas de natureza-morta surgiu na Antiguidade Clássica mas o termo “natureza-morta” só foi inventado no séc. XVII, quando os pintores representaram motivos como flores, alimentos, etc., como pintura independente com o objetivo de valerem por si só. Até então estes motivos eram parte de obras de arte maiores.

No séc. XVII esta categoria aparece como distinta, aceite pela Academia Francesa e oficialmente reconhecida, embora com menor importância. Foi na Holanda que este género de pintura se tornou mais popular entre os mecenas de arte.

Com base na pesquisa realizada, pelos alunos, sobre a definição de natureza-morta e a observação de algumas obras, os desenhos que se seguem são uma amostra da qualidade do seu trabalho.

Ana Guerreiro

(clique nas imagens para as ampliar)

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img_192029989_1330790039_abigSTILWELL, Isabel e Ana (2001),  49233$00 de telefone – Diário de uma mãe/Diário de uma filha, Texto Editora

49233$00 de telefone é um livro da autoria de Isabel e Ana Stilwell que engloba 2 diários. Um deles pertence a uma mãe e o outro à sua filha. Neste livro, podemos perceber a forma como duas pessoas podem encarar a mesma situação de maneiras diferentes.

As personagens desta ação são Margarida – uma jovem de 15 anos de idade, Rodrigo – rapaz com 13 anos de idade, irmão de Margarida e os seus pais e amigos, destacando-se Bonga – um jovem que atravessa uma fase complicada da sua vida. A história começa com a descrição da família de Margarida, seguindo-se a explicação de alguns dos problemas que determinados amigos seus enfrentam, com a chegada à adolescência.

O principal amigo de quem Margarida fala é Bonga. Este enfrenta uma fase complicada da sua vida, devido às discussões que assiste em casa entre os pais, levando-o a refugiar-se na droga e no tabaco. Outro problema que Bonga enfrenta é resultado da elevada pressão que os problemas da vida exercem sobre ele, o que o leva a ameaçar cometer suicídio. Por estes motivos,

Ana e Isabel Stilwell na atualidade

Ana e Isabel Stilwell na atualidade

Margarida fala com ele durante longos períodos de tempo, mas pelo telefone, levando a que a fatura no final do mês apresente o expressivo valor de 49233$00 (o que dá o nome ao livro). Esta situação desencadeia um desentendimento com a sua mãe, que apesar de tudo, acaba por se resolver sem grandes complicações.

De acordo com o meu ponto de vista, este livro proporciona-nos várias “lições de vida”, tais como a existência de problemas sociais que podem ser resolvidos desde que se tenha força de vontade; ou ainda, a nível mais pessoal, que os desentendimentos podem ser ultrapassados se nos tentarmos colocar no lugar da outra pessoa. Recomendo a sua leitura, pois não é complicado de perceber e tem um fundo de verdade, ensinando-nos de certa forma a viver.

Aqui vos deixo a minha passagem preferida, que refere os problemas que Margarida terá de enfrentar ao longo da história:

Hoje fui excessivamente simpática para a minha querida mãe! Amanhã tenho de lhe pedir para ir sair à noite, duvido muito que consiga convencê-la mas, enfim, vou tentar. Sim, que a minha mãe com a mania da perseguição, dos raptos, etc….

Gonçalo Rolo, 10ºC

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8. O cérebro humano é como um computador: falso

cartoon-computer-brainPor mais que queiramos inventar um computador muito parecido com o cérebro humano, estamos longe de desenvolver uma “máquina” tão poderosa como o nosso cérebro. A metáfora do cérebro como um computador está cheia de equívocos. Vamos ver alguns deles:

Ao contrário dos computadores, que precisamos de ligar e desligar, o cérebro humano nunca se desliga. Quando estamos a dormir o nosso cérebro continua a funcionar ativamente. Mesmo em coma, a nossa consciência desaparece, mas continua a haver atividade cerebral.

Nos computadores, distinguimos facilmente o hardware do software, mas no cérebro humano, não é possível fazer a distinção entre equipamento e funcionamento, entre cérebro e atividade psíquica. O cérebro funciona como um todo, em que não há partições. Sabemos também que as atividades psíquicas, como a linguagem, o pensamento e a aprendizagem, modificam as estruturas nervosas que lhes servem de base.

O cérebro, ao contrário dos computadores, tem um elevado consumo de energia (glicose e oxigénio), mas dispensa quaisquer sistemas de refrigeração.

Também distintamente do computador, a velocidade de processamento da informação, pelo cérebro, não é fixa, é muito variável.

A memória humana não é um gravador. Ao contrário do que acontece com as memórias de um computador, a recuperação dos dados das nossas memórias é um processo falível. Como vimos num mito anterior, a nossa memória de acontecimentos é imprecisa e inexata, sujeita a ilusões, podendo mesmo ser induzidas falsas 1275814901D7aC7jmemórias. No computador, conseguimos saber a localização exata dos dados, o que no caso do cérebro humano se revela uma tarefa  impossível. O nosso cérebro usa a memória endereçada por conteúdo e o processamento dos dados e a memória são feitos pelos mesmos componentes.

E qual será o espaço disponível para o armazenamento de informações no nosso cérebro? Afinal, se passarmos toda a nossa vida, sempre a aprender coisas novas, será que a nossa “memória interna” nunca se esgota? Apesar de o nosso cérebro possuir, provavelmente, um limite de armazenamento, ele é suficientemente grande para não termos de nos preocupar com ele.

