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SALVATORE, R.A, Pátria – A Trilogia do Elfo Negro, editor:  Saída de Emergência, 1ª edição, Outubro de 2010

Era escura e tenebrosa a cidade de Menzoberranzan, criada por Lolth, a Rainha Aranha que dominava este mundo, que acolhera os elfos negros da superfície, elfos que não aguentavam a luz do sol e das estrelas, elfos que viviam para matar. Menzoberranzan fora criada para proteger os elfos negros, denominados drow, fora uma dádiva da malévola rainha. Afinal esta cidade não era uma cidade normal, era uma cidade construída por baixo da terra, onde a temperatura era amena e não existia luz solar, era uma cidade cheia de esconderijos secretos…

Dinin Do’Urden  ia montado no seu lagarto, os passos da sua montada eram silenciosos, pois trotava num passo leve, encaminhando o seu mestre ao seu destino. Dinin encontrou-se com Sem Rosto, um velho drow, mestre da academia de mágicos de Menzoberranzan. Dinin pediu-lhe que participasse numa missão secreta, oferecendo-lhe para tal uma recompensa.

Após a chegada de Dinin a sua casa, décima casa de Menzoberranzan – a casa Daermon N’a’shezbaernon, ou apenas Do’Urden – Matrona Malice, o patrono, as irmãs sacerdotisas, o Mestre de Armas e o Primeiro Rapaz da casa esperavam-no na sala de reuniões. Estes planeavam atacar a quinta casa – a casa De Vir. E assim o fizeram: atacaram-na durante a noite. Para tornar os feitiços das sacerdotisas mais fortes, Malice deu à luz a um drow de olhos cor de púrpura, com o objectivo de sacrificá-lo à Rainha Lolth. Porém o desaparecimento  do Primeiro Rapaz às mãos do próprio irmão, Dinin, mudou-lhe os planos: Malice já não podia sacrificar a criança e, com a queda da quinta casa, esta decidiu dar-lhe o nome de Drizzt – Drizzt Do’Urden.

Drizzt ficou ao encargo da sua irmã do meio, a sacerdotisa Vierna, que lhe ensinara ao longo dos anos que naquele mundo as fêmeas eram superiores e que nunca deveria desrespeitar nenhuma das suas decisões. Quando Drizzt cresceu, foi escolhido para ir para a academia de armas de Menzonberranzan, onde acabaria por ser treinado pelo seu verdadeiro pai, Zaknafein Do’Urden. Zak era o melhor guerreiro em toda a cidade, mas Drizzt, sangue do seu sangue, não lhe ficava atrás.

Após a ida de Drizzt para a academia, Zak ficara com receio de que ele mudasse. Tanto Zak como Drizzt tinham uma maneira diferente dos drow normais de ver o seu mundo – Zak e Drizzt achavam repugnantes todos os assassinatos, traições e castigos que estes impunham.

Drizzt voltou mas continuara igual a si mesmo, embora Zak ficasse inquieto, pois deixara de lhe ver o sorriso habitual. Drizzt pertencia agora às patrulhas de Menzanberranzan, protegendo a sua cidade de outras criaturas, juntamente com a sua pantera Guenhwyvar. Drizzt teve então como missão ir à superfície matar elfos brancos. Drizzt, contudo,  não conseguiu cumpri-la. Fitava  os olhos da criança elfo e via a sua agonia, por isso limitava-se a derrubá-la, cortar-lhe a roupa com as suas cimitarras e a cobri-la de sangue de outros elfos mortos pelos seus companheiros para lhe simular a morte.

Zaknafein desafiou então Drizzt para uma luta mortal, durante a qual Drizzt acabou por confessar que não tinha morto a criança.  Zak , feliz, contou-lhe  que era o seu verdadeiro pai. Porém,  Lolth ficou bastante desagradada com a traição de Drizzt e a Matrona sabia que tinha que fazer algo: sacrificar Drizzt. Mas Zak não deixou que tal acontecesse, sacrificando-se  para salvar o filho. Ele sabia que o filho era diferente, que Drizzt poderia levar uma vida diferente da sua, sabia que Drizzt poderia fugir daquele horroso lugar.

Quando Drizzt descobriu a morte do seu melhor amigo, do seu pai Zak, revoltou-se e disse, na sala de reuniões, que tudo o que os seus familiares pensavam sobre Lolth era uma farsa, todo aquele mundo era horrível e expos tudo aquilo que pensava, desrespeitando as fêmeas superiores e terminando o seu discurso ofuscando com uma bola de luz todos os que estavam presentes na sala.

Fugido da sua família, da sua cidade, do seu mundo, Drizzt estava agora sozinho, tendo apenas como melhor amiga a pantera e carregando os remorsos por não ter podido salvar o pai.

Aqui transcrevo o meu excerto preferido:

– Que lugar é este – perguntou baixinho ao felino – a que chamo lar? Esta é a minha gente, pela cor da pele e por herança, mas não sou familiar deles. Estão perdidos, e estarão para sempre. Quantos outros haverá como eu? Gostava de saber… – murmurou, olhando uma última vez. – Almas condenadas, como a de Zak. Pobre Zak. Faço isto por ele, Guenhwyvar; parto, quando ele não conseguiu partir. A vida dele foi a minha lição, um negro pergaminho rabiscado com preço pesado pago às promessas malignas da Matrona Malice.

– Adeus Zak! – gritou, com a voz erguendo-se num desafio final. – Meu pai… Consola-te sabendo, como eu sei, que da próxima vez que nos encontrarmos, numa vida depois desta, não será certamente no fogo infernal a que os nossos familiares estão condenados!

Trilogia do Elfo Negro

Gostei bastante deste livro porque sempre me deu prazer ler histórias de elfos, neste caso os drow, elfos negros. Cativou-me entrar num mundo que  desconhecia, ficar a saber como fora o passado do famoso herói Drizzt. É realmente um dos meus livros preferidos. Recomendo-o vivamente porque tem uma escrita de compreensão fácil, assim como também é fácil ficar envolvido na história e sentir aquilo que os personagens sentem. Aconselho mesmo a leitura do resto da trilogia ainda não editada totalmente em Portugal, no momento em que escrevo.

Patrícia Gonçalves, 11ºB

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