O computador trabalha bem e muito rapidamente, mas não é nada inteligente. Hoje, os PCs são capazes de fazer cálculos e de trabalhar para nós de forma contínua, a uma velocidade assombrosa, sem queda de produtividade ou ameaça de aborrecimento ou cansaço. Mas por mais veloz e eficiente que seja, o computador está limitado a executar apenas as tarefas para as quais foi programado. Contrariamente, o cérebro é um órgão especializado em produzir soluções. Apesar de os computadores serem uma invenção do cérebro humano, é indiscutível que esses “cérebros” não são tão potentes ou inteligentes, como aqueles que temos na nossa caixa craniana.

Teresa Alves Soares

Psicóloga – SPO Escola Secundária Daniel Sampaio

imagens daqui e daqui

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O ano de 2012 terminou com destaque para  o cinema português, nomeadamente nos festivais de  Turim (Itália), em que A última vez que vi Macau, de João Pedro Rodrigues e João Guerra da Mata foi eleito o melhor documentário, e de Gijón (Espanha) pois Viagem a Portugal de Sérgio Tréfaut, protagonizado por Maria de Medeiros, recebeu o Prémio Rellumes. Em Turim foi apresentada uma retrospetiva integral da obra do realizador Miguel Gomes, premiado este ano em Berlim e que, desde então, tem sido amplamente elogiado em festivais e pela crítica estrangeira. Como tal, não é de admirar que  filme Tabu esteja em  segundo lugar na lista de melhores filmes de 2012 elaborada por 100 críticos para a revista inglesa Sight & Sound, uma das mais prestigiadas publicações especializadas em cinema. De igual modo, o crítico Richard Brody da conceituada publicação norte-americana New Yorker colocou a película como uma das melhores do ano realçando a excelente qualidade  do filme a preto e branco sobre a memória e a perda, o que o jornal francês Le Monde considera uma homenagem à idade de ouro do cinema, tendo-a distinguido juntamente com O gebo e a sombra do centenário Manoel de Oliveira. Com tantos elogios, é natural a nomeação para melhor filme estrangeiro pela Associação de Críticos de Londres, cujos vencedor será conhecido em janeiro de 2013.

Ainda sobre prémios, a Academia Europeia de Cinema atribuiu o Prémio de Melhor Filme Europeu 2012 a Amor de Michael Haneke, cineasta austríaco distinguido igualmente como Melhor Realizador Europeu do ano. Nesta 25.ª edição, os prémios da Academia Europeia de Cinema foram anunciados na cidade de Valeta, em Malta. Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva, que fazem parte do elenco da obra atrás referida, ganharam por sua vez os galardões de melhores atores. Este belo e emotivo filme, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, foi a principal  estreia do mês e é com emoção que se veem as sequências melancólicas e belas, que retratam a vida de um casal de idosos enfrentando um processo de degradação progressiva da saúde de um deles, numa obra que nos transmite algo sobre o sentido da vida.

Mantendo a tradição da época natalícia, os filmes de animação marcaram presença com Sininho – o segredo das fadas de Roberts Gannaway e Peggy Holmes, Sammy 2  de Ben Stassen e o divertido Hotel Transylvania de Genndy Tartakovsky. 75 anos após a publicação do livro The Hobbit, chega aos cinemas O Hobbit – Uma Viagem Inesperada, o primeiro filme da trilogia em que Peter Jackson dividiu a obra de  J.R.R. Tolkien, que prevê terminar em 2014. Filme interessante mas demasiado longo e com um excesso de efeitos especiais, características que o tornam de certo modo cansativo, mas que não têm impedido a corrida às bilheteiras em todo o mundo. O mês foi pautado ainda por outras adaptações: Anna Karenina  de Joe Wright do épico clássico da história de amor de Leo Tolstoy publicado entre 1875-77 na  revista russa da época, Russian Messenger; Pela estrada fora de Walter Salles e produção executiva de Francis Ford  Coppola  a partir da obra de Jack Kerouac, um dos símbolos da contra-cultura americana ; A vida de Pi de Ang Lee, feita a partir do fantástico livro homónimo de Yann Martel  e já nomeada para os Globos de Ouro, e o inquietante  Paperboy- um rapaz do sul  de Lee Daniels, baseado na novela de Peter Dexter,  que relata uma história verídica americana dos anos 60, em que Nicole Kidman  tem um dos seus melhores papéis de sempre.

O conceituado realizador grego Costa-Gavras, por seu turno, continua a denunciar angustiantes  realidades, neste caso a dos imigrantes ilegais na União Europeia  com Paraíso a oeste. Igualmente realista é o drama retratado em Também a chuva da espanhola Ician Bollain sobre a revolução conhecida pela “guerra da água” na região de Cochabamba na Bolívia em abril 2000. E, por fim, a versão restaurada do que é considerado o melhor filme de todos os tempos: o fascinante Vertigo, a mulher que viveu duas vezes do genial Alfred  Hitchcock que, pelas emoções que desperta, merece a pena rever.

Começa assim a época de corrida aos prémios  das várias associações ligadas ao meio cinematográfico e que são sempre indicadores para os mais ambicionados – os Óscares. Que 2013 apresente obras de qualidade para que apreciar bons filmes continue a fazer parte do nosso quotidiano.

Luísa Oliveira

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